Love Story

173 O Princípio da Merda


Notas iniciais
Hey pandinhas! Não deu pra postar ontem, tanto pelas eleições quanto pelo compromisso que eu tinha e voltei tarde pra casa, não deu tempo de postar. Quero dedicar esse capítulo pra Juliete, meu amorzinho que tá aniversariando hoje ♥ e pra Dri que fez niver dia 13 ♥ Espero que vocês, e todas que estão lendo, gostem do capítulo que não é lá tão feliz shauhsasjk é rir pra não chorar Desculpem pelo tamanho, esse não dava pra dividir e eu TIVE que colocar Morganders aqui :') ♥ Pelo título desse aqui também, já deu pra perceber que tá tudo indo ladeira abaixo né? O pior está por vir. Gil e Sara brigam nesse aqui, mas calma, eles se acertam... por enquanto

E chegou o dia de mais um aniversário de casamento, e que surpresa, nenhum dos dois conseguiu viajar. Era a primeira vez que não conseguiam se ver nessa data e ao perceberem que era sinal do casamento a distância estar começando a atrapalhar, pesou na consciência dos dois.

Era uma manhã quente, Sara estava indo para a cena de crime no deserto e no caminho tentava falar com ele. Tinha tentado quando acordou e não conseguiu, então tentou de novo no carro assim que estacionou.

— Aqui é Gil Grissom, não posso atender agora. Por favor, deixe um recado.

É, o jeito era deixar um recado.

— Oi Gilbert.- sorriu ao dizer e saiu do carro, o pouco vento balançou as duas mechas soltas do cabelo que estava preso num coque. — Feliz aniversário de casamento! Espero que esteja comemorando.- disse descontraidamente. — E é oficial, esse fuso horário é uma droga.- suspirou ao passar pela fita amarela. — Estou com saudade, vou tentar ligar depois, faz um tempão que a gente não conversa de verdade… Te amo.- sorriu ao dizer a última frase e desligou.

Russell já estava na cena e ela ouviu ele falar com a esposa que também estava longe, em Seattle. Quando ele desligou, ela comentou sorrindo:

— Bem vindo as alegrias dos relacionamentos à distância.

Russell suspirou.

— Ai eu não sei como você consegue.

Sara riu. Tentava um dia de cada vez, e por mais que por fora parecesse bem, a distância já estava a corroendo. Eles mal conseguiam se falar agora. Esperava que ele conseguisse ouvir a mensagem de voz e ligar e volta ainda naquele dia.

Grissom retornou a ligação assim que ouviu a mensagem de voz dela, um sorriso de orelha a orelha, mas o coração doendo por estar longe dela não só naquela data como em todas as outras.

Sara estava com Morgan na sala de análises quando Grissom ligou. A loira já estava de saída pra ir com Nick e os policiais salvar a vítima que sobreviveu e tinha sido levada pelo pai abusador. Sara estava com ela justamente tentando achar a localização. O celular tocou quando Morgan ainda estava na sala. A loira sorriu.

— Atende aí. Não conseguiu falar com ele ainda né?

— Não.- sorriu ao ver o nome na tela.

— Eu vou levar o Nick comigo. Diz que eu mandei oi, tá?- a loira se despediu, mas não sem antes ouvir um “oi amor” e sorrir com isso. Conseguia ver o quanto Sara era apaixonada mesmo não tendo visto os dois juntos ainda.

— Oi honey! Acabei de ouvir sua mensagem. Feliz aniversário.- Sara sorriu. — Desculpa não ter visto na hora, esse fuso horário é de fato uma droga e o sinal é péssimo.

— Tudo bem, Griss.

— Como você está?

— Fora a tristeza de não estar com você, estou bem.

— Oh amor… Realmente dessa vez não deu, mas a situação vai melhorar.

— Eu sei…- sorriu.

— Eu imagino que ainda esteja no laboratório?!

— Sim, estou. Estamos quase resolvendo o caso. As tropas já foram até o local salvar a menina, vai dar tudo certo. Ah, aquela coisa de eu tentar ligar depois pra gente conversar de verdade ainda vai acontecer, tá? É só eu chegar em casa.

Grissom sorriu.

— Esperando ansiosamente. Só queria falar com você na hora que ouvi pra dizer que também te amo e estou com saudades.

Sara abriu um sorrisão.

A conversa foi curta, pois Sara tinha que voltar ao trabalho, mas foi rápido pro caso ser solucionado e no máximo uma hora depois já estava saindo.

Depois do fim do turno, Sara foi pra montanha com o notebook torcendo para Gil ainda estar acordado e conseguir fazer a chamada de vídeo com ela. Ficou feliz ao ver que ele estava online. Sorriu ao ver a imagem dele na tela.

“O corte do cabelo tá do mesmo jeito, aparentemente tudo igual

Vi uma foto sua com aquela roupa, mas parecia que faltava alguma coisa

Nos traços do sorriso deu pra perceber

O que será que tá faltando em você?

O que falta em você sou eu. Seu sorriso precisa do meu

Sei que tá morrendo de saudade

Vem buscar logo a sua metade” — Marília Mendonça

— Oii!

— Oi cara dos insetos!

— Onde você está?- percebeu a luz do sol iluminando o rosto perfeito dela e as únicas duas mechinhas de cabelo dela que estavam soltas balançarem.

— Adivinha.

— No nosso cantinho?- ele sorriu.

— Uhum.- ela devolveu o sorriso e parou para observá-lo como costumava fazer. — Está tão bonito.

Grissom corou, mas em seguida franziu o cenho.

— Mas eu… tirei a barba.

— Eu sei.- ela riu com o comentário óbvio dele.

— É a primeira vez que não me xinga quando me vê sem barba.

Sara deu risada. Aquilo ainda era música para os ouvidos dele.

— Vou relevar dessa vez.

Ele sorriu.

— Você também está linda com o cabelo preso assim.

— Está calor demais aqui nesse fim de tarde. Foi um caso complicado, começou com uma rave no deserto, tive que prender o cabelo e deixei o dia todo assim.

— Ah, aqui está uma noite bem fresquinha. Visitamos uma caverna hoje sinistra, achamos uns ossos lá.

Conversaram sobre o que fizeram no aniversário de casamento que não passaram juntos e ficaram felizes em saber que não foi um dia ruim pra nenhum deles. Mas a saudade que sentiam apertava ainda mais quando o encontro do mês não acontecia.

— Olha, abelhinha, eu sei que está difícil, mas… eu acredito que… possamos passar por qualquer coisa juntos.

— Eu também acredito nisso.- Sara sorriu com o coração quentinho pelo que ele disse.

— Tudo vai ficar bem.

~ ♥ ~

E as coisas ruins/difíceis não pararam por aí. Martha adoeceu e temia não conseguir mais ficar com as crianças. Abby ligou para Sara e contou sobre seu medo de voltar para o orfanato e perder Martha.

— Não, meu amor, você não vai voltar pra lá. A dona Martha vai melhorar, vai dar tudo certo, tá?

A menina assentiu não muito convencida, mas esperava que realmente desse tudo certo e que ela não sofresse de novo com outra perda, tendo o mesmo destino de oito anos atrás.

Passou um tempo, era uma manhã de quarta feira e Sara e Grissom finalmente conseguiram se falar por Skype num momento livre de trabalho e falta de sinal, sem o fuso horário atrapalhar, e por um tempo mais longo. Era um momento raro e aproveitaram isso com um papo descontraído até certo ponto, quando Sara resolveu jogar a bomba, como se quisesse saber quanto tempo mais eles iam ficar nisso, já que Grissom disse apenas que ia ficar uns meses no Peru e já fazia dois anos. Perderam aniversários individuais, agora de casamento, iam passar a perder natais, anos novos, halloween’s, ações de graças, iam perder tudo se não fizessem alguma coisa pra mudar.

— E aí, não vai voltar pra casa não?

A intenção dessa frase não foi começar uma discussão, nem soar grosseira, porém Grissom sentiu que foi uma cobrança, e não gostou. Devolveu.

— Eu também me perguntava isso quando estava em Paris e você aí.

Sara entreabriu a boca um pouco com a frase dele e rebateu.

— Eu estava ajudando eles, Griss.

— É, eu também estou ajudando aqui.- respondeu sério, sem querer discutir, mas sem relevar também o jeito como a esposa falou.

— É diferente, Gil, a gente se via uma vez por semana, ficava dois/três dias juntos. Você podia muito bem ter dito que não queria que eu viesse.

— Ah, a culpa é minha agora?- Gil debochou um pouco e Sara odiou isso, tentando mesmo assim amenizar.

— Não, não é, eu vim porque eu quis! E você também fez isso indo pro Peru. A culpa também não é minha.

— A culpa é do Ecklie então né, que resolveu ligar pra você quando nós estávamos bem.

— Então nós não estamos bem...? É isso que está querendo dizer? Se for, desembucha, porque...

Nesse momento já não tinha mais ninguém tentando amenizar discussão nenhuma, os dois estavam alterados falando um por cima do outro.

— A questão não é essa, é que as coisas simplesmente não aconteceram do jeito que eu planejei, e isso não quer dizer que…

— É! Não foi do jeito que você planejou!- ela o cortou e simplesmente despejou tudo sem pensar. — Quem sabe você tivesse ficado com a Julia como sua mãe queria...- Gil revirou os olhos. —… Talvez ela tivesse mais a ver com você e não te largasse numa cidade pra ir pra outra, talvez ela conseguisse te dar um filho…- Gil sentiu o impacto dessas palavras e sentiu o coração doer, ela ainda se sentia mal por não terem conseguido. —… Talvez alguma coisa desse certo!!- Sara sentiu seus olhos arderem, mas segurou.

Grissom ouviu tudo completamente pasmo e abaixou o tom de voz.

— Pelo jeito que está falando, parece que eu estou infeliz com a vida que tenho.

— E não está??

Mais uma vez pasmo com a pergunta, Grissom ficou bravo e respondeu.

— Você esquece tudo o que eu já fiz por você, né Sara?!

— Sempre jogando pro seu lado!- ela se irritou mais ainda. — Tudo o que eu passei e aguentei por sua causa não conta né?

— Então por que continuou nisso se eu errei tanto, e pelo visto continuo errando com você?

Sara ficou indignada e também gritou com ele.

— Continuei porque eu te amo! Olha o que você está dizendo!

— Eu estou tentando, Sara! Desde o começo, eu estou tentando!

— Eu também estou!- a morena cobriu o rosto com as mãos e segurou o choro mais uma vez. Não ia chorar, não ia chorar!

— Sara…- ele percebeu que aquela discussão tinha ido longe demais e mesmo ainda muito nervoso quis parar.

Sara simplesmente descobriu o rosto e fechou o notebook.

Grissom, do outro lado, chutou uma caixa que estava no chão ao seu lado ao ver que Sara desligou na cara dele pra tentar se acalmar. Não ligou de volta, nem mandou mensagem, nada. Foi beber uma água enquanto em Las Vegas Sara fazia o mesmo com a respiração acelerada.

“É doloroso saber que o nosso lance pode terminar

Porque simplesmente nunca sei como agir

E sei que você morre por mim, vive por mim

E nunca me deixou para trás

Mesmo que saiba que às vezes eu sou apenas medo

[...] Por isso vou aprender, vou viver

Vou te abraçar mais e mais

E não quero, e não devo, e não posso deixar de te ver

Porque você vive em mim, junto a mim

No meu interior, neste coração confundido” — RBD

Não tinha sido uma manhã muito boa nem para Sara, muito menos para Greg que quando chegou numa cena de crime com Russell e Brass, a vítima era alguém que ele conhecia e teve um envolvimento. Sara também foi chamada para o caso, mas não apareceu muito.

Alison Bailey, uma jornalista de música de New York que o ajudou com seu livro Sin City Secrets e era Fã de Sinatra. Morgan estava no caso com ele e rolou um clima. Morgan sabia que eles não tinham sido só amigos e Greg lhe confidencializou que foi só uma aventura. O loiro tinha ficado realmente triste com a morte de Alison e ela ficou com dó, querendo consolar.

Lá pro meio do caso, Greg estava na sala de descanso acreditando fielmente que um dos suspeitos estava mentindo.

— Ah, vai ver ele esqueceu.- Morgan argumentou.

Greg riu.

— Acredite, caras como o Grazet não esquecem a época de glória de Vegas. Aliás, eles passam mais tempo vivendo lá no passado do que no presente.

— Eu acho… que está falando mais de você do que do Grazet.- Morgan sorriu e Greg franziu o cenho.

— O que você quer dizer com isso?

Morgan foi sincera.

— Greg... a sua paixão pela história de Las Vegas é incrível! Faz de você um CSI melhor, né?- involuntariamente ela segurou a mão dele. Greg sentiu um arrepio em toda a sua espinha e olhou para suas mãos unidas. — E…- ela ficou sem graça e soltou a mão dele. — Eu sou a última pessoa que pode te dar conselhos sobre relacionamento, mas olha pra você! É bonito, inteligente, engraçado, um partidão…- falava sem jeito, mas falava. — O que eu estou dizendo é que essa história da Alison somado a sua obsessão pelo passado… é melhor parar de olhar pra trás e… começar a seguir em frente.

ISSO FOI UM SINAL VERDE, GREG! VAI COM TUDO!

Depois de tentar digerir tudo o que ela disse, ele assentiu.

— É… tem razão. É a última pessoa que pode dar conselho sobre relacionamento.- ele respondeu sorrindo, mas já tinha percebido que ela e Hodges estavam estranhos e sabia que tinha rolado alguma coisa entre eles, afinal era um CSI. Ficou triste com isso, mas seguiu em frente. E agora ela lhe dizia isso? Podia continuar tendo esperanças ou dava de ombros?

A resposta veio no fim do caso, quando ele estava no locker, triste por ele ter sido o motivo da morte de Alison. Ela tinha ido tentar conseguir um disco do Sinatra pra ele e o cara acabou matando ela porque achava que ela estava lá por ele e ela estava lá por Greg.

Morgan entrou na sala com cautela e sentou ao lado dele.

— Tudo bem?- perguntou a loira.

— Tudo.- ele suspirou. — Eu sinto muito pelo que eu disse naquela hora.- ele se desculpou por simplesmente dizer que ela não era pessoa indicada pra dar conselhos sendo que ela só quis ajudar e fazer com que ele se sentisse melhor, até lhe encheu de elogios. Não foi justo.

— Não… Eu que peço desculpas…

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos e então, Greg se abriu.

— Na... última noite que passamos juntos… Eu disse pra Alison que nos encontraríamos em New York… mesmo sabendo que isso não ia acontecer.

— Por que não?

— Pra quê estragar uma lembrança perfeita?

Morgan sorriu triste.

— Ela queria te ver. É uma coisa pra se guardar.- AI COMO ELA É FOFA. Morgan então pegou um disco que tinha levado e lhe entregou. Era o Sinatra at the Sands, o que Alison ia dar pra ele e não conseguiu. — Comprei pra você.- ele se surpreendeu e ficou sem ter o que dizer. Morgan sorriu de lado. — Sabe o que o Sinatra sempre dizia?

— That's life?- brincou.

Ela sorriu.

— Não.- chegou mais perto dele, quase em seu ouvido, e disse: — O melhor está por vir.

Greg paralisou e Morgan saiu da sala. Ele a observou sair de boca aberta, sem reação.

Mas o que foi isso, produção?

Pelo menos para os dois as coisas estavam se encaminhando, ao contrário de Gil e Sara que ainda não tinham se falado depois daquela discussão.

Dias se passaram e nada deles conversarem, só um “bom dia” “bom dia!” “Dormiu bem?” “Sim e você?” “Também” “Que bom”. Aquilo estava acabando com eles, pois nenhum se dignava a pedir desculpas.

Até que o dia do encontro do mês estava chegando e eles resolveram fazer de tudo pra se verem e resolverem as coisas, acabar com aquele mau momento que criaram e fazer as pazes. Ok, deu certo, conseguiram uma folga.

Ainda estavam um pouquinho chateados com o que um disse pro outro no dia da discussão, mas ambos ansiavam resolver.

Seus voos eram em horários diferentes dessa vez. Gil à noite e Sara só pela manhã. O ex supervisor ia buscá-la como de costume, mas dormiu demais e acabou perdendo a hora.

Sara chegou e como não o viu lá, achou que ou ele lhe deu o bolo ou ainda estava chateado e nem quis ir buscá-la. Suspirou, pegou um táxi e foi pra casa. Tinha deixado Hank com Vicky e Abby disse que ia ligar dando notícias de Martha, agora que tinha treze anos e já tinha um celular, sempre mantinha contato com Sara sem precisar que Martha ligasse pra ela. Estava tudo péssimo fora isso.

Chegou em casa e o silêncio reinava, nada fora do lugar, parecia mesmo que ele não tinha pisado ali, mas logo cortou esse pensamento quando viu o celular dele na mesa de centro com a ligação perdida dela, no silencioso. Quando chegou ao quarto, entendeu porque ele não foi. Devia estar cansado, mas não excluiu a possibilidade dele ainda estar chateado.

Tirou os sapatos, engatinhou com cuidado na cama e deitou de frente pra ele. Grissom acordou com essa movimentação e com a voz sonolenta ele falou com ela.

— Hey…- levou um pouco de tempo pra voltar a realidade já que o sono era grande. — Eu… perdi a hora?- ele então começou a procurar o celular.

— Tudo bem.- ela o tranquilizou. — Não tem problema, peguei um táxi rapidinho.- ela explicou acariciando os cachos grisalhos dele.

Com esse carinho, Gil notou que ela não estava mais tão chateada assim, mas de qualquer forma era bom fazer as pazes.

— Olha… desculpa por…

— Não… eu exagerei. Não devia ter dito aquelas coisas.

— Hey… nós dois erramos, tá?- Sara suspirou. — Todo casal discute, isso é normal, né?!

— Eu achava até estranho nós não discutirmos tanto antes.- ela riu.

Grissom sorriu.

— Está tudo bem agora.- ele disse tirando uma mecha do cabelo dela do rosto. — Não é?

— É.- ela sorriu de lado aliviada. — Odeio brigar com você.- ela o abraçou e suspirou.

— Senti saudade…- ele suspirou do mesmo jeito e retribuiu o abraço.

— Das brigas?- ela brincou fazendo-o sorrir.

— Não, boba, de você.

— Também senti.- segurou o rosto dele com carinho acariciando os pequenos pelos que ainda estavam crescendo e Gil tomou a liberdade de beijá-la suavemente.

Sorriram um pro outro depois.

— Quer ir tomar um banho enquanto eu preparo o café?

Sara assentiu, lhe deu um selinho e rumou para o banheiro.

Aproveitaram esse tempo juntos que no momento estava quase impossível de conseguir, e foi bom porque ia demorar pra se verem de novo. Era possível que houvesse outra discussão ou coisa pior? Sim. Mas era bom não pensar.

~ ♥ ~

Mais um tempo se passou e os CSI’s sentiram novamente a dor da perda de Warrick quando o corpo de um pastor foi encontrado em cima do túmulo dele. Reencontraram Tina que continuava a mesma coisa ignorante dos últimos quatro anos e meio, e Eli que estava cada dia mais parecido com o pai — mesmo que a produção tenha pegado o Terrell Ransom Jr que na época tinha 9 anos pra interpretar um personagem de no máximo 5, porque claramente o Eli era um bebê no enterro do pai, mas enfim, vamos passar um pano.

Foi um caso doloroso, pois ao entrarem na casa de Tina — a mesma que Warrick cresceu e deixou pra ela junto com a herança —, era revoltante ver o estado em que a casa estava.

Sara olhou para as coisas dele e lembrou de uma específica. Riu com essa lembrança.

— Eu lembro de quando ele comprou essa coisa, custou metade do salário dele. Eu chamei ele de louco… mas ele estava tão feliz…- parou e sentiu a dor daquela lembrança e daquela perda novamente.

Finn nada disse, sentindo o pesar de todos eles por perder um amigo que parecia ser tão querido.

Infelizmente tiveram que chamar o juizado por conta daquele ambiente (com drogas ao alcance e comida cheia de baratas pelo chão) não ser apropriado para uma criança morar.

Foi doloroso ver a mãe se separando do filho, mas no final Tina baixou a guarda e procurou ajuda, tudo para ter ELi de volta, e claro que Sara não deixou de ajudar.

Ficou tudo bem afinal.

Pelo menos por ali, pois Abby havia ligado de novo dizendo que Martha havia piorado. Sara foi visitá-la no hospital e descobriu que ela estava com um câncer terminal.

Chorando, Martha disse que se morresse, seu marido não ia conseguir cuidar das crianças mais novas sozinho e que provavelmente Abby estaria na lista das que iam voltar pro orfanato. Frederic só poderia ficar com a guarda dos acima de quinze anos já que podiam ficar sozinhos e não eram tão dependentes de atenção como os menorzinhos. Infelizmente quinze das vinte e poucas crianças e adolescentes que Martha cuidava, teriam que voltar.

Abby ficou desesperada, chorava no colo de Martha no hospital dizendo que não queria que ela morresse, não por ter que voltar pro orfanato, mas porque a amava e não queria perdê-la.

As coisas iam de mal a pior, Sara visitava as duas sempre que possível e rezava para tudo dar certo, mesmo não sendo uma pessoa religiosa.

Grissom também ficou preocupado com as duas e também desejou melhoras, ligou para Abby várias vezes pra passar força também. Uma coisa era certa, Abby teria o apoio dos dois sempre que precisasse.

~ ♥ ~

A noite estava tranquila, coisa que raramente acontecia. Todos de plantão, fazendo coisas aleatórias. Sara aproveitou pra deixar mais uma mensagem para Gil. Fazia um tempo que não falava com ele e mais tempo ainda que não se viam. Depois que fizeram as pazes não se viram mais. As coisas não estavam indo muito bem, de mal a pior, mas ela pensava que podia melhorar. Tinha que melhorar.

— Hey, Gil... só queria ouvir sua voz. Está uma noite devagar aqui. Me liga quando puder.

Colocou o celular novamente na mesa e voltou a fazer o que fazia até seu celular anunciar uma mensagem. Já achou que era de Gil, mas era de Russell. Ele pediu para ir até a sala de descanso. Tirou o jaleco do laboratório e foi até lá assim como os outros CSI’s. O que ela não esperava era uma “paixão” antiga reaparecer.

Sua surpresa foi encontrar Doug lá com Russell e Finn. Doug Wilson, seu ex namorado.

Sorriu pra ele, simpática como sempre, e se sentou. Devia ser algo importante pra ele estar ali. Fazia um tempão que não o via, estava do mesmo jeito.

Russell colocou um vídeo na TV e eles puderam ver um avião passando muito rápido.

— Isso foi filmado 40 minutos atrás, antes de um avião fretado cair de nariz no Parque Tresser.

— Isso é a 1,5 km da Strip.- disse Greg.

— Doug Wilson, investigador da NTSB.- Russell apontou para o homem ao seu lado. — Será o líder da investigação.- olhou para Sara. — Vocês dois já trabalharam juntos, não é verdade?

— Sim, um acidente na NTSB, quando eu ainda estava em São Francisco.- respondeu olhando para Doug omitindo seu breve relacionamento com ele depois da investigação.

Ele a olhou rapidamente. Ainda gostava dela, mas precisava manter o foco.

— Até agora, temos poucas informações.

— De onde veio o voo? — perguntou Nick.

— Aeroporto regional de Las Vegas, indo pra Chicago. — Doug respondeu. — 18 minutos atrás o piloto relatou uma emergência não especificada, virou o avião e depois disso, silêncio no rádio.

— E depois que ele virou, fez um caminho mais curto pela Strip. — Russell completou. — Quase bateu no cassino Mediterranean, por uns 3 metros.

— Está pensando que isso não foi um acidente? — Morgan questionou.

— Não tenho certeza. — respondeu Doug. — Mas é um mistério o porquê do piloto parar de se comunicar com a torre, e o avião cair perto da Strip. O que aconteceu naquele avião?

— Precisamos de todas as respostas. — disse Russell.

— Respostas que esperamos que vocês, CSI’s, deem através...- olhou para Sara. —... das evidências.

Sara desviou o olhar para prestar atenção em Russell e, claro, fugir dos olhares de Doug.

— Então, foi acidente ou de propósito? Isso que precisamos descobrir.

Ok, foi assim que começou a cagada violenta. Teria que trabalhar com Doug num momento em que seu casamento ia de mal a pior. Qual a chance de dar ruim?

Estava na sala de áudio e vídeo com Russell, Finn e Doug ouvindo a transmissão de rádio do piloto. E no fim, Russell decretou que seria melhor os dois trabalharem juntos por já se conhecerem e já terem certa intimidade.

— Você já trabalharam juntos, provavelmente já se entendem. É uma boa ideia.

“Não é não.”

— Certo, vamos voltar ao trabalho. Todos os olhos nisso. Precisamos de respostas.

Sara e Doug se retiraram.

Finn sorriu.

— Percebeu?

— O que?

— Deixa pra lá.

Sara foi até o looker se arrumar. Estava quase pronta quando Doug apareceu na porta.

— Pronta pra ir?

— Quase.

— Igual aos velhos tempos, não é?

— Bem velhos.- ela riu e fechou seu armário.

— Ouvi que casou com seu chefe.- ele comentou. — Qual o nome dele mesmo?

— Gil.

Oh saudade que sentia dele.

— É, Grissom. Cara certo.

— Ainda está casado com ... Qual o nome dela?

— Candy?

— Candy, isso. A instrutora de ioga.

— Não, não, terminamos anos atrás.

— Não esperava por isso. — foi até ele pega de surpresa.

— Ah, esperava sim.

— Como nos velhos tempos.- sorriu passando por ele.

Ele sorriu também, com as asinhas abertas. Ciente do casamento dela ele estava, então sabia de seus limites, ou será que não sabia?

Passou um tempinho e lá estava Sara conectando os cabos no gravador de dados na sala de áudio e vídeo. Doug estava sentado ao seu lado.

— O gravador de dados do voo está intacto. Gostaria do gravador de voz da cabine também.

— Entre para o clube. Não são obrigatórios para pequenos fretados. Ah! Sabia que o Rusty Nickel fechou?

Sara riu.

— Estava na hora. O bar tinha má reputação.

— Do que está falando? Amava lá.

— Tudo bem, amava, até o momento em que me expulsaram de lá.- pigarreou um pouco.

— É, eles fizeram isso.- tinha esquecido.

— Sim.- fez uma carinha de que não teve culpa.

(Não consegui imaginar algo que ela tenha feito pra terem expulsado ela, então usem a imaginação de vocês uehueheuh)

— Certo, seguindo em frente. Temos o primeiro voo.

Debateram sobre o caso e de repente:

— O que resta então? Talvez uma janela que estourou a porta. O que foi, tem que ter caído certo? Calculando a partir de sua posição no momento da despressurização e dividindo altitude e velocidade, posso saber sua localização.

— Você e sua física.- ele comentou sentindo saudade dos velhos tempos e ainda surpreso por ela ser tão inteligente e saber fazer contas de cabeça tão bem.

— Vou te dizer uma coisa, vou usar minha física e achar o que quer que seja que caiu do seu avião.

— E eu faço o quê?

— Vai me construir um avião.

Trocaram um sorriso e depois mão na massa. Avião construído e estavam frente a frente pra testar a teoria.

— Vamos a partir da teoria do tiro.- começou Sara. — Estamos viajando a 9,144 metros. Sou Harrigan. Vou tomar o avião e voar para o Mediterrâneo.

— Devolver a falência em que me afundaram nas mesas.

— Pego minha 9mm, e começo com a cabine.- nesse instante Sara imitou uma arma com a mão direita.

Doug olhou para o lado pra ver se não vinha ninguém e continuou com a teoria.

— Mas um dos passageiros vê você.

— Ele ou ela...

— Tenta dominá-la.

— E estamos lutando pela arma.

— Estamos lutando. — “para demonstrar a luta” Doug envolve a cintura dela com o braço direito e agarra sua “arma” com a mão esquerda. Foi meio que uma pegada mesmo, ele não estava nem aí.

Sara ficou um pouco surpresa e sem jeito, mas mesmo assim não pôde deixar de sorrir e sentir-se, de certa forma, bem por ainda atrair alguém mesmo sem intenção nenhuma. Que Gil nem sonhasse que isso tinha acontecido!

— Nessa luta, a arma dispara e quebra a porta da cabine.

— O que explicaria a lenta queda de pressão na cabine.

“Por que ele ainda não me soltou?”

Opa! Ele se aproximou demais nesse momento como se quisesse roubar um beijo então ela tratou logo de afastá-lo. Ao que parece ele não sabia o que significava uma aliança no dedo. Atrevido!

— E então Harrigan se liberta.- diz ainda com um sorriso, mas um tanto discreto, e fazendo certa força para separar o abraço de Doug. — Comanda o avião.

Doug não tirava o sorriso do rosto. Ela tinha ficado sem jeito e ele adorou isso.

Sara respirou fundo e continuou.

Depois de uns minutos, enquanto Doug foi falar com Russell, Sara e Hodges analisavam a porta.

Estavam falando sobre o caso quando Hodges veio com uma conversa estranha.

— Esse cara do NTSB, Wilson. Parece um cara legal.

— Ele é.- disse enquanto analisava a porta.

— Quando trabalhavam juntos em São Francisco, eram próximos?

— Foi uma longa investigação.- Sara respondeu de boa, sem estranhar onde ele queria chegar com aquilo. — Passamos muito tempo juntos.

— Passaram muito tempo juntos, gastaram tempo juntos…

Sara o olhou na hora.

— Onde quer chegar, Hodges?

— Em... Em lugar algum.- ele gaguejou sem graça.

— Hum.

— Como vai isso aí?- Doug entrou na sala na hora.

— Mikrosil está pronto.- Sara mostrou com a lupa o que tinha acabado de fazer.

— Bom. Bom time. Sem falhas. Você pode ver as marcas de ferramentas.

Hodges encostou neles e disse:

— Ajuda se chegar perto, não?

Sara o olhou séria como se o repreendesse. E Doug o achou estranho.

— Isso é transferência de tinta?

— É sim.

— Não tem um tipo de máquina pra identificar isso?

Essa frase foi meio que ele expulsando Hodges da sala, e o mesmo entendeu a indireta.

— Não diga mais nada. Três é uma multidão. — pegou o que tinha que pegar e foi em direção a saída de costas. — Venha e bata na minha porta. — e ao se virar bateu com tudo em um armário vermelho que fez um barulho alto. Deu a volta e foi embora.

— Qual o problema dele?

“Ele quer mesmo que eu diga?”

— Não me faça começar. — disse com uma careta, seria uma longa lista.

Ele sorriu.

— Estas marcas estão emparelhadas. Acho que essa ferramenta tem duas vertentes.

— Pode dizer o tipo?

— Não, mas entre o Mikrostil e as lascas de tinta que encontramos será um bom começo.

Finn e Nick buscaram as ferramentas de um mecânico que faz manutenção nos aviões e Sara foi analisar com a loira.

O celular de Sara começou a vibrar anunciando uma ligação.

Grissom.

Com a volta de Doug e a investigação tomando seu tempo tinha até esquecido que tinha pedido pra ele ligar quando pudesse. Resolveu não atender e não soube o porquê. Não sabia quando ele conseguiria ligar de novo, mas...

— Pode atender, eu volto depois.

Finn ia sair, mas ela a impediu.

— Não, tudo bem. Eu retorno depois.

Finn notou a tensão e quis dar seu apoio.

— Se quiser conversar…

Sara olhou pra ela, sorriu agradecendo e voltou a olhar para as ferramentas.

— Já experimentou uma relação à distância?

— Não, mas acho que teria ajudado meu casamento número 2.

— O ex de Seattle?- ela disse que sim. — Como foi vê-lo de novo?

— Foi estranho.- Sara sorriu. — E depois não foi.

— Fiquei pensando por que você pegou o voo mais tarde. — riu.

— E o cara da NTSB? É esquisito, né?- Finn já tinha percebido, não era boba. Óbvio que ela e Doug já tiveram algo.

— Muito.- sorriu.

— Vai ficar assim?

— Tem que ser, não é?

Finalmente achou uma ferramenta que batia com o que tinha.

— Parece promissor. As marcas são parecidas com as que encontramos na porta da cabine.

Passadas inúmeras tentativas sem sucesso de ligar alguém a ferramenta usada para forçar a porta, Sara resolveu analisar as imagens de segurança feitas pelo aeroporto.

De repente Doug surge na porta.

— Parece que conseguiu as imagens de segurança do aeroporto.

— Sim.

Doug lhe estendeu um copo de café: — Açúcar, sem creme?

— Obrigada.– sorriu pegando o copo.

— Alguma coisa? — Doug senta ao seu lado de frente pra ela.

— Nada ainda, mas confirmei que Buck reabasteceu o avião e o checou 12 vezes antes da decolagem. Ele nunca tocou na porta e, até agora, ninguém mais tocou no avião.

— Escuta, Sara, só queria saber se eu poderia pagar um jantar pra você e Grissom hoje à noite.- Sara olhou pra ele, sorriu divertidamente desviando o olhar e balançando a cabeça. Sério isso? — Vocês escolhem o lugar, NTSB paga a conta. Não me importo em segurar vela.

— Na verdade, Gil está fora da cidade.

Infelizmente. Mas Doug não precisava saber que seu casamento era à distância, até porque Sara sabia das intenções dele. Era assim em São Francisco.

— Certo, só nós dois então?

Viu só?

— Não.- respondeu sem olhar pra ele.

— Não o que?

— Não faça isso.- o olhou séria.

— Ok.

Sara sorriu sem graça, não queria parecer grosseira.

— Digo, se está tudo bem entre vocês…- “Ai meu Deus...” —... e conheço você, Sara, então estou com a sensação de que talvez não esteja... E entendo…

Ela sabia onde ele queria chegar e o interrompeu.

— Está tudo ótimo.

— Certo.- sorriu dando o assunto por encerrado.

Sara desviou o olhar dele e voltou sua atenção às câmeras.

Algum tempo depois, resolveram o caso e Doug tinha que ir embora. Sara o levou até a recepção. Ele recebeu uma ligação e logo depois a finalizou.

— Avião de carga, São José. Toda ajuda necessária.

— Não há descanso para o NTSB.- sorriu.

— Não.- sorriu também. — Então, acho que é isso.

— É…- não sabia dizer o que estava sentindo. Será que era falta de homem ao seu lado todos os dias? Passar esse tempo com Doug foi bom pra ela.

— Ouça, sobre a minha oferta para jantar…- ela fez uma expressão de que não queria tocar no assunto. — É só que... Vê-la novamente... trouxe de volta um monte de boas lembranças, Sara.- a morena sorriu. — Honestamente, é irritante ver o quão bonita você está.

Sara riu e agradeceu sem jeito.

— Fico feliz que as coisas deram certo pra você.

Sinceramente? Estava começando a duvidar disso. O sorriso dela sumiu.

— Você merece.- ele finalizou.

— Dê minhas lembranças para Bay.

— Pode deixar.- abriu os braços pra receber um abraço que ela prontamente lhe deu.

Separaram-se, ela forçou um sorriso e Doug foi embora.

Sara queria muito saber o que estava sentindo naquele momento. Nostalgia? Carência? As duas coisas? Talvez sentisse falta de calor humano, e o abraço que deu nele a fez bem. Seu celular tocou antes que pudesse tentar entender seu coração e sua cabeça.

Grissom.

Esperou um pouco pra atender, foi até o lado de fora e respirou bem fundo antes de fazê-lo.

— Oi! — tentou parecer normal ao atender.

— Oi honey! Tudo bem?

“Não.”

— Tudo! E você, como está?

— Bem melhor agora.

Sara não conteve o sorriso. Sentia tanta, mas tanta falta dele que não conseguia nem respirar direito.

Gil sentia o mesmo, mas já estava começando a achar que Sara estava infeliz com tudo aquilo acontecendo.

— Te liguei assim que ouvi sua mensagem, mas você não atendeu.

Sara fechou os olhos com força e em seguida os abriu.

— Assim que te mandei a mensagem, Russell chamou toda a equipe na sala de descanso.

— Deixa eu adivinhar... Caso difícil?

— Muito. — sorriu de lado. — Desculpe.

— Não precisa se desculpar, abelhinha. Sei que aí é uma loucura.

Ah como ela amava quando ele a chamava de abelhinha! A saudade apertou tanto seu coração naquele momento que ela sentiu seus olhos arderem e segurou o choro. Tinha acabado de passar um tempão com Doug sentindo-se bem depois de meses com a ausência do marido e agora ele liga tirando suas estruturas e fazendo-a voltar pra realidade.

— Sara? Você está aí?

— Ah, sim… Estou sim. Como foi seu dia?

— Foi ótimo.- Gil não perdeu tempo, pois percebeu que ela estava tentando contornar um assunto que era crucial ser debatido. — Amor, você está bem?

— Estou, é que… Sinto muito a sua falta.

— Também sinto a sua. Demais.

Foi nesse momento que Grissom confirmou o que desconfiava. Sara não estava feliz. Com aquela distância, seu casamento estava por um fio.

— Olha, eu tenho uma ideia… ãhn… seu aniversário está chegando, podemos… jantar juntos aí em Vegas… no Mediterranean. O que acha?

— Acha que consegue vir?- se surpreendeu com a ideia dele.

— Vou fazer o possível e o impossível pra isso.- Sara sorriu. — A gente reserva um quarto, uma mesa, um dia no spa…

— Hmm, gostei!

— Olha só, já percebi seu humor mudando.- sorriu também. — Vai ser seu melhor aniversário.

Notas finais
O melhor aniversário né? Aham, tá :') Dei uma boa resumida no ep do Doug, só coloquei as coisas relevantes, espero que não tenha ficado ruim, chega uma hora que descrever episódio cansa shaushaushjk Estejam preparadas para o próximo, tá? Não vai ser fácil Abraço de urso e até lá :3