Love Story
194 Immortality ❥ Abelhas
Notas iniciais
No laboratório…
— É dessa forma, Lindsey…- ele disse ao perceber que ela estava passando o pó pra digitais de forma errada, e ensinou a forma certa. — É tudo no punho.
Ela assentiu. Ainda estava surpresa com ele ter ido ajudá-la e com um pé atrás em relação a seu trabalho. Como Catherine disse, achou que tinha decepcionado ele, e que por fazer muito tempo, não tinha interesse em ficar perto dela. Não sabia que ele não a tinha reconhecido, agora ele estava mais carinhoso, menos indiferente. Estranhou, mas não se importou. Ele era um grande espelho pra ela, queria aprender com ele.
— Qual o nosso lema?- ele tentou trazer uma das melhores memórias que eles tinham juntos.
— Pó demais, a prova pode enferrujar. Pó de menos, um problema pode gerar.
Ele sorriu por ela ainda lembrar.
— Eu tenho mais um pra você.- ela assentiu. — A prova pode se expor, mesmo se pouca for. Mas se não estiver lá, ela pode assustar.
Lindsey sorriu.
— Essa ainda é a minha favorita.- ela então achou algo interessante. — Nossa… eu… acho que tenho um aqui pra você.
— Pode falar.- ele sorriu.
— Parece que achei uma pista para complicar o enredo, o que não faz parte… é esse “x” em segredo.
Lindsey achou uma sequência de números na mala que ela analisava com Grissom. Latitude e Longitude. Gil foi até o local com Mitch verificar.
Achou um cadáver sintético que era a última moda da indústria médica. Esses cadáveres permitem que médicos realizem cirurgias sem usar corpos verdadeiros.
Enquanto isso, Morgan ia passar em frente o locker pra ir até a sala de descanso encontrar Sara, que tinha acabado de voltar do hospital e estava com Catherine, quando ouviu algo interessante antes de passar e parou pra ouvir, escondida do lado de fora.
— Qual é, Greg! Se você gosta da Morgan, é só falar pra ela!
— Se fosse fácil assim eu já teria feito, Hodges. Você foi direto assim com a Wendy??
— Não, mas…- Greg interrompeu.
— Então você não tem moral nenhuma pra falar sobre declaração de paquera.
— Antigamente, você paquerava a Sara na cara de pau.
Morgan levantou as sobrancelhas surpresa, não sabia que ele era afim de Sara antigamente.
— Não é a mesma coisa. A Morgan é diferente, ela… me faz sentir coisas diferentes.
Um sorriso bobo surgiu. Ele gostava mesmo dela!
— Bom, eu não posso fazer isso por você. Mas quer um conselho?
— Não.
— Vou dar mesmo assim.- Morgan tapou a boca pra não rir do amigo. — Você está demorando demais pra tomar uma atitude. Até o Grissom tem mais atitude que você!- Greg arqueou as sobrancelhas. — O que? Exagerei no comparativo?
— Muito!- Morgan quis rir. — Tá, e o quê que eu faço?
— Eu tenho cara de cupido, por acaso?- Hodges apontou pra própria face.
Greg revirou os olhos e saiu da sala.
Morgan se escondeu, sorriu mais uma vez com o que ouviu e seguiu seu caminho.
~ ♥ ~
Depois de achar uma abelha dentro daquele cadáver com Doutor Robbins no necrotério, Gil foi para o laboratório levando a abelha junto.
Morgan contou a Sara tudo isso, pois tinha procurado pelo corpo e Robbins lhe informou tudo, inclusive onde Gil estava com a tal abelha, só com a esperança de Morgan contar pra morena para que ela fosse até lá para conversarem. Eram mais dois que torciam pra eles se resolverem. E Morgan ia até a sala de descanso justamente pra fazer isso.
Gil conversava com as abelhas em uma das salas do laboratório.
— Então, o que você acha? Torres de telefonia? Inseticidas? Para vocês confiarem na sua rainha assim, deixando-a se defender sozinha na companhia de abelhas imaturas? ... Não é à toa que a colônia entrou em colapso e a desordem é um problema na colmeia.
Sara chegou nesse momento e ele nem notou sua presença. Ele era realmente estranho, mas amava aquele estranho com toda a força.
Ele se assustou com sua chegada e ela pareceu não ligar. Ficou ao seu lado olhando as abelhas.
— Oi.- cumprimentou sem jeito por ela pegá-lo falando sozinho, mas ela o conhecia e não disse nada. — Estava conversando com as abelhas.
— Comovente.- brincou. Foi a primeira vez que não direcionou palavras duras pra ele, ou estava enganada?
Ele sorriu.
Ficaram alguns instantes sem dizer nada e ela foi a próxima a falar.
— Eu soube que estava aqui. Pensei que talvez precisasse de ajuda.
Ajuda. Aham, tá.
— Eu adoraria.- ela levantou as sobrancelhas. — Sinto falta de trabalhar lado a lado com você.
Ela não expôs nenhuma reação, mas gostou de ouvir aquilo. Sentia o mesmo. Continuou olhando pra ele — o olhar dela foi pra boca dele, eu tenho certeza — e ele desviou o olhar.
— Você e as abelhas.
Lembrou de quando a pediu em casamento, melhor dizendo, quando sugeriu que se casassem. Estavam em meio a várias abelhas, e uma delas até picou sua mão quando ela se assustou com o pedido. Sentia falta daquele tempo, principalmente de chamá-la de abelhinha.
— A pergunta é: Como é que a abelha entrou no cadáver?
— Eu acredito que...- Hodges apareceu no meio dos dois.
Grissom não gostou muito. Além disso, eles se assustaram com a chegada repentina de Hodges no meio deles.
(a droga da piada do Hodges não funciona em português aaaaa I ‘bee’ lieve)
—... o Sr. Abelhudo... que Deus o tenha... pegou uma carona na floresta. Saiu a taxonomia. Insecta, Hymenoptera, Apocrita, Apoidea, e...
—... Andrenidea.- Gil finalizou. — Uma abelha de mineração.- Hodges tentou não sorrir com o fato dele ter terminado sua frase. — Área florestal, Monte Charleston.- Gil ergueu as sobrancelhas. — Vou até lá com alguns peritos... Pode me ajudar agora.- sorriu de lado pra ela.
Ela sorriu do mesmo jeito.
Hodges gostou do que viu. Esperava de coração que eles se acertassem. Estranhou no começo, mas sabia que se amavam. E admirando os dois como admirava, queria que fossem felizes.
— Vamos lá.- disse ela.
— Posso ir junto?
— Não!- os dois responderam ao mesmo tempo saindo da sala e Hodges deu risada. Gostava de provocar Sara, e nessa Gil veio de brinde.
Foram até o Monte Charleston, montaram tudo, colocaram roupas especiais para mexer com abelhas e Grissom explicou a ela o que ia fazer, só estavam esperando os peritos aparecerem.
— Abelhas farejadoras. O maior sabujo do mundo.
— Então, você as treinou com o néctar, e cada frasco com código de cores tem sua própria receita individual.
— E colocamos os frascos abertos, em seis regiões diferentes no Monte Charleston, por isso cobriremos a floresta inteira.- os peritos chegaram e Gil deu as ordens. — Certo, crianças, levem isto e deixem no lugar. Tirem as tampas. Usem os mapas.- entregou os frascos e Sara os mapas. — Sigam exatamente seus mapas.- os peritos se foram e ele continuou falando com ela. — O que temos que fazer é pintar todas as abelhas, para combinar com a cor da região para saber de onde elas vêm.
— Parte Noroeste, verde. Sudeste, laranja...
— Uma vez pintadas, daremos adeus, e a busca começa. Quando soltarmos as abelhas coloridas, a primeira coisa que vão fazer é se separar e procurar seu néctar. Durante o voo elas vão inalar tudo da floresta, e quando voltarem às caixas, poderemos testar a presença de humanos em altitudes elevadas nas colmeias.
Foram então pintar as abelhas.
— É só fazer assim ...- ele a ensinou pintando a primeira abelha. — Viu?- ela sorriu. — Acha que consegue?
— Consigo, claro.- ela pegou mais uma abelha e tentou pintá-la com cuidado. — Pra tudo tem uma primeira vez.
Conseguiu fazer certo e ele elogiou: — Excelente! Parabéns!
Ela sorriu orgulhosa.
— Muito bem. Terminamos.- disse ele depois que pintaram todas.
Sara gostou de pintar as abelhas com ele, foi divertido. Soltaram elas e as observaram voar pra longe. Foi quase um espetáculo.
— Só nos resta esperar.
Sentaram-se nas cadeiras e aguardaram.
Sara bebeu um pouco de café e distraiu-se com a vista. Não quis puxar assunto, preferia o silêncio das vozes e o som da natureza.
Ele ficou olhando pra ela, admirando sua beleza, a linda natureza e o ar puro em volta não chegava aos pés da beleza dela. Teve vontade de trocar algumas palavras, pelo menos dizer que sentia muito por tudo, e que esses dias estavam sendo ótimos perto dela.
“Eu não sou uma pessoa perfeita
Há muitas coisas que eu gostaria de não fazer
Mas eu continuo aprendendo
Eu nunca quis fazer aquelas coisas com você
E então eu tenho que dizer antes de ir
Que eu apenas quero que você saiba
Eu encontrei uma razão para eu mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você
Eu sinto muito ter te magoado
É algo com que devo conviver todos os dias
E toda a dor que eu te fiz passar
Eu gostaria de poder retirá-la completamente
E ser aquele que apanha todas as suas lágrimas
É por isso que eu preciso que você escute
Eu encontrei uma razão para eu mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você” — Hoobastank
Mas não conseguiu dizer nada, pois uma das abelhas retornou. Acho que nem se as abelhas não retornassem ele conseguiria dizer, tinha medo de levar mais uma patada dela.
— Hey. A laranja voltou.
— Laranja é a região 6, elas são rápidas..
Levantaram-se e foram até a caixa laranja, colocaram o aparelho que detectava se tinha ou não presença humana.
NEGATIVO
— Presença humana negativa.
— Ele não está na região Sudeste. Podemos eliminar aquela região. Tem mais cinco.
Esperaram por mais alguma e ...
— Ei, a verde voltou.
Gil foi até a caixa e colocou o aparelho.
NEGATIVO
Sara foi até o quadro e riscou a região um. Olhou pra ele e esperaram mais abelhas. Até que a vermelha apareceu.
— A vermelha está aqui.- disse Gil. E ao colocar o aparelho…
POSITIVO
— Finalmente temos um alvo. A vermelha tem presença humana.
— Região dois. 7.500 pés de altura. É íngreme, no topo da montanha. Ao norte do Monte Charleston. Pode ser um escalador.
— É. Pode ser um assassino.
Arrumaram tudo, trocaram de roupa e foram até o local.
Subiram ao topo da montanha. Era noite. O caminho foi quase todo silencioso.
— Devia esperar no carro.- Sara disse séria e sem olhar pra ele, concentrando-se na estrada. Estavam quase lá.
— Está com medo?
— Como eu deveria estar, Gil?
— Ainda se importa comigo.
Ela nada disse.
Ele deu um sorriso discreto.
— Não se preocupe. Vamos resolver isso.- não soube se ela percebeu o duplo sentido de sua frase novamente, mas manteve o silêncio depois disso.
Ao chegarem lá, desceram do carro e andaram um pouco, ao parar ao lado do carro da polícia, ouviram o rádio e a voz de Catherine dizia: “Central, estamos aqui no prédio Maggadino, na saída da Coven Gardens. A garagem está cheia de explosivos com timers...” Gil e Sara se olharam preocupados. “... O prédio está completamente ocupado. Estamos em perigo eminente. Repito, estamos em perigo eminente.”
Agora estavam assustados. Olharam para a casa ao mesmo tempo e viram um homem sair de lá com um colete de bombas.
— Não atirem! Ele está armado!- gritou um dos policiais.
— Dalton Betton? Como isso é possível?- Sara ficou extremamente surpresa e confusa. Ficou frente a frente com ele no laboratório. Mesmo sem intenção e motivos, sentiu-se uma inútil.
— Sr. Grissom.- o homem disse.
— O DNA dele não combinou.- andaram devagar até ele.
— Eu aperto esse botão, seus amigos morrem. Eu puxo essa corda, nós morremos.- Gil e Sara pararam de andar quando chegaram perto dele. — Finalmente... Eu tenho todo o poder!
Chegaram um pouquinho mais perto e pararam.
— Sr. Betton? A doença que esconde, é câncer?- Sara perguntou.
— É Linfoma.
— Se alguém deixou sangue dele na casa de Lady Heather, enquanto ele fazia tratamento, altera a genética de seu DNA. Isso faz dele duas pessoas diferentes?- disse Gil.
— Cientificamente, tenho duas composições genéticas.- olhou para Sara. — Seu cotonete irá lhe dizer isso. Filosoficamente, enviei aquelas pessoas para fazerem o meu trabalho sujo.- olhou para Gil. — Tudo com o propósito de ficar cara-a-cara com você.
Grissom estava com medo? Sim e não. Não estava com medo daquele doente lhe machucar, e sim machucar Sara, pois se ele explodisse aquela bomba, não machucaria apenas eles, mas também ela. Mesmo tendo a desconfiança que aquele colete era só pra assustar.
— Tic-tac... Tic-tac...- ele balançava o controle que poderia detonar as bombas no prédio.
— O que você quer?- Sara perguntou.
— A vida dele!- apontou para Grissom.
Sara estava tentando se manter firme, sem medo. Não permitiria que aquele maluco machucasse o homem que amava, mesmo que aquilo custasse sua vida.
— Ele a arruinou! Ele a tirou de mim no momento que impediu Lady Heather de matar o Wolfowitz. Eu era o primeiro cliente. Eu fui o primeiro homem que dormiu com ela no calabouço. E depois você apareceu e transformou o coração dela.
Sara ouvia tudo atentamente. Aquilo não estava sendo muito legal de ouvir. Queria era chorar, há meses não fazia isso — com exceção da morte de Finlay.
— Ela parou com os jogos por sua causa! Ela parou o atendimento por sua causa! Ela me dispensou por sua causa! E agora... tudo o que Heather e eu já tivemos... acabou.
Ah ele tinha que falar! Tinha que atiçar, dizer que aquilo tudo era mentira, porque ele sabia que era. Resolveu enfrentar a “fera” e dizer toda a verdade, que ele obviamente sabia, e ver se conseguia desarmá-lo mexendo em seu coração.
— Não pode perder algo que nunca teve, Sr. Betton. Lady Heather nunca dormiu com você. Ela nunca dormiu com qualquer cliente ou paciente…
Sara deu uma rápida olhada pra ele. Heather e ele eram realmente íntimos. Grissom sabia de tudo sobre ela e aquilo deu um nó em sua garganta.
—... Mas você estava emocionalmente apegado a ela, não é?- ele não respondeu. — A questão agora é... o quanto você está apegado a essa bomba?
Betton fez cara de que não estava brincando mesmo ele fazendo esse joguinho, mas Gil não caiu nessa.
O tempo no controle acabou e os números sumiram.
— Boom. Seus amigos estão mortos.
Sara olhou para Gil esperando que não fosse verdade.
Betton jogou o controle no chão.
— Eu acho que não.- disse Gil pensando em lhe contar uma história parecida com a dele que talvez Sara também gostasse de ouvir. — Veja, eu entendo de bombas. Eu entendo de oceanos também.- Betton ouvia tudo atentamente. — Existe um grande mamífero no oceano conhecido com a baleia 52 hertz. Todos os anos, ele pratica uma canção de amor para a fêmea. Viaja milhares de milhas para encontrá-la. Mas quando finalmente tem a chance de cantar pra ela, ela não corresponde a ele.
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, não é? Era a mesma coisa com ele e Sara. Depois de um tempo que pediu o divórcio e percebeu que fora a pior decisão de sua vida, Grissom ensaiava e pensava de todas as formas como voltar atrás, como pedir perdão, mesmo depois que a viu com Anthony naquele dia. E naquela semana ele havia feito a mesma coisa, viajou para encontrá-la e talvez ter sua chance. Mas o que aconteceu? Ela o tratou com raiva e desprezo, não correspondeu a ele, despejou sua mágoa sobre ele durante quase toda a investigação. E não a julgava, ela tinha razão. Ele merecia ficar sozinho, um eterno solitário com o coração partido.
Sara começou a sentir-se incomodada, mas não deixou transparecer e mantinha a atenção em Betton, em todas as suas expressões. Agora gostaria de ouvir o resto, pois sentiu o impacto.
— E sabe por quê? Sua canção é cantada a 52 hertz, uma nota sonora mais alta que o menor som de uma tuba. A fêmea média ouve de 10 a 15 hertz. Então ela nunca ouve a canção dele. O chamam de baleia solitária. Ano após ano, por cem anos, ele trabalha numa nova canção de amor, e nunca consegue ser correspondido. Eventualmente, ele morre, um eterno solitário... com o coração partido.
Betton começou a sentir o “efeito” daquela história, principalmente depois que Gil continuou falando.
— Mas você esteve cantando também. Cantando pelo amor de Lady Heather.- foi aí que ele começou a soltar a dor e deixar as lágrimas acumularem em seus olhos, mas com mais raiva de Gil por lhe dizer essas coisas. — Mas ela nunca correspondeu, não é? E a parte assustadora pra você é... que ela nunca corresponderá.
Pronto. Agora acabou com o coração dele. Betton tentava segurar as lágrimas e vendo que ele estava vulnerável, Gil se aproximou. Sara quis segurar seu braço para que ele não chegasse perto. O cara estava com bombas no corpo!
— Não.- disse Betton querendo que ele se afaste.
— Você não tem todo esse poder.- ficou frente a frente com ele. — Tem?- Betton não respondeu, apenas deixou uma lágrima cair e mantinha a mão na corda. — Vá em frente. Puxe.
“Ele está louco?”— Sara pensava. Estava tensa. Mais que tensa. E ao ver Gil mesmo ir puxar a corda, seu coração quase saiu pela boca. Até prendeu a respiração de tanto medo que sentiu naquele momento. Mas era uma farsa. Nada ia detonar. Soltou a respiração como se tirasse um peso enorme dos ombros.
Então Betton soltou as lágrimas, e Gil e Sara se afastaram para que ele fosse preso.
No prédio Maggadino…
Assim que as bombas foram desativadas, Greg foi até Morgan que chorava. Quando ela o viu perto, jogou-se em seus braços chorando mais ainda e o abraçou forte pelo pescoço. Ficou com muito medo, seu coração batia tão forte que parecia que ia sair pra fora do peito. Seu maior medo era, além de perder sua vida, saber que Greg também perderia a dele. O amava. Agora ela sabia. Agora ela tinha certeza. Claro que a primeira coisa que fez foi abraçá-lo. Precisava de seu abraço, precisava sentir-se segura. Saber que ele também gostava dela a deixava mais segura ainda.
Greg, mesmo surpreso, correspondeu o abraço de olhos fechados e pediu que ela se acalmasse. Assim que os abriu, viu Catherine se aproximando e falando com Morgan.
— Querida, está tudo bem...- tocou seu ombro e Morgan se separou um pouco de Greg para abraçá-la também. —... Tudo bem.- abraçou os dois. — Conseguimos. Conseguimos.- separou o abraço e os olhou sorrindo. — Grande equipe.
Morgan concordou sorrindo e tentando se acalmar.
— Eu vou relatar o que aconteceu e cuidar de tudo por aqui até o prédio estar totalmente seguro, sem essas coisas. Vocês podem voltar pro laboratório se quiserem, tá? Acho que a Morgan precisa se acalmar.- sorriu.
— Eu levo ela.- Greg segurou a mão dela e Morgan a entrelaçou na dele, sorrindo.
Catherine era pura alegria ao ver aquilo. Era nítido o quanto se gostavam. Os viu se afastar e sorriu. Sara tinha que ter visto aquilo, ia adorar assim como ela.
~ ♥ ~
Sara suspirou enquanto estavam andando pra longe da cabana e dos policiais que prendiam Betton.
— Como sabia do colete?
— Acho que era só para nos assustar. Eu podia ver que não estava armado. Betton podia causar dor nos outros, mas não podia tirar sua própria vida.- atravessam uma rampa de madeira e pararam ali, um de frente pro outro. — Ele amava muito a Heather. Acho que não suportaria deixar essa vida por ela.- Sara nada disse, apenas ficou olhando pra ele, perdida. — O que foi?
Ela meio que “acordou pra vida” e balançou a cabeça como se dissesse que não foi nada. A verdade é que ela queria beijá-lo e abraçá-lo naquele momento. Ficou com tanto medo de perdê-lo, mesmo estando completamente magoada e brava com ele. Decidiu ir para o carro, mas ele a segurou pelo braço.
— Sara...- ela o olhou meio hesitante. — Eu percebi o quanto estava tensa.
— Você não estava?
— Um pouco.
— Fiquei com medo, só isso.- ficou na defensiva.
— De quê?- ele queria ouvi-la dizer.
— Você sabe muito bem de quê, não vou dizer!
Então ele a puxou devagar para seu abraço e beijou a lateral de sua testa.
— Estou bem agora.
Não resistindo, Sara correspondeu ao abraço e aspirou seu perfume. Sentiu-se aliviada em saber que ele não corria mais perigo, mas mesmo assim não estava perdoado pelo que fez a ela. As coisas continuariam do jeito que estavam.
— É melhor nós irmos.- afastou-se dele. — Quero saber como o pessoal está.
To Be Continued...
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