Notas iniciais
He-ey!
Só uma coisinha : AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
11 COMENTÁRIOS EM 1 CAP!
Senhor,é o dia mais feliz da minha vida! ^^
Quero dedicar isso á minha familia,e ás Rushers que leram e...Ok,já chega de momento Oscar!
Quero agradecer aos que leram e comentaram e aos que favoritaram...Vcs arrasam,galera.
Bom,hj não vai ter megas notas iniciais porque eu estou mega apressada.
Quero agradecer de novo á linda da Cam (Camila_Cipriano) que betou metade da fic que eu já tinha feito e quase acertou o que ia acontecer na fic!
Já leram a fic dela nova né? Não?! Pois vai ler!
O nome é "Under The Water" e o link está no 1º cap,se é que vc leu! (Aí,vc aproveita e lê de novo).
Tbm agradecendo á ela pela publicidade das minhas fics,tanto essa como a He Drives,que estou fazendo com ela.
Bom,é só isso e...
Olha,deu mega nota inicial! HEHEHE!
Leiam isso logo e nos vemos lá embaixo o/ !

Alexandra's POV

Levantei bem cedo hoje. Papai viajaria para Nova York para tratar de negócios, o que significava que eu e Jessie ficaríamos sozinhas. E sem carona.

Fiz a minha higiene matinal costumeira e fui procurar algo para vestir, optando por um lindo shorts florido e uma blusa de mangas caídas rosa bebê junto com a minha inseparável sapatilha vermelha.

Veja bem, minha mãe amava vermelho. E tudo que ela comprava para mim tinha que ter vermelho. Um dia, faltando algumas semanas para Jessie nascer, eu e ela fomos ao shopping para comprar uma linda sapatilha vermelha de uma edição limitada que ela tinha visto para mim. Mas não deu certo e marcamos para outro dia.

Esse outro dia nunca veio.

Então, quase tudo que compro ou vejo tem de ser vermelho.

Afugentando os pensamentos da minha cabeça, acordei Jessie e fui preparar nosso café. Fiz waffles suficientes para nós duas.

–- Lexi?

–- Sim? — falei, pondo o prato na sua frente.

–- Sabia que fiz novos amigos?

–- Jura? — falei, sentando ao seu lado e sorrindo. — Quem são?

–- São meninas. A Jenna e a Kylie. Elas são parecidas comigo. — ela falou comendo um pedaço do waffle.

–- Gostam das mesmas coisas que você?

–- Sim. A princesa favorita delas é a Ariel, dá para acreditar? A maioria das meninas que conheço gostam da Cinderela ou da Rapunzel. Elas são incríveis!

–- Que bom que gostou maninha! — falei e peguei nossos pratos para lavar.

–- E você? Conseguiu novos amigos?

–- Ainda não. Estou tentando me acostumar á nova escola. Mas isso não vem ao caso, o importante é que fez novas amigas e elas podem vir aqui quando quiser!

–- Sério?! Lexi, você é a melhor! — ela falou e me deu um forte abraço.

–- Calma, maninha. Também temos que falar com o papai, mas acho que ele vai deixar sim. — disse piscando o olho para ela que riu para mim.

Pegamos nossas coisas, fomos caminhando e curtindo a paisagem. Havia enormes árvores em todas as ruas e elas faziam sombras refrescantes para nós. Brincamos um pouco no caminho — correndo e pulando entre as folhas de outono que caíam — e eu me diverti como há muito tempo não acontecia.

Jessie sempre me fazia rir, em todas as situações. Era meio engraçado o modo que vivíamos. Tinha vezes que eu parecia ser a mãe e, outras, a irmã prevalecia. Sempre tivemos essa estranha conexão entre nós. Papai vivia dizendo que tínhamos herdado o carisma de mamãe. Na maioria das vezes, sorríamos e lhe dizíamos que ele era um pai muito brincalhão.

Chegamos ao Sunnyside e vi Jessie correr até suas novas amigas. Ela se virou e me mandou um tchauzinho, que eu fiz questão de retribuir.

No caminho ao John Hudges relembrei meu primeiro dia lá. Não havia sido tão ruim. Conheci algumas garotas, chamei bastante atenção — o que me incomodou -.

Não reparei quando um Porsche azul parou ao meu lado e buzinou. Tomei um susto ao ver o carro, mas recuperei o fôlego ao ver que eram Jo, Lucy e Camille.

–- Oi, Lexi! — Jo disse descendo do carro e vindo me dar um abraço. Eu, sem entender nada, retribuí.

–- Oi, Jo! Estava indo para a escola nesse instante.

–- Eu sei, por isso parei para te dar uma carona. — ela falou me lançando um sorriso amigável.

–- Tudo bem. – disse entrando no carro e sentei-me ao lado de Camille. No som, passava alguma música aleatória da Katy Perry. Decidi conversar um pouco, mas fui interrompida por Lucy.

–- Meninas, o James disse que vai dar uma super festa depois do jogo!

–- Eu sei! Ainda estou pensando no que vestir! — Jo falou. — Kendall disse que vai fazer um gol por mim.

–- Owm, que fofo Jo! Logan já fez um pra mim e foi muito especial, porque foi no nosso aniversário de quatro meses! — Camille falou e eu não entendia nada. Elas ficaram conversando assim por um tempo até que chegamos à escola.

–- Obrigada pela carona, Jo. – falei, mas senti ela me segurando pelo pulso.

–- Lexi, por que não aparece na nossa mesa no almoço?

–-Adoraríamos te ter lá! — Camile falou e Lucy assentiu, sorrindo.

–-Eu apareço no almoço, então. — falei dando tchau ás três e indo á minha aula de Química com a Srta. Swason.

Sentei-me em uma das mesas e comecei a ler um livro que tinha trazido de casa que se chamava "Imortal". Era uma coletânea de histórias sobre vampiros totalmente diferentes de Crepúsculo.

Não notei quem estava sentado ao meu lado até que a campainha bateu e a professora chegou, mandando todos se calarem.

–-Olá. — ele falou e me virei para encarar seus penetrantes olhos negros. — Meu nome é Carlos.

–-Alexandra, mas pode me chamar de Lexi.- falei e ele sorriu, mostrando um sorriso encantador com uma covinha. Não reprimi o impulso de sorrir de volta, foi totalmente espontâneo.

–-Então, está gostando da escola? — ele falou assim que a professora começou a explicar.

–-Sim. Eu nunca tinha estado em um colégio público antes, mas aqui parece ser bem legal. Já está há muito tempo?

–-Comecei meu Ensino Médio aqui.- ele falou. — É bem legal.

–-Conhece muita gente? — falei, de repente, totalmente interessada em saber um pouco mais daquele estranho garoto que eu tinah acabado de conhecer.

–-Bom, eu jogo no time, então...- ele falou, arqueando uma sobrancelha e eu sorri.

–-Ah, é mesmo! Você está no time! Deve ser popular.- eu falei e ele apenas assentiu, pegando pela primeira vez no caderno, apenas para rabiscar algo na folha de papel branca.

–-Eu diria conhecido. James e Kendall são os populares.- ele falou e eu arqueei minha sobrancelha.

–-Seus amigos se chamam James e Kendall? — perguntei e ele assentiu. — Peguei carona hoje com as namoradas deles!

–- Lucy e Jo? Você conhece elas?

–-Shiu! Silêncio, Carlos, ou o mandarei á diretoria! — a professora falou e Carlos revirou os olhos.

–-Tudo bem, Srta.Swanson. — ele falou, suspirando e se encostando na cadeira. Peguei meu caderno e comecei a escrever até sentir um papel deslizando até o meu antebraço.

Olhei, de relance, para ele (que estava sorrindo) e sorri também, ao perceber que era a mesma folha que ele estava rabiscando há alguns minutos atrás.

Acho que já contei muito de mim... Por quê não me fala um pouco de você?

O que quer saber?

Não sei... Idade, nome completo, identidade, se já namorou...

Sorri com a última e tapei minha boca para a professora não ouvir a risada.

Tenho 17 anos. Meu nome completo é Alexandra Valentina Thompson. Não vou te dar a minha identidade e acho que a última não precisa.

Precisa sim.

Não precisa.

Precisa sim.

Não.

Sim.

Não.

Não.

Sim.

Não, Carlos!

Mandei a última e esperei o papel retornar mas não voltou.

Que droga, será que ele ficou chateado?

Pela cortina que meu cabelo fazia, olhei para ele e notei que ele estava sorrindo, os olhos parando um instante nos meus. Ele sabia que eu o estava olhando e sorri de volta.

Nessa brincadeira de olhares e sorrisos, o sinal bateu e eu tinha que ir para a minha aula de Educação Fisíca.

–-Bom, é melhor eu ir.- falei, assim que saímos pela porta.

–-Espera, posso te ver jogar?

–-Não acha que é pedir demais logo na primeira vez que a gente se vê?

–-Não.- ele falou, sério, e eu ri.

–-Não tem aula agora?

–-É aula de Filosofia. Nem vão saber que não estive. Eu nunca vou!

Fiz um gesto com a cabeça para ele me acompanhar e ele sorriu.

Chegamos no ginásio e o treinador (Mr.Phillips) me deu um uniforme do time. Fui ao vestiário e me troquei rapidamente porque hoje jogaríamos o meu pior pesadelo.

Futebol.

Isso mesmo, futebol.

Cheguei com o resto do time no campo e vi o treinador e Carlos conversando animadamente. Ele deveria ser o treinador. Logo, ele tocou o apito e nos mandou para o centro do campo.

–- Tudo bem, meninas. Temos uma nova garota aqui. Thompson, se apresente! — ele falou e fez um gesto para eu dar um passo á frente. Por um minuto, me senti no Exército.

–-Alexandra, senhor... Digo, treinador! — falei, a voz saindo um pouco mais alto que um sussurro.

–-Muito bem, Alexandra. Quero que saiba o que deve fazer no meu time. — ele falou e veio caminhando até mim. Engoli em seco e meus olhos pararam no garoto sentado na arquibacanda, olhando diretamente para mim, em uma pose confortável até demais.

Claro, Carlos estava rindo de mim. Com esse pensamento, revirei os olhos e decidi ouvir o treinador.

–- Esse time é meu e tudo que eu digo é lei, entendeu? Ou seja, nada de enrolação, nem gracinhas, nem paparicos em cima de mim, que eu não caio nisso. 15 anos no Exército me ensinaram á saber quando o inimigo está perto e o que ele pretende. Apenas me obedeça e, conforme o tempo, talvez eu lhe deixe me chamar de Phillip ouviu?

Assenti com a cabeça.

–- Tudo bem, meninas. Mostrem á novata o que sabem! — ele falou e tocou o apito de novo, anunciando o início do jogo.

*

*

*

–- Tá tudo bem com você mesmo? — Carlos me perguntou pela centésima vez desde que saí do treino de futebol. Eu queria dizer que estava tudo bem, que nada doía, que aquilo tinha sido apenas uma brincadeira para mim, mas tudo que consegui dizer foi :

–-Ai, tá doendo! — reclamei, com a mão em meu joelho machucado.

–-É, acho que não está tudo bem.- ele falou, olhando para o meu joelho. E, para piorar, eu tinha vindo de shorts, o que deixava meu ferimento exposto.

–-Aquela garota é louca! Ela me deu uma rasteira bem em cima do gol e o treinador nem deu penâlti! — falei, zangada e ele riu. — O que foi?

–-Nada, é que você parece estar zangada mesmo.

–-E estou! Fui quase morta dentro do campo, no meu segundo dia de aula, e a pessoa que estava lá para me ajudar ria de mim, assim como está fazendo agora.- falei e seu sorriso se desfez.

–-Acho melhor eu ir e...

–-Não.- falei e segurei seu braço. — Me desculpa, não queria ser tão rude, mas é que hoje está sendo um dia muito agitado para mim. Tudo o que quero é que esse dia acabe logo.

–-Engraçado. Eu quero justamente o contrário, que ele se estenda o quanto puder.

Senti seus olhos em meu rosto e corei, claro.

O sinal bateu de novo e, dessa vez, ele não foi comigo.

*

*

*

O almoço finalmente tinha chegado e meu estômago estava roncando, o que era novo, porque geralmente eu não ficava com fome. Devia ter sido a minha corrida no treino.

No caminho para o refeitório, notei olhares curiosos na direção da minha perna e apenas baixei minha cabeça, constrangida, até que cheguei ao refeitório.

Havia 20 filas de mesas, cada uma com 3 mesas, arrumadas corretamente. Tinha algumas mesas já ocupadas, como a dos góticos, a dos nerds, a das cheerleaders e... Vi Jo acenar da mesa das cheerleaders e acenei de volta.

Tinha esquecido que iria almoçar com eles. Antes de tudo, fui á cafeteria e pedi apenas batatas e suco de maçã. Poderia estar com fome, mas só isso poderia conter meu monstrinho.

Cheguei na mesa e Jo me recebeu com um abraço, seguida de Lucy e Camille.

–-Galera, eu queria mostrar pra vocês uma pessoa.- ela falou, chamando a atenção de todos. — Essa é a...

–-Lexi! — uma voz familiar falou perto de mim e eu ri antes de abraçá-lo.

–-Carlos! O que faz aqui?

–-Essa é a minha mesa também! — ele disse e isso fez meu sorriso aumentar.

–-Que bom! — falei e notei alguns pares de olhos nos fitando. Acho que ele também notou, porque me soltou e foi até a cafeteria.

–-Bom, agora todos conhecem a Lexi! — ela falou. — Onde quer se sentar?

–-Qualquer lugar. — falei e me sentei em uma cadeira vazia, comendo algumas batatas já.

*

*

*

Carlos' POV

Depois que eu e Lexi nos separamos, fui para a aula de Biologia e sentei-me ao lado de alguma garota. Ela deveria ser novata, porque, á toda hora, arrumava o cabelo e o decote da blusa, para chamar a minha atenção.

Minha vontade era de lhe dizer que nada disso adiantava, mas deixei ela ter um pouquinho de esperança, afinal, sonhos não podem morrer.

Enquanto o professor falava sobre Mamíferos, meus pensamentos estavam em Lexi e em seu sorriso. Ela tinha o sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida.Seu sorriso brilhava mais que todas as estrelas juntas.

E pensar que nos conhecemos há poucas horas mas eu já me sinto tão á vontade ao seu redor.

Tudo bem que a primeira vez que vi foi em corredor, lotado de gente, e foi apenas por meros segundos, mas aquela garota mexia comigo de um jeito que eu nunca tinha visto.

Quando dei por mim, já estava na hora do almoço e eu me vi correndo para o refeitório. Se desse sorte, Lexi estaria lá.Aposto que o treino de hoje deve tê-la deixado morta de fome. Phillip é um louco.

Entrei em um rompante no refeitório e comecei a procurar alguma garota ruiva de shorts florido e uma enorme marca no joelho, até que a vi na minha mesa.

Pude notar que Jo estava apresentando ela, então decidi logo interrompê-la.

–-Lexi! — falei e ela sorriu, me abraçando.

–-Carlos! O que faz aqui?

–-Essa é a minha mesa também! — falei e ela sorriu para mim, aquele lindo sorriso de novo...

–-Que bom! — ela falou até que notei que tinha muita gente nos observando e que eu ainda estava com os braços ao redor de sua cintura, então a soltei e fui á cafeteria pegar algo para comer.

–-Desde quando conhece ela? — ouvi a voz dos meninos atrás de mim e me deparei com os 3, ombro a ombro, de braços cruzados, me lançando olhares homicidas ( o que era muito engraçado de se ver, mas controlei o riso ou seria brutalmente espancado ).

–-O quê? — falei, me fingindo de desentedido.

–-Você ouviu, Carlos. Desde quando conhece ela? — James falou e eu revirei os olhos.

–-Desde hoje, na aula de Quimíca. Satisfeitos? — falei, pegando apenas uma soda limonada e voltando á mesa, até que senti alguém me puxar até a cozinha.

Não havia muitas pessoas. Quem ficava mais lá eram as cozinheiras e estas estavam ajudavam as merendeiras na distribuição do almoço, já que havia muita gente.

–-Ei! — falei, mas foi o mesmo que reclamar contra uma porta (uma não, três).

–-Tudo bem, conta essa história direito para a gente. — Logan falou e eu bufei.

–-Poderiam me soltar, pelo menos? — falei e Kendall me soltou.

–-Obrigado. Nos conhecemos hoje, na aula da Srta.Swanson. Ela sentou ao meu lado e eu me apresentei, claro. Ela falou o nome dela e aí a gente começou a conversar. Quando vi, estávamos nos falando até por papel e a campainha bateu. Depois, ela foi pra aula de Educação Fisíca e eu fui com ela, foi só ela.

–-Espera aí. — Kendall falou, pela primeira vez. — Foi na aula de Educação Fisíca dela?

–-Fui, ela me chamou. — falei e percebi algo. — Por quê querem saber tudo isso se mal conhecem a Lexi?

Eles não esperavam essa pergunta. Os 3 começaram a se olhar e murmurar algo inaudível. Revirei os olhos e saí da cozinha até que me assustei ao vê-los na minha frente.

–-Como...- comecei mas fui cortado por Logan.

–-Foi mal, Carlos. A gente... A gente...

–-Estamos preocupados com a garota! É, ela é novata, não conhece ninguém, né James? — Kendall falou e James assentiu.

–-É isso mesmo! Certo Logan?

–-Com certeza! — ele falou e eu bufei.

–-Tá, vou fingir que acredito. — falei e fomos para a mesa. Lexi ainda estava lá, conversando algo com Lucy e, quando me viu, seu sorriso se alargou. Fiz questão de me sentar ao lado dela o que rendeu três olhares fuziladores em cima de mim.

–-Onde estava? Lucy me contou sobre o time. É verdade que foi o seu gol que fez o time ganhar o campeonato ano passado?

–-É. — falei, um pouco convencido e Lucy revirou os olhos.

–-Menos, Carlos. Se não fosse os meninos, nada disso teria acontecido.

–-Lucy, cala a boca! — falei e ela apenas bufou, se virando para conversar com James.

–-Ei, tá afim de uma carona para casa? — falei e, de novo, senti os olhares fuziladores em cima de mim.

–-Tem carro? — ela falou e eu assenti.

–-Uma BMW. — falei e agradeci mentalmente á papai e ao meu aniversário de 18 anos.

–-Eu adoraria! — ela falou e sorriu pra mim de novo, me fazendo sorrir para ela.

*

*

*

Finalmente, o dia terminou e fomos para casa. Fiquei esperando Lexi sair da aula de Matemática para irmos. Em poucos minutos, ela saiu da sala e notei que seu ferimento já tinha um curativo.

–-Quem pôs isso? — falei enquanto íamos ao carro.

–-No meio da aula de Biologia, estava ardendo demais e pedi ao professor para ir á enfermaria. Fui para lá, a enfermeira passou uma pomada e gaze por cima e ainda me deu um pirulito! — ela falou, exibindo o pirulito verde que tinha ganhado.

–-Não tem nenhum para mim? — falei e ela riu.

–-Tem, sim. Eu pedi mais um. — ela falou e tirou da bolsa outro pirulito verde. Agradeci e chegamos ao carro. Eu, como um bom cavalheiro, abri a porta do carro para ela, que deu uma risadinha e se sentou.

–-Gostou? — falei e ela assentiu.

–-É lindo. Preto e esportivo. O meu estilo.- ela falou e eu arqueei uma sobrancelha.

–-Gosta de carros?

–-Meu pai sempre foi afficionado poor carros, e desde pequena ele me mostra tudo o que sabe sobre eles.

Por favor.

Uma garota legal, linda e que gosta de carros?!

Eu não poderia ter encontrado uma pessoa melhor!

–- Carlos, minha irmãzinha está na pré — escola. Pode me levar lá? Se quiser, me deixe lá e eu vou embora.

–-Não tem problema. Eu te levo até a sua irmã, nós pegamos ela e eu levo as duas para casa. Tudo bem? — falei, olhando para ela qua corou.

–-Não deveria fazer isso. — sussurei e ela ouviu.

–- O que disse?

–-Eu? Nada!

–-Não, você disse que eu não deveria fazer algo. O que é?

–-Nada.

–-Me fala.- ela pediu e eu suspirei.

–-Ok. Eu disse que não deveria corar desse jeito.

–-Por quê? — ela falou e sorriu.

–-Porque fica mais linda assim. — falei e ela corou de novo violentamente. Ficamos calados a partir daí e pensei que tinha exagerado até que chegamos na pré-escola.

–-É aquela. — ela falou, apontando para uma pequena escola com uma grande placa colorida com o nome Sunnyside. por um breve momento, me perguntei se os criadores de Toy Store 3 se inspiraram aqui, mas dei de ombros.

Ela desceu do carro e foi até uma menininha ruiva, que deveria ter uns 7 anos. A única diferença dela para Lexi era que ela tinha cabelos curtos e olhos verdes, já Lei tinha cabelos longos e olhos castanhos.

–-Jessie, quero que conheça o Carlos.- ela falou e a menina sorriu para mim.

–-Oi, princesa. — falei e ela corou, do mesmo jeito que a irmã;

–-Desculpa, Carlos, mas ela é muito timída. — Lexi falou e eu apenas ri.

–-Sem problema. Ela é a sua cara.

–-Bom, muitos dizem que ela se parece mais com mamãe. Se bem que também dizem isso para mim, então conta.

–-Você não me falou nada da sua mãe. — falei assim que chegamos ao seu bairro.

–-Ela morreu á 7 anos, no parto da Jessie. — ela falou, bem baixinho para Jessie não ouvir.

–-Sinto muito.

–-Não, está tudo bem. Só... Desde que mamãe morreu, eu cuido de Jessie e tem vezes que eu não consigo dar conta e me pergunto se era isso mesmo que ela faria. É tão cansativo, ás vezes. Claro que tenho a ajuda do meu pai, mas ele quase não está em casa. Somos só eu e ela, praticamente.

–-Bom, eu não sei o que dizer porque minha família é completa, mas... Acho que não deveria ficar assim por algo que já está fazendo por 7 anos. Jessie é linda e deveria agradecer por ter uma irmã como você, que se importa tanto com ela. — falei, em um impulso, me sentindo estranho por ser tão filosófico.

–-Isso foi muito bom. — ela falou e sorriu para mim. — Essa é a minha casa. — ela falou, apontando para uma casa amarela, com 2 andares, e uma grande árvore na frente e uma cerca. Parecia uma daquelas casas de filme que a gente vê.

Olhamos para trás e a pequena Jessie estava dormindo.

–-Acho que ela brincou demais hoje na escola. Pode me ajudar com ela?

–-Claro. — falei e desci do carro, levando Jessie no meu colo. A pequena ressonava bem baixinho.

–-Ela está muito cansada mesmo. — eu disse.

–-Eu sei. — ela falou e abriu a porta de casa, pondo algumas coisas no sofá. — Me dá ela aqui.

Pus ela nos braços de Lexi, com cuidado para não acordá-la e ela até bocejou, voltando á dormir.

–-Agora é a minha deixa.- falei e ela sorriu, vindo até mim e depositando um beijo em minha bochecha bem demorado.

Sem pensar, virei meu rosto e nossos lábios se tocaram. Por um moneto, senti o doce inconfudível de cereja de sua boca misturado com mação, por conta do suco que tomou no almoço.

Ela pôs um braço em volta do meu pescoço, já que o outro segurava Jessie e eu pus minhas mãos em seu rosto, a trazendo para mais perto.

Ela quebrou o beijo.

–- O que eu...

–-Desculpa, Carlos. Mas isso não pode acontecer. — ela falou e entrou dentro de casa, fechando a porta na minha cara.

(...)

Notas finais
E aí?
Gostaram?
Amaram?
Amadoraram?
Recomendaram? (ZOANDO ;P)
Bem, mais uma vez, quero agradecer á :
-Camila _Cipriano
-OhLovarow
-Ruthe Yaritsa
-Ally Schmidt
-Gabbe Maslow
-Luiza
-lali Maslow
-marcellysh
-MeaghanSchmidt
-Monica Maslow Hudgens
-Vitória Schmidt
Pelos 11 comentários na fic!
E quero agradecer também á:
-lali Maslow
-Dii Palitot(DSCP,SOCIEDADE!)
-Luiza
Por terem favoritado!
Espero que tenham gostado do cap!
E preparem-se para o próximo!
KendKisses seus fofos mini-divos :***