Love Rollercoaster
7 Capítulo 7
Notas iniciais
capitulo cheio de linguiça, desculpem.
- Não acredito que você se assustou na parte mais idiota do filme!
- Não foi um susto, a pipoca ia cair da minha mão.Tinhamos acabado de sair do cinema. Escolhemos um filme de terror, era legal ver esses filmes já que pra mim acabava sempre sendo engraçado e como Tony compartilhávamos a mesma opinião escolhemos esse. Entre tentar descobrir o que ia acontecer e rir da cara da pessoas ao nosso lado, o Anthony tomou um susto com a parte mais boba, ele foi o único a se assustar, eu não conseguia parar de rir. Foi legal ter visto o filme com ele, descobri que ele era extremamente divertido, e eu estava bem a vontade com ele, como se nos conhecêssemos faz tempo.- Sei que você tem aula amanhã cedo, mas topa ir para algum lugar? Tomar um sorvete algo do tipo.- Pode ser. Mesmo eu tendo aula, eu nunca vou dormir cedo mesmo.- Ótimo!Fomos para a mesma sorveteria que fomos outro dia, mas o movimento estava totalmente diferente. Sentamo-nos mais ao fundo, e fizemos nossos pedidos.- Como foi a aula?- Boa, apresentei meu trabalho q parece que fui muito bem, mas ainda não tenho a nota.- Isso é muito bom!- Tinha que ser pelas horas que perdi nele.- Já trabalhou nesse ramo?Estava parecendo uma entrevista, mas ele estava se mostrando realmente curioso sobre o que eu fazia.- Já trabalhei em algumas produtoras e agencias quando terminei a faculdade. Mas dei uma pausa para viajar e me aperfeiçoar em algumas áreas, e agora para dar mais atenção para a pós.- Entendi.- É melhor assim, esse trabalho existe muito de você, e a pós também.- Você já viajou pra onde?- Já morei um tempo em Londres, enquanto fazia alguns cursos. Depois voltei para NY, e trabalhei um tempo por lá.- E não gostou de trabalhar lá?- Gostei muito, era uma grande produtora, fiquei alguns meses lá, depois me transferiram para Califórnia. Ainda não era o que eu realmente queria, por isso comecei a me aperfeiçoar mais.- Por isso está estudando.- Exato.-Interessante. E você sempre quis fazer isso.- Para falar a verdade não, minha mãe queria que eu fosse uma famosa pianista ou bailarina, eu não queria, talvez por isso ela esteja colocando a Junne nesse caminho, enfim, demorei para descobrir o que eu queria. Fiz vários bicos em vários lugares, ai fui descobrindo coisas novas e me interessando nessa área.- E a Junne gosta dessas coisas que tem que fazer.- Gosta, impressionantemente ela adora.- Você não?- Não, eu só pensava de bagunçar em todo lugar que minha mãe me colocava. Nas aulas de piano, violino, ballet, flauta, eu era sempre a peste rebelde. O que eu queria era tocar bateria, mas ela nunca gostou dessa ideia.- Mas depois por que você não aprendeu?- Não sei, eu já tentei, mas depois que ganhei minha guitarra, achei mais legal.- A guitarra então você aprendeu a tocar.- Sim, não sou muito boa em teoria por que aprendi sozinha, mas posso dizer que sei tocar.- Aprendeu sozinha é?! Precisa de muito interesse né.- E falta do que fazer também. Mas e você o que faz? – percebi o quão obvio foi minha pergunta, então tratei logo de completar. – Quero dizer, anda trabalhando em algo novo?- Sim. Um novo álbum.- É?! Qual o nome?- By The Way. Já temos algumas coisas prontas, depois te mostro. – Ele deu um gole em sua água. – Por falar nisso – eu esperava uma pergunta dentro do assunto, mas ele foi totalmente longe. – E a Junne? Contou alguma coisa?- Não, nem uma palavra sobre o assunto.- É, eu tenho esse poder sobre as mulheres, desde as mais novas. – falou com cara de convencido.- Nossa Tony, com certeza! – dei uma risada de deboche.- Você realmente acha que sua mãe não deixaria ela voltar.- Conheço a mãe que tenho Anthony, e se ela fala que vai fazer algo, ela faz, por mais boba que for a causa.- Ela deve ser bem rígida.- Na verdade para você ter opinião sobre ela, tem que vê-la pessoalmente. Se eu te descrever o modo dela, você vai achar que ela é a mais chata e rigorosa do mundo, e quando você a conhece vê que é totalmente o contrario. Complicado...- Interessante, espero um dia conhecer ela.- Quem sabe.- E seu pai? – percebi seu jeito meio fechado de me fazer essa pergunta, talvez porque eu ainda não tenha falado sobre ele.- Eles são separados, ele é uma pessoa maravilhosa, incrível, mas não era o certo para minha mãe. Agora ele vive viajando, é difícil eu conseguir falar com ele, mas ele sempre dá um jeito de me ligar. Só com a minha irmã que as coisas são meias diferentes.- Por quê?- Eu cresci com meu pai, Junne não, eles se separaram ela mal tinha dois anos. Eles se falam mas, o relacionamento é bem mais distante do que comigo. Ele tenta de varias formas se aproximar dela, mas o trabalho dele e minha mãe não ajudam, então...- É complicado esse negocio de separação, os meus também se separam quando eu era pequeno, minha mãe se casou com outro o Steve, ele era legal. Mas isso nem interferia muito em mim, já que fui morar com meu pai. - Minha mãe já teve alguns casos, não os levou muito a sério.
- Ela não se importou quando você decidiu morar sozinha?- Não, ela sabia que eu não queria mais depender das pessoas a minha volta, ela também era assim quando jovem, tanto que fugiu de casa, então conheceu meu pai e o resto da história você já sabe.Perdi a noção da hora enquanto eu conversava com Anthony, ainda mais quando falávamos da nossa infância. Cada um voltou para sua casa. Eu fui tomar banho e dormir, torcendo para não me atrasar no dia seguinte.
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