Love Playing
19 CAPÍTULO 19- NO OLHO DO FURACÃO II
Notas iniciais
SOUNDTRACK ( ESSA EU REALMENTE GOSTARIA QUE VOCÊS ESCUTASSEM, POR FAVOR,O CAPÍTULO PRECISA)
Música: Jason walker- Down
Download/Player -- (http://www.4shared.com/mp3/b1d_M4Oh/Jason_Walker_-_Down.html)
--- ATENÇÃO ---
Coloquem pra rodar a partir de :
- Frank Iero,atende essa porta. Eu sei que você está aí, tá legal? - Berrei impaciente.
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1- Então pessoal consegui tempo e vim aqui postar, ok? Espero postar o 20 até domingo, se der...
2- É um capítulo legal até, espero que pra vocês sejam também , ele é bem complexo e carregado, eu diria.
3- Não tenho muito o que falar, novamente, então, boa leitura e espero que gostem.
'' E eu continuo aqui, rodeado pelo caos e quebrado pelo medo, sufocado pela angústia e cego pela insanidade.''
Eu só podia estar totalmente preso em um daqueles sonhos desesperadores que fazem você questionar o quão sano está.Olhei para a mesa que tinha perdido qualquer vestígio alegre de cor, assim como o ambiente e naquela altura Frank já havia se levantado e seus olhos me encaravam,já úmidos e apagados.Doroti não fez nada com ele, apenas se aproximou e parecia estar com pena de mais para fazer qualquer ação. Entrei em transe, não conseguia me movimentar, não conseguia pensar racionalmente, Bert continuava a rir e esfregava seus dedos um sobre o outro e encarava o menor com ar superior.
– Não é preciso disso. — Ele dissse pausadamente, tendo que se recompor a cada palavra.- Me olhou por cima dos ombros e foi até a porta,acompanhado da governanta que se desculpou num tom inaudivel.
Depois que ele saiu um falatório se iniciou o que me deixou ainda mais perdido em meus pensamentos.
– Gerard, como é que você tem coragem de trazer Frank Iero para dentro da nossa casa? Isso é uma piada ! Agora eu entendo tudo! Você só estava fingindo, querendo ver sua família morrer de vergonha com essa cena !
As palavras ecoavam em minha cabeça enquanto minha mãe tagarelava junto falando o quanto estava decepcionada.
– Ele é apenas um aproveitadorzinho. Um filho de bandido, bandido é. — Bert disse sorrindo.
Todo meu corpo bombeava o sangue rápido demais e eu pensava não aguentar muito mais, eu iria explodir e iria ferir quem quer que fosse.
– Você! — Agarrei Bert pelo pescoço e o olhei nos olhos. — Você cala essa sua maldita boca. E você não ouse falar mais de Frank, nunca mais. — Lhe acertei um soco na face com raiva e depois o soltei, levantando-me.
– Mas que patifaria é essa Gerard Arthur Way? E aonde você pensa que vai? Volte aqui agora mesmo!
Os pais de Bert estavam falantes, acudindo o filho e me olhando com reprovação assim como minha mãe, que parecia me olhar como se eu fosse um animal e não seu filho.
– Vocês que se fodam. — Olhei com repúdia e sai correndo, batendo a porta com força e indo atrás de Frank.
Era tarde demais, corri por quase todo o bairro mas ele já não estava ali, provavelmente tinha pegado um táxi e ido para a casa, então também peguei um e fui para a sua casa. Durante todo o caminho eu pensava nas palavras de meu pai, naquelas verdades recém descobertas, eu queria saber porque ele não me contou nada e ali naquele momentos dúvidas traiçoeiras começavam a surgir em minha cabeça e envenenar o meu amor, era uma bomba-relógio.
Pouco tempo depois eu estava parado na frente da porta de sua casa, novamente, meu coração pulsava forte e o chamei, gritando seu nome, não pensando no quão ficaria grotesco se sua mãe estivesse em casa. Ele não respondeu, não atendeu a porta. Eu liguei para seu celular e escutei tocar, dentro da casa mas ele não atendeu a ligação.
– Frank Iero,atende essa porta. Eu sei que você está aí, tá legal? — Berrei impaciente.
Igualmente tive o silêncio como resposta , então resolvi insistir.
– Frankie, por favor, atende essa porta. Você não entende que a gente precisa conversar?
Obtive o mesmo resultado e então liguei para seu celular de novo e ele tocou, justamente quando ele abriu a porta e me encarou com os olhos inchados, suspirando levemente.
– Não temos nada pra conversar , Way.
Ele tentou empurrar a porta e a fechar mas segurei ela com a mão e o olhei entre a porta meio aberta.
– Você acha mesmo, que não temos nada para conversar?
Iero tentou empurrá-la e quando não obteve resultado revirou os olhos relutante.
– O que você quer falar? Gerard, você não entendeu? Porque eu entendi completamente bem! Não dá, Gerard, a gente... Eu não sou do seu mundo .
– E você acha que é só isso que temos que conversar? Que tal sobre você ter omitido aquilo de mim?
Frank ficou cabisbaixo e depois olhou para mim de novo, meu corpo trêmulo.
– Gerard, vai embora. Por favor. Isso significa alguma coisa pra mim.
Empurrei a porta com mais força, a abrindo e ele ficou parado atônito me olhando.
– Não vou a lugar algum. — Fechei a porta e me encostei na mesma.- E você também não.
O menor suspirou e seus olhos estavam levemente marejados.
– Por que é que você tem que fazer isso?
– Te convencer a conversar comigo?
– Não , Gerard ! Não é isso! Me fazer sofrer assim, tentar me persuadir de coisas que não vão acontecer e cobrar de mim respostas que eu não posso dar. Isso... — Ele tropeçou nas próprias palavras e depois fungou. — Machuca.
– Então é isso? Você acha que não me importo? Você acha queeu quero te fazer sofrer ? Frank! Eu também estou confuso, eu acabei de ouvir que o seu pai roubou a minha família e acabei de me tocar que você nunca mencionou isso!
– Eu só quero que você vá e esqueça, faça isso por você mesmo ,que é o que eu tentarei fazer. — Disse com a mãos trêmulas enxugando as lágrimas caindo pela face.
– Não! Eu já disse que não vou embora, eu não vou me mover um milímetro daqui e você também não. Vamos conversar, é isso que vamos fazer.
– E pra quê? Pra você me achar um mentiroso, um interesseiro ?Você quer saber por que eu não te contei nada? Quer realmente saber?- Ele suspirou e se recompos,desta vez dizendo firme.- Eu não te contei nada porque eu prefiro esquecer isso Gerard, eu prefiro viver sem ter que me lembrar cada dia da minha vida o quão meu pai se prejudicou e prejudicou a nós, você acha que só sua família teve problemas com isso? Isso nunca chegou a escola mas na rua, para todo lugar que eu ia, quando eu ou minha mãe íamos fazer compra nos olhavam com nojo, com receio, pensavam '' Esses aí são os Iero'' , você sabe o que é conviver com isso? Ele é meu pai! Eu o amo ou pelo menos o amava, ele era meu exemplo, era o meu único herói, ele era minha base estrutural e de repente ele fez isso e os problemas só começaram! Dividas! Minha mãe trabalhava como uma louca e eu tinha que ver ela chorando no quarto, de noite, quando ela pensava que eu estava dormindo e quer saber? — Ele disse já com o rosto todo coberto de lágrimas.- Isso acabou comigo, isso me fez perder tanto de mim mesmo. E depois, eu te olhava na sala de aula, eu lembrava de tudo que tinha acontecido, eu lembrava de como... De como tudo aquilo era um pesadelo real. Gerard eu gostava de você, eu achava você o garoto mais bonito da sala — Sorriu em meio ao choro — E eu nunca contei isso pro Quinn porque eu não pudia admitir, eu não podia me permitir apaixonar pelo filho do cara de quem meu pai roubou, então quando a gente se beijou eu estava assustado e com medo, eu não queria te esconder nada e eu não queria me envolver mas eu já estava tão apaixonado. Eu já pensava tanto em você, eu queria tanto estar com você e eu repetia para mim mesmo que aquilo não iria dar certo mas no final de tudo eu sabia, eu sabia que te amava e que você um dia descobriria sobre isso e pensaria tudo isso. Gerard, eu nunca lhe contei nada porque cada vez que lembro disso é como enfiar uma faca em meu peito, reviver aquela ferida, reviver a dor. — Ele terminou de falar e se sentou no sofá, ainda chorando.
Tudo aquilo comprimiu meu coração e me fez ver o quão tolo eu era, me fez ver o quão vulnerável ele era e o quanto eu o amava, eu estava perdidamente enlouquecido por Frank Iero. Me sentei no sofá juntamente com ele e puxei seu rosto para o meu, secando suas lágrimas.
– Pequeno, me desculpe, de todo o coração eu não queria lhe fazer passar toda essa dor, eu não queria que você tivesse que reviver isso e eu não queria que tudo isso acontecesse. Eu sou um tolo Frankie, eu fico confuso e eu simplesmente faço coisas idiotas, eu não te achei um interesseiro e nem nada disso mas eu realmente fiquei tão agoniado por você ter escondido aquilo e quer saber, me desculpe, eu não sabia disso, eu deveria saber. Frank, eu queria cessar toda a sua dor e queria de verdade que a gente pudesse ser feliz, eu queria lhe levar a casa dos meus pais e apresentá-lo como meu namorado, eu queria passar meu tempo livre com você e viver histórias inesquecíveis, por deus Iero, como eu queria mas eu não posso mentir, meus pais são horríveis e eu era isso, esse mundo sempre vai me perseguir mas por favor não duvide, não duvides nunca, ainda que eu não demonstre, ainda que eu me mantenha forte, pequeno eu te amo, eu te amo de uma maneira que eu não sou capaz de explicar, de uma maneira que nunca senti antes e eu não sei como lidar com isso , com o amor , com você, é tudo tão novo , não que seja ruim mas é tudo tão recente. Acredite, tudo que eu ainda te disse eu mantenho em meu coração, eu sou louco por você e eu não quero te perder. Eu queria que essa noite tivesse sido perfeita pra você mas não foi, então, me desculpe, me desculpe não poder impedir tudo isso, me desculpe ser fraco e ser tão idiota mas do fundo dos meus sentimentos eu desejo você, não me importa se você tem um terno bonito, se você é do meu mundo ou do outro, eu te amo, eu te acho lindo, eu acho seu sorriso incrível e eu não sei mais o que falar, só por favor me perdoe. — Quando terminei de falar me dei conta de que também chorava agora.
Nossos corpos tremiam e nossos rostos estavam tão pertos e nós dois chorávamos, não era tristeza, não era alegria, era simplesmente amor, nós estávamos amando um ao outro e foi assim que um beijo molhado e salgado se iniciou, um beijo feroz e exigente, eu comprimia seu lábio com força e puxava sua língua para mim, eu o queria, eu o desejava tanto, ambas as respirações eram irregulares assim como os batimentos cardíacos mas depois de um tempo o beijo foi cessando aos poucos e eu terminei beijando-lhe a testa.
– Me perdoe.
Ele sorriu e suspirou, passou a mão por entre meu rosto e me olhou nos olhos, deitado no sofá, em meu colo.
– Nós somos tão tolos. Ah, Gerard, você não tem noção de como estou em um encruzilhada, eu estou com medo disso tudo, sempre tive, ás vezes penso ser melhor que fiquemos separados, ambos temos problemas, diferentes mundos e famílias mas o meu amor me arrasta de volta pra você e de repente me encontro perdido sem você por aqui. Eu não sei o que fazer, eu simplesmente estou tão confuso.
O abraçei fortemente e o tive em meus braços, beijei todo seu rosto e tentei da melhor forma o acalmar e me acalmar.
– Vai ficar tudo certo,você verá. — Sorri.
– Somos tão parecidos, tão diferentes. — Ele disse acariciando meu ombro.
– Somos simplesmente e complexadamente nós . Juntos para o que vier, se lembra?
– Sim. — Ele assentiu com a cabeça.
– Sua mãe não está em casa, está? — Arqueei as sobrancelhas.
– Sim , no quarto. E ela provavelmente escutou tudo.
– Sério? Ah não! — Disse colocando a mão na testa.
– Mentira. — Ele riu enquanto observava minha expressão.
– Ah, acha isso engraçado ,é?- O encarei. — Que tal isto?- Iniciei várias cócegas em seu corpo enquanto ele se debatia rindo pedindo para que eu parasse.
O telefone tocou em meu bolso e o atendi .
– O quê?Não acedito ! Eu vou dar um jeito de ir pra aí, agora mesmo!
Notas finais
2- Semana de provas, assim eu estou. Mas como disse, devo aparecer até domingo pra postar o 20.
3- Por falar em capítulos, LP deve ter no máximo estourando 50 capítulos então, agora a coisa realmente vai andar.
4- Vocês sempre comentam então sempre vou agradecer ok? Obrigado pelos reviews, de verdade... Espero ter conseguido fazer um capítulo bom pra vocês, me preocupo muito com isso.
5- até o prox. capítulo!
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Hey, eu postei recentemente uma One-Shot, se alguém tiver interesse de ler , o link é esse
https://www.fanfiction.com.br/historia/231994/What_Hurts_The_Most
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