Love Story

22 O Estrangulador Strip


Notas iniciais
Hey amorzinhos! O último da temporada. Lembram que eu disse em "Som do Silêncio" que eu coloquei o final desse episódio lá porque mudei o final desse capítulo? Enfim chegou! Acho que vão gostar. Boa leitura!

A equipe se via em maus lençóis nessa semana, pois um serial killer estava a solta matando mulheres.

Grissom e Brass falavam da vítima, outra que havia sido estuprada e morta por um cara completamente limpo, não deixava pistas, fibras, digitais... Nada, nenhuma evidência. E só fazia isso com morenas altas e bonitas.

Sara entrou no quarto e viu aquela cena que infelizmente era conhecida.

— Droga!

— Sara...- Gil sabia que ela se envolveria de novo e tinha que impedir, pro bem dela.

— Que desgraçado! — disse em fúria.

Ele a levou pra fora do quarto.

— Escuta. Nada de emoções.

— Está piorando, Grissom!

— É o padrão. É progressivo.

— Ele quer ser pego.

— Assassinos com assinatura não querem. E não param até que sejam.

— Temos que achar alguma coisa dessa vez!

— E vamos. Mas fique calma, está bem? — segurou de leve sua mão e soltou.

Ela assentiu.

Esperaram os outros chegarem e analisaram a cena juntos, e claro, não acharam nada, como das últimas vezes.

O xerife informou a Grissom que o FBI ia ajudar na investigação. Grissom não ficou muito contente, mas não teve alternativa senão aceitar.

Voltaram ao laboratório, fizeram algumas analises e Sara, Warrick e Nick receberam um bip do FBI pedindo para que fossem até a sala da mesa de luz.

O Agente Rick Culppepher começou a dizer que tinha uma estratégia pra pegar o assassino.

Grissom pediu para seus subordinados o esperarem em sua sala. Claro que Sara ficou lá do lado de fora só escutando a conversa porque era desrespeito a ela também.

— Eu posso dar qualquer informação pertinente ao meu pessoal. — informou Grissom.

— Tudo bem, ótimo. Tem alguma coisa pra nós?

— Você primeiro.

— Certo. Nós temos uma estratégia. A investigadora Sidle manifestou interesse em cooperar e eu resolvi comunicar a você antes de fazer o convite.

— Ah é? E que tipo de estratégia?

— E depois dizem que você é observador. Sara bate com as características das vítimas. – nesse momento Sara entrou devagar e enquanto Rick falava Gil olhou pra ela. _ Ela é jovem, morena, é alta.

Gil olhou pra ele.

— Não está falando sério.

Eles queriam usar Sara como isca? Só passando por cima de seu cadáver.

— Ela me parece ser estável. É perfeita pra esta operação.

— Quer dizer que você vai usar um ser humano como isca? Esse é o grande plano do FBI?

— Antes que ele mate novamente, é, eu vou sim. Ou tem uma ideia melhor?

— Entender o assassino, completamente, para prever seus passos.

— E se ele resolver matar de novo enquanto isso?

— Sinto muito, mas não será um membro da minha equipe.

Ele sabia disfarçar, mas estava morrendo de medo. Eles não podiam usar Sara como isca. Isso ele não iria permitir. Ele não ia deixar que pusessem a vida da mulher – que não tinha certeza se amava – em risco.

— Eu faço isso, Grissom! — ele olhou pra ela. _ Eu quero!

Mas ela é teimosa. Fazer o que?!

— Você está dizendo que quer encarar um assassino psicótico?

— Sou treinada em defesa pessoal.

— Ah que bom, por que é disso que ele gosta, uma mulher que revida, dá mais sensação de poder ao matá-la.

— Grissom...- ela tentou convence-lo, mas ele a cortou.

— Sente-se Sara!

Ela obedeceu meio a contra gosto.

Gil olhou feio para o agente.

— Tabom. Exponha seu raciocínio. Previu passos?

— Ainda não. Ele entende o suficiente de perícia pra atrapalhar. Acha que está nos despistando plantando fios de cabelo, ele provavelmente depila o corpo inteiro pra proteger seu DNA. Ele silencia a vítima usando uma toalha de banho e essa toalha de banho ele mesmo traz e a leva embora. E ele vai atacar uma outra morena, e vai tortura-la mais ainda, só que dessa vez ele não vai ejacular, pelo menos não no local.

— Isso é tudo o que sabemos até o momento?!

— Ele conhece a vítima? — Sara perguntou.

Ele respondeu sem olhar pra ela.

— Ele sempre conhece suas vítimas, mas as vítimas não. — em seguida ele a olhou como um aviso. _ Até serem torturadas, estupradas e mortas.

Ela o olhou séria.

...

Depois de ter dado a ordem ao FBI de que aquela operação era inútil, Grissom foi trocar uma ideia com Brass.

— E o tal de Paul Millander? Talvez seja o cara. Ele tinha “as mãos de látex”, é um serial...- Brass comentou. Já que não conseguiram pegá-lo, ele podia muito bem estar matando novamente.

— Acontece que o Millander forja suicídios com figuras paternas. A assinatura do nosso cara é ódio psicótico contra mulheres. É muito diferente. — explicou Gil.

— O FBI pode ter um banco de dados especial.

— Agora você está do lado do FBI? Eu não estou te entendendo. — perguntou confuso.

Brass sorriu.

— Nunca faça um inimigo quando se pode fazer um amigo. (Sábias palavras) Tudo bem com o FBI, eu já bajulei piores. Devo dizer que não gosto dessa operação que o FBI preparou. Lembro de quando Holly Gribbs morreu, eu a destaquei e ela não estava pronta.

Acham que Brass não estava receoso por conta daquela operação? Claro que estava. Mesmo não sendo próximo de Sara, ele gostava dela.

— Eu disse pro Culppepher que ele não poderia usar a Sara! — disse nervoso esperando que estivessem o escutado e não a colocassem em perigo.

— Eu sei que disse.

Gil ficou puto da vida e foi até o local.

— Ok. Prestem atenção. — disse o agente aos demais. _ Estaremos ligados à nossa isca pelo rádio. De acordo com o capitão Brass, duas das vítimas do nosso atacante frequentavam a mercearia, pra qual estamos nos dirigindo agora. Existe uma boa chance de que ele volte a rondar este lugar à procura de sua próxima vítima.

— Eu acho que é uma desculpa fraca demais pra armar seu circo, você não acha? — disse Gil assim que chegou perto.

— Vidas estão em risco, eu acredito ser a melhor saída.

— Essa ação não vai ajudar em nada, Culppepher. E põe em risco a vida da minha agente.

Ele podia ter dado um ênfase em Minha.

Rick saiu sem dizer nada.

Sara tentou acalmar seu chefe.

— Olha, a ideia foi minha. Eu preciso fazer alguma coisa antes que outra garota...- ele a cortou.

— Presta atenção, Sara. Se estudarmos seu passado podemos prever seu futuro.

— Você diz isso há semanas!!- se alterou. _ Está demorando demais, alguém mais pode morrer... E você ainda vai estar procurando!!

Ele a olha tipo: Nossa! Acha que sou incompetente. Vê lá como fala comigo!

Na verdade, ele só a olhou surpreso mesmo.

— Muito bem, Sara... Nós estamos prontos. — Culppepher a avisou.

— Me deseje sorte. — Sara subiu na van atrás do agente.

Gil olhou para Brass, indignado.

A única coisa que poderia fazer era ficar na van com os agentes pra assistir e rezar para que nada acontecesse com ela.

...

Ela lá estava ela andando pelos corredores da mercearia. Já estava cansada de andar por aquele lugar e nada acontecer.

Dentro da van...

— Três horas e nada. — disse Rick decepcionado.

(Pausa aqui. Gente, vamos tirar uma dúvida aqui, eu estou meio perdida. Ela estava andando lá e deu três horas da manhã e nada aconteceu, ou ela estava andando pela mercearia durante três horas? Porque é estranho as pessoas irem fazer compras às três da manhã, certo? E mais estranho ainda é a Sara ficar lá que nem uma tonta andando pelo mercadinho três horas seguidas. Socorro uheueh Deixem nos comentários se vocês estão como eu ou eu sou uma idiota mesmo que não entende nada da vida uheueh. Bora continuar)

— Talvez seja melhor nos posicionarmos na livraria. Segundo os nossos agentes, à essa hora tem muitas pessoas por lá.

Grissom olhou pra ele como se dissesse: Eu num avisei? Eu avisei!

Sara parou numa prateleira e começou a olhar um produto.

Um cara passou umas duas vezes, indo e vindo. Ela percebeu, assim como Gil que alertou os agentes dentro da van.

— Olha. Esse cara está voltando.

Na mercearia, o cara chegou perto de Sara.

— Você tem um cigarro aí?

— Tenho, tenho sim. — procurou dentro da bolsa.

Gil se desesperava na van.

— Culppepher!

— Eu já vi!

Sara também tinha medo, mas mantinha-se firme.

— É que eu quero parar, eu não posso comprar um maço.

Sara não fumava, mas foi preparada pra qualquer coisa, então fingiu estar na mesma situação que ele.

— Eu também. É o meu último maço, mas eu falo isso toda semana, então...- entregou a ele.

— Filtro amarelo? As mulheres fumam com o filtro branco, sabe? Aqueles bem fininhos.

— Depende da mulher.

— Acho que sim. — sorriu. _ Tem fogo?

— Tenho, claro. — ela procurou na bolsa novamente.

Grissom não estava gostando daquilo. Se algo acontecesse com Sara, não sabia o que faria. Só sabia que ia descarregar sua fúria naquele agente idiota.

— Mora por aqui? — o cara desconhecido perguntou à Sara.

— Talvez. Eu não saio por aí espalhando onde eu moro.

— Faz muito bem. Eu também não confiaria em mim.

Ela sorriu. Tentava não demonstrar seu nervosismo.

— Você é bonita.

— Obrigada.

Sara sabia onde ele queria chegar e temia por isso.

Ele olhou pra um lugar qualquer atrás dela o que a faz ela olhar também. Foi a deixa para ele estender a mão e pegar a carteira que estava na bolsa dela.

É quando resolvem agir e correm pra dentro da mercearia.

Grissom foi o primeiro a descer da van, temendo pela vida de Sara. E ainda por cima com uma arma, o que é extremamente raro, Gil não gostava de armas.

— Hey! — Sara bateu na mão dele e se afastou.

O FBI se aproximou.

— FBI! Não se mova!

— Eu devolvo. — largou a carteira no chão e um agente o prendeu.

Grissom pegou a carteira do chão.

Rick recebeu uma ligação. E quando finalizou a chamada segundos depois, disse:

— Tá legal pessoal. Tudo bem, mas eu acredito que esse não é o nosso homem.

— Por que você acha isso? — mostrou a carteira pra ele.

— Assassinato no hotel Mônaco. Uma mulher amarrada no quarto, estrangulada e sem roupa. — dito isso, ele olhou para Sara e foi embora.

Grissom respirou fundo e olhou pra ela sério.

— Encaixa no perfil. — queria saber o porquê de estar sentindo uma certa culpa.

— Às vezes o mais difícil é não fazer nada.

Ele devolveu a carteira, pegou no braço dela de leve pra fazer com que ela se virasse e fosse embora com ele. Ao virar, ele saiu da mercearia com ela, com a mão em suas costas. Antes de sair, ela jogou a carteira com raiva dentro da bolsa.

Do lado de fora, Sara queria acompanhá-los até o local, mas Grissom negou.

— Por que? — perguntou indignada.

— Você vai pro laboratório, Sara. Já fez muito por hoje.

Aquilo foi como um tapa na cara dela.

Muita coisa aconteceu depois disso. Um cara tentou imitar o assassino, e matou sua esposa que, por pura coincidência, se encaixava no perfil das vítimas; Gil foi proibido de continuar no caso, o que fez com que ele passasse a liderança para Catherine; Não ficando satisfeitos, os CSI's passavam todas as informações a Grissom em sua casa, pois Catherine não quis a liderança do caso e estavam por conta própria, fazendo com que Grissom continuasse na liderança, só que sem o conhecimento do xerife ou do FBI.

Sara e Warrick foram para a casa de Grissom avisar o que descobriram.

A casa de Grissom era totalmente neutra, sem graça nenhuma, parecia que estava abandonada. Não por conta de sujeita, bagunça, poeira, mofo nem nada. É porque os ares daquela casa são tristes, parece que denuncia que ali existe solidão. O que dava cor na casa eram os muitos quadros de borboletas que ele tinha.

— Eu não encontrei nada, mas o Warrick deu sorte.

— É, eu voltei no apartamento e examinei principalmente o local da entrada. E sabe o que eu encontrei? Muitas fibras brancas de algodão.

— Ele poderia ter chegado lá vestindo o que ia usar para matar. — disse Gil.

— Eu lembrei do que você disse sobre esses assassinos com assinatura, dá baixo alto estima, e que vão sempre malhar nas academias, pensei em toalhas de academia. — continuou Warrick.

— Pelo que disseram as pessoas com quem falamos, nenhuma das vítimas frequentava academia.

— Eu fui ver se alguma delas já fez umas dessas aulas promocionais.

— Como eu sempre faço. Tem umas aulas grátis e que a gente não se matricula.

Gil a olhou surpreso. Não sabia que ela fazia academia. Ele nunca imaginou, porque ela não precisava, o corpo dela era lindo! Recordou-se daquele dia no lago. Ele quase não ouviu o que Warrick disse.

— Mas preenche um cadastro. Com certeza as três fizeram aula na Strongs nos últimos três meses. Nós vamos até lá, pegamos umas toalhas e trazemos pro laboratório pra ver se as fibras da cena do crime são de lá.

— E também uma lista dos homens que frequentam a academia. — Sara completou.

— Chamem o Brass, encontrem com ele no local. Me avisem.

— Tudo bem. — disse Warrick.

Eles saem de lá para encontrarem Brass.

...

Enfim Grissom conseguiu pegar o assassino de nome Sid Gaggo* – que quase o matou quando descobriu que era ele o assassino. A sorte foi Catherine aparecer e meter bala no serial killer que morreu no local – mas quem levou o crédito de TUDO foi o FBI e aquele agente idiota!

De volta à ativa, Grissom andou pelos corredores do laboratório procurando uma certa morena de olhos castanho mel. A encontrou no locker, sentada no banco de cabeça baixa olhando para as próprias mãos.

Sara refletia sobre a vida, ela gostava de fazer isso quando estava sozinha num lugar com pouca luz.

— Oi! — ele chamou sua atenção.

Sara quase levou um susto, mas disfarçou.

— Oi. — forçou um sorriso e voltou a olhar para suas mãos.

Grissom foi até ela e sentou-se ao seu lado.

Sara ouviu dizer que o assassino feriu Grissom antes de morrer. Olhou pra ele, viu seu braço enfaixado no local do machucado e perguntou:

— Você está bem? Ele acertou você? — seu tom de voz era triste e sua expressão era séria.

— Acertou sim, mas está tudo bem.

— Que bom. — forçou outro sorriso e desviou o olhar dele para suas mãos.

— Está chateada comigo, não é?

— Não, não estou não. — respondeu sem olhá-lo.

Ela mentia mal. Grissom então se explicou, ele não era apenas chefe dela, era amigo também, não queria que nada de mau lhe acontecesse.

— Eu só quis te proteger, Sara. Foi pro seu bem. Não é porque não acho que seja capaz de se defender sozinha ou que não sabe cuidar de si mesma. É que eu não sei o que eu faria se te perdesse. — confessou.

Era a mais pura verdade. Além de Sara ser uma excelente profissional, ela era uma amiga incrível, uma pessoa maravilhosa e ele gostava demais dela.

Sara se surpreendeu ao ouvir aquilo e o fitou.

— Não quer me perder?

— Claro que não. Você não é só uma subordinada, Sara. Você é minha amiga, e eu gosto muito de você. — ele enfatizou o ‘muito’ para que ela não duvidasse daquilo.

Ela lhe deu um sorriso triste e ele a trouxe para seus braços. A fez apoiar a cabeça em seu peito e a abraçou forte.

— Você é importante, não se esqueça disso.

Notas finais
Reviews? Gostaram? Gente, ontem foi meu aniversário. Deixem seus comentários dizendo o que acharam do capítulo, o que estão achando da fic, por favor. Seria o melhor presente que eu poderia ganhar. Não sejam cruéis, deixem um incentivo ♥ O próximo capítulo tem segunda temporadaaa! Quem aí está ansiosa(o)? Abraço de urso :3