Love Portal
7 Capítulo 7 - You just keep on trying...
Notas iniciais
So. *limpa a garganta* GANHEI UMA RECOMENDAÇÃO *-----*
Adrenaline Motivation, você não me disse que ia fazer isso, sua ninda *---* Obrigado, obrigado ♥ Juro que não esperava, valeu @_@
Isso me faz lembrar que eu mandei recomendações pra algumas fics que ficaram perdidas no espaço '-'
Bom, de qualquer jeito, aqui está o capítulo. Eu falei que isso aqui iria ser uma shortfic, não falei? Claro que falei, vocês que não lembram -q
Espero que entendam, porque agora eu tô inventando quase tudo. Estou usando as mesmas câmaras de teste e pensando num jeito de torná-las possíveis só com trabalho em dupla. O que significa que estou entrando no jogo e analisando as fases cuidadosamente só pra vir escrever isso pra vocês. Viu como sou legal? -n
Eu falo demais aqui, né? É. Boa leitura -q
Eu estava de volta ao teste 10. Frank andava ao meu lado, curioso, vendo a câmara pela primeira vez. Só agora percebi que ele ainda tinha a arma de um portal só.
Aquele era o teste em que conhecíamos a arte de pular através dos portais, entrando rápido por um e saindo rápido por outro. A primeira coisa a fazer ali era subir em uma plataforma alta demais para nós, e para isso uma parede acima de nossas cabeças era deslocada para frente, com um portal laranja, para que passássemos por ele. Mas a parede não se moveu e o portal não apareceu.
— Acho que devemos mudar um pouco as coisas, certo? — GLaDOS falou. — Vocês são dois. Com certeza vão dar um jeito de descobrir como passar pelas câmaras de teste de formas... diferentes.
— Droga — Frank murmurou, e eu sorri para ele, tentando tranquilizá-lo. Ele sorriu de volta, e por alguns momentos nós não fizemos nada além de olhar um para o outro. Eu estava tímido com isso, mas não queria desviar o olhar primeiro. Estava parecendo uma brincadeira para ver quem aguentaria por mais tempo.
— Não quero atrapalhar o clima — GLaDOS nos sobressaltou. —, mas vocês poderiam continuar o teste.
Frank suspirou sutilmente e passou a observar o lugar. Em dois segundos, ele se virou para mim com uma expressão pretensiosa. Agachou-se e colocou sua arma no chão. Eu o fitei, confuso, até que ele me fez abandonar minha arma também.
— Estamos pensando demais com portais — ele falou. — E esquecendo que existem outras coisas. Me ajuda a subir.
Só então eu entendi. Eu realmente estava agindo como se a única forma de fazer qualquer coisa ali fosse através de portais. Fiz uma concha com as mãos e esperei Frank colocar o pé para impulsioná-lo para cima. Então passei as armas para ele e estiquei os braços para ele conseguir me puxar também.
— Muito bem — a robô continuou. — Trabalho em equipe é uma vantagem satisfatória que será adicionada às suas qualidades em suas fichas de teste.
Subimos por uma escada e acabamos em outro lugar onde era preciso passar voando por portais, dessa vez à uma velocidade considerável. Frank pareceu meio nervoso ao ver a profundidade do buraco em que deveria pular, mas eu já havia feito aquilo e sabia que não era perigoso. Teoricamente.
Fui primeiro, tentando expulsar da minha mente que isso me faria parecer corajoso. É óbvio que Frank não daria a mínima para isso. E por que eu deveria me importar, também?
Logo depois de mim, Frank veio, derrapando ao meu lado. Nós sorrimos um para o outro e continuamos, ainda no mesmo teste.
As paredes em que ele deveria colocar o portal azul se moveram para frente e ficaram na posição certa, surpreendendo-me. Achei que GLaDOS não faria isso.
— Então eu... devo pular de novo? — Frank perguntou, ansioso, olhando para o portal laranja lá embaixo e para o azul que ele acabara de jogar na parede acima de nós.
Eu assenti, calmo. Iria pular primeiro outra vez, mas ele suspirou e deu um passo para frente, destemido. Porém, quando ele começou a tombar, o portal lá embaixo sumiu e o chão, que me pareceu incrivelmente duro, ficou à espera dele.
— Vocês não precisam disso — GLaDOS afirmou, animada.
Pensei mais rápido do que achei ser possível. Eu poderia esticar a mão e tentar segurar Frank antes que ele escorregasse de vez da beirada, mas eu ainda pensava com portais. Estiquei-me para frente e joguei um no lugar onde o outro sumira, virando-me para trás imediatamente e atirando outro na parede. Frank passou voando por sobre minha cabeça um instante depois.
— Impressionante — a robô disse, parecendo ligeiramente aborrecida. — Você se lembrou que os seus portais não estão interligados com os dele... eu tinha certeza de que não lembraria.
Dei um sorriso de escárnio e pulei também, parando ao lado de Frank.
— Acho que só agora entendi o que aconteceu — ele falou. — Você tem uma arma diferente?
Mostrei o que eu segurava para ele ver, e deixei que analisasse os dois gatilhos que alternavam entre os portais.
— E eu passei pelos portais da sua arma, não da minha — ele continuou, parecendo falar consigo mesmo. — Como a minha só faz o azul, então quem controla o laranja que se interliga com o meu é a GLaDOS, não é?
Balancei a cabeça afirmativamente.
— Bem... obrigado. Eu sei que não teria sentido a queda por causa desses negócios nas minhas pernas, mas obrigado por se preocupar mesmo assim.
Corei, só percebendo agora o que acontecera. Ele não iria morrer, nem mesmo se machucar se eu não tivesse feito aquilo. Eu agi desesperadamente sem motivo algum.
Abaixei o olhar, envergonhado.
— Ei, eu disse obrigado — Frank sussurrou. — O resultado é secundário, o que importa é o que significou.
Olhei para ele, por um momento tendo um pensamento um pouco delirante. Ele estava perto, não o suficiente para que eu pudesse beijá-lo, mas se eu chegasse um pouco mais perto...
Ele deu um passo para trás, como se tivesse levado um choque.
— Não que tenha significado alguma coisa, claro — prosseguiu, rápido. — Você só agiu por impulso, eu teria feito a mesma coisa.
Não soube o que responder. Não sabia se ele havia percebido o que eu pretendia, mas essa parecia ser a única explicação para ter se afastado tão bruscamente. Fiquei feliz pela primeira vez por não poder falar.
Sorri e dei as costas a ele, continuando com o teste e me recusando a deixá-lo perceber que eu estava abatido. Ele estava certo, não significara nada. E pelo amor de Deus, olha onde estávamos! Voando através de passagens interdimensionais com uma robô assassina nos guiando. Como eu poderia sequer pensar em algum significado a mais entre nós em uma situação dessas?
Normalmente nós teríamos que pular pelos portais mais uma vez para chegar ao elevador de saída, mas decidimos nos ajudar novamente, eu o apoiando para subir e ele me puxando logo em seguida.
Olhei para os lados, procurando algum lugar por onde escapar, alguma falha no projeto, mas não havia nenhuma. O elevador nos esperava de portas abertas, e tivemos que entrar lá novamente.
Eu e Frank ficamos em silêncio enquanto subíamos; eu, desconfortável. Talvez ele não tivesse percebido que eu estava prestes a beijá-lo, o que seria ótimo, já que não havia razão alguma para eu fazer isso. Não sei de onde esse impulso veio, eu mal o conhecia! Quer dizer, eu conhecia... mas não me lembrava, então dava na mesma. Ou quase. Argh, eu não sei o que pensar.
Teste 11. Eu não acreditava que estava fazendo aquilo de novo... mas os desafios ao menos eram novos. GLaDOS estava deixando tudo mais complicado agora que éramos dois.
Fomos até uma grande parede de vidro e de lá vimos uma arma que fabricava portais laranjas, alternando os lados em que atirava. Era essa a hora em que Frank deveria poder ter dois portais.
— Ah, eu vou ter uma arma igual a sua! — ele comemorou, mas se acalmou ao me ver apertando os lábios. Não esperava que ele entendesse o que eu queria dizer, mas, incrivelmente, ele entendeu. — Você não acha que ela vai me deixar pegar, acha?
Neguei com a cabeça, surpreso com a facilidade com que ele decifrara meus pensamentos. Ele pareceu nem se dar conta.
Para começar, Frank precisava jogar o seu portal azul em alguma parede ao nosso lado, para sairmos daquele lugar e continuarmos com o teste. Assim que o laranja, lá embaixo, foi jogado sobre uma superfície segura, nós dois atravessamos. O que eu suspeitava se confirmou; lá na frente, o pedestal onde a arma de portal laranja estava se abaixou e desapareceu.
— Parece que eu vou ter que continuar só com essa aqui — Frank resmungou. Eu queria dizer que ele podia ficar com a minha, mas considerando que eu já estava muito mais familiarizado com ela, era melhor eu mesmo continuar usando-a.
— Vamos lá, sujeito de teste 1012 — GLaDOS falou. — O poder está com você.
Era verdade, e para mim seria bem fácil fazer tudo... se eu conseguisse explicar para Frank qual era a parte dele.
Apertei um botão perto de nós e uma porta do outro lado da câmara — do outro lado, também, de um buraco cheio daquele líquido viscoso — se abriu. Joguei um portal lá dentro e outro atrás de mim, e então a porta se fechou. Naquele “cômodo” uma bola de energia era jogada, e eu precisava fazê-la alcançar um lugar que a captaria, do lado de fora. Para isso seria muito útil se Frank apertasse o botão para abrir a porta novamente, assim eu poderia mirar no lugar certo do lado de fora sem arriscar que a bola passasse pelos portais na hora errada e atingisse a mim ou ao próprio Frank. Mas como fazê-lo entender isso se eu não podia falar?
Comecei a fazer alguns gestos para o botão e a porta, e o número cinco com os dedos, pois achava que cinco segundos era tempo o bastante para que eu fizesse tudo que tinha que fazer até ele precisar abrir a porta. Ele me observou com a testa franzida, claramente concentrado em entender, e de repente, fez uma expressão de compreensão.
— Esperar cinco segundos e apertar o botão, pra você ir até aquela sala e fazer a bola de energia que está lá ir em direção a um portal e te dar tempo para colocar o outro portal no lugar certo, antes que a bola realmente os atravesse — ele afirmou, convicto de tudo e até me deixando confuso, ainda que a ideia fosse minha.
Depois de conseguir entender o que ele falara, eu assenti, e me senti um pouco... orgulhoso. Ele tinha um raciocínio muito rápido, e eu... admirava isso. Mas não há nada de errado em admirar a inteligência de alguém.
Fizemos o programado. Entrei pelo portal atrás de mim, alternei-o para a parede onde a bola de energia estava batendo, andei até a porta e, bem em tempo, ela se abriu. Vi Frank sorrindo do outro lado, a mão sobre o botão, como uma criança a quem foi dada uma missão muito importante e que tinha sido feita com perfeição.
Atirei o outro portal na posição correta e aguardei até que a bola de energia fosse capturada e ativasse, com isso, uma plataforma de vidro sobre todo aquele líquido gosmento. Frank continuou apertando o botão, para que a porta não se fechasse sobre mim, e eu dei um jeito de voltar até onde ele estava.
— Tudo certo? — ele perguntou, sorridente, e eu concordei, sendo contagiado por sua animação infantil.
Fomos os dois para cima da plataforma que se movia até sermos levados à um outro botão, que abria a porta de saída. Usamos quase o mesmo processo para chegar até lá; jogar um portal lá dentro e acabar entrando na sala sem nem precisar passar pela porta. Dessa vez, porém, Frank não ficou para trás para me ajudar, e foi comigo.
Vimos o elevador assim que chegamos lá.
— Vocês estão indo muito bem — GLaDOS falou. — Infelizmente, não ganharão bolo. Um de vocês foi bem desobediente e incômodo e eu comi todo o bolo sozinha. Estava uma delícia.
Ouvi um barulho baixo, de uma barriga roncando. Achei que fosse a minha, mas era a de Frank. Rimos de leve, apesar da tragédia de estarmos morrendo de fome.
— Mas, como compensação às suas vitórias, eu decidi dar um pequeno prêmio — GLaDOS prosseguiu, agora chamando nossa atenção.
Esperamos, em frente ao elevador.
— Eu achei a versão digital de suas fichas no meio da bagunça de dados que aqueles cientistas idiotas deixaram nos computadores. Vocês humanos são tão desorganizados! De qualquer forma, agora eu já sei tudo sobre vocês. Gerard Arthur Way e Frank Anthony Iero Jr.
Senti um arrepio ao ouvir meu nome ser pronunciado por ela. Eu preferia ser o sujeito de teste número 1012.
— Não é engraçado que eu saiba mais sobre vocês do que vocês mesmos? Ha. Ha.
Lancei um olhar furtivo à Frank e vi que ele tinha os punhos fechados. Eu adoraria vê-lo acabando com a raça dessa robô... mas ele provavelmente só quebraria a mão em alguma placa de metal.
— Então, como sou generosa, decidi que a cada câmara de teste pela qual vocês passarem eu darei uma informação nova sobre suas vidas. E vocês têm algumas histórias interessantes aqui...
A porta do elevador finalmente se abriu. Frank marchou para dentro, irritado, e eu o segui.
— Boa sorte para descobrir seu passado! — GLaDOS fez uma pausa, e continuou momentos antes do elevador parar. — Supondo, é claro, que vocês sobrevivam para isso.
Notas finais
Até o próximo, seus lindos que leem (até os fantasmas, btw), que comentam, E QUE RECOMENDAM *-*
xoxo ♥
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