Love Story
127 A La Kart
Notas iniciais
Enquanto Sara andava pelos corredores do laboratório, percebia todos os olhares sobre ela, estes incluíam os de Mandy e Hodges, contudo não dava a mínima, continuava seguindo seu caminho até a sala do careca.
Parou na porta. Ele falava ao telefone. Bateu algumas vezes na porta e ele, aparentemente atencioso, pediu para que entrasse e sentasse no sofá enquanto esperava pra deixar mais um recado para Gil.
— Como está o braço?
— Quebrado em dois lugares.
— Gil? Onde você está? Essa é minha terceira mensagem. Retorne, por favor.
Pelo jeito seu querido namorado estava evitando Ecklie e o mesmo estava ficando irritado. Resolveu atiçar sua raiva.
— Você está melhor?
— Estou.
— Ótimo! Deve saber onde ele está.
Ela sabia, mas resolveu negar.
— Na verdade, não.
— É mesmo? — ele pareceu não se convencer. Ela riu por dentro. — Bom, eu vou direto ao assunto. Isso é tão difícil pra mim quanto é pra você.
“Ah, fala sério!” — ela pensou querendo revirar os olhos, mas manteve-se calma.
Ele deu a volta na mesa e sentou-se de frente pra ela.
— Então vamos ser rápidos com isso, está bem? Certo. Este é um inquérito administrativo. Você e seu supervisor estavam violando diretamente a política do laboratório...
“Oi? Estávamos?” — ela pensou e corrigiu a frase antes que ele pudesse terminá-la.
— Estamos!
(Toma distraído! Uehueheuh u.u)
— Estão... violando a política do laboratório que diz que membros da mesma equipe forense não podem se envolver em um relacionamento amoroso.
“Quanto blá blá blá!”
— Quando você e seu supervisor Grissom começaram seu relacionamento?
— Sempre tivemos um relacionamento!
Sara até que estava gostando de provocar ele.
— Quero dizer... Quando se tornaram íntimos?
Ela pensou um segundo.
— Há dois anos.- ele ficou puto. — Acho que num domingo.
“Eita domingo maravilhoso!”
— Dois anos. — ele repetiu. — Esconderam isso de mim por dois anos.
Sara ignorou, resolveu perguntar logo o que ele faria.
— O que vai fazer?
— Irei trocar um dos dois de turno.
Ela tentou fazê-lo mudar de ideia.
— Qual é, Ecklie! Você não desconfiou nem um pouquinho?
— Não Sara! Senão teria procurado vocês.
— Viu só? Nem você, nem ninguém desconfiou. Ninguém sabia de nada. — resolveu omitir sobre Brass e Greg para não colocá-los em apuros. — E por quê? — ela mesma respondeu. — Porque sabemos manter nosso profissionalismo. Deixamos nosso relacionamento fora do trabalho, como deve ser. Se não fosse por isso...- apontou para seu braço quebrado se referindo ao sequestro. — ... provavelmente nunca saberiam a menos que contássemos.
Ele tinha que dar razão a ela, mas era orgulhoso demais, além de um pouco hipócrita.
— Mas agora todos sabem, Sara. Se eu não fizer alguma coisa, todos vão querer quebrar as regras acreditando que não terá consequências. Vocês não podem mais trabalhar juntos! Está decido!
— Já terminou? — levantou-se.
Queria sair dali o mais rápido possível. Droga de regra! Ela queria bater nele e tinha vantagens, aquele gesso é uma boa arma pra tirar sangue da cara de pau daquele careca metido!
— Por enquanto. Diga ao Grissom que quero falar com ele agora!
Sara nada disse e saiu dali.
Enquanto isso, Grissom estava na estrada perto do deserto com Nicholas e Gregori. Uma cabeça rolou quase a pista toda e parou na calçada de areia perto de alguns trabalhadores. Enquanto falava com eles seu telefone tocou, era Ecklie. Desligou. Foi até Nick na estrada.
— Essa mancha de sangue me diz que o capacete ficou aqui por um tempo.
— Uma roda de veículo passou por ele. O capacete tem marcas pretas consistentes com pancada de pneu.
— Deve ter rolado estrada a baixo.
Greg juntou-se a eles.
— Verifiquei o trânsito. Nenhum registro de acidentes próximo daqui. Houstin vai conseguir uma lista dos alunos ausentes na escola.
— A cabeça está lá. A trilha de sangue começa aqui. Vamos seguir o sangue. — começou a seguir a trilha enquanto os meninos ficaram para trás por opção.
— Ele comentou sobre o que aconteceu com a Sara? — Greg perguntou.
— Não.
Começaram a andar devagar atrás de Gil.
— Aí, a Sara alguma vez conversou com você sobre ela e o Grissom? — Nick esperava que não.
— Não em muitas palavras.
— Então, você sabia dos dois?- indignou-se.
— Ér.
Greg continuou andando enquanto Nick ficava para trás, indignado ao quadrado. Será que Cath, Warrick e Jim estavam boiando como ele? Tinha que descobrir, mas depois que achassem o corpo, pois só tinham a cabeça.
Minutos depois andando, Gil encontrou o corpo.
O celular dele tocou novamente, ele quase desligou, mas não o fez, pois o nome no visor o fez atender com um grande sorriso.
— Oi honey!
— Oi amor! Tudo bem?
— Tudo sim. E você, como está? E o braço?
— Tendo um ataque de nervos. O braço está ótimo!
— O que houve?
— Falei com o Ecklie agora a pouco.
— Ah. E como foi?
— O que acha? Tentei argumentar, mas em vão. Vai fazer o que temíamos. E ele disse que deixou mais de três mensagens pra você.- sorriu ao fazer essa pergunta: — Está o evitando, não está?
— Estou. — riu.
— Ele está uma fera. — ela também riu.
— Imagino. Vou evitá-lo o máximo que puder.
— Griss, é melhor não fazer isso. A situação já não está boa pro nosso lado, e você ainda testa a paciência do careca?
Grissom sempre ria do jeito que ela chamava Conrad.
— Só você pra me fazer rir numa situação dessas.
Ela sorriu.
— Mas é sério.
— Não se preocupe, honey. Vai dar tudo certo.
— Tomara. O que está fazendo?
— Encontramos o corpo daquela cabeça, e está faltando uma das mãos também. Estamos procurando por ela.
— Quer ajuda?
— Não, amor, estamos em três, logo vamos encontrá-la. E outro detalhe, você, Dona Teimosa, não pode ficar muito tempo no sol e só pode voltar a trabalhar semana que vem com um(a) ajudante, esqueceu?
— Não, Senhor Protetor. Não esqueci.
Ele sorriu.
— Que bom.
— Eu vou pra casa então. Ficar lá sem fazer nada o resto do dia.
— Dramática. Depois que encontrarmos a mão, passo em casa pra te ver antes de ir para o laboratório. Tabom?
— Tá. Vou te esperar.
— Certo. Amo você.
— Também amo você.
Ele finalizou a ligação e duas horas depois encontraram a mão.
Grissom evitou Ecklie por horas, incluindo essas duas em que procuravam pela mão. Faria o possível pra não falar com ele. Ele era chato demais!
Foi direto pra casa.
Gil entrou devagar e amou a cena que viu. Sara acabou dormindo no sofá enquanto lia um livro. Hank dormia em seus pés.
Foi até eles. Acariciou a cabecinha de Hank que continuou dormindo e beijou a testa de Sara.
Ela despertou devagar e quando o viu abriu um sorriso.
— Oii.
— Ooi. — a beijou.
— Demorou.
— Encontramos a mão há poucos minutos. Pedi para os meninos irem para o laboratório enquanto vinha ver se está bem, disse que não ia demorar.
— Hm... Deita aqui comigo?
Ele passou pro canto do sofá por conta do braço dela, colocou o braço esquerdo por baixo de sua cabeça e apoiou a direita em sua barriga, beijando seu rosto em seguida.
— Falou com o Ecklie?
— Não.
— Griss! ...
Sabia que ela lhe daria uma bronca depois de o repreender, então a calou com um beijo profundo e longo.
Separaram-se, pois necessitavam de ar.
— Odeio quando faz isso. — na verdade, também gostava, não podia negar.
— Será mesmo?- sorriram e ele lhe deu umas bitocas. — Se ele quiser falar comigo vai ter que me achar, porque até ele eu não vou.
Sara riu.
— Queria ser uma mosquinha pra ver a cara dele quando te achar.
— Minha mosquinha contará pra você quando chegarmos.- riram. — Honey, eu tenho que ir.
— Mas já?? Não demorou nem cinco minutos.
— Eu disse que não ia demorar, amor.
— Eu estou com o braço engessado, poxa! Eu preciso de cuidados.
Grissom riu.
— Só terá sua sessão de cuidados especiais quando seu namorado estiver em casa, meu amor.
— Mas ele está em casa. — riu. Ele pegou a mania de lhe chamar de “meu amor” o tempo todo depois de quase tê-la perdido naquele deserto, e sem timidez nenhuma. Normalmente era ela quem o chamava assim, era lindo ouvi-lo dizer tais palavras.
— Mas ele não pode estar em casa, então não conta.
— Ah, Griss! Pelo menos me coloca pra dormir?
Ela fez uma carinha que não tinha como dizer não.
— Tabom, sua dengosa.
Sara riu e trocou de lugar com ele. Ficou no canto do sofá enquanto ele deitava por trás dela. Colou seus corpos e a abraçou fazendo cafuné em seus cabelos e beijando seu ombro e seu rosto. Não demorou muito para ela adormecer.
Ele sorriu, queria ficar ali velando seu sono, porém não podia. Beijou seus cabelos e chegou pertinho de seu ouvido.
— Te amo. — sussurrou mesmo que ela não pudesse escutar.
Levantou-se devagar e voltou ao laboratório.
~ ♥ ~
Nick e Greg pegaram o suspeito numa pista de kart. Enquanto Nick e o detetive Houstin conversavam com ele na sala de interrogatório, finalmente Ecklie conseguiu encontrar Grissom. Entrou na sala do supervisor como uma fera querendo matar a presa.
— Você está me evitando! É hora de conversarmos!
Pronto, não tem mais como fugir. Vamos enfrentar a fera.
— Gil, ninguém quer saber da sua vida amorosa menos do que eu, mas como você não soube cuidar disso, tenho de fazer uma declaração formal. — sentou-se na cadeira à sua frente e Gil mantinha seu semblante sério e aparentemente calmo. — Deveria ter sido uma conversa entre amigos, quer dizer, poderíamos ter dado um jeito nisso. Catherine poderia ter feito as avaliações de Sara. Por que simplesmente não me contaram?
“Ué. Não é contra as regras?”
— Não queríamos que soubesse. — disse simplesmente.
— Mulheres não gostam que o mundo todo saiba que elas estão namorando?
(Óh as ideia)
— Onde consegue informações sobre mulheres, Conrad?
— Tudo bem então... Ãhn... Quando vocês dois...? Você sabe.
Bom, como eles sempre tiveram um relacionamento, nada mais nada menos do que a resposta óbvia. Só que Gil não entendeu a pergunta direito.
— Há nove anos.
(A cabeça do careca se confundiu toda agora uehueheuh)
— Quer saber? Vocês deviam combinar melhor suas histórias!
Gil franziu o cenho. Como assim “combinar melhor”?
Ecklie levantou-se e foi para a sua sala, juntaria os dois na mesma depois do turno, seria mais fácil.
O turno acabou e a equipe tinha combinado de comer no Frank's.
— Podíamos ir até aquela pista de kart. — Greg sugeriu. — Vai ser legal!
— É.- Nick se empolgou. — E depois podemos ir lanchar no Frank's.
— Boa ideia! — Cath concordou. — O que acha, Gil?
— Ótimo. Vou buscar Sara em casa e nós encontramos vocês lá.
— Ok.
— Eu topo. Vou chamar o Doutor e o Brass. — Warrick saiu e foi convidar os dois homens mais velhos da equipe.
Trinta minutos depois Gil e Sara paravam o carro no estacionamento do local. Gil ficava lindo usando boina.
Sara não saiu do carro, pois precisava de ajuda com o sinto, mas Gil também não desceu. Ele resolveu tirar a dúvida naquele momento sobre o que havia conversado com Ecklie.
— Disse ao Ecklie que nos envolvemos há quanto tempo?
— Há dois anos.- ele lhe lançou um olhar que a questionava. — Por que? O que falou pra ele?
— Há nove anos.
Ela começou a rir.
Ah, como ele amava aquele som! Mas estava boiando.
— Na Conferência Acadêmica Forense? — ainda ria.
— É.
Sara riu mais um pouco e depois se acalmou.
— Você... tinha muitas perguntas sobre antropologia por algum motivo.
— Eu fiquei gelada criando coragem pra te convidar pra jantar. — sorriu.
Ele fez o mesmo e desviou o olhar recordando-se de como ela era naquele tempo.
— Usava rabo de cavalo.
Agora foi a vez dela de sorrir e desviar o olhar. Em seguida ficou séria.
— Eu vou mudar de turno. — disse ainda sem olhá-lo.
— Já conversamos sobre isso.
— Eu sei que disse que você mudaria, mas eu não quero fazer isso com a equipe. Além disso... Eu tenho certeza que eu desfrutaria mais da luz do dia. — sorriu olhando para aqueles lindos olhos azuis.
Seria melhor assim, sem confusão. Se veriam menos, mas ainda ficariam juntos.
Ele nada disse.
Sara resolveu quebrar o clima tenso.
— A gente tem que ir.
Ele tinha até esquecido.
— Vamos. — ele saiu e deu a volta para ajudá-la a tirar o cinto, pois com o braço engessado era difícil cumprir essa tarefa sozinha. — Prontinho.
— Obrigada.- sorriu. — Você está me acostumando mal com esses cuidados todos.
Grissom riu, abraçou sua cintura com o braço esquerdo, pois no outro lado o gesso não deixava, e deu um beijo nela. Acariciou a parte do rosto dela que não estava machucada e beijou sua testa.
— Acho que vamos ter que dar muitas explicações, está preparada?
— Não.- ela riu e ele também.
Poucos minutos depois já se encontravam dentro do local. Apoiaram-se na grade e passaram a observar os amigos que disputavam corrida de kart. Parecia divertido. Nick parou seu kart na frente deles.
— E aí? Vamos correr?
— Quem me dera. — Sara sorriu.
Infelizmente Sara teria que apenas observar.
— E você, campeão?
— Não, obrigado. Eu prefiro só olhar.
— Beleza. — ele riu e voltou pra pista.
— Ah, você devia ir também. — ele não precisava ficar ali com ela só porque ela não podia, devia ir se divertir também.
— É?
— É, devia ir. — sorriu.
Ele pensou um pouco.
— Tabom.
Sorriram um para o outro e Gil foi até o kart, entrou, colocou o capacete e olhou pra ela que fez um joia o incentivando a ir e arrasar. Assim ele fez, deu partida e foi correr com os amigos.
Sara acenava e sorria para todos eles quando passavam por ela. Riu muito no decorrer da corrida, pois Warrick e Nick andavam um ao lado do outro e cada vez que um avançava o outro passava na frente, toda hora. Quase deu empate, mas Nick venceu deixando Warrick em segundo, Greg em terceiro, Catherine em quarto, Grissom em quinto, Albert em sexto e Jim por último.
Saíram juntos da pista, rindo e conversando.
— Quase hein, Rick!
— Pois é, Sah. Eu só não ganhei por pouquinho. — riu e passou o braço pelo ombro dela. Ela sorriu. — E aí, Sara? Você quer que Grissom ou eu a leve até o carro?
Sara queria ver a reação de Gil com sua resposta.
— Você. — passou o braço bom pela cintura dele sorrindo, ambos olharam para Gil assim como os demais.
Gargalharam com a expressão dele.
— Olha só a Sara se aproveitando da situação. — Jim riu.
Gil não era muito de brincar quando seus amigos estavam perto, mas nem ligou, parecia que ele só via ela ali com seu sorriso travesso.
— Deixa você, mocinha, deixa você. — fingiu estar magoado.
Sara riu, ele não resistiu e riu também.
Os CSI's estranharam, mas acharam bom eles descontraírem perto deles. E fariam o possível pra deixarem os dois a vontade, só não evitariam as perguntas, claro!
— Vamos? — perguntou Albert.
— Vamos! — responderam.
~ ♥ ~
Chegaram no Frank's e sentaram numa mesa nos fundos. Grissom na ponta, Sara ao seu lado, depois Jim, Catherine, Warrick, Nick, Greg e Albert, contando da esquerda pra direita.
Fizeram seus pedidos e aguardaram.
— Gente! Para! — Sara se sentiu incomodada, e ria da cara dos amigos.
— Com o que? — Nick riu.
— De olhar pra nós dois desse jeito e o tempo todo.
— Vocês são o foco, Sara. — disse Catherine. — Não tem como não olhar.
— E vocês até que ficam bonitinhos juntos. — observou Albert.
— Não estamos acostumados a vê-los juntos assim, como namorados. — Greg concluiu.
— Pro Greg é mais difícil. — Nick brincou.
— Por quê? — perguntaram.
— Porque ele é louquinho pela Sara.
Riram.
— Opa, opa. Eu era, Nick. Eu era.
— Ele não confessa agora porque ele sabe que pode levar uma bifa do chefe se der em cima da mulher dele.
Gargalharam.
Grissom gostou dessas últimas palavras de Nick "da mulher dele". Quase abriu um sorriso de orelha à orelha.
— Isto que Nick disse me fez lembrar do dia em que Griss e eu fomos até o parque de diversões.
— Grissom deu uma bifa em alguém? — Albert perguntou com os olhos arregalados fazendo todos rirem.
— Quase. Grissom tinha ido buscar um lanche pra gente e eu fiquei esperando num banco, aí um cara sentou ao meu lado e perguntou: “O que uma mulher tão bonita como você está fazendo aqui sozinha?”
— Eles não perdem tempo né. — Warrick comentou sorrindo.
— O que disse pra ele? — Nick ficou curioso.
— Disse que não estava sozinha. Aí ele perguntou: “Tem namorado?” E o Griss chegou bem na hora dizendo pra ele: “Tem. Ela tem sim.”
— Noossa! — disseram ao mesmo tempo rindo. — E aí?
— Estou imaginando a cara de ciúmes do Grissom. — disse Catherine rindo.
— Griss olhou tão feio pra ele que o mesmo quase saiu correndo, juro por Deus!
Gargalharam.
— Quer dizer então que Gil Grissom é ciumento? — Warrick brincou.
— Olha só pra namorada dele, Warrick. Seria mega estranho se ele não tivesse ciúmes dela.
Sara sorriu para Greg em agradecimento ao elogio.
— Eu disse que ele é gamadão! Eu disse.
— Cala a boca, Nick! — riu e deu um tapa na cabeça dele.
Seus pedidos chegaram e enquanto comiam, conversavam.
— Bom...- Cath começou. — Quer dizer então que vocês esconderam isso de todo mundo? Por que não nos contaram?
— Por conta das regras, Cath. Por mais que confiássemos nossas vidas à vocês, havia risco da notícia escapar, ou vocês não saberem disfarçar. — Gil explicou.
— E tem um detalhe que ninguém sabia. O Greg sabia deles e não disse. Fiquei indignado.
— Não brinca, Nick! — Cath também ficou indignada. — Greg, você sabia mesmo?
— Sabia. — fez uma cara de que não tinha culpa de saber.
Gil também foi pego de surpresa, achou que só Jim sabia.
— Espera, espera aí! Mais alguém além desse bobão sabia?
Todos responderam que não, exceto Jim que começou a assobiar.
Todos olharam pra ele e o repreenderam.
— Jim!!!
Gil e Sara caíram na risada.
Catherine deu um tapa no braço dele.
— Filho da mãe! Desde quando vocês dois sabiam? Não respondam ainda. Vocês, pombinhos, há quanto tempo estão juntos? — Cath estava indignada, pois imaginava que NINGUÉM sabia, e DOIS dos seis sabiam. Sacanagem!
— Há dois anos! — responderam juntos.
— Dois anos??- o grupo repetiu e Warrick se engasgou com o pedaço de sanduíche.
Catherine o socorreu batendo em suas costas enquanto Nick e Greg riam da cara dele.
— Como...- tossiu se recuperando da quase asfixia que teve. — Como não percebemos?
— Não faço a mínima. Agora, os dois bonitinhos do grupo, respondam minha pergunta!
— Eu descobri há pouco tempo. Acho que tem uns 7 meses, ah sei lá, Catherine! — respondeu Jim não se recordando.
— Você acha isso pouco, meu amigo? Eu devia te dar outro tapa!
O casal riu. Seus amigos eram os melhores!
— Já eu meio que juntei o pontos, pelo que a Sara deixava escapar pra mim. E também pela cena que vi aqui no Frank's uma vez depois de voltar do banheiro. Tínhamos ido almoçar juntos.
— Eu disse que ele poderia ver, Griss. — Sara riu.
— Droga. — sorriu.
— E qual foi a cena que viu, Greg? — Albert quis saber.
— Ele colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e depois acariciou seu rosto. Ele se afastou dela quando me viu, mas eu fingi que não vi nada então eles não desconfiaram.
— Que bonitinho, Gil! — disse Jim sorrindo.
Ele corou.
— Isso é mais bonitinho ainda! — Cath riu por vê-lo corar.
Sara olhou para seu namorado sorrindo e lhe deu um beijo na bochecha.
— Não, Cath. Isso é mais bonitinho ainda. — disse Nick.
— Ah, eu quero ver um na boca.
— Essa Catherine não tem jeito. — Albert sorriu.
— Vamos terminar de comer, por favor? — Grissom fica timido perto dos amigos, e sabia que Sara também, mas menos que ele.
— Eles são tímidos, pessoal. Vamos dar um tempo pra eles se acostumarem conosco os observando todo o tempo. — disse Jim.
Terminaram de comer, pagaram a conta, e conversaram mais um pouco.
— Olha só, vocês que foram muito lerdos. Já deviam ter descoberto há muito tempo.- disse Sara ao vê-los ainda indignados.
— Mas espera aí, vocês não deixavam rastros… ou deixavam?
— Claro Cath, lembra quando a Sara pediu licença e eu me enrolei todo pra colocar o sentimento no cartão?
— Você já era apaixonado por ela nesse tempo?
— Claro que já. Por que eu ficava estranho quando ela falava do paramédico? Por que eu fiquei todo bobo quando vi ela chegando na festa de gala? E por que eu ficava bravo quando o Greg dava em cima dela?- todos riram com esse final.
— Porque ele sempre foi apaixonado por ela.- Jim concluiu sorrindo e Gil assentiu.
— Eu não acredito que a gente deixou passar tudo isso!- disse Nick.
— Griss já me fez sofrer muito com as rejeições dele anos atrás, mas hoje estamos bem... né?- sorriu segurando a mão dele.
— É.- ele também sorriu e deu um beijo no dorso da mão dela.
Todos sorriram. Era um momento estranho, mas era um estranho muito lindo. Ver Grissom e Sara daquele jeito tão íntimo e romântico.
— E eu jurando que era a Lady Heather.- Albert fez todos rirem.
— Nós brigamos por causa dela.- comentou Sara.
— A Sara saiu de casa.
Todos arregalaram os olhos.
— Que babado!
— Eu sabia que ia dar merda assim que vi.- disse Brass fazendo todos rirem também.
Depois desse momento super bacana entre amigos, foram se despedir no estacionamento.
— Nos vemos à noite, pessoal. — Jim entrou no carro e foi embora dando carona para Albert.
— Nós também já vamos.
— Tabom, mas não pensem que eu vou esquecer do beijo. Eu quero ver.- piscou.
Eles sorriram e partiram.
~ ♥ ~
Anoiteceu e estavam prontos para começar o turno quando Ecklie apareceu na sala de convivência.
— Gil! Sara! Venham comigo. — simplesmente disse e saiu.
Todos se olharam.
— Estou rezando por vocês.- disse Cath sorrindo.
— Boa sorte!- disseram os meninos.
— Valeu. — riram de nervoso.
Já na sala de Ecklie, estavam sentados frente à ele.
— Bom, eu quero que me esclareçam tudo!
Grissom foi quem tomou a palavra.
— Foi o que contamos à você, Conrad. Sara e eu começamos a namorar há dois anos, ninguém sabia de nada e nem desconfiavam, pois aqui dentro não dávamos motivos para isso. E não contamos porque querendo ou não, quebramos uma regra, sabíamos que teriam consequências e estamos dispostos a enfrentá-las.
— Mais alguma coisa, Conrad? — Sara finalizou perguntando.
— A dúvida é: Por que Grissom disse há nove anos se foi realmente há dois?
— Entendi a pergunta da forma errada. Sara e eu nos conhecemos há nove anos, que foi quando me apaixonei por ela, mas só estamos juntos há dois. Quer saber mais alguma coisa ou já podemos ir? Meu pessoal está esperando! — disse num fôlego só.
Sara se surpreendeu muito com as palavras dele, pois não esperava que ele fosse dizer "que foi quando me apaixonei por ela". Foi uma surpresa total, adorou ouvir aquilo e adorou mais ainda a cara de besta de Ecklie ao ouvir tais palavras.
— Não, esta informação já está de bom tamanho. Só quero que um de vocês assine esses papéis para a mudança de turno. Qual dos dois irá mudar?
— Eu. — Sara disse triste, queria continuar trabalhando com seus amigos e com Grissom.
Sara assinou tudo, olhou para Gil e voltou a olhar para Ecklie.
— Pronto.
— Ótimo. Você começa na semana que vem, Sara. Já estou à procura de um ajudante para trabalhar com você até seu braço melhorar.
— Tudo bem, obrigada.
— Podem ir.- levantaram-se e quando chegaram na porta… — E não esqueçam.- viraram-se novamente. — Já que mantiveram o profissionalismo durante todo esse tempo, continuem mantendo! Entendido?
— Sim. — disseram e saíram.
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