Love Says Goodbye
3 Blond Confusion.
Notas iniciais
Eram Albus, Petter e James, não sabia o que fazer, não tive reação alguma, eles viram tudo aquilo. Não conseguia imaginar qual seria a reação de Albus com Scorpius, não sabia se Petter iria ter um surto de ciúme de irmão. Mas nada do que eu imaginei aconteceu.
–Isabella Black, o que você pensa que está fazendo desse jeito? – berrou James.
– Eu é quem deveria perguntou isso a ela. Calado. – berrou Petter de volta.
Albus não falou nada, ficou parado encarando o rosto de Scorpius.
– Eu posso explicar tudo isso. – falei para Petter.
– Pois então pode começar mocinha. – ele gritou.
James parecia mais calmo, parecia ter percebido o que estava acontecendo ali. Eu me levantei do sofá, olhei para Scorpius que parecia nervoso, como se estivesse tentando explicar algo para Albus. Só não entendia o porque Scorpius tinha de exlicar alguma coisa para ele.
– Petter, vamos conversar lá fora? – perguntei a ele.
– Não. Lá fora eu não posso gritar com você. – ele gritou, nervoso.
– Por isso mesmo, vamos.
Achei que era melhor deixar Scorpius e Albus sozinhos para que eles pudessem conversar, peguei os braços de Petter e James e sai do salão comunal.
Expliquei o que tinha acontecido ao Petter, e James ficou ouvindo a conversa enquanto meu irmão discutia comigo, sobre como eu era irresponsável e que eu não tinha nada que ficar beijando qualquer um e todas aquelas coisas de irmão mais velho ciumento.
– Petter, posso falar a sós com ela? – James perguntou.
– Sobre o que? – Petter gritou, para logo em seguida olhar para James e perceber em suas feições o que estava acontecendo, que havia algo de errado na voz do melhor amigo. – Pode... claro.
Petter voltou para a torre da Grifinória, nos deixando sozinhos.
– Eu achei que você estivesse doente. – falou James, em um tom calmo, que eu não conhecia.
– Eu nunca disse que estava doente, só cai e Sco – fui falar e me lembrei que era melhor não demonstrar tanto intimidade com ele ainda. – Scorpius achou que era melhor me levar até a ala hospitalar, ficamos muito tempo sozinhos, conversamos bastante e acabamos nos beijando. Não que eu te deva explicações, é claro.
– Não quero saber dos beijos, eu os vi. Só disse que achei que você estava doente demais para ir a Hogsmead me ver.
– Eu queria ter ido. Mas madame Patil não me deixou sair, disse que eu tinha de ficar em repouso.
– Não, você não queria ter ido. – ele continuou – Se realmente quisesse ir, não teria se agarrado com ele. – ele gritou.
– Eu faço o que eu quero, e com quem eu quero – falei ainda calma. – Está com ciúme Potter?
– Não, não faz nada. Queria que você entendesse que você é minha, Black, só minha.
– Desde quando sou propriedade?
– Desde que seu primeiro beijo foi comigo, Black.
– Não , não faz não . Você é minha Black . Só minha .
– Desde quando eu sou propriedade Potter ? Ainda mais sua ?
– Desde que o seu primeiro beijo foi comigo Black .
– Isso não tem importância alguma, tive tantos depois que nem me lembrava mais disso. – falei, me segurando para não rir.
É claro que era uma enorme mentira, tinha muita importância pra mim e não tinha um dia sequer que eu não me lembrasse do meu primeiro beijo. E nem beijei tantos garotos assim
– Não importa quantos tenham sido, porque sei que assim como eu, você nunca vai se esquecer daqueles beijos no trem. – ele falou e eu gargalhei.
– Fala sério, Potter. Você acha mesmo que eu , Isabella Black sou de ficar me apegando a um beijo que aconteceu a anos atrás.
– Posso até concordar que foi a muito tempo e aquele não foi o meu melhor desempenho, mas com certeza foi o único em que eu senti alguma coisa, algo diferente. – ele falou e saiu andando, de volta para a torre da Grifinória, ainda nervoso. Eu não podia fazer nada, fui até os jardins andar e pensar em algo para me distrair. Me sentei de baixo da maior árvore do jardim e fiquei esperando noticias de Scorpius.
P.O.V Albus Severo Potter.
Quando entrei na sala e vi aquela cena, não consegui dizer nada, parecia estar estático, como se não pudesse me mecher. Eu queria uma explicação, mas de nada adiantaria eu surtar e exigi-la agora. E se eu pedisse explicações agora eu não ouviria berros de Scorpius e sim de Isabella, achei melhor conversar com ele quando estivéssemos sozinhos.
Assim que a Black percebeu o que estava acontecendo ela deu um jeito de sair do salão comunal, e levar James e Petter com ela, nos deixando sozinhos.
– Eu posso explicar. – ele disse, ficando corado. Nunca vi Scorpius nem sequer vermelho.
– Eu sei que pode, mas não quero que me explique aqui, vamos ao dormitório.
– Tudo bem.
Subíamos as escadas, e eu só conseguia pensar no que eu iria dizer a ele, chegando lá eu nem sequer pensei, coloquei tudo o que eu estava pensando para fora.
– Porque? Porque com ela? Com centenas de garotas em Hogwarts, porque justo com ela? Você me conhece, sabe que eu não falo o que sinto só porque sei que ela ainda gosta do James, já estava até começando a suportar a ideia deles ficarem juntos, mas vocês dois? Eu nunca cogitei isso, você era meu melhor amigo, não podia ter feito isso comigo. – respirei fundo e continuei, ele me olhava como se esperasse eu admitir o que realmente sentia por ela. – Sabe o quanto eu a amo? Tem noção do que você fez ou de como eu me senti quando vi aquilo? Vocês estavam se engolindo no salão comunal, tenho certeza que se tivessem mais um segundo sequer ela iria te agarrar e você acabaria a trazendo para cá, eu não a culpo, ela faz o que quer com a vida dela, não tem obrigação com ninguém. Até porque meu irmão é um completo canalha e nunca deu nenhum valor para ela, mas você era meu melhor amigo, não podia ter feito isso.
Eu estava colocando toda a culpa nele, porque sabia que ele me ouviria, que me esperaria dizer tudo o que eu quisesse para depois se explicar.
– Já acabou? Foi mais rápido do que eu imaginei.
– Tem alguma coisa pra falar? – perguntei e ele assentiu.
– Claro que sim, quero explicar. Só aconteceu, acho que nenhum de nós dois queria aquilo, esperava aquilo acontecer, mas aconteceu e muito provavelmente não vai acontecer de novo, ela é engraçada e linda, mas você é meu melhor amigo e isso vem acima de qualquer garota, por melhor que seja.
– Por melhor que seja? Como assim melhor? – ele já berrava. – Você está apaixonado por ela?
– Claro que não, deixa de ser paranoico, foram só uns beijos, e eu imaginava que você realmente sentia algo pela Regina, por isso deixei acontecer, se eu soubesse que você ainda sentia tudo isso por ela eu não teria deixado nada acontecer.
– Claro que teria, você está ai, todo pensativo. Ela é linda, gentil, engraçada e dá para conversar com ela, qualquer um que tivesse a chance de beijá-la ficaria feliz em fazê-lo e foi o que você fez.
– Eu fiz, mas não devia ter feito.
Tudo o que eu dizia era contraditório até em minha cabeça, ele estava tão calmo, esperava que ele gritasse comigo, que falasse tudo o que pensava, para não descontar nela depois.
Ele não falou mais nada, decidi que de nada adiantaria eu ficar ali, iria procurar Isa para conversar com ela.
P.O.V Isabella Black .
Esperei tanto tempo debaixo daquela árvore, que o sol já estava começando a se pôr, o sol que caia sobre meu rosto foi coberto, olhei achando que era Scorpius, mas para minha surpresa era Albus.
– Oi pequena. – ele disse carinhoso.
Fiquei confusa, não entendia o porque ele estava sendo gentil comigo, sendo que ele tinha acabado de me ver agarrada com o melhor amigo dele.
– Oi pequeno Potter. – respondi, tentando descotrair.
– Nem sou mais tão pequeno assim.
– Ah eu sei disso, mas velhos apelidos nunca mudam.
– Posso sentar?
– A vontade, o jardim é de todos.
Ele se sentou ao meu lado e ficou me encarando, confesso ter ficado um pouco assustada, porque ele nunca demonstrava seus sentimentos.
– Tá tudo bem? – ele perguntou, colocando o braço sobre meu ombro.
– Tudo sim, porque? Não parece? – perguntei de volta, e depois pensei que para ele estar tão calmo, algo devia ter acontecido. – O que aconteceu com Sco?
– Sco? – ele perguntou, nervoso. – Nada, nós só conversamos e ele me explicou que foram só uns beijos e que aconteceu, nada para se preocupar.
Como assim nada para se preocupar? Nós passamos a melhor tarde possível juntos, chegamos quase no ponto final e ele diz que não foi nada demais?
– Ah é, aconteceu. Nada para se preocupar. – respondi, indignada.
Encostei minha cabeça em seu ombro, respirei fundo, mas de nada adiantou. Comecei a chorar, não sabia o porque a vida tinha de ser tao complicada.
– Você esta bem? Porque está chorando, Isa? – ele perguntou e eu continuava a chorar e soluçar.
– Eu precisava chorar, faz tempo que eu não estou mais aguentando, não sei mais o que se passa no meu coração, é tudo tão confuso. Uma hora eu fico pensando em você, e em como você é gentil, lindo, carinhoso e atencioso comigo, mas ao mesmo tempo, não tem como não pensar no trasgo do seu irmão que só me fez sofrer. Não sei porque hoje ele ficou triste, disse que eu não tinha o direito de fazer aquilo com ele, e Scorpius que me dá um beijo incrível e diz que não significou nada. Como não foi nada? Tem que ter significado algo. – desabafei, e continuei chorando.
– Fique calma pequena, tudo vai ficar bem. O meu coração também me engana as vezes, mas eu sempre acabo sabendo o que fazer, você também saberá o que fazer, ele te dirá que você tem que ficar comigo. – ele falou, fazendo algumas caretas, assim que ele falou aquilo, eu desatei a rir.
Nós ficamos ali, conversando até a hora do toque de recolher, quando fomos até o salão comunal, estávamos prestes a nos despedir quando percebi que eu não conseguiria pegar no sono, eu tinha um quarto só pra mim, por ser monitora, e não queria ficar sozinha esta noite.
– Albus? – chamei e ele me encarou confuso.
– Oi?
– Se eu te chamar para dormir comigo esta noite, você aceita?
– Eu? – ele gaguejou, e eu sorri assentindo. – Mas não vai te trazer problemas?
– Não quero ficar sozinha, Ro já deve ter ido dormir. – falei e ele me olhou pensativo. – Se você não quiser tudo bem, eu vejo se James quer.
– Não. – ele gritou – Claro que não, eu vou sim, só vou tomar um banho e já subo.
– Tudo bem, te vejo lá.
P.O.V Albus Severo Potter .
Ela me pediu para ir domir com ela? Foi isso mesmo que eu ouvi? Fiquei assustado, não sabia o que responder, como responder. Só aceitei porque achei que seria um bom jeito de ficar mais perto dela, só o que eu pensava era em me reconciliar, nem que fosse para ter só a amizade dela. Mas não sabia exatamente quanto tempo eu iria aguentar olhá-la por tanto tempo sem beijá-la. Não queria fazer nada por impulso e sei o que ela sente por Scorpius, e não quero perder a amizade dele e nem a dela.
Quando voltei para meu dormitório para tomar banho, peguei meu pijama e percebi que Scorpius estava no banho, achei melhor avisar a Isa que iria demorar um pouco mais do que o esperado, não sabia o quanto ele iria demorar no banho.
Fui até o dormitório dela e bati na porta, ela abriu e sorriu. Tinha colocado seu pijama, voltou para cama e eu vi muita pipoca e suco de abobora, foi incrível perceber que ela me queria mesmo ali, acho que não esperava por isso, fiquei um tempo a encarando.
–Scorpius está no banho, vou até lá, mas acho que vou demorar um pouquinho mais para vir pra cá. – falei, fazendo uma cara triste.
– Ah, mas você pode tomar banho aqui, não tem problema. – ela disse como se fosse óbvio.
– Mas se souberem você pode se meter em problemas, se os monitores... – e foi então que eu me toquei, ela era monitora, ela e Scorpius, nenhum dos dois iria brigar com ela e nem comigo. – Tudo bem, vou pegar minhas coisas e já volto.
– Tudo bem. – ela disse enquanto eu saía.
Fui até meu quarto, pensando naquela proposta incrível, peguei tudo o que eu precisava e quando estava abrindo a porta, Scorpius saiu do banheiro.
– Onde você vai a essa hora da noite?
– Isa me pediu para dormir com ela, está meio triste e não quer dormir sozinha. – falei sorridente. – Não é ótimo?
– Só não sei pra quem. – ele falou mais para si mesmo, mas eu ouvi.
Fingi que não tinha ouvido e sai com um sorriso no rosto. Chegando no quarto da Isa, ela abriu a porta sorridente e me deixou entrar, foi então que consegui a ver por inteira, como ela estava linda, mesmo sendo um pijama suas curvas estavam acentuadas, não conseguia tirar da cabeça se ela tinha feito aquilo de propósito.
Coloquei as roupas em cima da cama, peguei um pouco de pipoca e comi. Ela deu risada, coloquei a toalha sobre o ombro e fui tomar banho.
– Albus, você esqueceu as roupas. – Isa gritou – Garoto maluco.
Quando sai do banho, uns quinze minutos depois, ela estava lançando um feitiço na pipoca e depois no suco.
– Burro ou maluco? Esqueceu suas roupas em cima da cama.
– Acho que sou esquecido mesmo – dei risada – Onde estão?
– Em cima do sofá vermelho .
No quarto dela haviam dois sofás, um vermelho e outro preto, sua cama ficava ao centro do quarto e o banheiro do outro lado. Será que ela deixou as roupas do outro lado de propósito?
Passei por ela para pegar minhas roupas e não pude deixar de notar que ela olhava disfarçadamente. Sorri, e me aproveitei da situação, baguncei meu cabelo, para secá-lo.
P.O.V Isabella Black .
Enquanto Albus estava no banho, notei que ele havia deixado as roupas ali, gritei, mas ele não ouviu. Decidi colocar elas no sofá, para eu poder arrumar a cama. Fiquei o esperando, quando ele desligou o chuveiro usei um feitiço para renovar a pipoca e outro para gelar o suco.
– Burro ou maluco? Esqueceu suas roupas em cima da cama.
– Acho que sou esquecido mesmo – dei risada – Onde estão?
– Em cima do sofá vermelho .
Ele passou por mim, tentei não olhar, ele é meu amigo e já estava em duvida entre dois garotos, sei que estava tudo muito complicado, mas eu não podia me apaixonar por outro. Não resisti, e dei uma espiada.
Bem na hora que olhei, ele estava bagunçando o cabelo e aquela cena me provocou alguma coisa, ele estava tão lindo. Aqueles olhos verdes brilhantes, mais do que nunca, até aquele momento não tinha reparado o quanto ele havia crescido, e em como o tempo foi bom com ele. Ele estava só de toalha, confesso ter resistido a arrancá-la.
Não se apaixone por irmãos, não se apaixone por irmãos. Era só o que eu conseguia pensar.
Ele pegou o pijama e foi para o banheiro colocá-lo, estava calor aquela noite e então ele voltou só com a calça. Fiquei em duvida se foi pelo calor ou para me provocar, será que ele percebeu que olhei? Acho que percebeu, e agora? O que ele vai pensar? Acho melhor eu parar de olhar.
Me virei e ele se sentou na cama, ficamos conversando e comendo.
– James fala muito de você. – ele confessou, corando fortemente.
– Regina também fala de você.
– A diferença é que nós estamos ficando, estranho seria se ela não falasse de mim.
– Ah, mas é que ela fala o tempo todo, chega a ser até chato. Não que você seja um assunto chato, mas é que o tempo todo... Cansa.
– Não tenta mudar de assunto, estávamos falando do James. – ele retrucou, me fazendo rir.
– Hum... o que tem ele?
– Quando estávamos em casa, ouvi ele dizer ao Pett que ele não transa com ninguém faz mais de um ano, por sua causa. Petter só concordou, é claro, dizendo que ainda preferia que você ficasse com alguém da sua idade.
– Ele não tem que preferir nada, eu fico com quem eu quiser e com quem quiser ficar comigo, mas ninguém quer, por isso fiquei com Malfoy.
– Ninguém quer? – ele quase berrou- Todos os garotos do quarto, do quinto e até alguns do sexto ano dariam tudo para ficar com você.
– Então porque nenhum deles nunca pediu?
– Acho que eles tem medo de ser rejeitados, ou alguma coisa do tipo, por isso não pedem, nem ao menos tem coragem de conversar com você. Nunca percebeu que os meninos que falam com você são só os que te conhecem desde criança? – ele falou e eu dei risada.
– Já tinha percebido, mas nunca parei para pensar que fosse por isso, achava que era porque tem muitas meninas mais bonitas e legais que eu por aqui.
– Ah, tem muitas meninas em Hogwarts, bonitas e legais. Mas nenhuma se compara a você. – ele disse gaguejando.
– Obrigada Albus. – falei corando. O abracei e ele me pegou pela mão.
– Eu quero saber uma coisa.
– O que?
– É mais um tipo de teste?
– Adoro testes. – falei e nós dois rimos.
– Feche os olhos e conte até dez. – ele falou, ou melhor, gaguejou.
Fechei meus olhos e comecei a contar mentalmente, chegando perto do cinco senti lábios se encostarem nos meus, não sei por qual motivo, mas retribui. Foi um beijo muito diferente do que eu estava acostumada, era calmo e doce, como ele. Decidi que era melhor pará-lo, não queria magoá-lo, dar falsas esperanças. Ele perguntou incrédulo.
– O que foi? Não gostou? – ele perguntou.
– Não quero te dar falsas esperanças Al, não quero que você ache que sito algo, como amor por você.
– Eu sei disso, não precisa se preocupar. – ele falou, para logo em seguida voltar a me beijar, mas dessa vez era mais rápido.
Um beijo mais quente, e com desejo, nem parecia o mesmo garoto de minutos atrás. Ele pegou na minha cintura e deu mordidinhas no meu pescoço, me fazendo gemer baixinho, foi quando percebi quem estava ali e parei.
– Não dá, não posso. – falei em tom suave e preocupado.
– Porque não? Você não tem compromisso e amanhã é domingo.
– Sim, eu sei que dia é, e eu tenho compromisso comigo mesma, eu te adoro Al, mas eu estou confusa sobre o que sinto pelo seu irmão. Ainda quero sua companhia se quiser ficar, mas sem beijos.
– Tudo bem, é melhor dormirmos. – ele respondeu, e deitou-se ao meu lado, não demorei muito para pegar no sono.
Sonhei com os três caindo, eu estava montada numa vassoura e só podia salvar um deles, foi realmente horrível. Quando acordei, fui com Al até seu quarto, estava me despedindo quando ouvi um gemido vindo do quarto ao lado.
Fui seguindo o som, sabia de quem era aquele quarto, tentei abrir a porta e nada.
– Alohomora! – joguei o feitiço na maçaneta.
– Brilhante. – Albus falou, e eu ri.
Entrei e vi o que não deveria ver, a cena mais horrível que eu já vi na vida. Não que eu esperasse muito mais dele, ele era livre para fazer o que quisesse. Só o que me indignava era ela, justo Lucy Weasley, me segurei muito para não chorar.
– Vocês dois ai, chega dessa pouca vergonha, levantem-se e se vistam. E você senhorita Weasley já para seu quarto, assim que eu comunicar a diretora McGonagall vocês saberam, creio eu que ela não achará esta cena nada satisfatória, e lhes dará a punição que merecem. Só esperam que tenham tomada as devidas precauções. – falei e os dois ficaram me olhando, Lucy parecia não entender nada. – Está esperando o que senhorita Weasley? – gritei.
– Estou esperando essa criança sair daqui, para eu poder me vestir. – ela falou, eu olhei para trás e vi Albus parado, se segurando para não rir.
Respirei fundo para não gritar com ele, que não merecia.
– Lindo, me espere no meu quarto que eu já vou. – cochichei algo no ouvido dele, que entendeu e se retirou.
– Vamos senhorita Weasley, é pra hoje.
– E você não vai sair? – ela perguntou.
– Tudo o que você tem ai, eu também tenho aqui. Não se preocupe que eu não tenho o menor interesse em ficar olhando, estou bem satisfeita com o que tenho lá em baixo, obrigada.
– O que quis dizer com o que tem lá em baixo? Estava falando do meu irmão? – perguntou James, como se fosse sair correndo pelado dali.
– Isso não é da sua conta, senhor Potter. A minha vida pessoal só desrespeito a mim, e ao... bom, só a mim.
– E a minha só desrespeito a mim, não deveria se intrometer nas coisas divinas da vida. – ele falou e eu me segurei para não rir.
– Intrometo-me pois como uma boa monitora-chefe, tenho o direito de me intrometer. Ainda mais quando um monitor-chefe como o senhor, senhor Potter, não sabe respeitar as normas do colégio. Se quer fazer isso, faça a vontade, pode até fazer nisso que chama de quarto, mas a noite e com um feitiço a prova de som. Pelas barbas de Merlin.
– Estou indo, vê se xinga ela o suficiente por mim. – Lucy falou, deu um selinho em James e saiu.
James se levantou da cama, enrolado no lençol, com um sorriso malicioso no rosto.
– Quer dizer que você e meu irmãozinho podem fazer o que bem entendem, e eu não?
– De onde tirou que fizemos alguma coisa? E se fizemos, não é problema seu.
– E como eu disse, o que eu fiz aqui, também não é problema seu. – ele falou e eu não me segurei e comecei a rir.
– Vira problema meu quando eu escuto gemidos do corredor, onde qualquer podia ouvir. Acho que McGonagall não vai ficar feliz com isso.
– Sei, McGonagall me adora, eu sou um Potter lembra?
– E daí?
– Tenho meu charme não tenho? – eu tinha que admitir que ver ele daquele jeito, minha fazia pensar loucuras. – Podíamos aproveitar que já estou assim e continuar o que estava rolando aqui, só que agora bem melhor né, já que será com você.
Ele pegou na minha cintura e me agarrou, senti raiva dele por saber que eu estava frágil, tentei soltá-lo para afastá-lo de mim, mas sabia que não iria conseguir, ele era forte demais. Me segurava com muita força, me encostou na parede, eu estava de olhos arregalados tentando pegar minha varinha. Meu fôlego estava acabando, eu não estava forte, não me lembro de nada depois disso.
P.O.V Scorpius Malfoy .
Ouvimos um barulho estranho vindo do quarto ao lado.
– Quem está no quarto com James? – perguntei e Albus saiu correndo.
Eu não entendi direito o que estava acontecendo, mas fui atrás. Quando chegamos lá, fiquei em choque.
– O que é isso? Larga ela. – gritou Albus, nervoso.
Percebi que ela ia cair, e sai correndo para pegá-la. Enquanto os dois discutiam, sei lá o que, ela estava desmaiada, provavelmente com falta de ar, achei melhor levar ela até a ala hospitalar.
– Onde você vai com ela? – berraram os dois, ao mesmo tempo.
– Para ala hospitalar, é lógico.
– Ah, mas não vai mesmo. – os dois gritaram e correram até nós.
– Da última vez que vocês dois estiveram lá, você sabe o que rolou. – falou Albus, ele tinha razão, mas quem poderia levar ela?
– É isso ai, dá ela aqui que eu a levo. – falou James, esticando os braços para pegá-la.
– Vocês não estão em condições para isso você tá de pijama. – falei para Albus. – E você, preciso mesmo comentar? Seu lençol está pendurado pelas suas coisinhas. –falei para James. Que logo em seguida arrumou o lençol.
Sai do quarto, deixando os dois terminarem sua briguinha, quando os dois apareceram na porta.
– Tome conta dela, mas não demais.
Achei que ela já deveria ter acordado, depois daquela gritaria toda, mas nada, ela quase nem se mexia e eu só sabia que ela estava viva pois ainda ouvia seu coração e sua respiração falha. Ela parecia dormir, parecia um anjo.
Eu tinha que esquecer esses pensamentos, ele era meu melhor amigo desde criança.
Aquilo ecoava na minha cabeça, o caminho todo até a ala hospitalar e madame Patil aparecer.
– Vocês por aqui de novo?
– Não tenho tempo para discussões, ela desmaiou faz mais de dez minutos e ainda não acordou.
– Pode colocá-la na cama.
A coloquei na cama e achei melhor esperar do lado de fora, me sentei e fiquei esperando por noticias.
P.O.V James Sirius Potter .
Eu não devia ter transado com a Lucy, e nem agarrado a Isa daquele jeito, a força, porque eu sou tão burro? Seria tudo mais fácil se eu fosse normal, se eu tivesse chego nela nas férias e dissesse o que eu sinto, na frente de todos. Mas não, eu sou idiota, muito idiota.
– Já chega, cansei disso, vou me trocar e ver como ela está. – falei e Albus riu.
– Trocar? – ele gritou. – Você tá pelado, vai trocar o que? O lençol?
– Claro, eu caguei nesse aqui, vem cá sentir. – falei e tentei expulsá-lo com a parte solta do lençol.
Quando ele saiu do meu quarto, fui me vestir com pensamentos horríveis, sempre fico pensando no pior que pode acontecer. Como ela está? Será que fiz tanto mal a ela? Nunca me perdoarei se algo ruim acontecer.
P.O.V Isabella Black
Eu parecia estar sonhando, com algo lindo, algo incrível com ele. Eu não sabia dizer quem ele era, não conseguia ver seu rosto, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu estava em Hogwarts, nos jardins e ele estava do meu lado, me olhando, com lindos olhos, seus olhos mudavam de cor, do azul para o verde e do verde para o castanho, e tudo de novo. Quando chegamos a beirada do castelo, senti ele pegar meu ombro e me virei, ele parecia se multiplicar, tornando-se eles. Percebi quem era, James, Albus e Scorpius. Assustada, eu abri os olhos e quase cai da cama.
Achei que ainda estava no quarto do James, eu parecia ter dormido por dez minutos, eu acordei e lá estava ele. James Sirius Potter. Eu estava na ala hospitalar? O que eu estava fazendo ali eu não sei.
– James. James acorda. – chamei e ele nem se mexeu. – Potter? – gritei. Me perguntava a quanto tempo ele estava ali.
– Madame Patil, ela vai ficar boa? – ele disse com voz de choro.
Quando ele abriu seus lindos olhos, eu vi que ele parecia mesmo ter chorado muito.
– James sou eu, Isabella, estou bem. – não entendia o que estava acontecendo.
Ele esfregou os olhos e começou a chorar descontroladamente, mas eu não entendia porque.
– Você acordou. – ele gaguejou. – Está linda, está bem. – ele falou contente.
Me abraçou correndo, chorando, me abraçou forte.
– Pare. – gritei. – Está me sufocando.
– Me desculpe. – ele disse me soltando. – Nem acredito que você acordou, tenho que contar aos meninos, estavam quase te mandando para o St. Mungus. Você não acordava, vou chamar a madame Patil, espere ia, quieta, você tem que descansar.
– Tá bem, então.
St. Mungus? Será que era tão grave assim? Uns dez minutos depois, James voltou com a madame Patil e diretora McGonagall.
– Senhorita Black, isto é um milagre, por Merlin. Todos achavam que você ficaria mais um ano em coma. – disse a diretora.
– Como assim em coma? – perguntei assustada. – Preciso de explicações, como assim em coma? Como assim me levar para o St. Mungus, me expliquem, por favor.
– Senhorita Black você entederá tudo assim que o senhor Potter e o senhor Malfoy saírem da aula.
– Senhor Potter? Senhor Malfoy? O que eles tem a ver com isso?
– Você vai entender pequena, vamos te explicar tudo. – falou James em um tom calmo, como se algo muito ruim tivesse acontecido.
– Eu não sou sua pequena Potter. – gritei e ele riu.
Madame Patil ficou me examinando, e mais de vinte minutos se passaram, até que eles finalmente apareceram.
– Ela acordou? Está bem? O que aconteceu? Ela vai morrer? – Albus gritou. – Porque nos chamaram aqui?
– O que aconteceu? – Scorpius entrou.
– Sim senhores, ela está bem. Acordou e nem parece que dormiu por mais de um mês. Está ótima, só parece cansada. – falou a diretora – Acho que agora eu já posso me retirar, a senhorita já está bem assistida, e poderá fazer as perguntas que quiser a ele. Venha madame Patil, vamos deixar os jovens conversarem.
– Claro diretora. – as duas saíram, nos deixando sozinhos.
– Podem começar. – eu falei, curiosa.
– Você desmaiou, estava sem ar, e bateu a cabeça com força no chão, apesar de Scorpius ter pego você, mas foi tudo culpa do James. – Albus falou.
– Minha culpa nada. – James gritou. – Sabe muito bem que eu não fiz por mal, foi sem pensar que algo ruim poderia acontecer. Só não aguentei imaginar ela com você. – James falou.
– Fez isso por ciúme, que ela goste de alguém que também goste dela, teve inveja de mim e esperava que eu ficasse irritado com ela, mas eu não ficaria. – disse Albus.
– Eu não estava com inveja, eu sei o que ela sente por mim, e sei que não devia ter ficado com a Lucy, e me arrependo, eu errei, mas você também. – James gritou.
– Eu errei porque? Porque eu vivi enquanto ela estava aqui? Porque eu fui as aulas e não perdi mais de um mês de aula? Eu também vinha visitar ela, só não passava as noites aqui nem nada, mas pelo menos eu não tenho detenção pelo resto do ano letivo. – gritou Albus.
– Não ligo de ter detenção, pelo menos eu fiquei aqui com ela, cuidando dela. – James berrou de volta.
– Estou cansada de vocês dois, só sabem discutir. Olhem para ela, está confusa, nem sabe o que aconteceu por aqui, acho que temos que falar com ela, um de cada vez e contar nossa versão dos fatos. – Scorpius falou.
Queria que ele tivesse dito isso mais cedo, assim que eles começaram a gritar. Eu não queria ouvir brigas, achei aquilo uma ótima ideia, saberia o que aconteceu sem ter que ouvir gritos.
– Está bem, eu vou primeiro. – disseram os dois, juntos.
– James pode ir primeiro, já que você ficou mais tempo aqui, e acho que por estar com ela no momento do desmaio, vocês tem mais o que conversar. – Scorpius falou.
– É obrigado, Scorpius. Um amigão você. – Albus gritou. E saiu do quarto e seguida, junto com Scorpius.
Enquanto eles saiam, James se sentou na ponta da cama e ficou me olhando esperando eu falar.
– Antes de qualquer coisa, quero entender o porque você mentiu, porque ficou com ela? Porque transou com ela, porque ela?
– Porque ela estava ali, comigo, quando você me decepcionou, ela me queria e você não. – ele falou, com os olhos cheios de lágrimas, e os meus começaram a encher também.
– Eu decepcionei você? Como assim? – perguntei.
– Até parece que não se lembra, você ficou com Scorpius, enquanto eu estava em Hogsmead te esperando e preocupado com você, tinha preparado tudo para ficarmos, para eu me declarar para você na frente de todos, te pedir em namoro, para dessa vez fazer tudo certo. Iria para a biblioteca com você sempre que eu pudesse, tentaria tudo outra vez, mas do jeito certo. Mas você não foi, fiquei preocupado e perguntei ao Petter se ele sabia, Albus apareceu dizendo o que aconteceu, e me preocupei ainda mais, mas naquele momento não podia fazer nada, decidi comprar uma coisas para te animar, e quando cheguei você estava agarrada com ele. Como acha que me senti? Acha que fiquei feliz?
– Não, não acho que ficou feliz, mas você acha que eu fiquei feliz por não poder ir? Acha que eu fiquei feliz quando, uma semana depois de nós terminarmos, você estava ficando com outra pessoa? E depois outra, e mais outra. A cada semana eu te via com uma garota diferente. E quando Al me contou que ouviu você dizer ao meu irmão que fazia mais de um ano que você não transava por minha causa, eu tive esperanças de tentar alguma coisa com você mas então aconteceu isso da Lucy, eu fingi não me importar, porque eu sabia que não iria adiantar sair correndo e chorando dali.
– Não sei se tenho mais alguma coisa pra dizer, não posso argumentar, só posso dizer que não saberia o que fazer se você não tivesse acordado, eu passaria o resto da minha vida me culpando por isso, mas semana que vem é natal e eles vão nos liberar mais cedo, pois seus pais querem te ver, agora que você acordou. Então é melhor você ver o Albus, eu estou indo, teremos muito tempo para conversar na Toca. Se cuida.
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