Love Story
225 Tudo Vai Bem Quando Termina Bem
Notas iniciais
O Natal de 2023 não reuniu toda a família CSI, mas o Ano Novo foi como o casamento de Greg e Morgan, felizmente TODOS conseguiram comparecer. Então a casa de praia se encheu de gente, e claro, de alegria. Como era algo que raramente acontecia, eles aproveitavam muito e registravam tudo.
Fevereiro de 2024 foi agraciado com o rolê maravilhoso marcado por Thomas, no aniversário dele, e repetiram a noite do boliche + pizzaria depois.
Era difícil dizer qual evento foi mais divertido, esse aniversário de Tom, ou o de Maggie no mês seguinte com direito a mais uma viagem para Veneza. Gil e Sara não voltavam lá há anos, desde a lua de mel, e estavam morrendo de saudade da cidade dos amantes. Agora com dois pimpolhos e uma nem tão pimpolha assim, acompanhada do namorado.
Revisitaram todos os lugares que amaram e conheceram mais com seus filhos. A cidade havia mudado pouquíssimo desde a última visita, e as crianças amaram passear de barco por entre “as ruas”. Tinham costume, então não era nada chato pra eles passear por quase tudo através de um barco. E claro que deram uma passada em Burano também. As crianças amaram as cores de lá.
Em Abril voltaram ao oceano agora acompanhados de sua bióloga marinha formada e fizeram vários trabalhos lá durante o mês. Ricky e Maggie continuavam estudando em casa e estavam cada vez mais inteligentes.
Em Maio, foram convidados para comemorarem o aniversário de vinte e um anos de Rebecca em São Francisco. Rayle deu uma festa linda com a família e os amigos dela. O tema era tudo o que ela amava, skate, fotografia e kpop, tudo misturado.
Gil e Sara estavam já planejando uma viagem pra Califórnia com os filhos há um tempo e já que já estavam lá pro aniversário de Becca, resolveram unir o útil ao agradável e de lá já irem para Napa. Claro que convidaram Rayle e os amigos para irem junto, mas Jerry teve que pegar um voo de volta pro México e Tom tinha um evento pra fazer, então não teria como ir, mas super agradeceram o convite e marcaram pra uma próxima vez.
Mas o que tem em Napa afinal que eles queriam tanto fazer?
Um passeio de balão!
A região de Napa Valley fica a aproximadamente uma hora de São Francisco e já que estavam em dez pessoas (Sara, Gil, Maggie, Ricky, Abby, Robert, Rayle, Nick, Rebecca e Amy) alugaram uma van pra irem até lá. Então acordaram cedinho, pois o passeio de balão começava logo ao amanhecer, entre cinco e meia e sete horas da manhã.
Chegaram lá e já conseguiram ver vários balões de todas as cores sendo enchidos.
As crianças quase gritaram de empolgação, pois nunca tinham chegado nem perto de um balão, muito menos um tão grande. Lá de cima eles veriam toda a natureza de baixo, além das plantações e as famosas vinícolas da região com vinhedos e tal.
Falaram com um dos instrutores, perguntaram se podiam ir todos juntos num balão só, como funcionava, quanto tempo durava, acertaram todo o valor, enfim, tudo direitinho. Tinham visto pela internet, mas era sempre bom confirmar.
O passeio durava em média uma hora e a depender do vento, o balão pode subir numa altura de 300 a 900 metros. No final do passeio, eles até iriam participar de um café da manhã. Nunca dá pra saber previamente o local de pouso, pois os voos não seguem um trajeto certo, o qual muda conforme os ventos, mas eles tinham uma van que acompanhava por terra todo o percurso e se comunicava com o guia pelo rádio, então eles podiam voltar nela. Cada balão pode levar 10, 12, 16 ou 20 pessoas, sendo que dois lugares são destinados para a equipe que organiza o evento, então no caso iriam 12 no balão deles. No meio a equipe e nas pontas os passageiros.
Se fossem só Gil, Sara e as crianças, eles optariam pelo voo particular, mas como era muita gente, optaram pelo coletivo que era 200 dólares por pessoa. Então eles dividiram aí 2 mil dólares para fazer esse passeio em família. A maioria era adulto então cada um pagou o seu, só Gil e Sara pagaram mais por causa dos dois pimpolhos.
Falando em pimpolhos, eles quase não iam conseguir ver nada pela altura da cesta do balão. Por pouco não teriam que ficar na ponta dos pés, mas isso seria resolvido com um colinho dos pais.
Dirigiram-se até o balão disponível e para a surpresa do casal, era amarelo. Eles se olharem e riram da coincidência novamente.
Ninguém entendeu.
Sara explicou.
— Quando nos beijamos pela primeira vez, tinha um balão igual a esse voando no céu em São Francisco.
— E algumas vezes ao longo dos anos, sempre que estávamos juntos numa superfície alta, um balão aparecia no céu.- Gil continuou.
— E parece que foi sempre em cada uma das fases da nossa vida. Quando nos conhecemos, quando começamos a namorar, quando nos casamos…
— Parece que tudo estava nos trazendo pra esse momento.- ele sorriu ao ver o sorriso dela.
— Agora nós vamos estar nele… com nossos filhos.
Abby, Maggie e Ricky correram para os braços dos pais que os receberam num abraço forte.
Rayle sentiu os olhos lacrimejarem um pouco com o amor deles a cada frase, o brilho nos olhos, a felicidade na voz. Aquele seria o voo da realização, da liberdade, da alegria. Quase quis deixar que fossem os seis sozinhos. Mas Sara fez questão que todos fossem juntos, pois todos ali eram da família.
Fizeram algumas fotos antes de entrarem e após isso, esperaram que o balão subisse. Era super suave, eles mal perceberiam que estavam flutuando se não estivessem olhando.
Rebecca, Amy, Abby e Robert ficaram fazendo stories, Rayle aproveitava toda aquela paisagem linda para fotografar em sua câmera, às vezes com Nick de modelo, enquanto Gil e Sara apreciavam com as crianças. Cada duplinha em um canto do balão.
O nascer do sol, as árvores, o céu azul, o vento fresco, os pássaros cantando, era tudo lindo!
Estavam todos encantados. Gil e Sara sorriam a cada "Olha, papai!", "Olha, mamãe!", "É muito alto, né papai?", "Mamãe, a gente tá voando!", "Papai, a gente vai encostar nas nuvens!"
Depois de uns vinte minutos, observando, comentando sobre o que viam, Maggie lembrou de uma música sobre voar, que ela é a mãe amavam, de um desenho da Disney. Ela amava, pois a princesa tinha o cabelo cacheado e cheio igual o dela.
— Mamãe!- quando Sara a olhou, Maggie sorriu e começou a cantar, com um olhar incentivando que ela cantasse junto. — Ventos friios me chamando, vejo o céu azul briilhaar...- Sara a pegou no colo e continuou junto com ela o resto da música, ambas olhando pro céu. — As montanhas sussurrando que pra luz vão me levar. Vou correer, vou voaaar! E o céu eu vou tocar! Vou voaaar, e o céu eu vou toocaaar!
Rayle amava aquela música, pois era viciada em animações e claro que ela se juntou a sua irmã e sua afilhada na cantoria.
— Onde os bosques tem segreedos e as montanhas imensiiidãão. Águas guardam os reflexos dos tempos que se vão. Vou gostar de cada históóriaa, meu soonho guardaareei! Como o mar e a tempestade, valente sempre seeerei!
Grissom e Nick pararam lado a lado observando suas meninas cantarem com cara de bobos.
— Vou correr, vou voaaar! E o céu eu vou tocaar! Vou voaaar e o céu eu vou tooocaaar!- Maggie esticou o braço no colo da mãe, rindo e tentando tocar o céu.
Sara riu também e ela e Rayle a encheram de beijos, cada uma de um lado.
Uma cena fofíssima de ver.
Mais alguns minutos apreciando a paisagem, e eles começaram a bater papo, já que Nick perguntou se eles iam voltar pro mar ou ficar por ali.
— Bom, há algumas semanas, a Mel disse que ia entregar a casa de volta pra gente, pois ia se mudar pra outro país.
— Mel é a amiga que alugou nossa casa em Paris.- Gil esclareceu. — Uma graça, nunca atrasou nenhum mês o aluguel. Parece que ela vai vir pros Estados Unidos e a casa na França vai ficar lá.
— Então pensamos em parar um pouquinho em terra.- Sara continuou. — E ficar na nossa casa, agora que ela está desocupada, para as crianças aproveitarem a vida fora do mar um pouquinho e socializarem mais com outras.
— Eles brincam bastante, mas no meio do oceano é difícil né, crianças precisam estar com outras crianças às vezes. Viver muito isolado não é bom, mesmo quando ancoramos em alguns lugares.
— Vai ser bom pra eles passar um tempo em Paris.- comentou Abby. — E pra vocês também né, relembrar os velhos tempos. O início do casamento e tudo mais.
— Lembra quando foi passar as férias de verão lá com a gente? Foi a melhor época.
— Claro que eu lembro, foram as minhas melhores férias.- sorriu.
Já estavam no balão há quarenta e cinco minutos e passou muito rápido. Estavam tão alheios, contemplando a vista e a companhia, falando com a dupla especialista que estava com eles. As crianças fizeram várias perguntas pra eles, e a dupla super simpática os tratou com muito carinho. Disseram que foi a família mais fofa e diferente que eles viram ali, pois eles não tinham nenhum traço parecido. Apenas Rayle e Rebecca, e Sara, Gil e Warrick. Robert brincou que eles eram agregados.
Lá pro final do passeio, o balão estava descendo bem aos poucos, as crianças se distraíram com Nick e a galera mais jovem, enquanto Rayle continuava fotografando ao redor e o casal ficou um pouco sozinho.
— Gostou do passeio?- ela indagou enlaçando o pescoço dele.
— Amei.- respondeu enlaçando a cintura dela. — Foi uma ótima ideia.
— Eu sei, eu sou cheia de ótimas idéias.- sorriu convencida.
Grissom riu e lhe deu beijos estralados na bochecha. A abraçou em seguida, apoiando a cabeça dela em seu ombro, ambos olhando a paisagem.
— É lindo demais!
— Ah, obrigado.
Sara riu e o olhou, desfazendo só um pouquinho o abraço.
— Estava falando do cenário.- ele fingiu ficar triste, mas sorriu depois. — Mas sabe qual céu eu prefiro olhar?
— E tem mais de um?- ele indagou curioso.
— Claro que tem.
— Qual?
— Estou olhando pra ele agora.
Grissom sorriu com a associação de seus olhos e recebeu um selinho rápido.
— Bom, então eu amo olhar pra um mel em específico.
Ela sorriu também com a resposta acariciando a barba dele. O olhou com o maior amor do mundo e o chamou de algo que há tempos não chamava.
— Te amo, cara dos insetos.
O peito dele se encheu de amor, mais amor ainda, pois foi como se voltasse lááá atrás, quando ela o chamou assim pela primeira vez. E a forma como ela sorriu, o brilho no olhar dela, sempre os mesmos. Seu coração encheu ainda mais de alegria, tudo o que disse a ela na formatura de Abby só se reforçava a cada dia que passava.
Ele tinha tudo o que queria, tudo o que precisava, ali, naquele balão que flutuava de volta ao chão.
Tocou o rosto dela da mesma forma, com o mesmo carinho e amor, e respondeu.
— Te amo, moça curiosa.
Sara abriu o sorriso mais lindo do mundo e esqueceu completamente do que estava ao redor. Direcionou uma das mãos até a nuca do marido e o puxou para colar os lábios nos seus. Um beijo cheio de amor e ternura. A coisa mais fofa do mundo. Dois lindos da terceira idade apaixonadinhos.
Sorriram um pro outro depois, e Sara percebeu barulhos de clicks. Riu assim que olhou pro lado.
— Não acredito.
— Ela está tirando foto da gente?
— Está.- disse ainda rindo.
— Eu vou emoldurar essas fotos!- Rayle deu um berro de tão apaixonada por eles. Sorriram ao ouvi-la dizer: — Não dá. Vocês são simplesmente perfeitos!
~ ♥ ~
Paris, França.
Algumas semanas depois…
Deitados no chão do terraço de sua casa, a lua eles olhavam. Com suas mãos entrelaçadas e corações palpitando de felicidade, cada um estava perdido em seus pensamentos.
Até que ela quebrou o perfeito silêncio daquela linda noite de luar e suspirou.
— É melhor do que eu imaginei.- ela sorriu ao dizer.
— O que?- sua voz saiu suave.
Sem tirar os olhos do céu ela respondeu.
— Nossa vida juntos.
Ele sorriu e virou a cabeça para olhá-la.
— Sério? É melhor do que imaginava?
— Uhum.- ela sorriu e olhou pra ele.
Sorriram lindamente um para o outro e voltaram a olhar para a lua.
Ela riu baixinho.
— Do que está rindo?
— Lembrei de uma coisa.
Eles conversavam quase sussurrando.
— De quê?
— A guerra de farinha na cozinha quando eu estava grávida.- riu mais uma vez baixo. Era tarde da noite e a cidade estava silenciosa.
Já estavam em Paris há um mês e meio e os filhos adoraram a cidade luz e a casa. Abby já tinha seu quarto lá, então eles só precisaram decorar os outros dois quartos para os dois menores.
Ele riu também do que ela disse.
— Foi um dia muito legal. Me diverti muito.
— Eu também. Até que o bolo ficou bom, né?- sorriu e olhou para ele.
— Fora o queimadinho no fundo da forma que deu um trabalho enorme pra lavar, ficou ótimo.
Riram.
— Foi engraçado. Tínhamos que ter colocado a foto num porta-retratos.- disse Sara.
— É, tem razão. Amanhã compramos um. Os nossos já estão cheios.
— E adivinha de quem são?
Riram novamente.
— Do que estão rindo?- Warrick se aproximou deles.
— E por que estão aqui em cima?- Maggie perguntou e também se aproximou.
— Estávamos rindo das trapalhadas que sua mãe e eu fizemos.- Gil se sentou e respondeu a pergunta de seu filho.
— Queríamos ver o céu.- Sara respondeu sua filha. — Achei que estivessem dormindo.- sentou-se também.
— Não conseguimos, né Maggie?- o garotinho sapeca se sentou no colo de seu pai.
— É. E o Ricky disse pra gente ir dormir com vocês.- ela se sentou entre as pernas de Sara.
— Mas vocês não estavam no quarto.- os olhos azuis dele brilharam, pois queria fazer algo divertido, não estava com sono algum. — E a Abby dorme feito pedra.
Sara riu do que disseram da irmã.
— Não estávamos com sono e vimos essa lua linda da janela, então viemos apreciá-la.
— Está linda mesmo, mamãe.- Maggie concordou.
— Que lua é essa?
— Lua cheia.- respondeu Sara.
— Ahh! Vai aparecer Lobisomem!!- Gil falou alto e caiu para trás com Warrick que começou a rir.
— Ahhhh! Socorro, Maggie!
Sara riu.
— Papai, para com isso! Lobisomem não existe, seu bobo! É só uma lenda!- Maggie corrigiu seu pai.
— Oh espertinha, eu só estava brincando.- piscou e sorriu para ela que riu.
Sara sorriu. Se seus pequenos descobrissem sobre os casos que investigou anos atrás, iriam querer saber de cada detalhe. Talvez um dia contasse a eles.
— Mamãe, vamos fazer bolo?
— Ricky, está muito tarde, meu amor. Não é hora de fazer bolo.
— Alguém aqui está com sono?
— Não.- todos responderam, inclusive ele.
— Então não tem problema.- abriu um sorriso tão lindo que não teve como resistir.
— Tabom.
— Legal!- levantou ansioso. — Aí a gente já treina pro meu bolo.
— Só não mexam com a farinha. Deixa que a gente mexe.- disse Maggie.
— É. Da última vez não deu muito certo não.- Warrick riu com sua irmã.
— Espera aí! Como sabem?
— Achamos a foto na gaveta da cômoda de vocês.- respondeu Maggie.
— E o que estavam fazendo mexendo na cômoda?- Sara os questiona mais uma vez.
— Procurando nosso jogo de cartas que o papai guardou e não se lembra onde foi.- dessa vez Warrick quem respondeu.
Sara deu uma gostosa gargalhada.
— Não contem com a memória do seu pai pra essas coisas.
— Hey!
Todos riram e desceram pra cozinha fazer bagunça num horário nada propício.
~ ♥ ~
Uma semana depois foi o aniversário de Warrick. E pra comemorar passaram a tarde inteira fora, como fizeram no de Maggie. De manhã eles tomaram café em casa com muitas panquecas e waffles. Almoçaram em casa também e depois do almoço foram na sorveteria comer a sobremesa. À tarde foram fazer um piquenique no parque perto do lago onde sempre ficavam.
— Ei rainha!- Ricky a chamou depois de dar uma golada em seu suco de uva.
— Diga, meu príncipe.- ela respondeu sorrindo e em seguida mordeu sua maçã.
— Onde a gente vai quando ficar de noite?
Sara sabia onde, mas resolveu fazer suspense e brincar com ele.
— Hm. Não sei não. Acho que em lugar nenhum, vamos ficar em casa mesmo.
— Ah não! Vocês prometeram!
— Não me inclui nessa aí não, filhão.- Grissom levantou as mãos como em rendição.
Sara riu.
— É verdade, mamãe. Não pode quebrar promessas. Não é verdade, Abby?
— É isso aí, Maggie. É feio!- Abby alimentou se divertindo com a situação.
Sara sorriu.
— Nós vamos sair sim, seus bobões.
— Pra onde?- perguntaram ao mesmo tempo empolgados.
Sara e Gil trocaram um olhar cúmplice e um sorriso sapeca, mas não disseram nada.
— Mãe!
— Pai!
Warrick repreendeu sua mãe e Maggie seu pai, ao mesmo tempo.
Grissom e Sara deram risada e responderam juntos:
— Pro parque de diversões.
— Eeeeeh!- eles comemoraram felizes da vida e pularam em cima de seus pais que riram. Abby riu da cena enquanto comia umas uvinhas.
— Vai ser a noite mais divertida de todas.- disse após mastigar.
— Pode apostar que sim, filhota!- Gil concordou sorrindo.
— Mamãe, a gente pode ir brincar de bola?- Maggie perguntou.
— Podem, mas não saiam do meu campo de visão.
— Tá.- disseram animados e correram para brincar puxando Abby junto.
Sara balançou a cabeça sorrindo e ao voltar sua atenção para Gil, ele a olhava carinhosamente, com a cabeça de lado e um sorriso bobo.
“Esperei por você a vida inteira [...]
Toda vez que eu olho pra você
Me vejo brilhar nos olhos seus
Toda a ternura deste amor [...]
Você é bem mais do que sonhei
O amor que eu sempre quis” ― Marquinhos Gomes
Ela abriu um lindo sorriso e perguntou:
— O que foi?
— Sou tão sortudo.
— Mesmo?- chegou pertinho dele, à centímetros de seu rosto. — Por quê?
— Sortudo por estar hoje com você.- colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e ela sorriu de lado. — Sortudo por ver seu sorriso todo dia quando acordo. Sortudo por ter seu amor.- acariciou seu rosto. — Sortudo por ter essa família linda.- olhou para seus dois pequenos e uma nem tão pequena assim, se divertindo juntos brincando e sorriu. Sara fez o mesmo.
Voltaram a se olhar.
— Tive sorte quando você me encontrou. Foi preciso somente um olhar… sabe? O que eu fiz para ser tão sortudo, honey?
— Não foi a sorte, meu amor.- acariciou seu rosto e observou cada detalhe dele, até que olhou em seus olhos novamente. — Foi o destino. Você é tudo o que eu sempre quis.
Ele sorriu e a puxou devagar para um beijo. Um beijo mais que apaixonado. Ao se separarem, trocaram um profundo olhar e pronunciaram juntos:
— Eu te amo.
Sorriram.
— Pra sempre?- ele perguntou abraçando sua cintura.
— Pra sempre!- ela respondeu enlaçando seu pescoço.
Abriram um lindo sorriso e selaram a promessa com mais um beijo.
“Tudo vai bem quando termina bem” ― William Shakespeare
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