Love Story

30 A última noite. ²


Notas iniciais
Segunda parte... Quero review nas duas, hein! HAHAHAHA Estou sendo boazinha, já tenho a terceira parte feita, mas não posto hoje... Amanhã eu posto, se tiver reviews, né! HAHAHA. Beijo, ;***

Não consegui responder. Só respirava com raiva em resposta. Ele parecia estar bem calmo com isso.

– Não fique bravinha atoa... Está tudo bem, não gosto de te ver assim.

– Você não está com raiva de mim? – Minha voz tremeu pelo choro disfarçado.

Fechei novamente os olhos, tentando evitar as lágrimas.

– Claro que não... Por que estaria meu amor?

– Não se faça de bobo, Michael... Como é que eu consigo estragar tudo?

– Aquilo não foi nada, você sabe... – Ele disse, me virando com cuidado de frente pra ele e me abraçou com ternura. – Te quero em meus braços logo, por isso não demore no seu banho. Lembra que tem punições comigo ainda? Então, não pode dizer não pra mim! – Sorriu.

– Tudo bem, não vou estragar mais do que estraguei... Bem, vou tomar banho e, depois...

– Vou te esperar na porta de seu quarto. – Ele sorriu sem mostrar os dentes. – Vem senhorita, vou te levar no seu quarto.

– Não precisa, é aqui do lado!

– Eu sei! – Ele disse com uma carinha sapeca.

Começamos a andar de mãos dadas.De repente, muito rápido, muito mais rápido do que um piscar de olhos, ele me envolveu nos braços e me beijou enquanto andávamos. Um beijo quente e bem rápido. Não estava vendo absolutamente nada e ao menos estava me importando com isso. Sentia algo como a parede encostar em mim e nele várias vezes, mas ele me guiava de vagar, enquanto me beijava. Parecíamos uma bolinha de pinball. Senti uma madeira atrás de mim, onde ele me apoiava pra me beijar e imaginei que fosse a porta. Uma estranha excitação estava queimando em mim. Fui parando de beijar ele, estiquei minha mão até aonde imaginava a maçaneta e a achei. Abri a porta quase indo pelo impulso do beijo pro chão, mas ele me segurou rindo um pouquinho e continuou a me beijar com pressa. Me apoiei somente nele, em suas mãos firmes em minha cintura. Ele não me parava um sequer instante. Gemi, e fui parando o beijo com dificuldade, enquanto segurava a porta. Ele me olhou sapecamente, e foi se afastando do quarto.Fiquei olhando-o, até ele correr até a mim e me dar outro beijo. Dessa vez ele me segurou na coluna, dando uma sensação muito bizarra de prazer. Pude sentir algo estranho, volumoso... Ele correu pra longe de mim sorrindo abusado, como um vampiro corre de uma estaca. Eu iria mata-lo sem ar daquele jeito. Aliás, iríamos nos matar.

Andei de costas até a cama, sem olhar a mesma com a respiração ofegante. Enterrei minhas mãos na colcha macia da cama, com os olhos arregalados. Eu realmente senti aquilo?

Oh meu Deus do céu! Não, não. Aquilo foi demais. Esse beijo que acabou de acontecer, foi o mais quente de todos. Fechei os olhos me lembrando das mãos delicadas que ficaram firmes em volta de minha cintura, dos lábios fervorosos nos meus, provocando-me com audácia... E por fim, do último beijo, em que ele colocou a mão em minha coluna, trazendo mais pra si especificamente aquela parte “sensível” do corpo. Aquele tipo de sentimento, de fogo, aquela ardência que parece queimar de vagar até agora... É tão... Tentador... O que eu estou pensando? Idiota! Eu não sou de pensar essas coisas, e porque agora eu estaria... Seria porque eu sempre o amei... Ou... Hã! Isso não justifica!

Trinquei meus dentes e me dirigi pro banheiro, a ponto de me bater á qualquer hora. Tomei meu banho, tentando não pensar no quão quente o clima tinha ficado, mas sempre dava mole, e pensava. Isso quase me fazia bater de novo. Molhei os cabelos de novo, passando um shampoo de morango que havia no banheiro. Não sei o que ele estava fazendo aqui, mas a fragrância era ótima.

Assim que terminei o banho com um pouco de pressa, me dirigi ao closet quase correndo, tinha demorado um pouquinho no banho. Vesti o primeiro pijama que vi. Uma camisola bem comportadinha, de manga até o cotovelo. Dei uma olhadinha no espelho de rápido, prendendo minha cabeleira num rabo de cavalo alto e corri até a porta.

Suspirei baixinho antes de abrir, pra ter coragem e virei á maçaneta.

Michael, escorado na parede da frente, com uma perna apoiada também na parede.

Ele sorria de leve pra mim, eu podia ver uma pequena face vergonhosa em seu rosto perfeito. Seus braços estavam cruzados de leve. Desci meu olhar, analisando o pijama dele totalmente preto. Um pano normal. Seu cabelo estava um pouco preso, tinha a impressão de que algumas mechas estavam soltas de propósito e é claro, que os cachinhos caídos sobre o rosto estavam lá. Murmurei algo como “Oh meu Deus”, mas eu mesma não tenho certeza do que disse, pois estou totalmente deslumbrada com ele assim.

– Pronta, minha Annie? – Ele disse já em minha frente, segurando minha mão.

Tinha uma outra impressão de que estava com uma cara de paisagem idiota á pelo menos quase um minuto.

– Oh... Acho que sim. Pra onde vamos? – Eu abaixei o olhar, mordendo o lábio inferior.

– Nada demais... Só queria ficar vendo um filme, com você, que tal?

Já andávamos pelo corredor, quase chegando á escada.

– Isso é mesmo um “castigo”? Não que não goste, mas desse jeito... – Sorri.

– Nós podemos fazer outra coisa, se você quiser. Também podemos comer algo...

– Não, você escolheu muito bem meu amor. – Corei, dizendo isso. – Eu só queria ligar pra minha mãe... Me empresta o telefone por um minuto?

– Mas é claro. Você pode ir ligando enquanto eu vou na cozinha pegar algo pra gente comer vendo o filme... O que sugere?

– De comida?

– Sim.

– Morangos?

Ele riu.

– Você gosta de morangos?

– Eu amo. – Sorri.

Chegamos á sala, e eu me sentei na poltrona acolchoada, do lado do telefone enquanto ele estava de pé, ainda segurando a minha mão. Fofo, que quase me fazia agarra-lo novamente.

– Uhum, só isso mesmo? – Seu rosto estava indecifrável. Parecia me olhar com cobiça, uma cobiça diferente...

– O que foi, Michael? – Disse me levantando, e passando o braço pelo pescoço dele. – Que carinha é essa?

– Não quero de deixar um sequer momento. – Ele murmurou olhando fixamente em meus olhos, abraçando-me de uma forma que minha testa, encostava-se na dele.

– Ainda temos essa noite... – Eu sussurrei, balançando nossos corpos de um lado pro outro, mimando-o. – E é bom que pense assim, porque então estamos quites, eu também não quero sair de perto de você, eu quero olhar nos seus olhos, sentir o calor do seu corpo... – Fechei meus olhos, sentindo o cheiro que me deixava embriagada.

Ele me beijou delicadamente, pude sentir apenas os lábios em contato com os meus.

– Que mimo bom... Mas você tem que ligar pra sua mãe. Ande! Antes que eu não te solte mais. Você tem que aprender á me segurar de vez em quando. Isso só está no começo.

– Cansei de ser uma garota má.

– Aé? – Murmurou.

– Senhor Jackson, vocês vão jant...

O soltei assim que percebi que a empregada nos fitava de pé na porta da sala. Ela estava sem jeito, parecia querer sair dali ao mesmo tempo em que queria perguntar o que eu não havia escutado antes.

– Me desculpe. – Ela falou rápido.

Segurei as mãos de Michael, e me sentei na poltrona. Ele me olhou com um sorrisinho pequeno, e seguiu em direção á ela.

– Tudo bem, eu ia falar com você sabre o jantar. Então, nós não vamos comer...

A voz de Michael foi sumindo aos poucos enquanto ele andava pela grande casa em direção á cozinha principal. Fiquei pensando com a visão ofuscada, no quão doce ele era com todos, e depois de alguns segundos me virei pro telefone, e disquei o número de minha casa.