Love Playing
22 CAPÍTULO 22 - NAMORADOS
Notas iniciais
2- Esse capítulo é enoooooorme,pra quem se perguntava se haveria um maior que o primeiro::::::: chegou.
3- To postando isso de madruga, na correria então não vou poder falar muito, desculpe.
4- Boa leitura.
'' É que meu corpo já deseja o seu, minha mente já está na sua, eu vivo atormentado pela ideia de não te ter e tentado pelo desejo de ter, é que fica difícil respirar com você longe e tão simples quanto estás perto.''
Encarei aquela mensagem por alguns segundos antes de a deletar e me permitir fechar os olhos. O dia tinha sido longo, sempre era tão longo e ás vezes eu sentia falta da monótona vida de antes, chegar em casa de madrugada bêbado demais para pensar em qualquer problema, fazer tudo o que queria sem pensar nas consequências no entanto eu sabia que tudo estava valendo á pena.Me levantei sem muitas forças, parecendo um terrível zumbi e me locomovi até o banheiro aonde escovei os dentes e pude perceber que estava mais pálido do que o normal e meu cabelo estava totalmente bagunçado, molhei ele todo e passei uma toalha bem suavemente por cima deles, eu gostava da sensação de dormir com eles úmidos. Desliguei a luz e chutei todos os livros e roupas que estavam no chão para poder passar, me deitei na cama novamente e dessa vez puxei o coberto para cima de mim e fechei os olhos, eu estava tão incrivelmente cansado e meu corpo doía tanto, era estranho pois quando eu ia para as festas e os shows eu virava noites e noites sem me cansar porém devia ser o fato de que quase sempre fazia isso acompanhado de grandes doses de bebida. E então eu dormi, dormi como não conseguia há tempos.
***
Ouvi repetidas batidas na porta , o que me fez berrar um '' entre'' para quem quer que fosse. Uma mulher vestida com um uniforme entrou no meu quarto, sua aparência era rústica, ela era demasiadamente magra e seus cabelos eram loiro amarelos preso num coque perfeito, seus olhos eram fundos e sua pele tinha uma ou duas sardas juntamente com uma mancha debaixo dos olho esquerdo.
– Sr. Way? Seus pais me pediram para o acordar caso não o fizesse . Sou a nova governanta, Trudy Fillson .
– Hmmm. É, ah... — Eu tinha esquecido por um momento, que Doroti não estava mais lá e agora eu sabia que realmente seus gritos para me acordar me faziam falta.- Tudo bem. — Sorri.
Ela me analisou mas não sorriu de volta, se manteve estática e depois saiu do quarto dizendo por cima dos ombros '' Se apresse.''
Revirei os olhos e bufei.
É claro que meus pais podiam tornar tudo muito pior, enviando a bruxa de blair para ser a nova governanta, quanto amor... Típico!
A porta do meu quarto de abriu e eu já abria a boca para soltar um '' Eu já vou, caralho'' quando vi Mikey adentrando o local.
– Puxa, seu cabelo está...
– Uma droga, eu sei. Agora cala essa boca. — Bufei, indo para o banheiro.
Ele me acompanhou e começou a tagarelar.
– Caramba cara, você não imagina o susto que tomei .
– Hmmm. Tirou um F? Achou uma foto de você sem photoshop?
– Babaca. — Deu um leve soco no meu ombro e sentou na pia do banheiro.-Não é nada disso. Eu acordei e fui para a cozinha tomar meu café da manhã e quando estou descendo as escadas dou de cara com uma mulher sinistra ! Puxa, eu tinha me esquecido que a pobre da Doroti foi demitida e nossa... Levei um belo susto.
– Nem me diga. Aquela mulher é um horror, quero dizer, não é só porque ela é feia, porque ela é, mas eu sou mais bem humorado que ela.
– Eu sei ! Pensei que nunca ia ver alguém assim. — Debochou rindo.
– Você é mesmo um filho da mãe. — Revidei, depois o encarei. — Vem cá, você vai ficar aqui ou o quê?
– Ah , qual é. E aquele lance de irmões intimos? — Riu.
– Hilário Mikey, hilário. Agora se manda daqui! — Arremessei minha camiseta no seu rosto.
– Por que eu sempre sou despejado? Ugh, você está fedendo! — Fez uma careta e desceu da pia.
– Michael, tchau ! — Fechei a porta na sua cara e ri baixo, antes de entrar no chuveiro.
Não me prolonguei muito no banho, poderia me atrasar mais ainda do que já achava estar , vesti meu uniforme e todo o restante com pressa e então desci para tomar meu café da manhã. A mesa estava servida como sempre mas alguma coisa estava bem diferente, não havia nada colorido aos redores, nenhuma flor, nenhuma cor , algo que a Doroti sempre gostava de por. As panquecas, podia ser até implicância minha mas nem de longe erão tão boas como a dela,apesar disso comi algumas e bebi um suco de maracujá antes de sair.
Coloquei meus fones de ouvido e entrei no carro juntamente com o meu irmão que os retirou e me olhou sério.
– Até parece que você vai ficar ouvindo música enquanto tenho tantas coisas pra te perguntar.
– Hmmm, acho que prefiro música. — Coloquei de novo sorrindo de canto.
– Acontece — Ele os tirou e o guardou na sua mochila.- Que você não tem a opção escolher.
– Você é insuportável Michael. Diabos, como eu consigo gostar de você. — Revirei os olhos dramaticamente.
– Também amo você. — Riu e se ajeitou no banco do carro. — Agora, aonde paramos... Hmmmm, é! Frank Iero.
– Oh não, Mikey eu e ele estamos juntos e ... É isso.
– É isso que você contaria pra qualquer um! Ora, sou seu irmão.
– Argh. Está bem. Que diabos você quer saber?
– Tudo?
–Tudo? — Arfei.
– É, tudo.
– Você se lembra que eu disse que iria esquecê-lo e que tinha sido só um beijo, certo? E foi o que eu tentei fazer e acredite que não foi nada fácil. — Suspirei e depois comecei a contar tudo para ele, desde quando tínhamos nos reaproximados desde quando realmente tínhamos ficado juntos .- E agora eu estou gostando dele .
– Oh puxa vida. Caraca, que demais ! Eu sabia que vocês iam ficar juntos mas não que ia ser tão rápido e tão incrível assim e nossa... Como ele te mudou.
– Mikey...
– Que é? É sério... Vocês são tipo... Batman e Robin em um tremendo romance e melodrama!
Arqueei as sobrancelhas para ele e toda sua animação se foi.
– Hmmm, tá legal. Então, vocês estão namorando?
– É.... Hmmm,eu não sei.
– Como assim você não sabe?
– Eu não sei, tá legal? A gente... Está junto.
– Oh não, meu Deus. Então quer dizer... Você ainda não pediu ele em namoro?
– Hey, por que eu tenho que pedir?
– Gerard... — Mikey me encarou com uma expressão séria.
– Tá legal , eu sei. Mas é que... Caramba Mikey, eu nunca fiz isso, ok? Eu simplesmente não sei como...
– Falar : Você, Frank Iero aceita namorar comigo?
– É. — Assenti com vergonha.
– Qual é , Gerard. Você já fez tanta coisa pior e está com medo de pedir o garoto que você ama em namoro?
– Ei. Cala a boca. — Bufei e parei para pensar no que ele tinha dito.
– Tá, vamos lá. Treina comigo.
– O quê?
– Treina comigo.
– O quê?Não! Ficou maluco?
– Cacete Gerard Way, você quer ou não pedir ele em namoro?
– Eu... Eu quero.
– Então vamos, ande logo com isso.
– Mas aqui, agora?
– Oh não não, podemos esperar até chegarmos a Disneylândia e lá você treina comigo no castelo encantado das princesas.
–Você podia ter falado simplesmente não.
– Anda logo ! — Falou irritado.
–Tá... Tá legal. — Suspirei e o fitei, tentando imaginar que fosse Frank na minha frente e isso fez com que toda minha estrutura emocional fosse por água abaixo.-Mikey, eu não consigo.
– Ge, você ama o Frank?
– Mas que pergunta é essa? Você sabe que sim, claro que amo.
– Lembra de quando você disse o primeiro eu te amo pra ele?
– Lembro. — Mordi o lábio.
– Agora você vai fazer a mesma coisa e pedir ele em namoro,lembre-se o quanto você ama ele e faça isso, certo?
– E se ele disser não ?
– Ele não vai. — Sorriu.
– Como você pode ter tanta certeza?
– Como você pode não ter certeza? Gerard, está nos olhos dele, esse tipo de amor, não morre,não diminui.
– Obrigado, Mikey. — Sorri meio sem graça e tentei pensar em tudo que ele havia dito.
– Não é nada. Mal posso esperar ! Frank vai ser da família e... Seremos tão bons amigos.
– Mikey,de novo não! — Murmurei rabugento.
Realmente era difiícil para mim fazer aquilo pois eu o amava e como no entanto tinha acontecido tudo tão rápido, intenso, eu tinha medo de um não, de uma rejeição, eu tinha medo de perder Frank.
Não demorou muito até estarmos no colégio e descermos do carro.
– Cara, o pessoal sabe do Frank e você , então?
– Sim, pelo menos todo mundo que viu e escutou as fofocas.
– Ah, que demais! — Sorriu animado .
Geralmente eu chegava ali e costumava procurar pela minha turma mas agora tudo que eu queria ver era o menor chegando e vindo me abraçar mas ainda sim, meus amigos me achavam.
– Gerard ! — Bert sorriu se aproximando .
– Bert. — Falei seco .
– Mikey ! — Meu irmão anunciou sua própria presença me fazendo querer me enterrar vivo de vergonha.
– Oh sim, olá Michael. — Bert disse dirigindo seu olhar a ele.
– E então, você ainda está com o Iero ou aquele soco foi só pra se passar ainda mais de ridículo?
– Não se meta com ele, estou avisando McCracken.
– Hmmmm. Isso está ficando cada vez mais interessante.- Riu alto .
– O que diabos você queria com aquela mensagem ontem?
– Oh docinho, então você a recebeu. — Me fitou e se aproximou calmamente. — Não se preocupe, aposto que você vai adorar quando descobrir. Agora, infelizmente tenho outras coisas para resolver, nos vemos por aí. — Deu as costas e saiu andando.
– Pode apostar que não! — Berrei mal humorado.
– Olha, eu sei que o Bert está pilhado e meio maluco no entanto, Gerard, eu pensei que você tinha parado com essa loucura do Iero.
– Não, de novo não. Raymond , já conversamos sobre isso e eu não vou mudar de ideia.
– É que... Porra. Você era meu amigão e a gente ia para todas as festas mais populares daqui, fazíamos todas as idiotisses juntos e depois morríamos de rir daquilo e agora você está todo mudado, pior que foi tão de repente . Qual é cadê aquele Gerard que eu conhecia que não gostava de ninguém? Que adorava viver na adrenalina ? Você não pode ter sumido assim.
Um turbilhão de memórias me invadiu e tentei recuar o mais breve possível.
– Toro, acredite ou não, goste ou não, eu estou ficando com Frank Iero e tem mais... Isso vai ficar mais sério. E céus, eu respeito você estar me achando estranho pra cacete porque isso foi rápido até pra mim mas eu não vou voltar a ser como era, eu o amo e estou bem assim, exatamente assim.
– Quer saber, tudo bem. Você sabe, eu não aprovo e acho isso tudo muito esquisito. Frank Iero e Gerard Way, é o fim dos tempos. Mas eu escolhi ser seu amigo, que diabos, então que seja!
– Valeu cara. — Suspirei.
– Não me agradeça. Eu ainda estou puto. Mas você não me deixa escolha.
– Ainda assim, valeu. — Sorri.
– Cara, para com isso... Manda eu me foder, Frank Iero seu desgraçado estragou toda a poouca masculinidade que você ainda tinha.
– Agora sim, vá tomar no seu cu. — Ri e bufei .
Fiquei um tempo conversando com Ray e o pessoal até avistar o baixinho entrando pelo grande portão no colégio, ele caminhava sério e eu me pus a ir até ele, puxando um sorriso nos lábios e ele se recusava a sorrir mas eu estava determinado a fazê-lo ceder, então fiz uma careta e abri um grande sorriso e por fim, venci quando ele jogou sua mochila sobre os ombros e deixou escapar um sorriso.
– Bom dia. — Falei puxando sua cintura para mim.
– Bom dia. — Ele respondeu me abraçando e apoiando sua cabeça em meu ombro.
Beijei o topo da sua cabeça e passei minha mão por lá, depois seu rosto ficou frente á frente com o meu e meu coração batia tão forte quanto pudia aguentar. Desci minha mão até encontrar a sua e as cruzei uma na outra, apertando ela de leve e aproximando meu rosto do seu, nossas respirações eram quase iguais e eu podia sentir o ar saindo de seus pulmões, ele me encarava de uma forma alegre, quase infantil e então minha boca já procurava e dele e minha lingua pedia espaço dentro da sua boca,fora um beijo suave e lento mas tão bom como todos os anterioes que já tínhamos dado.
– Vem, a gente tem alguns minutinhos antes de ter que ir. — Falei o puxando pelo braço.
Durante o caminho até os bancos no final do pátio,Frank viu Mikey do outro lado, que acenou para ele bizarramente feliz enquanto o menor olhava para mim e ria, depois de acenar em retribuição. Sentamos no banco e passei meu braço por volta do seu pescoço.
– Então, O Mikey...
– Sim. Insuportável. — Ri revirando os olhos.
– Hey coitado, ele só está muita curioso.
– Muito. — Enfatizei.
– Ele é legal.
– Bem,quando não está hiperativo ou sendo ele mesmo. — Ri .
– Ah para. — Riu também e me olhou.
– É... Frank.
– Sim?
– Eu sei que a gente tem saido muito e não que eu esteja reclamando disso, nem de longe , então... Você pode vir comigo á um lugar, essa noite?
– Hmmm não sei, deixa eu ver. — Falou serio e me encarou. -É claro.
– Aonde vamos hoje ?
– Em um lugar muito legal, garanto.
– Você não vai me falar aonde é, não é mesmo?
– Er.. Não!
– Droga. — Fez um bico e depois me olhou.
– Ah, esqueci de te perguntar. E aí, como estão as coisas com o Quinn?
– Não muito fáceis. — Admitiu e seus olhos se ofuscaram.
– Eu me sinto tão mal quando diz isso, você sabe, eu não queria que fosse assim, vocês são tão amigos.
– Ahh, não é sua culpa. — Me olhou e virou seu corpo para mim .- Quinn sempre foi muito cabeça dura e a gente apesar de sermos bons amigos, sempre discutimos mas torço para que ele não fiquei por muito tempo assim pois eu realmente sinto falta dele.
– Como eu lhe disse, tudo isso vai melhorar, eu sei que vai. — Sorri e beijei seu rosto.
– Sim. — Encostou sua testa na minha.
Ficamos algum tempo juntos até o sinal bater e irmos para a sala de aula,tinha duas aulas de biologia e eu adorava a matéria apesar de achar complexa demais, então respirei fundo e tentei prestar atenção enquanto se passavam aqueles tortuosos minutos. O resto do dia escolar foi agitado, teve alguns testes que eu não tinha estudado porém pensava ter ido bem na maioria e também muitos exercícios, no intervalo consegui ficar mais algum tempo com Frank porém não muito. O colégio estava tumultuado, ainda naquele mês iria ter um baile de alunos, como sempre tinha e naquela época o colégio virava um verdadeiro formigueiro. Na saída, não consegui dar mais que um selinho em Frank enquanto Quinn olhava afastado, com os olhos me fuzilando como sempre , então o deixei ir para sua casa com o amigo e regressei para a minha com meu irmão.
***
Quando cheguei em casa tive outra surpresa como se não bastasse a de manhã. É exatamente o tipo de coisa que você vivencia podendo jurar que é um pesadelo mas é real. Bert estava no sofá, conversando com meu pai e vestido num terno risca de giz muito ajustado em seu corpo.
– Mas o que é que você está fazendo aqui? — Falei incrédulo com os olhos arregalados.
– Eu não lhe disse que era uma ótima ideia você e Bert trabalharem juntos? Então, resolvi por isso em prática logo.
–Não, não! Eu não vou trabalhar com o Bert !
– Gerard, não começe com isso.
– Ah, olá filho -Se dirigiu a Mikey.- Quanto á você nós conversamos depois sobre os negócios... Agora, Gerard pare de birra e vá vestir seu terno, você e ele começam hoje.
–Mas que porra é essa ! — Estourei enquanto Bert sorria.
– Ge, vai... Por favor. — Mikey me aconselhou.
– Mikey, por Deus, eu não quero trabalhar com Bert.
– Eu sei, eu sei. Mas pelo menos hoje, sim? Vá . — Insistiu.
– Isso não vai dar certo Mik, estou te falando.
– Evite brigas, por favor. Foque no objetivo de ir bem e em breve você não vai precisar do Bert,escute o que eu digo.
– Que inferno ! Bert McCracken é o demônio em pessoa. — Bufei e subi a escada com raiva.
Tudo em meu corpo parecia querer explodir e é claro que eu iria descontar toda essa raiva no que visse pela frente, foi o que fiz, batendo a porta do armário umas duzentas vezes, chutando camisas, livros . Já era ruim o suficiente ter que trabalhar naquela empresa e agora trabalhar com Bert, eu realmente estava fodido.
Vesti o terno e depois desci, eu ainda estava enfurecido mas Mikey tinha razão, eu tinha que me sair bem, agradar meus pais e depois ficar livre pra fazer o que eu quisesse e o principal: Sem Bert.
– Mais uma coisa, antes de irmos. — Meu pai disse sério e cauteloso.- É necessário que Bert venha aqui algumas vezes para resolver negócios da empresa e eu espero que vocês se dêem muito bem, tem muita coisa em jogo e vocês vão trabalhar em dupla.Não vão querer prejudicar o outro, acredite.
– Sem problemas Sr. Way.
– Assim espero. — Ele respondeu e depois me olhou.
– Mas espera aí, agora agora? Eu ainda nem almoçei! — Bufei.
– Você come quando chegar lá. Agora, vamos logo.
– Que porcaria. Eu sou a pessoa mais fodida do mundo.
Dei um breve tchau para Mikey e saí para encarar o inferno que viria.
***
Voltei para a casa totalmente atrasado para o encontro. O dia tinha sido insuportávelmente corrido, tinha ficado na empresa o dia todo, suportando Bert e seu sarcasmo idiota e um monte de pessoas me cumprimentando por ser filho do dono da empresa já que eu literalmente nunca tinha estado lá, tínhamos começado com o mais básico e pegando alguns relatórios e papéis de negócios, organizando e separando e depois finalmente meu pai pediu que fechassemos um negócio com outra empresa, o que seria uma difícil missão não só pelo pouco tempo e experiência mas por ter que fazer aquilo junto com ele.Tínhamos bastante tempo, um mês para investir e conseguir o contrato, o que seria o começo de um pesadelo. Me apressei para tomar banho e me arrumar para conseguir não me atrasar ainda mais para buscar Frank, eu estava nervoso , durante o pouco tempo livre eu tinha conseguido dar uma escapada para fazer uma coisa crucial para o encontro dessa noite, me certifiquei de pegar aquilo e guardei em meu bolso. Já eram quase nove horas e meus pais não estavam em casa, nunca estavam mas dessa vez me deixariam em paz por ter ido trabalhar na empresa, mesmo que eles nem sonhassem que era com Iero que eu me ia encontrar.
Eu estava nervoso e pensando em como iria conseguir fazer aquela noite dar certo, tinha que sair tudo perfeito, ele merecia, nós merecíamos.
– Ei, você vai conseguir! E depois, me conte tudo. — Mikey me consolou e me abraçou.
– Obrigado, Mikey. Estou tão nervoso.
– Eu sei que está mas vai ser tudo pefeito, sim? Você vai pedir e ele vai dizer sim .
–Espero. — Sorri e o soltei do abraço. — Agora tenho que ir, já estou atrasado.
Corri para fora e pedi que o motorista me levasse até o endereço de Frank. Demorou um pouco mais do que o previsto pois o trânsito era sempre muito congestionado, a demora só me aflingia ainda mais, eu sempre tivera medo demais de me expor, de mostrar meus sentimento e o menor fazia com que aquilo parecesse tão simples, tão natural.
Depois, parado em frente a sua casa as ideias começavam a me atormentar novamente e minha respiração ficando irregular. Apertei o interfone e não demorou nada para que o rosto conhecido da mãe dele abrisse a porta para mim, ela sorria mas em seus olhos tinha um olhar que eu conhecia muito bem ''Eu sei o que está acontecendo aqui.''
– Gerard.
– Sra. Iero — Sorri.
Ela me convidou para entrar e Frank se levantou do sofá, belo como um anjo, com os olhos coberto por lápis de olho preto, o cabelo bagunçado caído com uma grande franja na testa , uma roupa vermelha quase vinho e uma calça preta um tanto quanto justa que moldava seu corpo perfeitamente, ele era tão lindo, ele era completamente lindo.Meus olhos os seguiam e meu sorriso não cessou quando ele me cumprimentou e depois se despediu da mãe.
– Tchau garotos, divertam-se. -Ela acenou e fechou a porta.
– Você demorou. — Ele comentou andando olhando pro chão, parecendo envergonhado.
– Desculpe, foi uma correria hoje.
– Tudo bem.
– Desculpe mesmo. — Sorri e alisei seu rosto.
Entramos no carro e então estávamos em direção ao nosso rumo.
– Já pode me dizer pra onde vamos?
– Agora faltando tão pouco? — Ri.- Nem pensar.
– Não sei nem por que tento. — Bufou.
– Hey,você já verá , sim?
– Ok. — Sorriu fraco e pisquei para ele.
Desta vez, em pouco tempos chegamos ao local. Dispensei o motorista e descemos do carro, ele encarava tudo com os olhos brilhando.
– Você está brincando. — Riu alto me abraçando forte.
– Não. — Sorri. — Eu sei que é infantil mas eu queria algo divertido.
– Infantil? Isso é totalmente legal. Ah Gerard !
Estávamos parados em frente ao parque de diversões, ele era enorme e fazia muito tempo que não ia ali, os ingressos não eram muito baratos mas isso não era problema pra mim. Paguei para mim e Frank, que resmungou mas ficou encantado pela ideia do parque, entramos e ele sorria tão agradávelmente que eu refletia o quanto seu sorriso era belo, o quanto poderia passar horas o observando.
– Caramba, você é demais ! — Falou animado enquanto íamos para a fila da montanha russa.
– Não sabia que gostava tanto de parque.
– Qual é? Está brincando? Eu amo isso aqui, estava juntando um dinheiro pra vir pra cá.
– Então que bom que pude te trazer aqui. — Sorri dando um selinho demorado em seus lábios.
Fomos em vários brinquedos, me fazendo enjoar em vários deles mas tudo aquilo valeu á pena ao ver a felicidade estampada no rosto do menor, o modo como eu o amava e amava ver ele feliz era fora do normal. Gritamos juntos na montanha russa, em praticamente todas as vezes que fomos , ficamos agarradinhos e coladinho nas vezes que fomos na roda-gigante, ficamos com calafrios nas vezes que fomos na trilha do terror e ainda sim saímos de lá juntos, rindo. E no final, tudo aquilo estava sendo muito divertido não por estar ali mas sim por estar com Frank, ele tornava tudo tão mais interessante, ele me completava de forma única. Ficamos no parque até ele fechar, comprei vários algodão doces e maçãs do amor para Frank e fazia questão de o sujar e depois rir da sua cara, vendo-o fazer careta e depois o abraçar com força.
– Ah, essa noite foi totalmente incrível , Ge. Obrigado. — Ele disse, saindo do parque abraçado comigo.
– Foi? Essa noite está apenas começando.
– Como assim, começando? — Indagou.
– Você não achou mesmo que ia acabar aqui né? — Ri o olhando.
– Ger, já passa da meia noite, eu não sou de chegar muito tarde e...
– Só dessa vez, sim? Por favor... Eu prometo que vai valer á pena. — Mordi seu queixo de leve e o encarei.
– Acho que você é péssima influência. — Riu e me olhou.- Tudo bem.
– Ás vezes você tem que se deixar levar pelas péssimas influências, sim? — O beijei rapidamente e depois entramos no carro novamente.
– Suponho que também não vai me dizer aonde vamos agora?
– Você é tão esperto. — Sorri .
– Tudo bem. Mas só porque essa surpresa de hoje foi incrível!
Passamos por vários bairros e então fomos parar em um dos bairros mais nobres dali, aonde eu tinha uma casa em meu nome, inativa, que eu usara algumas vezes para fazer festas , ela era enorme e bem bonita.O carro parou e descemos novamente, ele me encarou surpreso com aquilo.
– O que estamos fazendo aqui?
– Você já vai descobrir, vem. — Chamei ele, abrindo o portão da casa e deixando com que ele entrasse.
– Você é maluco Gerard Way! — Riu correndo para me alcançar.
Fechei o portão e depois abri a grande porta de madeira, que dava acesso á sala que era gigantesca. Ele observou tudo maravilhado e sorriu, entrando.
– Que lugar é esse?
– Uma das minhas casas. Bem, eu costumava dar algumas festas aqui. — Fechei a porta e andei até ele.- Mas nunca trouxe ninguém aqui, comigo, até você aparecer. — Sorri.
– É linda, enorme. — Olhou e depois voltou seu olhar pra mim.
– Que bom que gostou.
– Tá brincando. Olha isso.
– Está com fome?
– Na verdade, sim.
– Vamos pedir umas pizzas então.
– Tudo bem.
Liguei para uma pizzaria e pedi uma pizza de 4 queijos e outra de brigadeiro, enquanto a encomenda não chegávamos eu mostrei a casa para ele e observei ainda mais como ele estava lindo, depois ficamos na sala, com ele deitado em meu colo enquanto eu alisava seus cabelos e assistia á TV. A encomenda chegou e comemos muito, matando nossa fome, eu ria enquanto o via todo sujo com pizza de brigadeiro com isso nos proporcionando vários selinhos, terminei antes dele e pedi para que ele subisse ao terceiro quarto no corredor assim que terminasse.
Meu corpo parecia estar derretendo e minha cabeça girava, estava tão perto aquele momento, eu o amava tanto e queria compelir nossa relação em um namoro. Fechei os olhos e repeti a frase várias vezes para mim mesmo, mentalmente, quando ele finalmente abriu a porta e meus olhos encontraram os dele.
– Ger?
– Vem aqui, Frankie... — Pedi sorrindo.
Ele se aproximou meio desconfiado e atônito, com as mãos nos bolsos.
– Como está sendo esse dia pra você?
– Incrível, Ge. Sério, eu não sei nem como te agradecer, tudo que você fez por mim, hoje me diverti como não fazia há tempos.
– Não precisa, só de você estar aqui , já compensa tudo. — Sorri.– Mas o que eu realmente queria fazer hoje, além de te deixar feliz, era uma pergunta.
– Pergunta? — Repetiu me encarando.
– Sim. Uma pergunta Frank e dependendo da resposta hoje pode ser o dia mais divertido e feliz pra mim também.
– Então... Fale ou melhor, pergunte.
Me aproximei de seu corpo e nossos rostos também estavam próximos, eu ainda estava receoso mas tinha sido tudo tão incrível aquele dia e eu o amava tanto, porque perderia mais tempo com medo daquilo?
– E então... Você sabe que eu nunca conheci ninguém como você e que eu realmente eu o amo, que já passamos por muita coisa em pouco tempo e eu poderia ficar horas falando de como eu amo seu sorriso, seu corpo, seus olhos e de como você é uma pessoa incrível mas eu vou ter muito tempo para falar disso, todos os dias, se... Frank Iero, você aceita ser meu namorado?
E então pronto, eu tinha lançado a pergunta.
Meu coração parecia uma arma disparada.
Eu estava com medo de como a bala seria aceita.
Alguém sairia ferido?
Notas finais
2- Se tiver erros gramaticais me advirtam,não revisei esse.
3- YES, SPOILER ( NC está chegando, rs)( E pra quem pediu cenas Hot, no momento não lembro o nome, desculpe, eu também quero muito saber como irei me sair na NC17 * medo aflora* )
4- Esse capítulo é mais corrido mas o próximo tem cenas mais detalhadas entre os dois, ok? Realmente estou ansioso pra postá-lo.,
5- Pessoal, esse foi o MAIOR capítulo da fanfic *até agora*, então desconto se eu não conseguir postar mais essa semana, sim?
6- Até o prox capítulo!
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