Notas iniciais
Olá, retorno mais uma vez, com outro capitulo! Quero agradecer a Psycho Girl e a Sofia Jubilot que estão acompanhando minha fic pelos reviews!

Boa leitura!

No dia seguinte quando todos já haviam se arrumado e tomado café, e seguiram para suas devidas aulas e já se encontravam sentados em suas carteiras.

O Sr. Norton entrou na sala com um radio em mãos, que pouso sobre uma mesa no canto da sala, olhou sorridente para os alunos e anunciou:

- Muito bem pessoal, como eu disse hoje iremos começar a ensaiar para o festival, e lembre-se que, se vocês se saírem bem, mais pessoas irão vir assistir e mais dinheiro iremos arrecadar – concluiu ele.

Então prosseguiu com a aula, e fez a chamada:

- Mikaela!

- Presente – respondeu a garota de cabelos castanhos.

- Stanley! – chamou ele – Stanley? – ele olhou para o fundo da sala e a carteira estava vazia.

Quando ele foi perguntar sobre o garoto a Sra. Miller apareceu na porta juntamente com outro garoto que ninguém nunca havia visto.

- Com licença professor – disse ela entrando na sala – quero lhe apresentar seu novo aluno, e o mais novo “caso” do internato.

- Não chame as crianças de “casos” Sra. Miller – repreendeu o professor.

- Eu chamo do que eu quiser – a retrucou – bem aqui está ele, Christian Aveiro, um passo a frente.

O menino saiu de traz dela, e as meninas arregalaram os olhos, e os garotos ficaram espantados, de tamanha era a beleza do novato. Ele então com a permissão do professor foi se sentar no fundo da sala, sendo seguido por diversos olhares curiosos e de cobiças. Quando a Sra. Miller estava de saída o professor a abordou na porta e sussurrou:

- Está faltando um aluno.

- Quem? – perguntou ela.

- Stanley – disse meio receoso.

- Irei cuidar disso imediatamente – falou ela – obrigado por me comunicar.

Ela então saiu andando, e o professor voltou para sua aula.

Na hora do almoço, não haviam encontrado nem um sinal de Stanley em lugar algum, nenhum dos alunos sabiam onde ele poderia estar. Christian passava por um corredor e ao passar por duas mulheres ouviu um pedaço da conversa.

- Aquele garoto estranho? – perguntou uma mulher vestida como cozinheira – não o vi hoje aqui, então foi por isso que o café da manhã foi tão calmo.

- Eu sabia que ele iria acabar causando problemas, quando eu o encontrar irei colocá-lo uma semana com os outros incorrigíveis.

Christian sentiu uma estranha sensação dentro dele, então saiu correndo para o e seguiu até o jardim dos fundos. Escalou uma arvore e se sentou ali, arfando por causa do cansaço. Depois de algum tempo, ele ouviu um farfalhar nas folhas das arvores que estava à frente dele. Examinou bem e viu alguém se contorcendo ali, desceu da arvore e foi lá checar mais de perto. Os olhos azuis se encontraram com castanhos escuros do novato e uma sensação estranha passou pelo corpo de ambos, Stanley tentou se afastar, mas não conseguiu, por causa de tantas amarras que havia em volta de seu corpo.

Christian escalou novamente a arvore e desamarrou o garoto, e tirou sua amordaça e logo depois o ajudou a descer, e então os dois se sentaram na grama, e permaneceram em silencio que estava ficando bastante incomodo. O novato não suportando mais aquele silencio, pigarreou:

- Então, como você se chama?

- Stanley – disse sem muito animo o garoto que se encolhia cada vez mais contra a arvore.

- Pergunta rápida, você ta com medo de mim ou é impressão minha? – perguntou Christian, por que Stanley já estava praticamente se escondendo atrás da arvore.

- É que eu não sei quem é você, nunca te vi por aqui antes – disse o outro fitando o garoto dos pés a cabeça.

- Entrei hoje – explicou o novato – muito prazer meu nome é Christian Aveiro, mas me chame de Chris.

Ele estendeu a mão para Stanley que a apertou rapidamente.

Chris levantou-se e Stanley o imitou.

- Acho melhor nós irmos para a sala, a Sra. Miller está te caçando já faz algum tempo, e ela não parece nada contente – comentou o garoto quando estavam saindo do jardim.

- Falando no demônio – sussurrou o garoto de orbes azuis.

A Sra. Miller estava indo em direção a eles pisando firme, parou encarando os dois, fez um sinal para que Chris fosse embora, deixando assim os dois a sós.

- Muito bonito não é – disse ela – cabulando às aulas, pulando as refeições, esse já é o segundo aviso, só mais um e você estará muito encrencado.

Stanley engoliu seco, e tentou ir para a sala, mas foi impedido por ela mais uma vez.

- Onde pensa que você vai? – perguntou ela.

- Para a sala.

- Não mesmo, vai para a cozinha ajudar na limpeza – falou ela guiando-o para o refeitório – pensou mesmo que ficaria sem punição.

- Eu não faltei por que quis – replicou o garoto.

- Ata, o que houve então?

- Me prenderam no jardim amarrado em uma arvore – explicou o garoto.

- Inventa outra cada hora é uma coisa mais absurda que a anterior – falou ela empurrando-o para dentro da cozinha – toma ai um ajudante Celina.

Uma gorda mostrou o rosto por de traz de uma pilha de pratos sujos, e veio toda desengonçada.

- Obrigada, estamos bastante ocupados aqui – disse ela – venha cá garoto.

Puxou o garoto pelo colarinho, e colocou um esfregão em sua mão e mandou-o deixar tudo brilhando, se não ele não iria embora.

Já era de noite quando o garoto finalmente saiu da cozinha. Quando estava a caminho do dormitório, ele ouviu uma suave melodia vinda do jardim, caminhou até lá e quando chegou perto o suficiente viu algumas lamparinas e se surpreendeu ao ver que era Christian dançando.

- Oi.

Chris deu um pulo para traz, batendo contra uma arvore.

- Não chegue assim por traz dos outros – disse o garoto respirando fundo – quase me mata do coração.

- O que você está fazendo? – perguntou Stanley curioso.

- Ensaiando para o festival, chega mais, você perdeu a aula de hoje, vou lhe mostrar – disse Chris puxando o outro pela mão.

Posicionaram-se e começaram a ensaiar durante um bom tempo. Até a hora que cansaram e foram dormir. No dormitório, a cama de Christian era do lado da de Stanley, eles deitaram e ficaram conversando através de sussurros por algum tempo.

- Boa Noite Stan – desejou Chris já de olhos fechados.

- Boa Noite Christian – disse o garoto em resposta.

Isso foi tudo que ele mais desejou, ter um amigo, e depois de tantas noites dormindo chorando, essa noite ele pode dormir com um sorriso invejável no rosto.

Notas finais
Esse capitulo ficou meio pequeno, e peço desculpas!
Agora somente amanhã para eu postar o proximo!

Obrigado desde já a quem comentar!