Love Story
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Só que dessa vez é com os personagens de Fallen, porque eu achei a música super a cara da Luce e do Daniel.
Espero que gostem e boa leitura!
Lucia estava deslumbrante em seu vestido de baile e enquanto ela se admirava no espelho sua dama de companhia terminava os últimos ajuste. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=94801302&.locale=pt-br)
Era um dia importante para Lucia, seu aniversário de 17 anos. Todo o reino havia sido convidado e provavelmente já estavam todos presentes no salão de baile do castelo.
Quando desceu as escadas todos a olharam porém Lucia viu um jovem em quem manteve o olhar fixo. Sua pele era quase dourada, as maçãs do rostos alta, era alto e tinha um corpo forte. Porém o que mais lhe chamou atenção foi seus olhos: eram violetas.
Lucia teve a sensação de que já havia visto aqueles olhos antes e ao mesmo tempo tinha a certeza de que nunca em sua vida olhou para olhos tão lindos, tão serenos e profundos quanto esses.
Ele a olhava fixamente e um sorriso brotou dos seus lábio perfeitos, mas logo a sua troca de olhares foi interrompida porque os degraus haviam acabado e seu pai pegou nas suas mão e disse:
-Você está linda, minha filha!
Após um longo tempo de reverências, cumprimentos e elogios foi a hora da dança.
Lucia dançou com seu pai, o rei Philipe II, com seu irmão mais velho, Philipe III, com seu primo e finalmente ela o vê.
Andando em meio aos convidados, com o olhar fixo nela, ele se aproximava. Ele lhe fez uma reverência e disse "Olá" e exibiu um sorriso tão perfeito. E nessa hora Lucia soube que ele era amor da sua vida.
Ele a convidou para dançar e durante toda a dança eles não tiravam os olhos um do outro.
Ao tocar a sua mão, ela sentiu um choque e percebeu que ele também havia sentido isso. Um formigamento subiu pelos seus raços e o calor suave da pele dele fez com que ela quisesse nunca mais soltar daquela mão. Nenhuma palavra foi proferida, eles se comunicavam somente com o olhar, mas ela percebeu que o que quer que ela estivesse sentindo por esse rapaz que ela nem sequer sabia o nome ele também sentia por ela.
A música havia acabado e Lucia desejou como nunca havia desejado nada antes que eles continuassem dançando, mas ele fez algo melhor. Segurou sua mão com delicadeza e a levou para a varanda.
-Nós não fomos apresentados ainda, eu sou Daniel Grigori. — ele falou com uma voz suave e tão marcante que ela sabia que poderia passar anos e jamais sairia de sua cabeça tais palavras.
-Eu sou Lucia, princesa de Verona.
Eles conversam por algum tempo e então ela se vê hipnotizada por aquele sorriso e aqueles olhos cor de violeta e sabe que não poderia, nem se quisesse, passar um dia longe deles.
Eles se inclinam para a frente, Lucia fecha os olhos porém o momento é interrompido pelo seu pai que chega na varanda a chamando. Ele a segura pelo braço e diz:
- Fique longe de Lucia!
Lucia tenta se soltar, inutilmente, enquanto protesta a decisão do pai. Sua mãe chega e a leva para seu quarto.
-Filha, se acalme! Seu pai sabe o que está fazendo. Você não pode se envolver com um rapaz que não é da realeza.
Lucia tenta argumentar mas tudo que consegue é cair no choro. Aquela regra era simplesmente injusta, ridícula. O amor é mais importante que tudo.
-Mas eu o amo, mamãe. — ela fala em meio aos soluços.
-Você tem que amar o que é melhor para você. Agora pare de chorar e desça para a festa! Suas amigas estão procurando por você.
-Não quero festa, eu quero ele. Por favor, mamãe, não faça isso. Não tire de mim a felicidade que é estar ao lado dele. — ela implora.
-Esqueça esse rapaz, Lucia. Ele não é bom o bastante para você.- ela responde ríspida. — Agra quero que desça imediatamente para a festa.
-Você não sabe o que é bom para mim. Não vou descer. Quero que me deixe em paz. Já que não me compreende, me deixe chorar sozinha.
Sua mãe a olha sentindo um misto de tristeza e decepção. Mas a deixa sozinha.
Lucia se deita em sua cama e chora pelo o resto do dia, ao vê que o sol está se pondo ela se senta na janela do se quarto e observa os pássaros e as borboletas que voam por cima do seu jardim e ela fica assim, perdida em seus pensamentos, até que ouve alguém a chamar.
Ela está decidida a ignorar, não quer ver ninguém, porém ela percebe que terá de abrir uma exceção.
A pessoas que a chama está em baixo de sua janela e tem incríveis olhos violetas.
-Daniel! — ela exclama surpresa. — O que está fazendo aqui?
Ele sorri e ela suspira aliviada-Pensei que nunca mais te veria novamente.
Ela sente uma vontade enorme de jogar seus braços e volta dele então fala: -Me leve daqui, leve-me para um lugar onde possamos ficar sozinho. Onde não tenha regras, onde nada nos impeça de ficar juntos. Eu fugirei com você, tudo que temos que fazer é correr. Por favor não me deixe aqui sozinha.
Ele a olha surpreso e sente um nó em sua garganta: -Oh, Lucia, tudo que eu queria agora era poder ficar com você...
Ela o interrompe: — Então, o que está esperando? Eu te amo, Daniel. Eu irei com você para onde você quiser, é só você dizer sim.
- Há mais, Lucia. Há mais que somente seu pai. Não podemos ficar juntos. Eu também te amo, mais do que tudo. Mas é justamente por isso que não posso fugir com você. Quero que fique segura.
As lágrimas caem pelo rosto dela enquanto fala: -Por favor Daniel, não vá. Seja meu príncipe e deixe que eu seja sua princesa. Me salve, eles tentam me dizer como devo me sentir. nosso amor é complicado, eu entendo, mas é real. Tudo que eu quero é estar com você! Nada mais importa! Eu não tenho medo de nada, se estiver com você.
Nessa hora, Daniel, não tem como negar. Talvez ela entenda, dessa vez. Talvez ela não parta. E se ele fugisse com ela? Se a explicasse que há mais que uma simples regra que impeça o amor dele. Ele a deixaria como todas as outras vezes?
-Eu não posso, Lucia. Sinto muito! — e dizendo isso ele se virou e saiu.
Mas Lucia foi atrás dele. Desceu as escadas e ficou grata ao constatar que o baile já havia acabado e que o salão estava vazio. Abriu a porta e correu segurando o vestido. Ao avista-lo apressou-se um pouco mais.
-Daniel. — ela gritou
Ele virou, confuso, ao ouvir sua voz.
-Não posso aceitar o que me disse. Você me ama mesmo?- ela pergunta ofegante.
-É claro..
Ela não deixa ele terminar: -Então me salve! Me leve com você, para algum lugar onde não controlem cada passo meu. Para um lugar onde eu não me sinta tão sozinha. Leve-me para junto a ti.
Ele não pode evitar e simplesmente a abraçou: — Eu não te deixarei sozinha! Você jamais vai ficar sozinha. Mas eu preciso te contar algo, algo importante.
-Temos tempo para isso depois — ela fala ainda aninhada em seus braços.
Então ela o olha sorrindo e fecha os olhos e ele que não pode mais resistir também fecha os seus.
Eles se inclinam lentamente para frente e então encostam seus lábios. Um beijo suave e apaixonado. Mas Daniel sente toda sua alegria indo embora porque sente que ela está ficado quente.
-Não vá! — ele grita- Por favor não vá!
Ao ver a agonia nos olhos dela ele sente uma dor em si próprio e sabe que nada mais poderá ser feito.
-Me desculpe — ele sussurra- Por favor, me desculpe!
E então ele fecha os olhos e sente lágrimas rolarem pelo sue rosto. Toda sua esperança e alegria se vai. E ele revive os momentos que passou com ela, segura as cinzas do chão e sente que tudo que ele queria agora é morrer.
Porque sem ela, ele não é nada!
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