Love Save Me From The Dark
2 my life is officially over
Notas iniciais
– Mãe o que é que estás a fazer no meu quarto? — perguntei assustada, não queria que a minha mãe visse alguma coisa que não devia, odiava quando ela cuscuvilhava o meu quarto, que raiva.
– ai que susto, não podias ter batido á porta ou assim? — perguntou a minha mãe com a mão no peito.
– então mas agora tenho de bater á porta para entrar no meu quarto? — perguntei zangada.
– calma rapariga, estou só a ajudar te a fazer as malas — disse a minha mãe
– hm então está bem — disse e só depois me apercebi do que ela acabara de dizer — o que? as minhas malas? não me lembro de me teres dito que iamos viajar — disse surpreendida
– bem nós não vamos viajar, tu é que vais viajar — disse a minha mãe como se eu soubesse do assunto e fosse a coisa mais normal do mundo
– hmm quando? — perguntei
– amanhã de manhã bem cedo — disse a minha mãe
– mas para onde? — perguntei no gozo, a minha mãe só podia estar a gozar comigo, era só o que me faltava
– para londres, vais viver uns tempos com o teu pai — disse a minha mãe
– mas estamos no meio do ano lectivo — disse
– sim mas eu fui chamada para trabalhar em áfrica e tu não podes ir comigo, és menor portanto também não podes ficar sozinha em casa, logo vais para casa do teu pai em londres — explicou a minha mãe
– epahh não acredito, eu não posso ir embora assim do nada, tenho os meus amigos aqui — disse apesar da minha mãe saber muito bem que eu não tenho amigos nenhuns excepto a catarina
Eu não me podia ir embora, apesar da minha vida ser insopurtável, aqui tinha a campa da minha avó que ia visitar todas as semanas, eu já era gozada aqui, se fosse para londres a meio do ano as pessoas iam gozar comigo, ninguem gosta de ser a aluna nova que aparece a meio do ano na escola, ainda por cima sendo feia como sou ou assim mais pó gordinha era inevitável que gozassem comigo. além disso aqui ao menos tinha a catarina, lá ia ficar completamente sozinha. já não via o meu pai há quatro anos então não tinhamos mantido nenhuma relação de amizade, nem sequer falavamos quase.
– tu só tens a catarina, assim lá até pode ser que faças amigos, seria fantastico — disse a minha mãe sempre optimista
– mãe eu não vou fazer amigos nenhuns, lá ainda vou ficar mais sozinha, ao menos aqui tenho a catarina, eu não posso ir — disse já a implorar a minha mãe para me deixar ficar
– filha pensa positivo, não é lá na inglaterra que anda aquela banda de rapazes adolescentes que todas as raparigas gostam? — perguntoua minha mãe
Do que a minha mãe se foi lembrar, ela já sabe que não gosto deles, ás vezes consegue ser mais adolescente e criança do que eu.
– mãe eu não gosto deles, tu sabes disso, mesmo que gostasse a hipotse de os conhecer é de uma num milhão — disse já a perder a paciencia
– então olha não penses positivo senão quiseres, mas vais para londres e ponto final, acaba de fazer as malas que eu vou fazer o jantar — disse a minha mãe a caminhar para a porta do meu quarto.
Boa, era mesmo isto que eu precisava, que maravilha agora ia para um país diferente onde não conhecia ninguém além do meu pai com quem eu nem sequer falava. Ia para outra escola onde não tinha amigos, ia ser maravilhoso.
Começei a agarrar na roupa e a pô la dentro da mala que a minha mãe tinha deixado no chão.
– calma — disse para mim mesma — ainda tens a hipótse de ao jantar tentar dissuadi la para que te deixe ficar cá em portugal, talvez na casa de uma amiga ou assim — disse para mim mesma como se assim fosse ter mais hipotses.
Fui arrumando algumas coisas, e quando já estava tudo pronto, liguei para a catarina a contar o que se tinha passado
Chamada ON
– catarina nem vais acreditar no que se passou — disse eu
– o que é que foi? — perguntou ela assustada
– a minha mãe vai trabalhar para áfrica e eu vou passar uns tempos a casa do meu pai a londres — disse eu
– londres? Londres é o meu sonho, é lá que estão os One Direction — disse ela toda entusiasmada
Pois é a catarina é uma grande Directioner ou lá como ela lhes chama
– pois mas eu nao gosto deles, e não sei se estás a perceber bem a cena, eu vou me embora de portugal, onde tenho a minha unica amiga — disse eu chamando a á razão
– aii pois é, mas tenho a certeza de que lá vais fazer muitos amigos — disse a catarina
– já olhaste bem para mim? Vou ser a aluna nova esquisitinha de quem ninguém vai querer ser amigo ou amiga — disse eu desesperada
– pois... é dificil, mas vais conseguir, eu vou ter muitas saúdades tuas mas também há o facebook, o twitter e télemoveis — disse a catarina sempre optimista tal como a minha mãe
– pois como queiras mas vou ter saudades tuas — disse pensando nos momentos que já tinhamos passado juntas
– é olha aislyn tenho de desligar a minha mãe está a chamar me, diz me só quando é que vais embora — pedia a catarina
– vou amanha de manha cedo, eu também tenho de ir jantar, adeus — disse eu triste
– adeus — e posto isto desligou o telemovel
Chamada OFF
– aislyn anda jantar — ouvi a minha mãe a gritar da cozinha
Desci as escadas e sentei me á mesa no lugar á frente do da minha mãe.
– Mãe não há mesmo outra solução sem ser ir para londres para casa do pai? — perguntei com um restinho de esperança na voz
– Não filha, lamento que tenha que ser assim e que tenha de ser tudo tão á pressa mas vais ver que não vai ser assim tão mau e nas férias podes vir a portugal ver a catarina e estares comigo também — disse a minha mãe alegrando me um pouco
– vai ser por quanto tempo exactamente? — perguntei rezando para que fossem só uns meses
– um ano filha — disse a minha mãe
– um ano? isso demora tanto tempo a passar
– filha nunca se sabe, imagina que encontras amigas ou até um rapaz especial — disse a minha mãe a tentar animar me
– rapaz? os rapazes não gostam de raparigas como eu mãe — disse eu
– claro que gostam, mas olha mudando de assunto aluguei um filme daqueles para rir e achei que podiamos ver juntas agora a seguir ao jantar, já que é a nossa ultima noite juntas — propôs a minha mãe
– bom já que insistes — disse e aceitei a proposta dela
Jantámos em silencio e no final fizemos pipocas, vimos o filme e rimos como já não riamos há muito tempo. No final do filme eu fui me deitar porque iria acordar muito ceno no dia seguinte. Custou me muito a adormecer mas ao fim de algum tempo e a pensar na minha avó lá acabei por adormecer.
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