Love Story

24 Sonho demais pra mim ?


Notas iniciais
Gente, eu quero pedir muuuuuuuuuuuuuito obrigada pelos comentários, eu me emocionei só de ler oq vooc escreveram *-*
Nossa, eu to muito feliz ! Quero pedir a todas que entrem no meu perfil do orkut. Na página do Nyah! tem o link, é só dizer quem são lá que eu aceito, quero muito manter contato com todas ok ? Muito obrigada por tudo, mais ua vez, eu arrumei um tempinho pra escrever e postar. Eu ia postar um pouco mais, mas vou deixar isso pra mais tarde já que hoje eu faltei aula hSAUIHSIAUSHAIUS'

Beijo, eu amo tooooooooooodas vocs, obrigada por tuuuuudos amores !

A luz do quarto começou a incomodar meus olhos, que prontamente reagiram semicerrando-se, e me fazendo acordar de um sonho pesado e delicioso.
Não tinha noção de que estava em Neverland, e que Michael estava aqui ao meu lado...
Opa.
Tateei o colchão que tinha um lençol muito fino e abri os olhos lentamente. Michael não está aqui. Olhei em volta já sentada na cama com os olhos arregalados. Eu podia escutar uma voz ao longe, mas tinha certeza que não era de Michael. Me levantei com uma certa dificuldade indo ao banheiro lavar meu rosto. No caminho, pude ver o sol brilhando lá fora. As árvores traziam um vento delicioso, dando a impressão de que se estava no paraíso.
As vozes aumentaram no corredor. Eu tomei um susto, olhando a porta e percebi que Michael era quem gritava. Corri pro banheiro lavando meu rosto o mais rápido que conseguia e corri para a porta.

– Você não manda na minha vida ! – Michael gritou agressivo.

Encostei minhas mãos na porta, e o ouvido também. Ele estava no corredor, falando com alguém, mas a voz estava se afastando. Isso era feio demais de fazer, mas a minha curiosidade falou mais alto. É, eu acho que é só curiosidade. Só tenho medo de que ele me pegue escutando quando for abrir a porta, e eu, cair com tudo no chão por isso. Logo, a voz foi se afastando mais ainda. Receiosa, abri a porta bem devagar. Não havia ninguém no corredor. Caminhei apressada até o fim do corredor, já e escutando as vozes novamente. Tinham descido a escada, e estavam por ali.
Tateei as paredes, chegando na ponta da escada. Me escondi ali no começo, e pude ver os dois. Pelo que parecia, era alguém da produção de Michael.

– Você não pode fazer isso Michael, ela é uma garota normal ! Você não conhece nada dela, não conhece seus interesses ! – O tal cara disse.

Um calafrio correu pela minha espinha. Era mesmo de mim que ele estava falando ?

– Eu a conheço o suficiente. E confio nela. Nada do que me dizer vai me fazer mudar de idéia.

– Esse é o seu mal. Você confia muito nas pessoas ! Ela pode estar sendo falsa, ter interesses Michael !

– Não fale assim dela ! Eu já disse que você não manda na minha vida. Eu faço o que quero dela. Eu sou humano ! Eu tenho direito de ter... Am... Amizades !

– Michael você é maluco. Eu chego na sua casa e você está abraçado com uma garota na cama, e a mesma está com uma camisa sua ! Vai me dizer que...

– Não ousa perguntar uma coisa dessas ! Você invadiu o meu quarto, Brandon. O que eu faço ou deixo de fazer é problema meu !

– Depois não venha chorar dizendo que houve um escândalo. Ela pode muito bem dizer que dormiu com você pra todos os jornais amanhã.

– Chega ! Eu não suporto ouvir isso ! – Michael levou as mãos na cabeça e se afastou do carinha. Ele observou as janelas de olhos fechados.

– É pro seu bem, Michael. Você não pode agir normalmente com uma garota qualquer. Ela trabalha com você. Não se pode confiar ! – Ele foi até Michael, e colocou a mão em seu ombro. Michael não olhou pra ele. Continuou de olhos fechados.

– Brandon, ela me passa muita segurança. Muita. Você não a conhece pra dizer coisas assim. Eu tenho certeza que Annie nunca teria interesse. Ela é a pessoa mais sincera que eu já vi.

– Michael, você mesmo disse que ela era sua fã. Você não acha que isso tudo é um sonho grande pra ela ? Não podemos agir como crianças, e ignorar o problema que está se formando.

– Você vai acorda-la desse jeito. Eu não quero que ela escute esse lixo que está dizendo. Por favor, não estrague meu dia. – Michael se virou para o tal Brendon, e o encarou friamente.

Brendon respirou profundamente, enquanto via Michael se afastar dele, em direção a escada.
Eu sabia que Michael estava vindo pro segundo andar, e eu me encontrava escondida aqui, na ponta de cima da escada. O que eu sabia também, é que eu estava totalmente pretrificada. Em choque. Não consigo raciocinar absolutamente nada. Estava com medo. Muito medo.
Anda Annie, acorde ! Corre pro quarto por favor, não deixe Michael ver isso !
Gemi baixinho me levantando mais do que rápido e disparei em direção ao corredor. Precisava chegar no meu quarto antes que Michael me visse.
Não me importei com camisa, cabelos esvoaçados e muito menos perna doendo. Disparei pelo corredor, procurando a porta do meu quarto.

Oh não !

Onde é esse quarto agora ?! Olhei apavorada pra todas as portas e me lembrei que ela ficava a direita. Pensando, eu sabia que se eu enrrolasse mais um pouco, Michael me viria aqui. Entrei na próxima porta mais perto de onde estava, com tudo. Meu corpo se chocou levemente com a porta semi-aberta.
Parei com as mãos no joelho assim que atravessei a porta. Minha respiraçã estava ofegante.

– Oh meu Deus. Será que ele me viu ? – Susurrei pra mim mesma. Olhei mais uma vez o quarto percebendo que esse não era o meu. Era o de Michael.

Oh droga, agora tenho que dar uma desculpa. Caminhei pelo quarto, chegando na sacada que tinha visto de relance ontem. Grades brancas, e uma mesa com uma cadeira bem confortável. Na mesa, um livro grosso.
Andei até a grade, me escorando na mesma. Fechei os olhos sentindo a brisa das árvores próximas a mim, refrescarem meu corpo, fazendo meu coração se aquietar.

– Que bom que já acordou Annie. – A voz de Michael soou como sempre encantadora e suave. Mas, eu podia perceber que ele estava triste.

Abri meus olhos, receiosa. Eu estava feliz em ver-lo, triste por saber que ele tinh me achado muito rápido, ele poderia saber que eu tinha visto aquilo, e mais triste ainda pela briga, por minha causa.

– Oh Michael. Err.. Sim. – Respirei, abaixando minha cabeça. Meu cabelo escondeu meu rosto, isso era bom nessa situação.

– Eu te acordei ?

Levantei minha cabeça, sentindo o coração gelar. Será que ele tinha descobrido que eu espiei a conversa ?

– Não, eu acordei mesmo... Por que ?

– Oh nada. – Ele fugiu do meu olhar. – Tive receio de que Brandon tivesse te acordado, falando alto daquele jeito...

– Brandon... ? – Me diz de desentendida. Se ele soubesse que ví o tal Brandon, estaria ferrada agora mesmo.

– Sim. – Ele voltou a me olhar. No fundo dos olhos. – Deixe isso pra lá. Vamos conhecer Neverland ? – Ele deu um sorriso pequeno. Senti que ele queria me confortar com isso, ao mesmo tempo que ele mesmo queria se confortar.

– Oh Deus, esqueci de uma coisa. – Eu fefleti.

– O que ? – Michael disse, com um sorriso travesso. Não entendi por que. Logo. Ele me abraçou por trás.

Oh meu Deus. Meu corpo estava inclinado pra trás, já que estava escorada na grade. Tratei de endireitar-lo pegando sua mãos e a segurando. Minha respiração já estava ofegante. Esses abraços suspresas me deixavam fora de órbita. Michael é muito mau !

– Ow, que bad... – Sussurrei.

Ele riu. Eu corei.

– Michael eu não trouxe roupas pra andar por ai. Eu não vou com essa camisa, não é ? – Eu falei rápido demais, tentando disfarçar meu nervosismo.

– Isso não é problema. – Ele disse perto de meu ouvido, devido estar me abraçando por trás. Eu sabia que seus olhos estavam em mim, mesmo desse jeito.

– Como não ?

– Eu providenciei isso, tsc, tsc...

– Ah não acredito !

Num impulso de surpresa, me virei pra ele. Ele passou a me abraçar de frente. Nossos corpos estavam colados demais, graças a grade que me fixava contra os dois. Corei automaticamente, sem saber o que fazer. Ele ainda sorria pra mim, e passou a me segurar pela cintura. Por mais que isso pudesse ser ousado aos olhos de quem visse, era impossível achar que ele tinha intenções de se aproveitar de mim nessse momento. Eu posso ver nos olhos dele que ele não tinha tara. Ele ficaria com vergonha, se eu demonstrasse que isso poderia ser... Perigoso demais pra nós.

– Mandei comprar alguma coisinha pra você hoje. Não repare, Janet calculou mais ou menos seu tamanho de roupa.

– Oh... M-Michael ! Eu juro que nunca mais venho aqui sem você me avisar antes... Não era pra você ter feito isso. Não precisa.

– Precisa sim, se não iríamos ter que ir na sua casa. Perder tempo jamais. Não é todo dia que podemos sair juntos e... – Ele corou, e abaixou a cabeça.

– Ok, vou perdoar você. – Fiz dengo com a voz. Sorri.

Ele levantou a cabeça e sorriu, menos envergonhado.

O puxei pela mão sem dizer nenhuma palavra, o tirando do quarto. Assim que entramos no quarto em que eu estava, ele me dirigiu a um closet.

– As roupas estão ai. Aqui mesmo você pode se trocar e... – Ele apontou para a porta, com o dedão – Eu te espero ali fora. – Sorriu, e caminhou pra fora do closet.

– É claro... – Eu suspirei, risonha.

Assim que tive a noção de que ele não estava presente, olhei em volta. Tinha um guarda-roupa inteiro aqui. Ele comprou a loja toda ?!

– Michael que tanta roupa é esse ?! – Eu gritei.

Pude escutar uma risada gostosa vindo de lá.

– Não foi culpa minha. Janet, foi a Janet !

– Aham, sei ! Olha só, essas roupas vão ficar aqui hein ? Eu só vou usar e ainda te devolver ! – Disse enquanto remexia com as mãos, as centenas de roupas.

– Pra que Annie ? Deixe de ser convencida e leve isso. Ela comprou pra você, são suas. – A voz dele era debochada.

Eu suspirei pesadamente, pegando uma bermuda preta totalmente confortável, com uma blusa amarela, de mangas pequenas.
Vesti, dando uma olhada no grande espelho do closet e andei até a porta olhando o chão. Surpresa. Caixas e caixas de sapatos femininos empilhados perto da porta.
Abri a porta descalço olhando pra Michael. Estava sentado na cama, com as mãos pra trás apoiando o peso do corpo.

– Sinceramente... Precisava de sapatos ? – Eu disse abismada, apontando para a porta aberta do closet.

Ele parecia saber disso, e controlava o riso com muita dificuldade.

– Precisa.

– Eu vou apé.

– Você está parecendo uma criança mimada Annie – Ele gargalhou. – Aceite alguma coisa da minha irmã por favor.

Eu suspirei.

– Não precisa.

– É só pra agradar.

– Para de fazer chantagem garoto !

Ele gargalhou, se levantando.

– O chão vai estar quente por causa do sol. Vamos, vamos ! Pega lá. – Ele fez uma carinha de dengo, de cachorro abandonado.

Novamente, eu mais burra e apaixonada impossível, me virei e peguei um rasteirinha. A primeira caixa. Michael me esperava encostado na porta do closet, me olhando calçar o sapato. Assim que o fiz, ele estendeu a mão pensativo e é claro que eu a segurei, andando em direção a porta.
Assim como ele, eu permaneci pensativa durante um tempo enquanto andávamos pelo corredor, de mãos dadas. Não sei por que, mas sinto como se estivesse completa. Eu não consigo me imaginar longe de Michael... É tão estranho, que não consigo explicar. Eu acho que tenho medo de que o sonho acabe. Assim como aquele tal de Brandon disse. E se for só um sonho ? Acima de qualquer fã, ou pessoa que ame ele, eu tive a oportunidade conhecer-lo de verdade. Se o perder, vai ser muito mais forte pra mim. Muito mais. Eu não quero nem imaginar se isso acontecer...
Descemos as escadas e eu finalmente tive coragem de olhar nos olho de Michael. Ele ainda estava pensativo, seus olhos escaravam o chão. Mas eu podia sentir as vezes sua mão apertando a minha levemente...

– Está pensativo Mike. Aconteceu algo ?

– Não... Está tudo bem. Mas... Você também estava pensativa. – Ele sorriu, ainda não olhando pra mim.

– Sim... – Eu sorri. – No que estava pensando ? – Ousei perguntar.

Ele parece não ter ficado surpreso ou chateado.

– Em nós.

– Hm ? – Acabei dizendo por surpresa.

– Sim. Na nossa... Amizade. Isso está se tornando muito forte.

– Nossa, penso o mesmo que você.

– Hm... Acho que não do mesmo jeito que penso.

– Claro que sim. Eu sei que não teve muitas amizades por causa da fama e...

– E se eu te disser que não é dessa forma ? – Ele mirou seu olhar em mim. Nós paramos de andar. Ja estávamos na escadinha do lado de fora da casa.

– Se você me dizer... – Repeti, pra mim mesma encarando o chão. De alguma forma, estava encomodada com o olhar dele no meu.

– É diferente. – Ele disse tirando os olhos de mim, e voltou a andar. Andei consequentimente. – É que... Eu nunca senti uma amizade tão forte assim.

– Amizade... – Murmurei. Me arrependendo em seguida.

– Eu tenho umas vontades... Diferentes. – Ele confessou.

Petrifiquei novamente.

– Como assim ?

Ele sorriu sem graça, e voltou a olhar pra mim.

– Venha, quero que veja uma cachoeira aqui por perto.

Ele apertou o passo, e eu ainda continuava olhando-o. Só agora tinha percebido que estávamos no jardim de Neverland. Em um dos jardins, não oficiais é claro. Neverland toda era bem cuidada. Tudo é lindo aqui. Uma simples área, mais parece um jardim mais completo que existe.
Tirei meus olhos de Michael, lembrando-me que tenho que me controlar. A primeira coisa que avistei de longe foi a cachoeira que ele olhava, que tinha me dito.

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Notas finais
Mais uma vez, obrigada por tudo. Não gostei muito da minha inspiração de hoje, e nem desse capítulo, mas pelo menos eu postei alguma coisinha pra voocs lerem.

Obrigada.