Love Story

189 Em Memória de Julie Finlay


Notas iniciais
FINN, EU TE AMO, VOCÊ NÃO MERECIA O FIM QUE TE DERAM Eu vou dar a louca e abandonar o propósito da fic só pra mudar o destino dela e do Warrick aaaaaaaaaaa droga roteiristas! E mais um funeral... R.I.P.

Nick então foi pra casa arrumar suas coisas para mais tarde encontrar seus dois amigos para a “bebedeira” de despedida. Iam só os três, pois Russell não estava com cabeça pra pensar em nada com Finn naquele estado, e Morgan já tinha marcado com o pai.

Foi um momento bem divertido, como sempre era quando estavam juntos. No final, Greg e Sara foram levar o texano no aeroporto. Se despediram com abraços fortes e duradouros, e com a promessa que visitariam um ao outro sempre que desse. Greg e Sara até disseram que iam trocar Nick pela praia.

As semanas que seguiram se tornaram meses, e Finn não apresentava melhoras. Todos estavam profundamente tristes, mas Russell era o mais afetado de todos, pois Julie era uma das pessoas mais importantes pra ele, uma das que ele mais amava. Se ela morresse, ele perderia o rumo e a melhor amizade que ele tinha.

Sua melhor amiga passou meses numa cama de hospital. E Russell passou todos esses meses no quarto esperando ela acordar pra fazer algum comentário malicioso de sua escolha previsível do material de leitura. Ele costumava ler pra ela quando ia visitá-la, além de contar sobre seu dia. Antes dela ser atacada, Russell lembrou que havia emprestado uma cópia de “A Ceia dos Acusados” pra ela, um de seus romances policiais favoritos, e ele lia pra ela todo final de semana tendo a ideia romântica de que quando lesse a última página, os olhos dela se abririam… Mas ela morreu antes que ele terminasse o livro.

Sim, ela morreu. No meio da leitura os aparelhos começaram a apitar e Russell entrou em desespero gritando pelos médicos. Tentaram de tudo, mas não tinha mais jeito. Julies não resistiu e acabou deixando esse mundo.

~ ♥ ~

Morgan chegou correndo no laboratório, os olhos vermelhos, a respiração acelerada. Sara estava saindo do locker e deu de cara com ela.

— Morgan?! O que houve?

— Eu fui ao hospital…- respondeu ofegante. — Russell estava chorando segurando a mão dela.- Sara suspirou triste, pois quase sempre que chegava lá, ele estava desse jeito, mas não chorando. — Foi quando eu percebi que não tinha sinal de vida nos aparelhos.- sua voz falhou e ela soluçou.

— Ah não…- os olhos de Sara embasaram pelas lágrimas.

— Ela não resistiu, Sara…- Morgan então a abraçou e começou a chorar.

Sara fechou os olhos com força, sentindo a dor da perda consumi-la.

Hodges apareceu do nada, preocupado, perguntando o que tinha acontecido para sua amiga estar chorando daquele jeito, e Sara respondeu num sopro de voz: — A Finn morreu…

O baque foi gigante. Ficaram tão arrasados quanto na perda de Warrick, que eles ainda se lembravam com muito carinho. O laboratório estava de luto mais uma vez.

Sara tentou acalmar Morgan e desfez o abraço. Secou as lágrimas dela e as próprias. Foi quando Greg apareceu.

— Greg, fica com a Morgan? Eu tenho que ligar pro Nick.- fungou.

— O que houve? Aconteceu alguma coisa com a Finlay?

Sara não precisou dizer nada, Greg entendeu. Foi imediatamente abraçar Morgan, que tentava, mas não conseguia parar de chorar. Hodges ficou estático, em choque. A ficha não caía. Tocou o ombro de Morgan e foi contar a Henry o que tinha acontecido. Logo o laboratório inteiro estava sabendo, e estavam todos muito tristes com a notícia. Ela tinha lutado muito, foram tantas semanas, eles achavam que ela conseguiria acordar. Tinham esperanças que isso acontecesse. E não aconteceu.

Sara fez a ligação e Nick ficou desolado. Finn era uma pessoa, que não só ele, mas muita gente adorava. O texano deixou seu posto de diretor por um dia pra poder viajar pro funeral. Estava de coração partido por perder mais um amigo.

~ ♥ ~

Sara se olhou bem no espelho, parecia que tinha voltado no tempo. Não pela aparência ser jovem — o que ela não achava que era —, mas pelo momento de luto estar se repetindo.

Mais uma vez ela enterraria um colega de trabalho, uma amiga.

Seu vestido de mangas curtas e cumprimento no joelho era tão preto e sem brilho como aquele dia. Seu rosto sem luz como o céu lá fora, sem sol, sem alegria.

Era injusto, doloroso, incurável... Finn foi muito cedo e não merecia o que tinha acontecido. Há muita gente ruim no mundo, e uma delas tinha arrancado sua vida sem pesar ou arrependimento.

Com a mesma tristeza que se levantou aquela manhã, Sara foi ao funeral. A vontade de chorar sempre em voga. Russell era pura e completa dor. Em seu olhar, seu jeito de falar, seu jeito de andar…

A cerimônia foi bonita. Cada um recebeu uma plaquinha com o símbolo da polícia de Las Vegas e um “Em Memória de Julie Finlay” escrito nela.

Todos tentaram conter as lágrimas diante das palavras do padre no funeral, mas quando o caixão de Julie desceu pra debaixo da terra, ninguém aguentou.

Greg abraçou Morgan, Nick abraçou Sara pelos ombros, Russell ajoelhou sendo confortado por Robbins e Jim... Catherine não conseguiu ir, mas deu os pêsames por telefone.

Seriam longos e difíceis dias pela frente. Mas de uma coisa eles sabiam: nunca iriam esquecer dela. Suas piadas, seu humor ácido, seu temperamento, sua inteligência, seu sorriso que contagiava, seu ombro amigo que tanto ajudava.

Finlay seria eterna em seus corações.

~ ♥ ~

Depois da morte de Finn, Russell não estava mais conseguindo ficar naquele laboratório. Não sem ela. Além de que seu casamento já tinha ido por água abaixo. Amava todos os seus amigos e colegas daquele laboratório, mas seu tempo ali já havia se esgotado.

Assim, anunciou que sairia, pois tinha recebido um convite para fazer parte da equipe de Avery Ryan em Washington. Agora ele tentaria solucionar crimes cibernéticos. Era uma boa mudança de ares.

Mas antes, teria que ter um substituto, o que chamou a atenção de Sara. Era uma ótima forma de recomeçar de vez sua vida.

“Você se sente solitário esta noite? Sente minha falta?

Você se arrepende de não estarmos juntos?

Sua lembrança permanece em

um lindo dia de verão quando eu te beijei e te chamei de amor?

As cadeiras na sala parecem vazias e sem graça?

Você olha a sua porta e me imagina lá?

O seu coração está cheio de dor? Eu devo voltar mais uma vez?

Diga-me querido, você se sente solitário esta noite? [...]

Sabe, alguém me disse que o mundo é um palco

E cada um deve fazer um papel

O destino me fez atuar apaixonada por você

Ato um foi quando nos conhecemos, me apaixonei à primeira vista

Você leu suas falas tão bem, eu não perdi nada

Aí veio o ato dois, você parecia mudar e agiu de modo estranho

E por quê, eu nunca saberei [...]

Agora o palco está vazio e eu estou aqui com o vazio todo ao redor

E se você não for voltar para mim então eles podem baixar as cortinas

O seu coração está cheio de dor?

Eu devo voltar mais uma vez?” — Norah Jones

Notas finais
Eu não tô bem :( Não tô bem mesmo :( Maaaaasss.... Com essa música final que se encaixou perfeitamente (Obrigada Pamella ♥), Gil vai voltar, e de fato a vida da Sara vai recomeçar :') R.I.P. Finn Abraço de urso e até domingo que vem com a primeira parte de Immortality :3