Love Story

207 Pais de Primeira Viagem


Notas iniciais
HEY PANDINHAAAAS! Hoje é dia de comemoraar! Primeiro que Love Story está completando 6 aninhos hoje, e segundo que está saindo um capítulo novo kkkkkk desculpem a demora, houve problemas técnicos kkkkk Obrigada a todos que passaram por aqui em algum momento e os que ainda permancem acompanhando meu xodózin ♥ Vocês são incríveis ♥ Obrigada por todos esses anos de alegria e (dependendo de alguns capítulos) depressão kkkkk Que esse ano (ou o que resta dele) eu não atrase mais nenhum capítulo por questões emocionais Amém irmãos Parabéns pro Griss também que está completando mais um aninho de vida ♥ Boa leitura :3

Dizer que os dias que se seguiram foram fáceis, é exagero. Dizer que foi prazeroso, é uma meia verdade. Cansativo? Está aí uma verdade absoluta!

Gil e Sara não tinham experiência nenhuma com recém nascidos e na primeira semana já estavam esgotados.

Rayle não conseguiu ficar pra ajudar, pois precisava ver Nick antes de voltar pra São Francisco.

E falando nele, o texano fez chamada de vídeo assim que soube do nascimento do sobrinho e de como ele se chamava. Gotinhas de água salgadas deslizaram por seu lindo rosto ao lembrar do melhor amigo e do quanto era bonita aquela homenagem. Prometeu visitá-los assim que possível.

Já Russell, tinha saído de Washington recentemente e estava vivendo em Paris, coisa que os amigos só descobriram há algumas semanas. Ele tinha se divorciado da esposa e não quis falar muito sobre isso antes de fazer parte da equipe de Avery Ryan, mas estava muito feliz agora que tinha conhecido Greer Latimore, uma ex-agente especial que conheceu em um bar. Ele se mudou para Paris com ela e permanece lá.

— Olha, não sei como aprenderam tão rápido.- disse ele ao casal durante uma de suas conversas para contar as novidades. Ele estava tentando aprender Frances e estava tendo dificuldades. — Eu zombo da minha própria má compreensão. Greer é mais inteligente que eu.

Sara achou fofo ele ter seguido em frente e se aventurado em um novo relacionamento depois de tantos anos casado com Barbara. Ele merecia ser feliz e estava. E Greer era um amor, já haviam conhecido por chamada de vídeo.

DB prometeu viajar no natal para matar a saudade, aproveitar para apresentar a namorada oficialmente pra todo mundo, e claro, conhecer seu sobrinho.

Os amigos mais próximos obviamente não podiam visitá-los o tempo todo, mas estavam sempre querendo saber como eles estavam por mensagem e sedentos por fotos do pequeno Warrick.

Com isso, o casal só tinha a ajuda de Abby ou Catherine e Greg quando eles podiam. Inclusive, foi Catherine quem os ajudou com o primeiro banho (do bebê, pelo amor de Deus), pois eles estavam morrendo de medo de fazer algo errado.

— E se eu, sem querer, apertar ele demais tentando segurar?- indagou Sara, aflita.

— E se eu afogar ele sem querer?

— Por Deus, Gil! Você não vai afogar seu filho dando banho nele! E calma, Sara, ele vai ficar sentadinho na banheira, é só ter cuidado.

Foi engraçado pra quem olhasse de perto, mas foi fofo. Eles aprenderam rápido e no próximo banho já conseguiram sozinhos sem choro (do bebê) nem desespero (dos pais).

Na primeira troca de fralda foi um desastre, pois Gil estava sozinho e não estava tendo êxito. Sara estava tomando banho na banheira, com fone de ouvido e porta trancada. Gil até tentou chamá-la, mas não conseguiu. Recorreu à Rayle por chamada de vídeo e Rebecca quase se mijou de rir com a situação do tio.

Warrick não parava de se mexer e Gil não conseguia limpá-lo direito nem colocar a fralda limpa. Muito menos quando Rayle contou que na primeira vez que foi trocar Becca, a fotógrafa vomitou. Gil não conseguia se concentrar no que fazia, pois ria o tempo todo.

Só conseguiu colocar a fralda direito quando Sara saiu do banho e segurou Warrick para ele terminar. A morena só conseguia rir da falta de paciência do marido colando a fralda torta.

~ ♥ ~

Betty foi vê-los uns dois dias depois de Sara receber alta do hospital. Se apaixonou pelo neto e também ofereceu ajuda.

Gil e Sara aceitaram apenas de início até pegarem o jeito, e a presença de Betty foi muito agradável. Ela até foi junto com a família visitar Laura naquela mesma semana, para que ela pudesse conhecer não só Warrick, como Abby também.

Foi uma das únicas visitas não desastrosas. Correu tudo bem e Laura até apresentava melhoras. Ela adorou conhecer os netos e a mãe de seu genro. Até se emocionou um pouco ao agradecer a todos eles por fazerem parte da vida de Sara e cuidarem dela.

Voltando à rotina, era pouco sono e muito choro.

Uma coisa que deixou Sara em completo desespero, é que Warrick tinha muita cólica e quando dava, não passava de jeito nenhum. Sara ficou horas tentando fazê-lo dormir, e ele chorava, chorava e chorava. Nem ela, nem Gil, nem Betty conseguiram colocá-lo pra dormir, não conseguiram acalmá-lo.

Era o bebê chorando de um lado e Sara de outro.

— Isso está acabando comigo.- ela soluçou enquanto Gil tentava acalmá-la, enquanto Betty tentava o mesmo com Warrick. — Ele está sentindo dor e eu não consigo fazer passar.- soluçou mais uma vez. — Gil, o choro dele está partindo meu coração.

— Eu sei, honey…- ele a abraçou ao mesmo tempo que ela tentava controlar as lágrimas. — Também me sinto assim. Ele vai ficar bem e a gente vai ver isso com o pediatra, tabom?

Sara assentiu desvencilhando-se dos braços dele e indo até Warrick que ainda chorava. O pegou no colo e tentou de novo.

Foram longas horas. Eles viraram a noite com Warrick chorando, e lá pelas quatro da manhã o pequeno conseguiu dormir. Quando deitou com Sara na cama, os dois pegaram no sono e a dor passou.

Assim que acordaram, lá pela tarde, marcaram um horário com o pediatra e também já marcaram as consultas mensais que ele teria que ter até completar um aninho.

Nas primeiras semanas, Gil e Sara pareciam zumbis assim que Warrick completou um mês, eles já sentiram que melhoraram um pouquinho na tarefa de pais de primeira viagem. Betty já tinha ido embora e Nick conseguiu finalmente ir conhecer o sobrinho. Um caso de sequestro que durou semanas tinha lhe tirado o sono e o tempo. Felizmente, tudo acabou bem.

— Eu nunca vi bebê mais bonito do que você, sabia?- Nick começou a conversar com ele e o casal sorriu. — É, eu estou falando sério, cara. Quase deu empate com a Becca pelas fotos que eu vi, mas você é o campeão.- o deixou em pézinho em seu colo e fez graça pra ele rir. — Você é meu campeãozão!

Gil e Sara quase morreram de amores com aquele sorriso banguelo.

— Rayle disse que ia fazer ele usar all star também, mas estou vendo que não deixaram.- Nick riu.

— Ricky só vai usar all star ou qualquer outro sapato, quando essa abelhinha não couber mais nele.

Riram disso.

Sempre que não estava em casa de bobeira usando meia, Ricky estava com o sapato de abelhinha mesmo que ficasse um pouco folgado. Crianças crescem rápido e eles queriam aproveitar antes que se perdesse.

— Ficou a coisa mais fofa!- exclamou o texano lhe enchendo de cheiros.

Nick ficou em Vegas por uns dois dias matando a saudade dos amigos. Viajou para São Francisco pra passar mais dois/três dias lá, e depois teve que voltar para San Diego.

Enfim… As cólicas ainda eram frequentes, mas conseguiam acalmá-lo mais facilmente agora. E continuava acordando todas as madrugadas. Warrick tinha um sono muito leve e demorava a dormir de novo. Gil e Sara revezavam todas as noites, e as vezes até Abby tentava colocá-lo pra dormir para que os pais pudessem descansar.

Ficou um pouco mais fácil depois de Betty ensinar a técnica de cantar pro bebê pra ele dormir mais rápido. Ela disse que o marido fazia isso com Gil e funcionava. E se não funcionasse, contar uma história também ajudava.

Até o momento, Warrick preferia as canções.

Sara costumava deitá-lo em seu colo e balançava de um lado pro outro, bem de levinho e nunca cantava uma música só, sempre variava.

— “Eu te amarei, baby, sempre; E estarei ao seu lado por toda a eternidade, sempre; Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar; Até os céus explodirem e as palavras não rimarem; E sei que quando eu morrer, você estará em meu pensamento; E eu te amarei, sempre.”

Grissom sorriu, era lindo de ver. Ele arriscava também as vezes, mas Ricky dormia mais rápido, suave e tranquilamente quando Sara que cantava pra ele dormir.

O então professor observava da porta, sem fazer barulho, Sara fazendo carinho no filho enquanto cantava pra ele.

Assim que ela terminou, a viu sorrir, beijar de leve a cabeça dele e colocá-lo com cuidado no berço.

— Mamãe ama você.- sussurrou antes de endireitar a coluna.

Grissom sorriu e foi até ela.

Sara nem percebeu a presença dele até ele abraçar sua cintura e beijar seu ombro. Se assustou um pouco.

— Ai!- sussurrou novamente.

— Desculpa.- sussurrou de volta tentando não rir do susto dela.

— Há quanto tempo está aí?

— Desde que começou a cantar.

Ela corou um pouco, nem percebeu que ele a observava.

Só o que se ouvia no quarto era a respiração de Ricky e os sussurros de seus pais para não acordá-lo.

Sara em nenhum momento tirava os olhos de seu pequeno.

— Ah Griss…- ela suspirou encostando a cabeça no ombro dele. — Eu nunca senti um amor tão grande me envolver assim.

Ele sorriu, pois sentia a mesma coisa, mas resolveu brincar mesmo assim.

— Vou fingir que não me senti ofendido.

Sara riu sem emitir som.

— Bobo!- ela se virou pra ele e lhe deu um beijo curto. — O amor que eu sinto por você é diferente.

— Eu sei.- deu um beijo na testa dela recebendo um abraço em seguida.

Ficaram daquele jeito por alguns segundos e resolveram ir pro quarto se prepararem pra dormir. Estava uma noite um pouco abafada então Grissom só vestiu uma samba canção e Sara uma camisola curta de seda.

Ela tinha tomado banho a pouco tempo e esqueceu de passar o hidratante porque Warrick começou a chorar na mesma hora, então ela foi acudir o filho primeiro. Queria dormir fresquinha, então foi até o guarda-roupa e pegou seu hidratante corporal pra passar naquele momento. Se aproximou da cama e apoiou uma perna nela. Começou a passar o hidratante por sua longa perna, depois a outra, com ele a observando a todo instante. Passou nos braços, no peito, no pescoço, nos ombros e por fim...

— Amor, passa nas minhas costas?

— Claro, abelhinha! Vem cá.

Ela se sentou de costas pra ele e abaixou as alças do tecido, a camisola tinha a maior parte das costas nuas então nem precisou tirar ou abaixar.

Ele passou o hidratante delicadamente por quase toda a extensão de suas costas. Ela relaxou por completo com o toque dele, estava precisando daquilo.

— Prontinho!- beijou seu ombro e aspirou o perfume delicioso de sua pele. Sentiu o ambiente ficar mais abafado ainda quando um calor subiu por seu corpo e pelo dela.

Sara se virou pra e lhe deu um selinho.

— Estava pensando em dormir? Porque eu estava e acabei de desistir.

Ele riu do que ela disse e a puxou para seu colo.

— Eu nem sequer cogitei isso.

Sara tentou não dar uma risada muito alta pra não acordar os filhos, mas foi impossível não rir daquele comentário e da cara nada inocente dele. O cansaço de pai e mãe era tanto que eles até esqueciam de praticar tais atividades. Há meses não sabiam o que era isso.

Tentaram ao máximo não fazer barulho e se prolongaram nas preliminares aproveitando aquele raro momento de paz com as crianças dormindo.

— Olha…- Grissom começou tentando recuperar a respiração normal alguns segundos depois de desabarem ao lado um do outro. — Eu não tenho mais idade pra isso.

— Bobagem.- ela respondeu também ofegante e enroscou-se nele beijando seu peito.

— É sério, amor. Eu fico cansado mais rápido.

Sara riu.

— Ihhh, está perdendo a energia…- beijou seu ombro. — Está perdendo a resistência…- beijou seu pescoço. — Será que vai perder o tesão também?- finalizou beijando seu rosto. Sua voz não podia ser mais provocante.

— Isso nunca.- a puxou pra cima dele e lhe beijou com volúpia.

"O coração me convenceu

Que só bate alegre perto do seu

E ninguém mais vai me fazer feliz

A não ser você [...]

Sou seu eterno apaixonado

[...] Provei do seu beijo

Fiquei dependente" — Zezé Di Camargo & Luciano

Por mais que quisessem, estavam cansados demais para mais um round, então, depois de uma sessão de beijos, Sara se aconchegou novamente nos braços dele.

— Agora sim, vamos dormir?- disse ele com uma expressão cansada, porém satisfeita, assim como ela.

— Vamos.- sorriu.

~ ♥ ~

O quarto na penumbra, o que se ouvia era o som dos pássaros lá fora e o som dos veículos passando na rua. A luz do sol entrou no quarto o iluminando.

Dois corpos juntos num sono profundo. Sara deitada de lado e de conchinha, Grissom atrás dela com o braço direito apoiado em sua barriga. O cobertor os cobria da cintura pra baixo.

Ela se mexeu sentindo a respiração quente dele em sua nuca, mas continuou dormindo.

Grissom despertou primeiro. Sara ainda dormia profundamente.

Ele sorriu. Era tão linda dormindo!

Ele acariciou seu rosto com o dorso de sua mão, depois acariciou seus cabelos com a ponta dos dedos.

Ela lhe dera uma vida maravilhosa, seria eternamente grato.

Olhou no relógio da cômoda, 08h30min. Ele tentou se soltar dela com o máximo de cuidado para não acordá-la. Beijou seus cabelos, se levantou, foi sem fazer barulho até o banheiro escovar os dentes, pôs seu roupão e foi até o quarto de Warrick que ainda dormia tranquilamente. Ele tinha brincado bastante no dia anterior. Depois ele se dirigiu até a cozinha para preparar o café da manhã para as três pessoas mais importantes de sua vida: sua mulher e seus filhos.

Meia hora depois Sara acordou, se espreguiçou, esfregou os olhos e bocejou. Seus olhos tentavam se acostumar com a claridade do sol que entrava em seu quarto. Ela se levantou, pôs seu robe, foi até o banheiro fazer suas higienes matinais e depois foi até o quarto de Ricky que tinha acabado de acordar.

— Bom dia, meu príncipe!

Ele sorriu para Sara e pediu colo. Ela o pegou e distribuiu beijinhos estralados em seu rostinho.

— Dormiu bem?- ele balançou a mãozinha querendo seu ursinho preferido que Greg havia dado a ele quando nasceu. Sara lhe deu o ursinho e continuou a falar com ele. — Mamãe vai trocar você, tabom?

Ela o levou até o trocador e trocou a frauda dele enquanto ele brincava alegremente com seu ursinho de pelúcia.

— Pronto, meu amor! Vamos ver o papai agora, ele deve ter preparado um lindo café da manhã para nós.

Ela andou pra fora do quarto com seu pequeno no colo, e ao chegar na sala já conseguiu ver a mesa de jantar linda, preparada com tudo: pão, ovos, frios, bolo, cookies, suco, vitamina, frutas...

Grissom estava terminando de lavar o liquidificador na cozinha e Abby o ajudava a terminar de colocar a mesa.

— Bom dia, meus amores! A mesa está linda! Faz tempo que acordaram né?!

— Bom dia!!- eles responderam sorrindo. Abby foi dar um beijo nos dois enquanto dizia: — Gil preparou tudo sozinho, eu acordei tem uns dez minutos.

— Só tem meia hora que acordei. Inclusive acordei Abby com o liquidificador.- ele disse rindo e secando as mãos no pano de prato enquanto ela se aproximava com Ricky no colo.

Ele beijou sua boca rapidamente e com ternura.

— Oi campeão! Dormiu bem?- Warrick pulou no colo da mãe esticando os bracinhos para ir pro colo do pai. — Vem com o papai, amor!

Gil o pegou no colo e o levantou para o alto. Rick soltou uma gargalhada gostosa que fez seus pais rirem também.

— Que bebê mais gostoso!- Abby esfregou seu nariz no dele fazendo uma careta.

Grissom sorriu.

— Vamos tomar café.

As manhãs eram quase sempre assim quando Gil não ia dar aula.

As duas se sentaram à mesa e Gil colocou Warrick no colo de Sara pra ela dar o mamar.

Eles tomaram café, Ricky mamou, mas ficou num mau humor depois que Sara não conseguia entender.

— Você tá chato hoje hein.- Sara brincou enquanto ele estava no colo de Abby fazendo careta pra chorar e ficando inquieto. — O que você quer?

— Eu acho que ele quer mais leite, abelhinha.

— Quer mamar de novo?- ela perguntou o pegando no colo de volta.

Sara abriu o robe, abaixou a alça da camisola deixando à mostra um seio que logo Warrick abocanhou novamente.

— Eu disse!- Sara sorriu com a cara de convencido do marido até arregalar os olhos em seguida ao ouvi-lo dizer: — Eu sou o próximo!

Abby se engasgou com o suco e revezava entre tossir e rir descontroladamente.

— Grissom!- Sara bronqueou, chocada, mas não resistiu e também caiu na risada.

— Achei que já tinha feito isso ontem à noite.- Abby, depois de se acalmar, deixou escapar que ouviu os dois e nesse mesmo momento eles pararam de rir.

— Abby!

— O que?- ela riu da cara de chocados deles e também da vergonha, pois ambos ficaram vermelhos ao saber que a filha escutou os dois num momento daquele.

— Meu Deus, desculpa! Eu achei que tinha conseguido não fazer barulho.- Sara ficou ainda mais vermelha ao dizer isso.

— Relaxa, eu não ouvi você, eu só ouvi a cama.- riu.

— Não sei se isso alivia, ou só nos deixa mais constrangidos.

Abby riu.

— Está tudo bem. Finjam que eu não disse nada.

Assim que terminaram de comer, Sara levou Warrick para a sala, o colocou no tapete com seu ursinho e ligou a TV. Estava passando Bob Esponja.

— Oba!

Grissom riu. Ela parecia uma criança. Enquanto lavava a louça do café da manhã e Abby arrumava a mesa, ele ouvia as risadas da esposa e sorria. Aquele som fazia-o sentir-se tão bem.

Quando foi até a sala, Abby estava sentada no sofá mexendo no celular e Sara estava brincando com Ricky no tapete, ele estava sentado entre as pernas dela que estava em posição de yoga e fazia cosquinhas nele.

— Que cena mais linda!

Sara percebeu sua presença com isso e sorriu.

— Jim ligou. Perguntou se podia almoçar aqui hoje com a gente. Eu disse que sim.

— Vai ser ótimo! Abby vai pra casa do Robert mesmo?

— Vou, a mãe dele vai fazer meu prato favorito. Como recusar?- eles sorriram. — Ela quer conhecer vocês.

— É só marcar um almoço ou um jantar. A gente faz aqui, caso se sinta mais à vontade.

— Pode ser.- ela sorriu.

O namoro estava ótimo, eles se viam regularmente, saíam sempre que podiam. Gil e Sara não a impediam de sair com ele sempre que queria, só não queriam que ela voltasse tarde e pediam que mandasse mensagem quando chegasse ou quando estivesse indo embora só pra não ficarem preocupados e pudessem dormir tranquilos. Mas de uma forma ou de outra, Gil só conseguia dormir quando ela chegava.

Lá perto do meio dia, Abby foi para a casa do namorado e o casal foi preparar o almoço para receber a ilustre visita.

— Vou levar o Rick para bagunçar a cozinha comigo.

— Assim não vale. Dois contra um?!

Ela riu e lhe deu um beijo apaixonado.

— Te amo.

— Sei…

Sara riu do olhar semicerrado dele e foi pegar Ricky no berço que chorava porque estava sozinho. Quando a viu, ele parou de chorar.

— Vamos bagunçar a cozinha com a mamãe, meu amor?

— Eu ouvi isso hein!

Sara riu, o que fez seu pequeno mostrar um sorriso para a mãe.

— Parou com o mau humor, né?- ela o pegou no colo e o levou para a cozinha. Ele sorriu novamente. — Griss... Olha que sorriso lindo!- disse encantada com seu pequeno.

— Puxou o pai!

— Engraçadinho!

Eles estavam preparando o almoço, o tempo todo de olho no filho que estava deitadinho na cestinha em cima da mesa brincando com um copo de plástico. Era sempre daquele jeito.

~ ♥ ~

Warrick já tinha seis meses quinze dias antes de seu primeiro natal com a família. Gil e Sara sempre incentivavam ele a falar e ele já começava a balbuciar algumas coisas querendo conversar. Mas o que ele mais fazia era imitar reações, era muito engraçado e os pais sempre tinham crise de riso.

Em uma dessas vezes, Sara estava sozinha com ele no quarto, Abby estava estudando no dela, e Gil estava na universidade. A morena brincava com ele fingindo derrubar a chupeta no colchão. Mostrava a chupeta pra ele, deixava cair e fingia surpresa dizendo “Ow!” arregalando os olhos e fazendo bico. Ele fazia a mesma coisa e caía na risada.

— Abby! Abby, vem cá!- Sara a chamou sorrindo.

Abby foi correndo até o quarto de Sara.

— O que houve?

— Filma isso.

Abby pegou o celular e começou a gravar, mesmo sem saber do que se tratava. Sara começou a fazer a mesma coisa. Pegou a chupeta e mostrou pro filho.

— Óh amor.- e deixou cair na cama dizendo: — Ow!- e fez as mesmas caretas.

Warrick deu risada.

Abby também.

Sara fez de novo, a mesma coisa.

— Ow!

— Ow!- ele repetiu tentando fazer as mesmas caras e bocas da mãe.

Sara riu e ele a acompanhou.

— Ow!- disseram juntos.

Quando Rick foi rir mais uma vez, riu tanto que tombou pra trás.

— Eita, amor.- Sara logo tratou de levantá-lo. Não conseguia parar de sorrir.

— Que risada mais gostosa.- Abby também sorria o tempo todo com o irmão.

— O sorriso sem dentes mais lindo do mundo!- Sara sorriu e fez cosquinha na barriga do filho.

Warrick riu mais uma vez, olhou pra mãe e tocou o rosto dela como se dissesse o quanto gostava dela. Balbuciou alguma coisa e sorriu novamente.

— Também amo você.- esfregou seu nariz no dele dando um beijinho de esquimó.

Sorriso sem dentes, mas não por muito tempo, pois quando o dia da festa de natal chegou, Warrick já apresentava os sinais de dentinhos nascendo. Gil e Sara já viam duas pontinhas brancas saindo e Greg até brincou que ele estava só esperando o dia da ceia pra morder o peru com seus primeiros dentinhos.

— Ah.- Abby falou enquanto eles separavam as roupas pra usar à noite. — Becca mandou mensagem. Ela e Rayle vão chegar à tarde porque o voo delas foi cancelado. Mas elas devem chegar aqui antes de sairmos pra casa do Greg pra ceia.

— Eu pego elas no aeroporto se quiserem, um táxi hoje é difícil de pegar.

— Vou avisar.

— Gente, olha isso.- Ricky estava deitado na cama e sempre que Sara mandava um beijo pra ele, ele imitava e mandava de volta. — Coisa mais linda da mamãe!- fez cosquinha e ele riu.

— Ele está todo felizinho hoje!- Abby sorriu.

— Vai ficar ainda mais felizinho quando ver a madrinha dele!

— Não é legal lembrar que meu filho gosta mais da madrinha dele do que de mim!- Sara dramatizou fazendo os demais rirem.

— Oh meu Deus, que carência!- Grissom então deu um beijo estralado em sua bochecha.

Sara sorriu.

Com todos prontos, elegantemente vestidos e ansiosos, a família Grissom partiu para a casa de Greg que foi a casa escolhida naquele ano para a reunião.

Nada muito diferente dos outros natais aconteceu fora os novos integrantes da equipe/família estarem presentes. Curiosamente, Russell e a cremosa chegaram antes de todo mundo. Greer se deu muito bem com todos e Russell quase teve um ataque de fofura ao ver Warrick.

— Olha, eu sou suspeito pra falar porque já fui um papai e um vovô coruja. Eu me apaixonei por três crianças na minha vida, e sem dúvida, o pequeno Sidle Grissom conseguiu entrar pra lista. Eu vou levá-lo pra Paris e vocês não vão me impedir.

Os presentes riram do exagero e Russell ficou brincando com Ricky o tempo todo, até uma certa ruiva chegar pra disputar a atenção do pequeno.

Warrick ficou muito feliz ao ver sua madrinha.

— Oooooiii coisa gostosa da dindaa!!- ela o pegou do colo de Russell e Grissom riu com o jeito que ela sempre falava com seu filho. — Ai que saudade que eu estava de você, lindezaa!- o encheu de beijos.

— E aí Cath! Quanto tempo né? A gente nem se fala mais.

Todos riram da ironia de Sara. Catherine foi direto atrás do afilhado e esqueceu do resto. Nem viu que pegou Ricky do colo de Russell, amigo que há muito tempo não via.

— Ooi amiga! Nem te vi aí.- todos riram da provocação de Catherine, que também riu ao ver a cara da morena. Com seu afilhado ainda no colo, ela abraçou Sara e beijou sua bochecha. — Como você está? Sabe que te amo, né?

— Ah sim, claro!

— Ironia, seu nome é Sara!- disse Russell sentindo falta desses momentos divertidos. Só faltava Finn ali com eles.

Todos gargalharam do momento entre as duas.

Mesmo amando ficar com Catherine, Warrick quis sair do colo da madrinha e ir para o de sua mãe.

— Oh bebê... Por que você não quer mais o colo da dinda, hein?

Ele não esperneou, não fez cara de choro e nem fez drama, apenas continuou esticando os bracinhos para a mãe.

— Haha, ganhei meu dia!

Grissom e Jim riram tanto que até doeu a barriga.

— Vem com a mamãe vem, meu príncipe. Vem... Mamãe.- ela repetiu.

Ela ia pegá-lo no colo quando, assim como todos, foi pega de surpresa.

— Mamã...

Warrick disse sua primeira palavra, antes só balbuciava, mas pela primeira vez conseguiu dizer algo concreto, que dava pra entender.

— Ai meu Deus... Ele falou ‘mamãe’ ...- se emocionou.

— Aww, que lindo, gente!- Lindsey disse, toda derretida.

Sara o pegou no colo e o encheu de beijos. Ele deu risada.

— Fala de novo, meu amor... Fala mamãe, fala.

Ele não falou, mas tocou o rosto de Sara, olhou para Gil que estava ao lado dela e esticou o bracinho querendo tocar o dele também.

Grissom chegou mais perto, pegou sua mãozinha e beijou a palma.

— Eu te perdoo por você não ter dito “papai” primeiro, tá?

Todos riram disso.

— A mãe quase sempre ganha, Gil. Supera.- riram do que Catherine disse e mais ainda do que veio em seguida. — Mas vou ensinar “dinda” pra ele antes, pra você quebrar a cara duas vezes.

Grissom pegou uma almofada do sofá e jogou nela causando ainda mais riso.

Foi um natal muito especial e alguns meses depois, mais palavras pequenas e silábicas vieram, assim como as aventuras de tentar se mover sozinho. Com seus nove meses, Ricky já sabia pedir comida quando estava com fome, sabia pedir a chupeta, já chamava mamã e papá, e já se aventurava engatinhando pela casa.

Arrumar as almofadas e travesseiros em volta dele, de um jeito que ficasse seguro em cima da cama pra não ter perigo dele rolar e cair, nem era mais necessário. Ele saía de dentro do ninho propositalmente querendo ir pro chão. Sara quase infartou na primeira vez que ele fez isso ao engatinhar pra ponta da cama.

— Esse menino vai me matar qualquer dia desses.- ela comentou depois do susto. — Eu não tenho mais idade pra esses quase infartos.

— Qual será a próxima?- Gil se questionou. — Esses dias eu estava brincando com ele no tapete da sala, ele deu uma escapada pra estufa e quase derrubou um vaso de planta em cima da própria cabeça. Mais um quase infarto pra lista.

— Socorro, Deus!

Notas finais
Um pequeno avanço e um cap recheado de fofura ♥ Espero que tenham gostado e que deixem suas opiniões nos comentários pra eu saber ♥♥ Obrigada por lerem ♥ Abraço de urso e até o próximo :3