Love Story

141 Paris!


Notas iniciais
Hey pandinhas! Eis que a cidade luz chega na história. Você quer romantismo e momentos felizes, @? Então toma! kkkk *~* Dedico esse capítulo pra Mercelly e pra Tayná Marques que é um amorzinho de pessoa e foi lá no face elogiar a fic. Muito obrigada, pandinha, e sejam bem vindas à família LS *-* ♥ Boa leitura :3

Já era noite, todos estavam em suas respectivas barracas. Alyssa dividia com Sara, mas como Gil estava lá agora, a jovem foi ficar com Kim e Joan. Roger, Robert e Franklin dividiam uma, e Dener, Raj e Felipe dividiam outra. Estavam ali há quase uma semana e a divisão foi feita do jeito certo, nenhum deles reclamava de nada.

Deitados sobre o saco grande de dormir, Grissom e Sara matavam a saudade com beijos longos e carícias suaves.

— Estava com tanta saudade de você…- ela sussurrou ao acariciar o rosto dele depois de se separarem por falta de fôlego.

— E eu de você…- imitou o gesto dela e lhe deu um selinho.

— Foi o vídeo que te fez tomar coragem pra largar tudo?

— Foi. Eu não consegui aceitar que tudo acabasse assim. Mas uma pessoa me ajudou muito a decidir.

— Mesmo? Quem?

— A Heather.

Sara ergueu as sobrancelhas.

— Você foi atrás dela?

— Fui. Eu não sabia mais o que fazer, não conseguia me concentrar, nem dormir, estava destruído. Heather fez com que eu me sentisse melhor e tomasse uma atitude.

— E o que ela fez?- o tom de ciúme ficou bem nítido e Grissom riu por dentro.

— Conversou comigo, me deu conselhos, me ajudou a dormir… Eu devo muito a ela, Sara.

— Hm…

A morena não sabia como se sentia ao ouvir aquilo. Se ficava feliz por Heather tê-lo ajudado, ou com raiva por ter sido ela a ajudá-lo.

— Ela só me abriu os olhos, bobinha.- beijou seu pescoço. — Não dormi com ela.

— Mas pensou né?

— Não…- mentiu e ela, obviamente, notou pelo jeito que ele respondeu.

— Eu sei quando está mentindo pra mim. Você pensou.

— Tá, eu pensei, mas não fiz. Eu estava carente e sofrendo, Sara, minha mente não estava funcionando direito.

— Você não estava carente e sofrendo quando me deixou plantada pra ficar com ela daquela vez.

— A gente vai brigar por causa dela de novo?

Sara suspirou.

— Não, desculpa…

— Tudo bem.- Gil a abraçou beijando sua testa. — Eu tive que tomar essa decisão, pois não estava só me afetando, estava afetando o Hank também.

— O Hank?- Sara se preocupou e desfez o abraço para olhá-lo. — Por que? O que aconteceu com ele?

— Ele sentiu muito a sua falta, amor. Tinha que ver, ele só dormia se fosse no seu lado da cama, mal comia e vivia desanimado, não queria passear, chorava às vezes...

— Oh meu Deus…- ela sentiu uma tristeza imensa lhe invadir só de pensar em seu bebezinho daquele jeito.

— Eu cheguei a falar com uma conselheira do departamento sobre isso. Ecklie a levou pra falar conosco por conta da morte do Warrick. Eu perguntei a ela se era possível que os animais absorvesse as emoções de seus donos.

Sara sentiu uma dor no peito. Grissom sofreu de verdade com sua partida. Aliás, suas partidas.

— E o que ela disse?

— Que era possível. Fiquei com muita dó dele.

— Eu sinto muito…- Sara estava se culpando por tudo isso e Grissom tratou de tirar aquele pensamento e sentimento de dentro dela.

— Meu amor, olha pra mim…- o olhar de Sara era de profunda tristeza. Pensar em Gil e Hank sofrendo por causa dela era ruim demais, doía profundamente. — Nada do que a gente passou é culpa sua… está bem? Eu não quero ver você se culpando assim…- Sara suspirou. — Tá? Promete pra mim?

Sara assentiu.

— Prometo.

Sorriram de lado e voltaram a se beijar.

— Olha só…- ele disse quando finalizou os beijos. — Eu sei que você não está pronta pra voltar pra Vegas ainda, nem sei se vai estar. Por isso, eu tenho uma ideia de onde nós podemos ir, mas preciso da sua aprovação. Já até vi uma casa que se você disser “sim”, é nossa.

Sara sorriu curiosa.

— Tabom. Que lugar é?

Gil resolveu brincar.

— Olha, eu não sei se você vai saber onde é, mas nesse lugar tem uma torre chamada Eiffel. Apesar de Vegas também ter.- riu.

Sara abriu a boca chocada.

— Está brincando! Paris??!

— Eu lembro que você disse que sempre quis conhecer, então por que não casamos e moramos lá? Já pedi pra Catherine mandar umas coisas pra cá e quando acabar suas tarefas aqui e decidir ir embora, a gente vai.

Sara não parava de se surpreender com ele.

— Você não existe!- ela disse feliz da vida se jogando nos braços dele e o enchendo de beijos.

Grissom riu e garantiu:

— Nós vamos ser muito felizes.

— Eu já sou feliz.- ela disse sorrindo olhando pra ele.

— E olha só... estamos no começo do ano. É inverno em Paris.

Os olhos de Sara brilharam.

— Eu vou ver neve!

— Vai ver neve.- sorriu abertamente e lhe deu um beijo de esquimó.

Sara também abriu um lindo sorriso com isso.

— Eu ainda não estou acreditando que você está aqui comigo. Que eu estou com um anel de noivado no dedo, me preparando pra ir pra Paris, casar e morar com o amor da minha vida. É melhor que um sonho.

— É tão bom te ver feliz, sabia?

Sara sorriu e se aproximou lentamente para beijar os lábios dele. O beijo foi ficando cada vez mais profundo e automaticamente as mãos de ambos ganharam vida própria, acariciando e apalpando o corpo do outro. Até que começou a ficar quente demais dentro da barraca e Sara interrompeu ofegante.

— Não podemos fazer isso aqui.

— Ah é.- ele se lembrou. — Barracas ao lado.- sorriu.

— Vai ter que esperar até ficarmos sozinhos.

— Deus, me ajuda.

Riram.

— Tem um rio aqui perto, uma cachoeira. Quer ir dar um mergulho?

— Um mergulho?

— É, só um banho. Vem.- pegou a mão dele, duas toalhas e seguiram caminho ao rio.

A caminhada não foi longa, dois minutos e já estavam lá. A paisagem era linda e o rio era iluminado pela luz da lua.

Grissom observou Sara tirar a roupa, ficar seminua e pular no rio. Quando ela voltou à superfície, foi uma visão linda pra ele. Parecia uma sereia colocando o cabelo molhado pra trás, abrindo os olhos com os cílios também molhados e pingando... ôh mulher bonita.

— Vem Griss.- ela o chamou sorrindo.

Grissom também sorriu e tirou apenas a camisa para dar o primeiro mergulho. Sara esperou que ele também subisse pra superfície e foi até ele que abraçou sua cintura.

— Esse lugar é lindo, não é?- o abraçou pelo pescoço.

— É sim.- ele concordou e lhe deu um selinho. Depois disso olhou pro céu. — A visão daqui é incrível.

— Aly e eu quase sempre deitamos do lado de fora da barraca à noite pra observar um pouco as estrelas com a fogueira do lado. Bom demais.

— E vocês nadam bastante também?

— Não, em geral eu só me molho na cachoeira mesmo e saio. É raro eu vir nadar...

Sara se soltou dele e afundou. Depois saiu nadando enquanto Gil a observava. Parou um pouco distante dele, olhou pra cima e boiou fechando os olhos. Grissom nadou em sua direção.

— A água está uma delícia.- comentou ao senti-lo por perto.

— Igual quem está boiando nela.

Sara sorriu e em seguida abriu os olhos parando de boiar. Lhe deu um beijo suave, mas Gil o aprofundou segundos depois apertando sua cintura contra ele. Sara sorriu ao interromper o beijo e disse num tom baixo:

— Se comporta, não estamos sozinhos.

— Não?- ele se assustou um pouco.

— Não.- ela riu. — Presta atenção...- Sara se virou e Gil a abraçou pelas costas. Sara fingiu não saber que estavam espionando, mas sorriu ao ouvir um barulho de pé quebrando um galho. Sabia quem era. — Rogeeer!- deu risada.

— Que droga, Sara. Como sabia que era eu?- disse saindo do meio do mato.

— Ninguém tem privacidade com você por perto.- sorriu.

— Isso é um insulto.

— Está sozinho?

— Estou.- respondeu, mas ouviu passos ao lado e refutou o que havia dito. — Ops, não estou mais.

Alyssa e Felipe se aproximaram.

— Estavam xeretando também?- Roger perguntou arrancando risadas de Sara.

— Não, você estava?- Alyssa estranhou.

— Como assim você ainda não se acostumou com o jeito do Roger, Aly?- Felipe riu. — Claro que ele ia vir espiar os dois.

— E vocês vieram por quê?- perguntou Roger com as mãos na cintura.

— Ouvimos o Gil e a Sara saindo da barraca pra nadar, e quisemos nadar também. Mas claro que esperamos um pouco pra deixar os dois sozinhos, ao contrário de você, né Roger?- Alyssa sorriu com as sobrancelhas arqueadas.

— Vocês vieram nadar juntos?- Sara sorriu maliciosa. — Que fofos!

— Sara!- Alyssa a repreendeu. — Não é nada demais.

— Tabom.- Sara levantou os braços em rendição e sorriu. Sabia que eles gostavam um do outro. Se tinha uma coisa que Sara sabia identificar muito bem, era amor.

~ ♥ ~

“Você sabe que é verdade

Tudo que eu faço

Eu faço por você” ― Bryan Adams

Na manhã seguinte, eles foram até o hotel onde Gil estava hospedado para tomarem café. Quando voltaram, Gil e Sara pegaram algo para estudar juntos. Durante os dias que ficou com ela, Gil também se tornou um pesquisador de certa forma.

Sara encontrou um casulo de borboleta, igualzinho ao que Grissom lhe enviou uma vez, já estava prestes a abrir e Sara resolveu documentar tudo, todo processo, com fotos e vídeos. Foi lindo os dois reencontrando uma borboleta azul. Gil a ajudou a estudar algumas borboletas e assim que a viagem chegou ao fim, Sara já conhecia todas as espécies.

Eis que chegou o dia de ir embora, as coisas que Catherine enviou já haviam chegado e Gil já tinha garantido as passagens pra cidade luz, o voo deles era às onze da noite. Com tudo pronto, despediram-se do lugar maravilhoso, das pessoas, pegaram todas as bagagens e foram rumo ao aeroporto.

Depois de quase onze horas de voo, Gil estava desembarcando em Paris com Sara que não tirava o sorriso do rosto e a expressão de encantada com tudo o que via dentro do táxi.

Eram dez da manhã, estavam à caminho da casa que Grissom mencionou, o vendedor já esperava por eles para fechar a compra e entregar a chave.

Levaram quase quarenta minutos pra chegar e quando já estavam perto, Sara quase surtou. As belezas que via de Paris pelo caminho eram maravilhosas, mas ao passar pelo Palais de Chaillot e pela Praça do Trocadéro, e finalmente conseguir ver a Torre Eiffel inteirinha… foi incrível. Seus olhos brilharam tanto quanto o momento que viu a de Las Vegas pela primeira vez. Era linda!

Atravessaram a pont d'Iéna, passaram bem ao lado da torre pela Avenue de Suffren e em dois minutos já estavam em frente a casa, que ficava na esquina dessa mesma avenida com a Rue de la Fédération. A casa tinha três andares e um terraço, Gil não conseguiu achar uma menor, pois a grande maioria era assim, e aquela foi uma das mais baratas que achou naquele local, pois ele queria uma boa vista pra Torre Eiffel.

Cumprimentaram o vendedor e antes de fecharem o contrato, Gil quis que Sara visse a casa pra ver se ela gostava.

Ao entrar, o primeiro e único cômodo que se via era a sala juntamente com a cozinha, o que separava as duas eram os balcões. Na sala havia um sofá grande, uma poltrona, painel com TV, mesa de centro e um aparador ao lado da porta. A escada pro próximo andar ficava ao fundo, atrás da poltrona. Da cozinha, perto da mesa, tinha uma porta de correr de vidro que dava pro quintal e a lavanderia. Seguindo um corredorzinho à direita era a pequena lavanderia e seguindo reto pra fora era o quintal que também tinha uma pequena área coberta com duas cadeiras confortáveis de descanso e várias plantinhas.

Voltando pra dentro, subindo a escada, havia o segundo andar com dois corredores, um reto que dava pro banheiro e pro escritório e um à esquerda que dava pros quartos. Na mesma escada, continuando a subir, estava o terceiro andar com a suíte principal e nesse mesmo corredor da escada, ela continua dando acesso ao terraço, que tinha uma pequena parte coberta e o resto não.

Como a casa já era mobiliada, eles só precisavam decorar, colocar fronha nas camas, pôr tapete, cortina, essas coisas.

Sara olhou tudo e amou, principalmente o terraço e a linda vista da torre de lá. Só disse a Grissom "pode fechar" e Gil já foi fechar negócio, ela nem precisava pensar. Por mais que os três quartos no segundo andar fossem desnecessários no momento, Sara não viu problema em tê-los na casa. Quem sabe num futuro próximo eles sejam ocupados.

A morena ficou no terraço enquanto Gil resolvia tudo com o vendedor. Já com tudo acertado, Gil foi até o terraço e a viu debruçada e apoiada na grade olhando pra torre. Abraçou a cintura dela e beijou seu ombro.

— O que achou da casa?

— É perfeita!- sorriu e apertou mais os braços dele em sua cintura. Fechou os olhos e suspirou, em seguida os abriu. — Nem parece real. Acho que ainda não caiu a ficha. Eu ainda não acredito que você largou tudo pra vir atrás de mim... e casar comigo.

— Pode acreditar, meu amor, isso é real.- ele a fez virar pra ele ao falar, e quando já estava olhando em seus olhos, sentindo os braços dela envolver seu pescoço, ele prosseguiu. — E eu faria tudo de novo.

Sara não resistiu e o puxou para um beijo apaixonado, tendo de fundo aquele maravilhoso cenário e aquele friozinho delicioso do clima de Paris. Separaram seus lábios e sorriram.

— Vamos arrumar tudo? Colocar as coisas no lugar?- perguntou colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. — Amanhã corremos atrás das coisas do casamento e aproveitamos pra conhecer a cidade.- apertou-a mais ainda em seus braços. — O que acha?

— Acho ótimo, vamos fazer assim.- sorriu e lhe deu um beijo curto. — Por onde começamos?

— Acho que pelas roupas, né?

— Vamos esvaziar as malas de roupa então.- sorriu, trocaram mais um beijo e de mãos dadas desceram as escadas pra pegar as malas.

Foi complicado subir com elas pelo quarto, mas conseguiram. Guardaram as roupas e as malas vazias no grande guarda-roupa de canto da suíte, guardaram também todos os produtos higiênicos no banheiro, assim como toalhas de banho e de rosto que tinham levado de Vegas. Depois desceram pra decorar a sala com os quadros de borboleta que Grissom pediu para Catherine enviar, assim como todos os outros quadros que tinha em casa com fotos deles, de Hank e dos amigos. Emolduraram também as novas fotos que tiraram na Costa Rica. Em uma, Sara estava abraçada a Grissom. Ele estava atrás dela com um braço em seu ombro e o outro em seu braço, Sara estava com uma mão apoiada no braço dele a a outra na mão que estava em seu braço. Confuso? Sim, mas a foto tá linda. Prossigamos, a outra é mais fácil. Estavam abraçados, um de frente pro outro, ela o abraçava pela cintura e ele pelas costas. Sara olhava sorrindo pra câmera enquanto ele beijava a lateral de sua testa. A FOTO DELES MAIS LINDA QUE JÁ VI.

Tiraram foto com Winky e também na cachoeira, Aly quem tirou as fotos pra eles. E uma eles nem sabiam que existia, mas antes de irem embora Roger entregou. Ele tinha capturado o momento do reencontro antes de ir contar pra todo mundo que Grissom tinha ido atrás dela. A foto de um beijo! Jamais imaginariam que alguém. conseguiria uma foto assim, e Roger conseguiu. Sara amou, o chamaram até de paparazzi.

Gil também separou e pediu que Catherine mandasse um jogo de cama branco que ele tinha, as coisas de Sara que ela tinha deixado lá, alguns livros, as coisas mais importantes pra não ter que mandar muita coisa.

Teriam que abastecer a cozinha, tirariam um dia pra irem fazer a compra do mês.

Passaram algumas horas organizando tudo em seu devido lugar na nova casa e quando terminaram já eram quase três da tarde. Caíram no sofá exaustos.

— O que está passando?- o abraçou pela cintura.

Grissom pegou o controle e foi ver a programação. Caiu num canal qualquer e estava passando um filme em francês. Mudou e viu 007, mas também estava em francês.

— Tem como mudar o áudio?

— Acho que sim.- Gil deu uns cliques e conseguiu colocar em inglês. — Pronto. Mas já está no final do filme, assim não tem graça.

— Qual vai passar depois?

Grissom deu uma olhada e leu.

— Bee Movie.

— Ah! É aquele desenho que fala da vida das abelhas, lembra? Aquele que a gente foi assistir no cinema em 2007 e não tinha mais ingresso.- fez bico e ele riu.

— Lembro. Tivemos que assistir uma comédia romântica. Não foi de todo mal.- sorriu e lhe deu um beijo.

— É.- concordou sorrindo. — Vamos assistir esse? Só não vale dormir.

— Está brincando?! É um desenho sobre abelhas! A curiosidade é maior que o sono hoje.

Ela sorriu e se lembrou.

— Ah, você tem que assistir Vida de Inseto, Griss. É um desenho que mostra a vida dos insetos em geral, mas tem um foco maior nas formigas. É muito divertido.

— Caramba! Quantos desenhos de insetos existem?

— Não sei, agora eu só consigo pensar em… quatro.

— Qualquer dia desses você me mostra esse Vida de Inseto aí, fiquei curioso.

— Você vai adorar.

— Se eu quiser indicações de qualquer assunto de desenho animado, já sei com quem falar.- sorriu. — Olha lá, vai começar.

Sara riu e se aconchegou mais a ele.

Já deram risada no começo quando Barry foi escolher o que vestir e o que calçar, sendo que era tudo igual. E com ele afiando o ferrão como se fosse um lápis no apontador. Gil achou genial. E também ficou fascinado com a “cidade das abelhas” dentro da colmeia, as abelhas tinham suas casas, seus quartos, seus empregos, carros e relacionamentos. Barry e seu amigo falavam se iam num enterro de uma das abelhas que morreu por ferroar um esquilo. Grissom deu risada. Mal começou e já estava se divertindo.

Mostraram toda a empresa de mel e como ele era preparado, e assim que foi informado que cada abelha ali trabalharia todo dia na mesma coisa até morrer, Gil entendeu tudo.

— Ah, já sei. Essa abelha Barry vai ser uma revolucionária. Você viu a cara dele de que não concordou com nada?

— Pelo jeito você já sacou tudo.- ela sorriu.

— É certeza que vai dar merda.- riu. [...]

— Ahh, ele vai fazer amizade com essa humana, eu tenho certeza.

— Ela não quis matar ele, que fofa.

— Olha a reação dela quando escuta ele falando com ela.- Sara deu risada. — “Eu tô falando com uma abelha”- Sara imitou ela falando e gargalhou. Grissom também. [...]

— Ah eu não ouvi isso!- Grissom gargalhou. — “Bee Larry King”, “Gandhi Abelha”, “Cristóvão Ferrão”, “Leonardo do Favo”.- ele citou.

Sara também gargalhou. [...]

— Meu Deus. Foram parar no tribunal!

— Que advogado babaca!

— Ele está fazendo isso pro Adam ferroar ele, Griss, olha que safado!

— Se acontecer, já era.

E aconteceu.

— Ai não! Ele vai morrer, Griss?

— Acho que sim. Ah, olha, não morreu não.

— Uffa!- ela suspirou aliviada. — Mas você me disse uma vez que elas morrem se ferroarem alguém.

— Pois é, não sei explicar porque ele está vivo. [...]

— Ah! Eles ganharam a causa!

— É, mas e agora, Sara? Se elas pararem de pegar pólen e néctar não vai prestar.

Dito e feito.

— Ai, as flores estão morrendo. Olha como ficou o parque, Griss.- Sara comentou triste.

— Pois é, eu disse. Mas o Barry dá um jeito, o filme não pode acabar com tudo morto.- riram. [...]

— Ahhhh! Deu certo!- Sara comemorou. — Ficou tudo lindo de novo!

— E o Barry virou um Ás do Pólen! Que bacana!

— Que final Melravilhoso, Favoloso!- Sara imitou falas do filme e Grissom riu. O filme em si é cheia de trocadilhos e eles adoraram.

— Vamos cochilar um pouquinho antes de jantar? Estou cansado.

— Vamos, eu também estou cansada.- bocejou. — Uma sonequinha vai fazer bem.

Deitaram no sofá e Sara o abraçou pela cintura. Cochilaram rápido.

~ ♥ ~

Gil acordou lá pelas oito da noite e sentiu sua cintura ser apertada pela bela adormecida ao seu lado. Quanta falta sentiu daquilo! Ficar longe dela era terrível, jamais queria passar por isso de novo.

Grissom ficou uns minutinhos ali pensando e olhando pra ela, até que se mexeu por seu braço estar dormente e isso fez Sara acordar. Ela gemeu de sono e esfregou os olhos.

— Hey…- ele sussurrou acariciando a cabeça dela. — Desculpe, eu te acordei.

— Tudo bem.- ela disse bocejando. — Que horas são?

— Não faço ideia, mas já está escuro. Deixa eu ver…- ele se soltou dela e foi pegar seu celular na mesinha de centro. — São oito e sete da noite. Dormimos aí umas três horinhas e meia.

— Que soninho bom.- ela se espreguiçou e sorriu.

Gil também sorriu.

— Pensei em um apelido carinhoso pra você, honey.

— Além de honey, anjo, amor e moça curiosa? — ela perguntou citando cada um dos apelidos que ele já havia dado a ela desde que se conheceram.

— Sim. — sorriu.

— Em qual mais pensou? — sentou-se de joelhos no sofá.

— Abelhinha.

Sara sorriu.

— Por que “Abelhinha”? — ela quis saber qual a “semelhança” e chegou mais pertinho dele.

— Ah não sei… Bem... Os olhos cor de mel você já tem…- trocaram um sorriso. — Quando eu toco na sua comida sem permissão, você fica muito brava…- ela deu risada. — Eu te pedi em casamento no meio de um monte delas… E também temos que reconhecer que... Preto e amarelo...?

— ... É belo! — esticou os braços pro alto sorrindo.

Riram.

Bee Movie era oficialmente o desenho preferido deles.

— Adorei o apelido, é fofo.- lhe deu um selinho. — Sabe que deu até vontade de comer um pouquinho de mel agora? — brincou.

— Minha abelhinha! — lhe deu um beijo de esquimó e a fez deitar ficando sobre ela enquanto ela ria.

Gil beijou várias vezes seu rosto e seu pescoço roçando a barba no mesmo. Sara adorava quando ele fazia isso, ela ria como uma garotinha.

Ele parou de beijá-la e fitou a cor de mel.

Sara sorriu e acariciou a barba dele.

— Aprendi como se fala eu te amo em francês.

— É? Quem te ensinou?

— A Joan, ela fala francês.

— Ah.- sorriu. — E como é?

— Je t'aime.

— Je t'aime.- ele repetiu e Sara sorriu. — E como fala "estou com fome" em francês?

— Não sei.- ambos riram. — Peguei um panfleto lá fora de uma pizzaria. Será que a pizza francesa é boa?

— Vamos descobrir.- sorriu e pegou o telefone. — Mas e agora? Como é que eu peço se eu só sei falar eu te amo em francês?

Sara gargalhou.

— Deve ter alguém lá que fala inglês. Pede uma de queijo e uma coca cola.

— Ok, está chamando. Não ri senão eu não consigo.

— Tabom.- disse Sara já se segurando.

Grissom disse que era americano e por sorte quem atendeu falava inglês, não precisou chamar quem soubesse.

— Merci!- disse ao finalizar a ligação.

— Ah, eu queria ter visto você se enrolar pra falar. Ia ser engraçado.

Grissom abriu a boca chocado.

— Que maldade, Sara.

Ela riu e lhe deu um selinho.

— Quanto tempo pra chegar?

— Vinte minutos.

— Cadê o notebook? Vamos pesquisar lojas de noiva pra eu ter uma ideia de onde ir amanhã. Você só precisa de uma camisa né?

— Coloquei os dois o escritório. E sim, só preciso da camisa, o terno eu já tenho.

Sara se levantou e correu pra ir buscar o computador. Gil perguntou enquanto ela estava indo pra escada, até falou um pouco mais alto pra ela poder escutar enquanto subia.

— Você já tem alguma ideia de que modelo de vestido vai usar, amor?

— Algo bem simples.- ela gritou pra ele escutar. Quando já estava descendo as escadas de novo, prosseguiu. — Saia lisa e nada bufante. Acho que não quero véu também não.- finalizou ao sentar. — Se bem que ia ser fofo você colocando o véu pra trás para poder ver meu rosto.- sorriu e olhou pra ele. Recebeu um beijo em troca.

— Ia ser mesmo, mas vai de você.- sorriu. — Sabe o que eu estava pensando?- Sara arqueou as sobrancelhas. — Em fazer um casamento de quintal. O que acha?

— Casar aqui no quintal de casa?- ele assentiu. — Que boa ideia! A gente podia fazer um arco de flores pra ser o altar.- ela se animou com a ideia. — Só vai ser meio difícil achar as flores, não é época ainda.

— É verdade, é difícil ter flores no inverno. Mas podemos tentar.

— Certo, vamos ver aqui alguns modelos.

Sara deu uma boa pesquisada no google imagens e salvou uns dois que gostou, quem sabe em Paris não tinha algum parecido com aqueles. Pesquisaram no maps lugares em que podiam ir dar uma olhada e a pizza chegou.

Comeram na cozinha enquanto ainda pesquisavam lugares, não só loja de noivas como floriculturas e cartórios, pois precisavam de um juiz de paz.

Terminaram de comer — inclusive a pizza era boa sim —, arrumaram a baguncinha e subiram pro quarto pra tomarem banho e descansar mais um pouco. Resolveram usar a banheira e enquanto Sara preparava a mesma para o banho, Gil apreciava a vista da pequena varanda que tinha na suíte — pequena literalmente, não cabia uma mesinha lá, era só pra observar mesmo.

Sara encheu a banheira, deixou tudo pronto e já botou um preservativo do lado, pois sabia que depois de tanto tempo sem se ver, aquele não seria só um simples banho.

Os dois já estavam de roupão, sem nada por baixo, já prontos para entrar. Sara foi até ele avisar e o abraçou pela cintura.

— A banheira já está pronta, amor.- apoiou o queixo em seu ombro.

— Olha esse céu estrelado, abelhinha…

Sara sorriu por ele realmente ter adotado esse apelido. E ela realmente adorou. Sara observou o céu ainda sorrindo.

— É lindo igual a você.

Grissom sorriu com a resposta e levantou o braço passando o mesmo pelo ombro dela. Que sensação maravilhosa era estar naquele lugar com ela! Jamais se arrependeria de ter deixado o CSI pra isso acontecer.

— Dá pra ver um pedaço da torre iluminada daqui, olha.

— É.- ele assentiu. — É linda igual a você.- disse e olhou pra ela.

Sara sorriu e recebeu um beijo que pareceu durar horas.

Assim que o beijo foi finalizado, Gil pegou a mão dela e a levou pra dentro. Fecharam as duas portas de vidro que davam pra varanda e foram pra banheira. Gil entrou primeiro e Sara foi logo em seguida apoiando as costas no peito dele. Gil a abraçou pela cintura e beijou seu pescoço. Sara suspirou fechando os olhos .

Estavam de boas, só curtindo o banho abraçados e de olhos fechados, até que Grissom começou a acariciar o corpo dela. Caricia vai, caricia vem, beijo no ombro, no pescoço… não demorou muito para dois dedos estarem entrando em um local conhecido. Os suspiros de Sara quase ecoavam pelo banheiro até que também não demorou muito para uma coisa coberta entrar nesse mesmo local conhecido.

Fizeram amor na banheira e ao saírem saciados se secaram e foram para o quarto. Vestiram seus pijamas de frio e se deitaram.

— Há quanto tempo não fazemos isso?- ela perguntou ao cobri-los com o cobertor quentinho.

— O que? Amor?- ele respondeu com outra pergunta a abraçando com os dois braços.

— É.

— Acho que a última foi antes de você ir embora, depois que eu te pedi em casamento.

— Meu Deus!- Sara se assustou e levou as mãos até a boca se soltando um pouco dele. — Mais de um ano sem sexo!

Grissom deu risada com a reação dela.

— Eu já fiquei bem mais que isso antes de te conhecer, amor. Mais que o triplo do triplo.

— Eu estou chocada. Eu só percebi agora o quanto senti falta.

— Amanhã a gente aproveita mais.- sorriu e voltou a abraçá-la.

— Lua de mel.- também sorriu ao dizer.

Deu um último beijo nele e se aconchegou mais ainda ao seu corpo. Grissom beijou a testa dela e logo já estavam dormindo. O dia seguinte seria cansativo e corrido, porém muito marcante, emocionante e prazeroso.

“Imagine nós dois daqui alguns anos

Velhinhos cansados, mas sempre se amando

É um sonho que pode acontecer

Vou fazer uma promessa de sempre te amar

Quero estar sempre a seu lado

Ser seu príncipe encantado, te abraçar

Vou sonhar com você eternamente

Te amar, te querer, pra sempre

Vou viver esse amor com alegria

E a cada amanhecer eu te juro

Vou te amar mais e mais cada dia” ― Carreiro e Capataz

Notas finais
Alguém me leva pra morar nessa casa? Fui no google maps e essa esquina é apenas uma calçada com algumas árvores. Eu liguei? Não. Quis botar a casa deles lá e botei, tô nem aí u.u kkkk e ainda coloquei quintal dos fundos, nem dá kkkk Mas é fanfic né, vale tudo. Se você for nesse mesmo local em Paris, finja que tem a casa deles ali. Desculpa gente, eu sou detalhista, eu sempre pesquiso bastante antes de escrever sobre algum lugar que eu não conheço kkkk e eu rodei Paris quase toda, procurei ruas bem localizadas, que ficasse perto das coisas, vi essa esquina, gostei e fiquei kkkk O casamento vai ficar pro próximo. Me digam aqui o que acharam desse, todos os detalhezitos hihi ^~^ Na lista de apelidos do formulário já temos Moça curiosa, honey, anjo, amor e agora abelhinha. Será que mais algum entra pra lista ou abelhinha foi o último? Link do formulário no perfil ^^ Ao que parece o Nyah vai mudar mês que vem e uma das mudanças no site será a exclusão das notas, não vai ter mais notas. Eu fiquei muito triste com isso, mas eu espero que o que substitua dê certo. Eu expliquei também o porquê do atraso do cap lá no meu facebook, deem uma olhadinha lá, essa nota vai ser excluída depois mesmo :/ Abraço de urso e até o próximo :3