Love Of Boarding!
3 Capítulo 3
Notas iniciais
O restante da semana passou bastante calma, comparado aos outros dias, Chris e Stanley ficaram muito amigos nesse tempo, causando um alvoroço entre o restante dos alunos, principalmente na turma de Viktor. Então chegando o sábado, Stanley dormia calmamente envolvido em sua coberta, estava tendo um sonho maravilhoso...
“Chris e ele estavam sentados em um jardim fora do internato, aproveitando um ótimo por do sol, então a mão de Chris escorrega pra cima da se Stanley e ambos ficam corados, então começam a se aproxima, Stanley então sente um peteleco na testa...”.
Quando abre os olhos, estava tão próximo de Christian que dava para sentir a respiração do outro em seu rosto, então se tocou da proximidade e se afastou desengonçado e caiu pela outra ponta da cama.
- Tudo bem Stanley? – perguntou Chris ficando de joelhos em cima da cama e olhando o garoto caído.
- Ah... Tudo, tudo ótimo – disse meio nervoso Stanley – mas porque diabos me acordou, hoje é sábado.
- Por isso mesmo, temos o dia inteiro pra nos divertir – respondeu o outro – pra que ficar aqui dormindo, ao invés de ir aproveitar o belo dia de sol que está lá fora.
- Pelos simples fato de que aqui é mais seguro – disse Stanley cabisbaixo.
Chris sentou-se direito na cama e ficou pensativo. Stanley se levantou e foi se trocar no banheiro mais ao fundo do quarto. Quando voltou o outro já não estava mais lá, Stanley então caminhou até a janela e sentou no parapeito, realmente o dia estava lindo, assoviou uma melodia calma e relaxante, atraindo assim alguns pássaros que estavam na redondeza, puxou sua mochila que estava próxima, tirou umas duas bolachas e quebrou-as em alguns pedaços e distribuiu entre os pássaros.
Então ele foi surpreendido por traz, alguém pulou por cima dele, e ambos caíram rolando no chão, era Chris novamente, ele sorria apesar de estar um pouco ralado.
- Pronto agora que saiu, podemos aproveitar um pouco o dia.
- Tinha que ser você mesmo não é – disse Stanley se levantando e alisando suas roupas para tirar a sujeira.
Chris então lhe puxou pela mão, e correu em direção do jardim, apesar de parecer pequeno o lugar era imenso, arvores de quase todos os tipos desde frutíferas até as que só eram decoração. Eles pararam próximos a uma cujas flores eram amarelas, o moreno então puxou um radio de pilha do bolso, e ligou-o numa radio qualquer, então a musica “Keep Holding On” começou a tocar, Chris se posicionou para começar a dançar, e Stanley se apressou e ficou apostos também, Chris segurou sua mão e conduziu-o, Stan não acreditava no que estava fazendo, estava explodindo de felicidade, no final da musica estavam os dois novamente bem próximos, mas um barulho entre as arvores o fizeram se separar.
Jason e Viktor apareceram por de traz dos arbustos, e encararam os dois.
- O que diabos estão fazendo? – perguntou Jay.
- Não é da sua conta – disse Stanley entre dentes.
- Como é que é aberração, o soco aquele dia não foi o suficiente para você? – ameaçou Jay avançando contra o garoto com o punho no ar, mas quando foi acertar sua mão foi parada por Christian – mas o que?
- Nem pense em querer bater nele – falou o garoto virando o rosto para Jason – ou vai se ver comigo.
E empurrou-o para traz.
- Qual é Christian, vai ficar defendendo ele agora – caçoou Viktor – viraram namoradinhos foi?
- E isto é da sua conta por acaso? – perguntou rispidamente o outro, deixando Viktor mais puto ainda.
- Você está ferrado comigo agora – disse o moreno rangendo os dentes. E dando as costas para os dois juntamente com Jay.
- Dá pra acreditar nesses dois – falou Chris sorrindo e parou repentinamente – o que foi Stanley?
O garoto estava de joelhos com o rosto enfiado nas mãos chorando, o moreno se agachou em frente a ele e abaixou devagar as mãos do outro e ergueu o seu rosto, aproximou-se e lhe deu um selinho.
- Não chore assim você perde todo sua beleza assim – falou ele.
- Mas... Jamais alguém fez algo assim por mim – disse Stanley.
- O que o beijo ou lhe ajudar?
- Ambos – disse Stanley.
- De agora em diante, você terá alguém sempre te ajudando está bem? – perguntou o outro, e o garoto concordou com a cabeça – então não te quero ver chorando nunca mais.
Stanley enxugou as lagrimas com a manga da camisa que estava, e deu um sorriso simples para o outro. Eles então se sentaram sobre a sombra da arvore e aproveitaram a brisa juntamente com a musica que tocava no radio. Passados algumas horas ali, ambos estavam mortos de fome, se dirigiram para o refeitório, quando chegaram lá, a mesa inteira dos garotos encaram os dois, que simplesmente pegaram seus pratos e se serviram e foram se sentar no lugar de sempre de Stanley, ao fundo da mesa.
Os olhares os seguiram até que eles se sentaram daí começaram os cochichos descontrolados. Viktor se inclinou da direção de Jay que chegou mais perto:
- Temos que tomar alguma providencia.
- Concordo plenamente – disse Jay.
Mais tarde naquele mesmo dia, todos estavam reunidos no auditório. O Prof. Norton se encontrava no centro do palco, enquanto os alunos sentavam na arquibancada.
- Devem estar se perguntando por que eu os chamei aqui em pleno sábado não é? – perguntou ele e os alunos assentiram – bem, é que iremos ter algumas alterações no nosso numero.
- Que tipo de alterações? – perguntou um garoto com cara de sono.
- Iremos cantar – disse o professor animado.
Houve algumas vaias por parte dos garotos, e agitação por parte das garotas.
- Teremos audições, a partir de segunda-feira – continuou ele – e irão até na sexta, ensaiamos no fim de semana, e apresentamos na quarta-feira seguinte.
Todos se levantaram e saíram e foram para os seus devidos dormitórios.
No café da manhã, do dia seguinte a mesa das garotas estava mais agitada do que o normal, somente Stanley estava inquieto na mesa dos meninos e murmurava alegremente alguma coisa com Chris que apenas sorria.
- Acho que não deveria fazer isso – disse Christian repentinamente.
- Por quê? – perguntou Stanley indignado com o que acabara de ouvir.
- Vai causar muito alvoroço – disse o garoto – você é o único garoto animado a cantar.
- Você não vai se apresentar? – perguntou Stanley erguendo uma das sobrancelhas.
- Sei lá, acho que não – disse o garoto tomando o resto do leite – não tenho musica para cantar, e não sei se sou bom o suficiente.
- Ara vamos lá, você vai se sair bem – disse Stanley se levantando – olha, vou procurar o professor, vou ver algumas musicas come ele.
Quando entrou no corredor, seguiu em frente até ser puxado por uma mão para dentro de uma sala totalmente vazia.
- Hey qual é o seu problema? – esbravejou Stanley, mas emudeceu ao ver quem era.
- Olha o tom aberração – disse Viktor – tome muito cuidado.
- Mas o que você quer agora? – perguntou com uma voz fraca.
- Por enquanto nada, apenas vim dar um alerta – falou o loiro – tome muito cuidado de agora em diante, pois algo muito ruim te aguarda.
E saiu da sala deixando Stanley apavorado ali na sala. Assim que se recompôs e não foi nada fácil, pois havia realmente entrado em pânico, se dirigiu para a sala do prof. Norton.
- Stanley! Posso ajudá-lo? – perguntou o professor ao vê-lo entrar na sala.
- Sim – disse Stanley – você teria alguns CDs para me emprestar, quero escolher a musica para ensaiar.
- Você vai se apresentar? – perguntou um pouco surpreso o professor.
- Sim.
- Nossa, que ótimo Stanley – falou o rapaz – normalmente você prefere ficar distante da agitação.
- Decidi tentar, as garotas estão muito confiantes de que conseguiram o solo na apresentação – disse o garoto.
- E você acha que pode ser diferente?
- Logicamente, posso ver algumas musicas?
- Fique a vontade – disse o professor apontando para a estante que estava cheia de discos.
Depois de varias horas, finalmente achou uma musica que encaixou perfeitamente no que ele procurava. Pegou o cd e saiu da sala indo direto para o dormitório.
- E então qual você escolheu? – perguntou Chris na hora que foram se deitar.
- Será uma surpresa – disse Stanley sorridente – e você já se decidiu?
- Não ainda não – falou o moreno – boa noite Stanley.
- Boa noite.
Deitaram e adormeceram logo em seguida. Na calada da noite Viktor e sua turma se levantaram silenciosamente e saiam do dormitório indo para dentro do prédio onde tinham aula, desceram por uma escada até o porão, seguiram por um corredor mal iluminado, e pararam diante de um portão de ferro. Abriram a janela de vigília e então três pares de olhos se destacaram na escuridão.
- Chegou o momento – disse Viktor sorrindo.
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