Love Somebody
7 As Novas Vizinhas
Clara acordou com algumas dores no corpo e demorou um pouco para relembrar onde estava, olhou para o celular e decidiu que era hora de acordar a namorada.
– Amor! Amor! — Apertava Clara o braço de Marina.
– Me deixa dormir Clarinha, mais um pouquinho vai! — Pediu Marina.
– Não amor! já esta na hora de sairmos — Cutucou Clara mais uma vez Marina.
Depois de tanta insistência Marina acordou, foi até o banheiro tomou seu banho e Clara fez o mesmo. Arrumaram-se, mas não deixaram de "se pegarem". Alguns minutos depois e estavam prontas e seguiram para o carro.
– Amor vamos parar em algum lugar para comer? — Questionou Clara.
Marina consentiu e estacionou em uma lanchonete próxima, depois de mais algum tempo terminaram o café da manhã e seguiram para a casa na praia. As duas da tarde o casal chegou na casa que Diogo havia comentado com a filha.
– Que linda essa casa eih! — Falou Clara.
– Meu pai sempre exigente com casas de veraneios, não é tão linda como a de Angra mais é linda! — Comentou Marina fechando a porta do carro.
Depois de trancar o carro, Clara e Marina seguiram de mãos dadas até a casa, como Diogo havia informado a casa era grande mais já vivia um casal passando as férias na primeira casa, e Clara quis logo fazer amizades, deixou todas as malas com Marina e se aproximou da nova vizinha que terminava de estender algumas roupas no quintal.
– Oi... Chamo-me Clara, vou ficar na segunda casa prazer! — Falou Clara estendendo a mão.
A mulher que aparentava seus 27 anos cumprimentou Clara com um sorriso e informou seu nome Fabiana. A jovem logo contou que estava de férias com a namorada que era pintora e que amava Copacabana e toda a beleza em si do Rio, Clara por outro lado contou as belezas do Leblon e de Santa Tereza. Marina tentava arrastar a mala de Clara e se arrependia de não ser tão social quanto a namorada.
– Ai que inferno! Mala pesada do caramba! A Clara está trazendo o que nessa mala? Tijolo? — Esbravejava Marina.
– Aceita uma ajudinha? — Perguntou uma mulher que saia da primeira casa.
Marina aceitou e logo as duas estavam dividindo o peso, Marina se apresentou e a mulher ficou surpresa ao conhecê-la.
– Nossa! Sou uma grande fã do seu trabalho, é claro que não sou nada boa com uma câmera e não entendo nada de fotografia mais acho lindo toda sua arte! — Comentou a mulher.
– Arte sempre tem os seus mistérios e belezas, mais eu disse o meu e você não me disse o seu!- Falou MMarina.
– Verdade, me chamo Amanda! — Respondeu a mulher um pouco tímida.
Marina sorriu do nervosismo da mulher, analisando a fotógrafa podia dizer que Amanda não passava dos 25 anos, morena, branca e com um sorriso tímido. O sotaque gaúcho a entregava.
– E vocêé daqui? — Questionou Marina.
– Não, sou de Santa Catarina estou aqui de férias, sou pintora. — Respondeu Rapidamente Amanda.
Marina logo se viu muito falante com a mulher que mal havia conhecido, contou sobre a vida em Santa Tereza e sobre todo o trabalho que fazia e as diversas pessoas famosas que conheceu em seus ensaios. Depois de um bom tempo conversando Clara se despediu de Fabiana e entrou na segunda casa animada com a vizinhança que segundo Fabiana era bem animada a noite, Marina por outro lado se despediu de Amanda e imaginou como seria a festa em Copacabana a noite.
– Amor já falou com as nossas novas vizinhas? — Perguntou Clara se jogando no sofá.
– Sim! Bem bacana ela né, me ajudou com essa mala que alias está um peso que só! Poxa amor trouxe o que nessa mala que pesa tanto? — Quis saber Marina.
– Minha maquiagem! — Falou Clara.
– Uê, mais você nem usa tanta maquiagem assim, às vezes até já te vi sem maquiagem! — Comentou Marina sem entender.
– Ah minha querida você acha que me viu sem maquiagem, ninguém nunca me viu sem maquiagem, todo o dia eu acordo mais cedo que você e encho o rosto de maquiagem, tem tanta maquiagem aqui que eu nem me lembro mais como meu rosto é de verdade! — Revelou Clara.
Marina riu e se aconchegou no colo de Clara que distribuía beijos pelo rosto da fotógrafa.
– Esta um tempo tão gostoso aqui ne? — Comentou Clara em um determinado momento.
Marina se aconchegou mais nos braços de Clara, a fotógrafa amava cada momento que passava com a dona de casa. As duas estavam assistindo a um filme animadas quando alguem tocou a campainha, Marina se levantou do colo de Clara e foi até a porta.
– Oi Marina? Tem un tempinho? — Perguntou Amanda encostada na porta da casa da fotógrafa.
– Algum problema? — Questionou a artista.
– Não, apenas te trouxe um presente, bolo. — Falou a pintora com um prato com alguns pedaços de bolo em mãos.
Marina sorriu e pegou o bolo de chantilly, convidou Amanda para entrar porém a morena negou. A fotografa se despediu da nova amiga fechou a porta e voltou para o aconchego dos braços de Clara.
– Quem era? — Questionou Clara.
– A vvizinha, ela trouxe um bolo de chantilly, que esta com uma cara ótima. — Respondeu Marina.
Clara puxou a namorada para mais um beijo e foi ate a cozinha, retirou um pedaço de bolo e voltou para a sala.
– Meus bolos são muito mais bem feitos que esse! — Falou Clara com uma expressão irritada.
– Está com ciúmes Clarinha? — Quis saber Marina rindo.
– Mais você se acha demais eih! — Brigou Clara.
As duas riram da situação, mais Clara não deixou de se sentir estranha com toda aquela dedicação da vizinha para com sua namorada. Anoiteceu em Copacabana e com a mudança de horário, o clima quente se transformou em uma agradável noite. As ruas do bairro iam se enchendo de vida a cada segundo, enquanto isso Clara terminava o seu banho enquanto Marina se olhava a ultima vez no espelho.
– Nossa amor já faz uma hora que você esta ai nesse espelho! Esta se aprontando pra quem? — Questionou Clara saindo do banheiro enrolada em uma toalha.
Marina se aproximou da namorada e sorriu com o ciúme de Clara. Nunca imaginou que a dona de casa fosse ciumenta daquele jeito.Depois de um tempo as duas estavam prontas e saíram para a festa sem saber o que as aguardavam.
Fale com o autor