Love Story

1 Capítulo Único


Love Story


Uma história de amor do passado poderia ter algum futuro depois de anos de abandono?


Capítulo Único


Finalmente, depois de tantos anos de insegurança e tantas guerras, Ametris estava em um período de paz. Nada de medo de uma guerra estourar a qualquer momento ou mesmo que homúnculos ataquem.


No entanto, as marcas deixadas por King Bradley ainda eram presentes. Os países vizinhos ainda viam Ametris como uma ameaça em potencial, mas a instabilidade nem de longe era como a cerca de três anos atrás.


A neve caiado lado de fora formando uma camada branca sobre toda a cidade, estavam todos dentro da residência do casal Hughes que havia chamado os amigos para passar o natal.


Estavam todos ali, desde Edward, o irmão e a jovem Rockbellaté o recém chegado de seu exílio Roy Mustang o que incluía também toda sua equipe.


O clima estava bem agradável e o assunto de muitas das conversas era a nomeação de Roy para Marechal – mesmo que agora seus poderes não fossem totais, ainda era um alto cargo.


- Um brinde ao man!


Chamou Maes entrando na rodinha em que os rapazes bebiam.


- Yiep! — ouviu-se o som dos copos tilintando –


- O que me lembra uma coisa, Fullmetal, QUERO MEU DINHEIRO!


O louro esfrega as mãos atrás da cabeça, aquele ali era mão de vaca.


- Você não esquece mesmo, né!


-Eu quero meu dinheiro! – o moreno levantou a sobrancelha –


- Amanhã! Hoje é Natal!


- Sei... Vou descontar do seu salário.


Aqueles dois não mudavam mesmo. Não importava quantos anos se passassem, eles sempre agiriam como cães e gatos.


- O QUÊ? SEU MURRINHA DE UMA FIGA!


Enquanto os dois brigavam, do outro lado da sala, perto da janela, a mulher de cabelos cor de ouro olhava a neve cair. Estava mais afastada da aglomeração e não porque não gostava da companhia deles e sim porque tinha algumas coisas para pensar.


- Riza-san.


- Oi, Gracia.


A mulher de Maes sentou-se na poltrona que estava a frente da que a loura ocupava.


- O que foi? Não está gostando da festa?


- Imagine! – Riza deu um sorriso amarelo, o melhor que conseguiu – Eu só estava pensando na minha vida.


- Na noite de Natal? Não acha que isso pode esperar até o final das festas?


- Eu já deixei de pensar na minha vida por muitos anos. – Riza deu um longo suspiro –


- Arrependida?


- Não. Eu não me arrependo... Só vejo que... Bem... Esqueça.


Riza sorriu da melhor maneira possível, não queria falar de sua decisão antes de fazer tudo o que tinha que fazer. Não queria dar a chance de ser impedida.


- Você vai fazer alguma coisa, não vai?


- Eu? Não... Vamos para lá antes que todos pensem que estamos ignorando a festa.


As duas se levantaram e foram para onde estavam os demais.


- Já estava sentindo sua falta, meu bem. – Maes que estava sentado puxou a esposa pela cintura –


- Fui conversar com a Riza.


A loura já havia se sentado no único lugar vago por perto que ficava no canto do sofá. Essa que quando estendeu o olhar, viu um casal mais jovem, que conversa pertinho.


Todos pareciam estar se acertando. Maria e Demmy estavam num chove e não molha que logo viraria compromisso. Scieska e Fuery estavam de casamento marcado. Havoc estava namorando uma advogada. Breda namorava uma militar que voltou com ele do Oeste e Maes e Gracia eram o mais perfeito casal. O sonho de qualquer um que tivesse um amor.


Somente ela que continuava naquela vida de alguns casos de curta duração, tirando Roy, já que os casos desse nem podiam ser chamados de curta duração, estavam mais para duração relâmpago.


Se bem que a moça que acompanhava-o naquela noite era a mesma de alguns outro encontros de amigos que tiveram com o pessoal.


O que estava pensando? Roy finalmente havia encontrado sua cara metade e... Não era ela.


Por mais que fosse dolorido, não era uma surpresa ou causava revolta na jovem Hawkeye. A mulher sempre soube que esse dia chegaria. Mas como queria que o passado voltasse...


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Dez anos antes...


Um jovem casal jantava na casa do general Grumman, mesmo que esse não soubesse que eram um casal.


Alguns olhares singelos, sorriso disfarçados, um namorinho que vinha desde a época de pupilo do moreno.


- Tão pouco tempo no exército e já é major, você tem futuro, Roy.


Disse o homem mais velho.


- Eu só procuro fazer o que é preciso ser feito. Mas e você Riza? Vai mesmo entrar para o exercito?


- Vou. Não acho que seria justo quebrar com uma tradição de tantos anos.


- Desse jeito ele vai pensar que eu estou fazendo algum tipo de pressão, Riza. – Grumman se defendia –


Ela apenas dá uma risadinha leve.


- Mas eu também quero, seria um desperdício às horas que passei treinando tiro.


Depois de comerem, Riza vai dar um volta no jardim e chama Roy para poder mostrar a reforma que fora feita a pouco tempo.


E tão logo se afastaram do campo de visão do avô da moça e dos empregados o rapaz puxou-a pela cintura e lhe deu um beijo.


- Roy!


- O que foi? Desde a hora que cheguei queria fazer isso!


Ela sorria daquela maneira que só ele sabia sorrir.


- Bobo.


Os dois caminharam para a área mais funda do grande jardim. Não queriam correr riscos, e não por estarem fazendo algo errado e sim por não querer que achasse que a ascensão dele estivesse ligada a família da moça.


Estava num canto do jardim onde só a luz da lua que conseguia furar a copa da grande árvore iluminava.


Ela estava entre a árvore e o rapaz. Dois jovens, ela não com mais de dezoito e ele com mais de vinte e dois, mal sabiam as surpresas que o futuro lhes reservava.


A separação.


A guerra.


Os assassinatos.


A culpa.


Tudo o que sabiam era que queriam que aqueles momentos durassem para sempre.


- Você não precisa entrar no exercito!


- Eu quero, Roy. Não só para estar com você, mas também para fazer alguma coisa por esse país.


- Me tira o sono saber que você pode acabar no meio de uma guerra... – ele passou as costas dos dedos na pele macia de pêssego do rosto dela –


- E você acha que a possibilidade de a qualquer momento você ser convocado não me assusta?


- Eu sempre vou voltar para você! Sempre!


Roy cobriu os lábios dela como se fosse a última vez e realmente, aquela noite foi a última que passaram juntos.


O moreno se afastou um poucoretirou do bolso um colar de ouro branco com pingente de diamante em forma de coração.


- O que é isso?


- Eu achei que esse colar merecia estar no pescoço de alguém tão perfeita. – ele começou a colocar a peça no delicado pescoço dela – Que o nosso amor seja como esse diamante. Perfeito e indestrutível.


- Oh Roy...


- Sempre e para sempre.


- Sempre e para sempre...


Mas as coisas não foram bem assim. Ele fora mandado para uma missão em outra cidade do Leste e depois de muitas cartas, a separação. Ele não podia ficar com ela.


Tinha seus sonhos e naquele momento a distancia era demais. Fora o medo de que segui-lo viesse a machucá-la. Arrumou outra e disse com todas as letras que já não a amava.


O conto de fadas que ruiu.


Mas como disse o poeta...


“Que seja eterno enquanto dure”


E foi.


Em cada dia. Momento. Minuto.


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As lembranças invadiram a mente da mulher que fora a cozinha buscar alguma coisa, o que havia ido buscar mesmo?


- Sempre e para sempre... – a loura balançou a cabeça, quanta criancice –


Nada era eterno, os anos haviam lhe ensinado.


Mas que as lembranças eram vividas, eram.


Tais lembranças não a deixaram enlouquecer durante Ishival e depois nas noites em que os pesadelos a perseguiram.


No final, acabou por ajudá-lo a conseguir seu sonho. Mas o amor não é isso? O outro antes de si próprio?


Mas já estava na hora da vida dela ficar em primeiro plano. Roy já tinha sua própria vida.


Estava resolvido.


Pegou o casaco sem chamar atenção na sala e saiu pela porta na cozinha.


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Depois de algum tempo é que foram dar por falta da presença de Riza, mas como já era quase meia-noite, ninguém saiu atrás dela.


Era hora da ceia.


- Se ela não está aqui, hora de eu tirar o meu time de campo, Roy-kun.


- Desculpe por te importunar na noite de natal, mas eu precisava tentar.


- Mas uma conversa franca não seria o ideal?


- Ela já não me ama mais, o amor acabou quando apareci com outra na frente dela há dez anos.


- Você só estava um pouco confuso e com tantos sonhos, um grande amor não era propicio.


- Obrigado mesmo, Samira. Você foi uma amiga excepcional. Não quer mesmo que eu te leve ao hotel?


- Não. Eu vou sozinha. Pode ficar aqui com seus amigos...


- Vai embora amanhã cedo?


- Vou sim.


-Mande um beijo para a Emma! ( N/A: Sequestrei a personagem da Mii!)


- Mandarei.


Se despediram com um singelo beijo no rosto e a moça foi embora debaixo da neve fina. Ela queria caminhar um pouco. Ver as luzes da cidade.


O moreno voltou para dentro e se deparou com Maes.


- Beijo no rosto? – Maes arqueou uma das sobrancelhas –


- Não era nada disso que você estava pensando, eu só queria descobrir uma coisa.


- Oh Roy... Você não fez o que eu penso, fez?


- Ela não sentiu ciúmes.


- Ou talvez só não quisesse atrapalhar sua vida.


- Bastava um olhar, Maes, um olhar!


- Como se você não a conhecesse... Não seja idiota, Roy!


- Não vale a pena.


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Samira caminhava por um parque que estava magnífico. Sentia um pouco de pena do amigo. Apesar de não concordar com os métodos dele.


- Se não fosse tão orgulhoso.


Caminhava com cuidado por causa do gelo e quando entrou na ponte que passava sobre o rio – agora congelado, viu um figura conhecida.


Era Riza, a mesma mulher que viu diversas vezes quando estava naquela farça com Roy e que nunca mostrou um pingo de sentimento em ralação ao “caso” dos dois. Só que ali, ela chorava.


Nenhum escândalo, apenas lagrimas silenciosas que caiam para fora do parapeito onde a mulher estava escorada.


Era sim, era amor.


Lagrimas de amor.


Dor de amor.


Por achar que Roy achou outro amor sem saber que ela era o amor dele.


Aquilo sim era o amor.


Sem posse.


Liberto...


Caminhou até ela e percebeu que ela trazia algo em uma das mãos.


- Riza...


A mulher se assustou e tão logo a viu, enxugou as lágrimas.


- Samira? – ela olhou para os lados – O Roy está aqui?


- Não. – um vento frio cortou as duas –


- Então...?


- Riza,eu queria dizer que...


Ia contar tudo. Os dois mereciam uma segunda chance.


- Não se preocupe, os boatos não são verdadeiros e eu não vou mais trabalhar para ele.


- Não é isso...


- Volte para aquela festa, não sei por que saiu sozinha, mas não jogue seu amor fora. – ela estendeu a mão e colocou o delicado colar sobre as mãos de Samira – Que para vocês o amor seja realmente indestrutível.


E não era mentira, os olhos dela sentiam sim a dor da perda, mas não desejavam mal. Todas aqueles anos, ela ainda tinha singelas, mas ainda esperanças e Roy havia quebrado essas no ultime mês.


E a loura desapareceu no parque. Iria embora.


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Samira voltou a residência Hughes, tinha que falar com Roy, caso contrário ele jamais teria uma outra chance.


- Samira? – Roy assustou-se ao ver a mulher –


- Pode me dar um minuto?


- Lógico. – eles se afastam dos demais –


- Acho que isso não me pertence. – ela põe na mão dele o colar –


- O que... Esse colar. Como você o conseguiu?


- Ela me entregou desejando que para nós, o amor fosse indestrutível.


- Ela? Você diz a Riza? Onde vocês se encontraram?


- No parque. Oh Roy, ela estava chorando. O coração dela estava partido...


- Mas...


- Ela te ama o suficiente para apenas querer sua felicidade, sendo ou não com ela.


- Droga! Eu preciso fazer alguma coisa!


- Com certeza precisa! Mas faça rápido, acho que ela não pretende ficar aqui!


- Obrigado!


Roy sai correndo para a o apartamento da loura. Mas não obteve sucesso, mesmo subindo, ela não abriu a porta ou não estava lá mesmo – hipótese que preferia acreditar.


- Kuso! – ele deu um murro na porta –


Se ela realmente pretendia ir embora e não queria ser incomodada, não iria para casa. Mas para sair da cidade, provavelmente pegaria um trem e mesmo que não fosse assim, era o marechal, tinha que conseguir saber a hora que ela saísse da cidade.


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A estação de trem estava lotada, apesar de ser um pós-festa, muita gente parecia ter resolvido ir viajar. Provavelmente por causa do ano novo.


Riza caminhava com certa dificuldade por entre as pessoas. Não chamava muita atenção perante a multidão, ou bem, era isso o que achava. Afinal uma mulher bonita sempre chama atenção.


Uma bota preta cano alto, uma saia branca, uma blusa gola alta roxa escura e um sobretudo branco. Uma combinação charmosa e elegante de peças.


- Qual é mesmo o numero da plataforma?


A mulher procurava o papel na bolsa.


E enquanto isso, em um outro lado da estação um certo moreno corria entre as pessoas, arrancando muitos suspiros feminos. Tivera uma informação de que ela comprara uma passagem para aquela manhã.


Plataforma 11.


Precisava chegar a plataforma antes das oito e cinco e já eram...


Sete e cinqüenta e nove!


Seis minutos para atravessar toda a gigantesca e lotada estação central.


- Não vá embora!


O Mustang apressou o passo.


Finalmente o trem! Riza agradecia silenciosamente o fato do trem já estar ali, sem atrasos.


Por isso, acabou tropeçando e caindo sentada no meio da multidão. Se descobrisse quem foi o porco idiota que cuspiu aquele maldito chiclete que fez sua bota prender no chão dando espaço para a pessoa atrás de si empurrá-la, com certeza lhe acertaria um tiro no meio da testa.


Respirou fundo e começou a se levantar, pela primeira vez quis que algum ser a encarasse como um ser frágil e lhe estendesse a mão. Mas essa pessoa não veio, todos estavam ocupados demais.


Dois minutos.


Sentiu uma mão em seu ombro e virou o pescoço.


Roy caminhou o mais rápido que pôde quando viu fios louros que lhe pareceram familiares. Tinha que ser ela!


Era quase impossível que aquela mulher indo para o mesmo terminal não fosse sua Riza.


Colocou a mão em seu ombro e a mulher virou o rosto.


Riza encarou o homem atrás de si.


- Acho que isso é seu, moça.


O rapaz de cabelos marrom estendia-lha a frasqueira que era para estar em suas mãos.


- Oh... Obrigada.


- De nada.


O Rapaz sorriu e foi embora.


Um minuto.


A mulher que olhava para Roy parecia confusa.


- Desculpe, achei que era outra pessoa.


- Okay. – a moça seguiu seu caminho –


Não era Riza. Como não podia ser ela??


Mas não ia desistir. Continuou seu caminho e logo se deparou com o trem e com um rostinho conhecido que subia no vagão.


Era ela!!


Correu e a puxou fazendo que a força e o peso da mala que ela colocava para dentro do trem a fizesse cair.


Nos braços dele!


- Ia embora sem se despedir de mim?


- R... Roy?


Não era possível que ele aparecesse assim no último minuto como nos filmes.


- Por que você tinha que ser tão tinhosa?


- O que você está fazendo aqui?


- A Samira não era minha namorada. Só queria saber se você tinha ciúmes. E ela foi me avisar que você ia embora.


- Eu não... – o trem saiu –


- Eu te amo! Nunca deixei de te amar por um segundo se quer!


- Roy, não. Acabou.


Ela tentou se livrar dos braços dele, mas ele não deixou que ela saísse. Não permitiria nunca mais que ela se afastasse.


- Não pode ter acabado.


Um beijo.


Um beijo profundo.


A frasqueira que carregava caiu no chão para que a mão fosse parar na nuca dele se entrenhando com os fios negros.


Os que estavam ali pararam para ver. Não era todo dia que uma história de amor se realizava ali no meio da estação central.


Era como se o mundo não existisse. Estava ali com ele de novo!


Não podia dizer que aquela história de amor teria um final feliz como o dos filmes, afinal, o que os filmes mostravam era um começo feliz...


E se dependesse desse começo, o final com certeza seria feliz.


The end



Notas finais
Mii, essa é para vc!!
Muitos beijos miga!!
KIss
E deixem comentários!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!