Love, Roustin - Hiatus
9 I'm Here
Notas iniciais

Riker já havia ido embora,assim como toda a familia.Ross acariciava os fios loiros do filho ouvindo mais uma de suas histórias.A porta foi aberta e Laura adentrou o quarto e sorriu para os loiros.
— Oi. — Murmurou.Eles a olharam e sorriram.
— Oi mamãe. — Roustin a chamou com a mão para que sentasse ao lado deles.
— Laura. — Ross chamou atraindo sua atenção. — Vanessa me disse que te um album do Roustin. — Ela assentiu. — Pode me mostrar. — Com um aceno de cabeça Laura se levantou e foi até uma bolsa ao lado do sofá e a abriu pegando um album de fotografias.
O album era azul com algumas bolinhas brancas,na parte de cima continha o desenho de dois pésinhos na cor azul com um contorno branco.Em baixo tinha um carrinho de bebê e estava escrito " Meu pequeno Roustin".
Ela sorriu e se aproximou.
— Tem desde minha gravidez até poucos meses atraz.Colocarei fotos dele até os cinco anos. — Sorriu e o entregou o album.
— Eu também 'queo vê'. — Ross abriu o album e colocou na em frente ao filho. — Olha a mamãe. — Apontou.
Na foto Laura estava de lado e com a cabeça baixa,os cabelos presos em uma rabo de cavalo alto um pouco torto,usava um shorts e a blusa estava levantada mostrando a barriga com uma quase imperceptivel protuberancia,ambas as mãos pousadas no ventre.E embaixo da foto estava escrito " 2 Mêses".Assim se seguiu 5 fotos,Laura na mesma posição,com as mesmas roupas mas a barriga cada vez maior assim como seu sorriso.
— 7 meses?Eu achei que fosse um pouco mais. — Sorriu de lado.Ela deu de ombros.
— Eu estou aqui. — Apontou para a barriga de sua mãe.
— É... — Murmurou e riu.
A pagina foi virada e lá já havia fotos do pequeno.Na primeira foto Roustin estava na incubadora com um par de meias fralda e uma toca branca.Embaixo da foto estava escrito "Seja-Bem vindo".
— Foi tirada algumas horas depois dele nascer. — Explicou.
— Ele era tão pequeno. — Murmurou.Ela assentiu.
Na segunda foto Roustin estava no cangurú,Laura estava com a camisola do hospital e segurava a mão do filho.Nessa pagina as fotos eram apenas de Roustin no hospital.A pagina seguinte continha algumas fotos do primeiro dia de Roustin em casa.
A primeira foto Laura segurava o pequeno que dormia serenamente,a segunda Ellen e Damiano seguravam o pequeno,na terceira Riker e Vanessa e na ultima todos estavam na foto.
Ross suspirou.Como queria estar ao lado do filho desde o começo.
No album continha de tudo o primeiro banho,em que o pequeno encarava a mãe que tinha a ajuda de Ellen.Laura observando sua mãe trocando Roustin.Laura trocando Roustin.Fotos da festa de Halloween,Laura dando papinha para o pequeno.Os primeiros passos onde era amparado por Ross.
— É você Ross? — Perguntou.O loiro assentiu.
Ouvir seu nome nunca foi tão amargo como agora.Mas o que ele queria que o pequeno o chamasse de "papai" no segundo dia?
— Foi a primeira vez que ele andou. — Disse. — Eu e Nessa estavamos na janela e ela filmou. — Sorriu abaixado a cabeça.
— Fico feliz por estar lá nesse momento. — Sorriu. — Pelo menos... — Murmurou.
Laura virou a pagina e batidas foram ouvidas.
— Entre. — Pediu.Uma garota ruiva adentrou o quarto.
— O horario de visita acabou. — Disse visualmente incomodada por estar interrompendo o momento.
— Ah...claro... — Murmurou e encarou o loiro.
— Prescisamos...conversar. — Pediu.Laura estava pronta para negar dando qualquer desculpa mas foi interrompida pela infermeira.
— Não se preocupem.Fico com ele. — Sorriu. — No andar de cima temos uma sala de brinquedos. — Laura assentiu.Roustin parecia animado. — Hey graçinha quer ir brincar e conhecer novos amiguinhos? — Ele olhou para a mãe que assentiu. — Otimo.Vou deixa-los a sós.
A ruiva saiu e Ross abraçou o filho.
— Volto mais tarde. — Murmurou.Ele assentiu Laura se aproximou e beijou a cabeça do filho.
— Já volto amor. — Sussurrou.O pequeno sorriu.Laura e Ross sairam do quarto e em seguida a ruiva entrou.
O casal caminhou até perto da janela e pararam suspirando.
— O que quer conversar? — Perguntou a contragosto.
— Sobre nós... — Murmurou.
— Nós. — Disse lentamente. — Há tempos que não existe um "nós". — Fez aspas com os dedos.Ele revirou os olhos e coloco as mãos no rosto bufando.
— Podemos ter uma conversa civilizada? — Perguntou impaciente.
— Podemos. — Abaixou a cabeça esperando ele começar.
O loiro suspirou e então começou a falar.
— Lembra quando eu te perguntei se você ficaria e você disse que iria tentar? — Ela assentiu confusa. — Você pelo menos tentou? — Laura ficou em silêncio ponderando as palavras.
— Tentar? — Riu pelo nariz. — Você alguma vez me amou? — Ele assentiu.
— Amei.Amo. — Ela revirou os olhos e riu fraco.
— Ual.
— Acha que estou mentindo? — Perguntou incrédulo. — Por anos a única coisa que fiz foi te amar.Esperar por você.Te procurar. — Ele vez uma pausa respirando fundo. — Mas você nunca chegava.Eu nunca te achava.E enquanto isso você estava em sei-lá-onde criando o meu.Nosso filho.
— Sim. — Respondeu ironicamente. — E o ensinando a não ser um babaca como o pai. — Vociferou.
— Vamos nos chingar agora? — Ela revirou os olhos. — Você foi fraca. — Ela o olhou incrédula. — Prometeu que iria tentar e...
— Eu tentei. — Gritou.
— Olha só quem esta brigando de novo. — Comentou uma certa ruiva apoiada na porta.
— Aconteceu algo com Roustin? — Laura se aproximou.Ela negou.
— Ele estava falando sobre um livro de bichinhos e eu me ofereci para vir buscar. — Laura assentiu.
— Na cama. — A ruiva assentiu e entrei no quarto saindo em seguida com o livro em mãos.Acenou brevemente e pegou o elevador.
Eles ficaram em silêncio até Laura voltar a se pronunciar.
— Tentei porque te amava. — O empurrou e sentiu lagrimas correrem pela sua face.Ele cambaleiou e arfou. — Eu me entreguei completamente,me apaixonei pelo cordeiro que na verdade era um lobo.Não fui fraca. — Negou. — Não sou fraca.Passei por varias coisas até chegar aqui.
"Meu pai me igorava,minha mãe me olhava decepcionada,Vanessa ficava estranha comigo.Mas eu nunca cai,eu os entendia,só tinha quinze anos,era toda "fechada" e só ficava em casa.E então as coisas começaram a melhorar."
"A minha familia começou a me apoiar,mas a sociedade me olhava torto.E então ele nasceu,o dia mais feliz e assustador da minha vida.Eu não aguentava ver ele chorando depois de tentar de tudo para faze-lo parar,ai eu fugia.Mas então eu percebi que eu não era mais a gatinha do papai ou a garotinha da mamãe.Eu tinha o meu garotinho e tive que virar a mamãe."
— Sei disso. — Murmurou. — Não tenho o direito.Me desculpe...
— Não importa mais,Lynch. — Disse o sobrenome lentamente.
— Lynch? — Levantou os olhos a encarando aborrecido. — Otimo. — Disse ironiamente. — Agora vamos voltar a nos tratar pelo sobrenome? — A morena o deu as costas e começou a caminhar.
— Era de onde nunca deveriamos ter saido. — Disse e só então notou o peso das palavras.
Se não tivessem se envolvido Roustin não teria vindo ao mundo e aquele pequeno ser era de longe a melhor coisa que aconteceu a sua vida.
Pensou em se virar e pedir desculpas depois de ouvi-lo arfar.Mas era orgulhosa de mais.O elevador se abriu antes que a morena alcançasse a maçaneta.
— Os resultados sairam. — Doutor estava sério.Não parecia feliz.
**
Vanessa observava a filha sentada em seu abdome enquanto brincavam com Ted,seu ursinho azul.Entendia completamente a irmã.
Faria tudo para protegerer a filha.
A porta foi aberta e Riker caminhou com um pequeno sorriso até duas das "mulheres" de sua vida.
— Oi,amor. — Disse se enclinando e dando um leve beijo na testa das duas.
— Oi. — Murmurou fechando os olhos aproveitando o carinho. — Como foi lá?
— Ele ficou bem animado em me ver. — Sorriu. -Vou tomar banho. — E saiu rapidamente.Em poucos minutos o loiro voltava secando os cabelos com uma toalha.Vanessa o observou havia algo errado com seu loiro.
— Hey... — Chamou sua atenção.Ele a olhou com um pequeno sorriso e se aproximou sentando atras dela e a abraçando. — O que houve meu amor? — Riker ficou em silêncio por alguns segundos e então suspirou.
— Estão com medo. — Murmurou.
— Eu também estou. — Murmuraram juntos e deram um risinho.
— Vai ficar tudo bem não vai? — Perguntou.
— Vai sim minha morena. — Apertou mais o aperto ao seu redor e se pôs a observar a filha. — Laura esta sendo forte... — Vanessa assentiu. — Quando eu olha para minha pequena eu fico louco só de pesar em algo a machucando,a fazendo sofrer. — Suspirou afagando a buchecha gordinha da filha que sorriu mostrando suas covinhas.
— Amo vocês. — Disseram juntos e então riram de novo.A morena soltou um suspiro entrecorado. — Estou aqui meu amor. — O loiro murmurou dando-lhe um casto beijo na tempora.
— Obrigada. — Murmurou deixando o loiro confuso.
— Por que?
— Por ir aonde eu vou.Por sempre estar comigo. — Se virou olhando em seus olhos.
— Para a vida toda. — Estendeu a mão com a aliança e entrelaçou na de sua esposa.
— Para a vida toda. — Respondeu.Selaram seus labios em um beijo lento e então sorriram.
**
O doutor os escarou seriamente e então se aproximou da porta e a abriu como um pedido mudo para que entrassem.Os dois entraram em silêncio no quarto e se puseram a observar o doutor.
— E então? — Laura perguntou.
— Eu sinto muito senhhora Marano e Senhor Lynch,mas o Sr. não é compativel com seu filho. — Ambos estaticos.Corações acelerados.Mãos suando.Olhos ardendo.
— Não? — Murmurou com a voz embarganda o médico negou.
— Vou deixa-los a sós. — Se virou e saiu.O comodo ficou em silêncio.Laura se virou para a janela.
Ross abaixou a cabeça,se sentia um inútil não podendo ajudar o filho.Ergueu a cabeça e mirou a morena de costas.
— Laura... — Murmurou,ela ergueu a mão pedindo que parasse.Um soluço escapou de seus labios e se aproximou tocando seu ombro.Laura se virou de imediato o rosto vermelho e banhado em lagrimas,os dentes cerrados e o olhar revoltado. — Pequena...
— Não. — Gritou empurrando sua mão.Ve-la chorando daquele jeito novamente o partia.
Ele só queria pega-la no colo e a proteger de tudo.
Tentou se aproximar e ela o empurrou começando a socar seu peito.
— Não,não,não... — Repetia. — Meu filho...sou uma inutil não pude salva-lo. — Sua voz era fraca e engasgada por conta do choro. — Os remédios são fortes demais.Ele é só um bebê. — Ross tentava segurar seus braços mas ela smepre conseguia escapar. — Meu bebê.
Ross a apertou nos braços na tentativa de para-la.Laura começou a se debater tentando se soltar dos braços do loiro.
— Me solta. — Gritou.Ele a apertou mais.
— Shh... — Murmurou acariciando seus cabelos. — Calma minha pequena. — sua voz também estava embargada,não se lembrava de quando começou a chorar.
— Não sou sua pequena. — Laura lentamente parava de se debater deixando o loiro abraça-la. — Ross... — Choramingou.Ross a levou até o sofá e a deitou,retirou seus sapatos e sweeter e deitou ao seu lado após tirar a jaqueta e o all star.Apertou a morena em seus braços e beijou sua testa.
— Vai ficar tudo bem. — Murmurou afagando seus cabelos e costas.
— Todo mundo diz isso,mas nunca fica. — Vociferou.Ele aproximou seus labios do ouvido da amada e começou a murmurar palavras de conforto tentando acalma-la.
— Estou aqui.Vai ficar tudo bem minha pequena... — Murmurou.
— Não sou sua... — Ross a interrompeu.
— Só hoje. — Ela se silênciou deixando ser confortada pelo loiro,envolveu seus braços pela cintura dele e escondeu o rosto na curvatura de seu pescoço.O loiro suspirou em meio as lagrimas.
Como ele sentia falta de sua morena.
— Vai ficar tudo bem...estou aqui minha pequena.
O que podia ser ouvido no quarto eram sussurros de uma voz chorosa e um choro doido.
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