Love Story
32 Magie.
Notas iniciais
Booooooonus. Prometo postar direito daqui em diante. Vou me dedicar. Eu fiz isso agora, só pra não sentirem taanta falta da Annie. Aliás, nisso, aproveitei pra mostrar a magia que existe numa criança, uma coisa que Michael me ensinou, e que agradeço á ele muito por isso. Boa leitura. Desculpe qualquer erro, fiz correndo pois preciso sair agora. E não deu tempo de reler pra corrigir.
O dia amanhecera, a pequena claridade que vinha da janela fechada me avisava isso. Eu tinha quase certeza de que era cedo, pois meus olhos ainda lutavam pra se fechar novamente. Mas, tinha que acordar. Hoje iria pra casa e seria o primeiro longo dia longe dele...
Abri meus olhos rapidamente. Estava mesmo na sala, entre ás almofadas, bem coberta com a manta. Não havia mais comida na mesinha de centro. A luz não estava apagada, a claridade muito fraca vinha da janela. \"Ele fechou ás cortinas\"Me sentei, tentando me concentrar. Não iria mesmo levar todas aquelas roupas de Janet. Sim, dela. Não eram minhas... Eu não queria fazer disfeita pra Michael, é só uma desculpa... Não posso levar essas roupas na mão agora, certo?!Sorri, que tolice. Me levantei de vagar, e subi as escadas lentamente, me lembrando dos dois dias maravilhosos que tive aqui... Eram reais? Mesmo? Não parecia... Com a ausência dele ao meu lado, tudo parece um sonho... Suspirei, me encolhendo.O corredor do segundo andar me dava á impressão, que eu mais queria que não desse. Totalmente só, sem ele. Essa casa é tão grande, e nem é a principal... Eu gosto de me sentir sozinha sim, de estar sozinha de vez enquando mas agora tudo é muito diferente. Antes, ficava sozinha porque não tinha minhas esperanças em nunca acha-lo, nunca te-lo em meus braços de verdade, mas agora... Tudo aconteceu tão de pressa! Tão rápido, que mal consigo agir com normalidade. É como se eu estivesse meia fora da realidade apenas por estar assustada com tudo. Na verdade, se eu conseguisse me dar contar de que isso tudo é reamente verdade, eu enlouqueceria em dois segundos. Acho que acabei me apegando demais á ele nesses dias... Na verdade, já era assim antes mesmo de conhece-lo, já conhecendo não pessoalmente, e já o amando... Mas, e agora? Passando pelo corredor meio distraida, vejo á empregada no quarto de Michael. Ela estava saindo também, e parou assim que parei observando-a. Em suas mãos, um espanador.- Ei, oi, desculpa. Michael já se foi, certo? Então, eu vou embora hoje e precisava saber se tem uma toalha, uma escova de dente no banheiro e se não tiver, onde posso pegar uma...- Sim, ele já foi. — Ela disse, e no mesmo momento, senti uma pontada aguda em meu peito, eu imaginava isso... — Saiu bem cedo, te deixou dormindo e disse pra não acorda-la... Toalhas, hm, creio que tenha lá no banheiro de seu quarto. Dê uma olhadinha e me diga, se não tiver eu pego outra pra você. Mas acho que tem sim, sempre deixamos reserva. - Obrigada. — Assenti, caminhando até a porta do quarto. Ela me chamou. \"Senhorita\".- Sim?- Você realmente vai embora? Não acho seguro... Vá por mim minha filha, as coisas não passam á ser normal quando se é famoso. E agora você está no centro das notícias, namorando Michael...Eu ri baixinho, envergonhada.- Não estamos namorando... — Abaixei a cabeça, escorando a mão na parede do corredor. — Ele, bem... Hã...- Que isso, não se explique. Eu só acho que não devia... Você quer que eu arrume um carro, pra te levar em casa?- Oh não, que isso. Não precisa. Eu vou a pé, pretendo passar em uma livraria, eu preciso de ar... Essa caminhada vai me fazer bem.Ela me olhou receiosa. Parecia tentar me entender.- Tudo bem... Cuidado. Vou só te avisar, você não pode sair de Neverland, sozinha, pelo portão da frente. Vou chamar o carro, e então ele te leva até um ponto que queira e você... Pode seguir. É pra sua segurança, nunca sabemos o que uma pessoa pode se fazer á alguém que tenha contato com Michael Jackson. Eu pensei um pouco, imaginando sobre o que ela havia me dito.- Tudo bem. Obrigada. Obrigada também por me aturar, sabe, essa casa é muito grande, mesmo se Michael tivesse aqui, eu não o acharia se saisse de perto de mim, ou do quarto... É difícil isso...Ela sorriu.- Você não precisa te preocupar, eu te entendo. — Ela disse, já se afastando. — Estarei na sala, qualquer coisa é só me procurar lá.- Obrigada...Segui para o banheiro do quarto. Realmente tinha uma toalha lá, então tomei meu banho, escovei os dentes rapidamente e fui para o closet suspirando. Parte difícil.Precisava ir com alguma roupa, claro. O temp estava... Frio ainda?Corri até a janela, e abri a cortina pesada. Frio, muito frio. A brisa entrou quase me congelando. O tempo estava totalmente nublado, o céu escuro de verdade. As folhas das árvores úmidas mostravam que havia realmente chovido durante muito tempo. Agora, só chuviscava.Isso é um carma ou não?! Meu Deus do céu! De onde já se viu! Vou passar muito tempo longe de Michael, ele tem uma sequencia enoooooorme de shows pra fazer saindo até dos Estados Unidos e agora o tempo resolve me \"ajudar\", mudando a atmosfera \"feliz\" pro frio? Oh Deus! Frio pra mim ajuda e muito á se sentir triste quando se já está. Sofrendo? Piora. Chorando? Piora. Triste com algo ou alguém? Piora. Sem esperanças? Piora, piora, absolutamente piora! Eu não tenho nem a noção do quanto fazem pra afastar Michael de mim — e olha que eu não estou contando com o que ás consequencias fazem acontecer naturalmente — e já me imagino daqui á algumas horas, e quando eu realmente ter á noção de tudo mesmo que estão fazendo?
Caminhando de volta ao closet, tentando espantar esse tipo de pensamento de mim, pelo menos por enquanto. Me concentrei em achar uma roupa de frio nada exagerada ou chamativa demais. Calça Jeans, e uma blusa de frio de toca grande e totalmente preta. Vesti a roupa bem rápido, escovei meus cabelos, prendendo-os dentro da toca que disfarçava meu rosto. Fixei meus olhos na porta assim que estava pronta. Minha bolsa já estava pendurada no ombro, e pretendia não olhar pros lados enquanto não saísse de Neverland. É uma espécie de proteção. Eu preciso não me lembrar das partes boas, não agora. Minha futura depressão vai me agradecer. E ela pode não ser futura, e passar á ser presente, começando de agora. E pra que isso não aconteça, eu não tenho que pensar em nada de ruim, ou de coisas que me levam á pensar na pior parte da história. Longe dele, eu estou desprotegida, e eu não ligo tanto pelo físico, mas sim pelo meu lado sentimental. Não só amor, mas conta absolutamente tudo. Isso vai me fazer mais mal do que eu possa imaginar. Fechei os olhos, memorizando o caminho do closet até a porta, nem mesmo captando o cheiro que impregnava todo o ambiente e corri rápido, nem um pouco receiosa de bater em alguma coisa. Talvez, se eu batesse em alguma coisa e me quebrasse, eu desmaiaria e acordaria — ou não — em um hospital, e isso me livraria de todas as lembranças. Elas me cercam.Não tive a total certeza de que tinha achado ou não a porta, pois não tinha batido em nada — ainda. Mas, antes que pudesse pensar que tinha batido na parede, assim que senti meu corpo contra alguma coisa, abri os olhos e me deparei com a empregada simpática. Ela me olhava assustada, e parecia ter um ponto de interrogação em cima da cabeça de tão curiosa que parecia em ver uma maluca correndo de olhos fechados, possívelmente com o rosto mais abatido de quem acaba de levar uma martelada no dedinho.- Me desculpe. — Disse, sem jeito, arrumando a mochila que havia caido.- Senhorita, eu só vim te avisar que o carro te espera perto da entrada de Neverland. Achei melhor te acompanhar porque acho que você... — Ela segurou o riso, levemente.- Obrigada por isso, eu vou precisar mesmo.Começamos á andar em direção ao carro. Eu estava mesmo agradecida pela simpatia que ela teve comigo. Não tinha parado pra perceber que ela estava me ajudando á me distrair do ambiente em volta — que me lembrava ele, nem quero comentar — até avistar o carro. Não olhei pra trás um sequer instante. Meus olhos permaneciam no chão, e em frente, no chão em frente.- Feliz por ter me ajudado. — Disse, entrando no carro em seguida.Ela ficou parada me olhando, parecia não entender o porque de mim agradecer. À agradeci por me distrair de tudo, mesmo ela não sabendo. O carro deu partida, deixando pra trás, Neverland, e meu sonho que ainda acredito ser só ilusão. Ignorei todos os pensamentos possíveis em relação á ele enquanto olhava a cidade chuvosa através da vidraça embaçada. Só observava, e fazia o máximo pra não refletir sobre o que via.Depois de um tempo carro parou, e me liguei de que a livraria devia ter chegado. Pedi ao motorista pra que parasse por perto dela. Sai da poltrona de trás do carro e ajeitei minha mochila e minha touca de frio. O carro partiu rapidamente, olhei em volta. Faltava um bom pedaço até a livraria.Suspirei.Comecei á andar com passos largos, afirmando mentalmente de que a livraria estava mesmo bem longe de onde o motorista havia parado. Não era preguiça de andar, óbvio que não. Só não pode ser uma boa idéia se... Eu ver alguma camera, ou pessoas me olhando como eu estou vendo agora.Arregalei meus olhos assim que percebi uma movimentação diferente á minha volta. Um flash, dois, três. - É a garota interesseira de Michael mesmo? Não acredito que ela tem coragem de aparecer na rua! — Alguém murmurou.Oh não, eu devo estar tendo um pesadelo.- Ei, você! És Annie Joseph? — Alguém gritou.- Garota, espera ai!Comecei á andar, quase correndo. Á essa altura, fotógrafos vinham á minha frente, pra tirar fotos. Olhei rápido pra trás, vendo um carro estacionado bem perto de onde o motorista me trouxe. Esses fotógrafos só podiam ter seguido o carro do motorista, imaginando que eu estava no carro e... Droga! Comecei a correr, tentando me livrar dos flashs e pessoas me perguntando várias coisas. Podia escutar alguns chingamentos, e antes que pudesse perceber, pessoas me puxavam pelos braços. Lágrimas queriam escorrer por meu rosto quando tive coinsciência da gravidade do problema. Quanto mais olhava pros lados, mas se formavam curiosos, mais chingamentos surgiam, e mais flashs me faziam ficar quase cega.Tinha a leve impressão de que a polícia foi dispertada pelas pessoas. Podia ver ao longe assim que uma garotinha me puxou pra dentro da livraria, no qual eu tentava entrar, tirando minha atenção. Ela era bem novinha de pele clara, cabelos presos numa trança loira, segurava um urso branco. Emfim tiveram respeito por uma criança naquele tumultuo, e assim que ela segurou pela minha blusa, algumas pessoas foram empurrando as outras pra não machucarem ela. Os fotógrafos por sua vez, não paravam de me fotografar mas mantinham uma certa distancia.Assim que entrei na livaria que tinha a entrada de porta e inteiramente de vidro, avistei uma mulher que chamava a criança, pelo nome de Magie. Eu sempre vinha á essa livraria, sempre via ela com sua mãe, ela sorria pra mim, ficava me olhando curiosa. Só havia pegado-a no colo uma vez, num dia que ela correu pra mim de braços abertos, no tempo em que fiquei alguns meses sem aparecer aqui. Eu mesma não entendia o porque dela gostar tanto de mim, e eu dela. Sua mãe até brigava com ela ás vezes, falando para não me incomodar.- Você está maluca, Magie?! Eu disse pra não ir lá fora! — Ela gritou culpada e preocupada.- Mamãe, eu tinha que salvar ela. — A garotinha disse, sua voz doce e inocente me deixou com uma vontade enorme de chorar. Meus olhos se enxegam de lágrimas.- Minha pequena, não era pra se arriscar assim. — Disse me abaixando, pra ficar na altura dela e abraça-la. — Você tem que ouvir sua mãe. Eu iria mesmo entrar aqui, sabia? Mesmo assim, obrigada pela sua coragem... Só não faça isso de novo, é perigoso pra você.Ela tocou meu rosto com a ponta dos dedos, olhando o mesmo. Seu rostinho angelical estava estranhamente aliviado. Sua boca se curvou pra cima, e um pequeno sorriso surgiu.- Eu acredito em você. Você não é má, você gosta dele. Olhei pra ela, não entendendo. O que ela queria dizer? Por que tinha essa impressão maternal do lado dela? - Magie ficou mal quando viu o que estão dizendo sobre você na TV. Eu não entendo esse apego que essa menina tem com você. — Ela dizia olhando pra fora, meio preocupada com os flashs e provavelmente com o vidro. Alguém tocou meu ombro. Eu estava indignada por pensar que ela esteve sofrendo por mim esses dias, mas antes que pudesse perguntar á mãe sobre isso direito, me lembrei que estava sendo realmente fotografada do lado de fora da livraria.- Senhorita. Vejo que, há uma confusão ali fora por você. Não precisa se preocupar que te tiraremos daqui com segurança. Há uma pequena escolta de policiais ali fora, não podemos deixar uma moça tão comum, desprotegida desse jeito. — Era um policial que me dizia, ainda segurando meu ombro.- Ela agora não é mais comum... — Um outro policial disse, saindo de trás desse policial que estava na minha frente, e se aproximou.- Acho que vão quebrar esse vidro, façam alguma coisa! — A mulher disse. Ela estava nervosa. Os flashs não paravam. Eu tentava proteger Magie atrás de mim e dos policiais, e podia perceber que alguns outros policiais, afastavam a multidão do lado de fora. Só agora tinha percebido que havia muito barulho no local. Magie parecia assustada, segurou minha mão e eu olhei pra ela por um momento.- Anni, não fica tristi.Foi o bastante pra uma lágrima correr por meu rosto. Não sabia porque, mas a sensação maternal sobre aquela menininha ainda permanecia em mim. E, eu ficava cada vez mis com raiva pela mãe dela estar quase se descabelando pelo vidro que poderia ser quebrado, e não pela filha que estava desprotegida... Ao meu... Lado. - Alguém pode realmente parar com isso tudo?! Tem uma criança ao meu lado! Parem com isso, por favor eu sou uma pessoa normal, eu não quero dinheiro de ninguém, eu só peço por uma menina que parem de expor isso, parem de me fotografar, parem! — Eu gritei, de olhos fechados. Não entendia porque as lágrimas desceram de um modo mais forte nesse momento. Minha voz estava afinada pelo choro, e alta da raiva que sentia.
Notas finais
Obrigada por tudo, amo todos os reviews. Amo muito vocês!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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