Love Me Like You Do
15 Kiss me Como Se Fosse Hypnotic
Notas iniciais
E então, o título do cap tem a ver com o cap, então LEIAM... Queria agradecer MUITO as REVIEWS lindas passadas! E como sempre, as respondo assim que puder! Espero que gostem!
Boa leitura!!
O ginásio da escola estava cheio de luzes coloridas, enfeites com balões de Lua e estrelas. Tinha a mesa do ponche e da comida, o mini palco onde o DJ ficava e várias pessoas dançando. Realmente igual nos filmes. DC me olhou e sorriu. Eu devolvi o sorriso e suspirei fundo tomando coragem de dar mais um passo. Um homem nos parou na porta e tirou uma foto nossa. DC com certeza saiu charmoso e bem arrumado na foto, enquanto eu sai desajeitada e com a cara assustada pela foto surpresa. Encontrei Magali e logo a acompanhei até a mesa do ponche.
_ E aí ? Como está com o Cas ? — pergunto — _ Está tudo ótimo. — ela diz sorrindo — _ Hum... Tô de olho! — a provoco — _ Deixa de ser boba! — ela diz corando —Levo meu ponche até a boca e vejo Carmem e Cebola na entrada tirando uma foto. Eu paraliso e sinto um nó na minha garganta. A vontade de continuar no baile havia passado completamente. Magali me olhou de relance e procurou o meu olhar. Ela suspirou e voltou sua atenção para mim. _ Você gosta dele, não gosta ? — ela me pergunta — _ De quem ? — tento parecer confusa — _ Mônica, você sabe de quem estou falando! — ela diz um pouco irritada — _ Oi garotas... Olho para o lado e vejo Do Contra com o seu sorriso perfeito. Me alegro novamente e começamos a falar sobre como está bonito o local. _ Quer dançar ? — Do Contra me pergunta — _ Não sei dançar... — digo timidamente — _ Ah qual é... Vamos! — ele diz me puxando — _ Não, não... — eu digo insistente — Desculpa. — digo envergonhada — Ele suspira e parece um pouco desapontado, mas logo me lança um sorriso fraco. _ Tudo bem. Vou procurar o Cas... Encolho meus ombros como se estivesse pedindo desculpas e DC se afasta. Fico olhando as pessoas dançarem e desejando saber me divertir. Mas o que sei ? Livros ? É, deveria ter ficado em casa. Quando já estou quase desistindo de continuar por lá, Cebola aparece ao meu lado. _ Oi. O que tá fazendo aqui sozinha ? — ele pergunta confuso — _ Nada. — dou de ombros — _ Ele fez algo pra você ? Sua voz muda para um tom preocupado e sombrio. Eu solto um suspiro como se estivesse cansada e olho em seus olhos mel. _ Não. Cebola solta seu sorriso brincalhão e eu me sinto bem de repente. _ Quer dançar ? _ Não, não sei dançar. — digo amargamente — _ Óbvio que sabe! Lembra do dia na pizzaria ? — ele me pergunta e eu coro — Por favor ? Ele estende sua mão e eu a olho com incerteza. Não sei se devo segurar, mas parece atentador. Reviro os olhos e seguro. Ele sorri triunfante e me leva até onde todos estão dançando. Começamos a dançar e eu me mexo desajeitadamente. Cebola me puxa mais perto para ele pela cintura e minha respiração para. Olho nervosamente para ele que está sorrindo largamente. Filho da mãe, ele sabe o que está fazendo. A música agitada para e a lenta começa. Eu olho para Cebola timidamente e ele está sério. Quando eu penso que ele vai se afastar de mim, ele coloca sua mão esquerda na minha cintura e pega minha mão esquerda com a sua direita, e a coloca em seu ombro direito. Eu o olho por baixo da minha franja e não consigo esboçar uma reação. A música " Kiss me " do Ed Sheeran está tocando no fundo. Seus olhos mel estão brilhantes e há um traço de um sorriso em seu rosto, porém seus olhos estão intensos. Começamos a mexer lentamente de um lado para o outro e por um segundo quero esquecer meus problemas. Mas logo me lembro de um deles. _ E a Carmem ? — pergunto preocupada — _ Ela não vai vir aqui. — ele diz em um sussurro — Vejo Magali dançando com Cascão lentamente e eu sorrio para ela. Ela fica tímida e se concentra nele novamente. A música vai chegando em uma parte em que só há o ritmo e a voz de Ed Sheeran morre por alguns segundos. Por puro impulso, coloco minha cabeça em seu ombro e sorrio por poder alcançá-lo. Ele percebe e posso sentir seu sorriso em meus cabelos. Fecho os olhos e parece que tudo parou e que mais nada importa. Respiro o seu perfume doce e exótico e finalmente me sinto bem. Um sentimento de alívio que não me invadia fazia tempo. Cebola se afasta um pouco de mim e eu faço o mesmo. Nossos rostos se encostam e vamos nos afastando lentamente sem tirar a presença de nossos rostos. Posso sentir o calor de sua respiração se debatendo na minha boca e seu nariz enrosca com o meu. Eu quero muito me aproximar, apesar de poder ficar nessa posição pra sempre. Cebola abaixa seu olhar para minha boca e eu faço o mesmo. E então a música acaba e vejo Carmem de longe procurando por alguém, que provavelmente é o meu parceiro de dança. Eu me afasto por completo quebrando o magnetismo que tinha em nós e Cebola me olha confuso. Carmem aparece e pula nos braços de Cebola o beijando. Eu olho a cena como se fosse um sonho destruído. Eu queria estar fazendo o que ela está fazendo. Cebola a afasta e eu o olho com o olhar quebrado. Saio de perto sem querer ver o resto da cena. Meus olhos queimam e meu rosto começa a corar. Vou até o campo de jardim da frente do colégio e desço as escadas correndo. Eu quero ir embora e ficar sozinha. Um vazio me invade e tudo o que eu consigo pensar é nos dois minutos atrás. Me abraço sentindo frio e meus olhos começam a embaçar com a presença das lágrimas. Não quero me sentir fraca ou desolada. Preciso ser forte, preciso ser forte por mim. Se não, quem vai ser ?
Caminho lentamente sobre meus saltos até um banco vazio. Começo a olhar para as estrelas e me lembro vagamente do dia no parque com o Cebola. Balanço a cabeça. O que faço para ele parar de invadir meus pensamentos ? Ouço barulhos de passos na grama e me viro assustada. Cebola está parado de frente para mim, segurando seu blazer, apenas com suas calças e sua camisa branca com um botão aberto em cima. Seus cabelos rebeldes estão bagunçados e seus olhos brilham com a luz da Lua. Ele se aproxima e então percebo o quanto é alto. _ O que está fazendo aqui ? — ele me pergunta sentando ao meu lado — _ Nada. Acho que lá dentro está um pouco abafado. — respondo com desdém — _ É, também comecei a achar quando você saiu. Eu o olhei surpresa com suas palavras e ele parecia também quando as disse. Ele me olha sem jeito e logo tenta falar algo. _ Está com frio ? Ele coloca seu blazer em minhas costas e o seu calor me invade. Sinto o cheiro de seu perfume e sorrio timidamente. Cebola se aproxima de mim e arruma uma mexa que cai sobre meu rosto. Eu me desespero e levanto apressadamente. Se eu sei por que eu fiz isso ? Não, não sei. Talvez tenha sido o ponche. _ Quero ir embora. — eu digo tentando me equilibrar nos saltos — _ Eu te levo. — ele diz se levantando — _ Não, não, tudo bem. Você vai levar a Carmem e eu vou chamar o DC. Cebola me segura pelo pulso e parece suplicante. _ Eu te levo. Depois eu invento uma desculpa pra Carmem, dou um jeito. Fico estática por algum tempo e a culpa me invade. A Carmem não é a melhor pessoa do universo, mas não posso fazer isso com ela. Não é justo. _ Eu vou sozinha então. — digo teimosa — Começo a andar e juro que não sei o que acontece, que de repente, eu caio para o lado e olho para meu pé esquerdo. O salto quebrou no meio. É, pois é. Esse tipo de coisa só acontece comigo. Tiro os saltos e os carrego na mão direita com a grama fria nos meus pés. Cebola aparece do meu lado e ele se abaixa sem motivo e eu o olho confusa. A minha mente lerda e lenta demora algum tempo para processar a situação. De repente estou em seus braços e a raiva sobe minha cabeça. _ O que está fazendo ?! — pergunto quase gritando — _ Te levando pra casa! _ Me solta Cebola! — grito com a intenção de alguém me ouvir — Estou sendo carregada como um saco. Totalmente inaceitável para alguém maior que sete anos. Começo a bater em suas costas e parece que é completamente inútil. Desisto e espero ele me soltar quando chegamos em seu carro. Tento abrir a porta do carro, porém Cebola a trava antes da hora. _ Não vai à lugar nenhum. É perigoso sair sozinha por aí. Coloco meu cinto xingando em todas as línguas diferentes. Cebola me olha como se estivesse se divertindo e eu o odeio por um segundo por isso. _ Cebola, eu... _ Me chama de Cê. — ele me interrompe — _ " Cê "... — eu digo com uma voz doce falsa — Você não tem o direito de mandar em mim assim! _ Achei que os amigos ajudassem uns aos outros. — ele diz com uma careta — Mostro a língua para ele e cruzo os braços. _ Meu Deus, você é impossível! — ele diz um pouco irritado — _ " Eu " ?! Você que é! — devolvo — Ficamos em silêncio por um tempo e eu não sei o que dá em mim, porém, tiro o meu cinto e colo nossos lábios rapidamente. Cebola fica surpreso no início e logo depois cede ao beijo. Ele pega de um lado do meu rosto e eu em sua nuca. Eu quero chegar mais perto. Me aproximo mais e sua mão esquerda desce lentamente para minha cintura, fazendo um arrepio percorrer por todo o meu corpo. Eu dou um pulo para seu colo e coloco minhas mãos cada uma do lado do seu rosto. Seguro sua cabeça firmemente e o aproximo mais de mim se é que é possível. Suas mãos também estão na minha cabeça e encosto acidentalmente no rádio do carro fazendo a música invadir o carro. Reconheço a música, é Hypnotic da Zella Day e penso na ironia pro momento. Cebola começa a beijar meu pescoço e eu solto um suspiro. Suas mãos vão para o meu quadril e voltamos a nos beijar. Pego em seus cabelos macios e rebeldes que sempre tive vontade de pegar e Cebola suspira. Ouvimos algumas batidas na janela e olhamos assustados para o vidro. Vejo Magali e Cascão do outro lado nos olhando como se estivéssemos fazendo a pior coisa do mundo. Minhas bochechas começam a ficar muito vermelhas e eu me sinto culpada. Não. Acredito. Desligo o rádio e vou para o lado do passageiro do carro. Magali e Cascão entram dentro do carro no banco de trás e eu quero morrer. _ E então... Vocês estão bem ? — Cascão diz com um tom de deboche na voz — _ Sim. — Cebola diz com a voz firme e um pouco irritada — _ Eu imagino... — ele solta um sorriso — Eu olho implorando por socorro pra Magali, mas a desgraçada está segurando o riso. _ Mônica, seu cabelo está um pouco bagunçado... E o seu Cebola ? Nossa gente, o que aconteceu ? Traíra. Apoio minha cara na mão direita pensando em qual maneira é mais rápida de me matar no carro. Posso bater a cabeça com força no vidro ou pular do carro... Chegamos na minha casa onde a Magá vai dormir comigo. Magali dá um beijo feroz em Cascão e eu a olho com uma cara de " Depois eu sou a vilã " . Olho de relance para Cebola e não sei como me despedir dele. Ele também está sem jeito. _ Tchau... — murmuro — _ Tchau... Ele se aproxima de mim e me dá um beijo na bochecha. Eu olho em seus olhos mel e prendo a respiração. Eu quero beijá-lo, porém é errado. Em todos os sentidos. Saio do carro rapidamente e ficamos vendo o carro ir embora. Entramos em silêncio dentro da minha casa, pois sei que todos já devem estar dormindo. Chegamos no meu quarto e eu jogo meus saltos para o lado e Magali me olha com uma expressão espantada. _ O que que foi aquilo ?! Você vai me explicar tudo Mônica Sousa!
Notas finais
Gostaaaaaaram ?? Será que a Mônica está com problemas ? O que acham que vai acontecer ? Não sei não hein... Enfim, as musicas utilizadas foram: Kiss me do Ed Sheeran e Hypnotic da Zella Day, que eu AMO! Pra quem não sabe a tradução do título do cap ficou: Me beije como se fosse hipnótico. Uma referência as músicas pra quem não entendeu :) Enfim, ouçam as musicas durante os momentos porque vale a pena! MANDEM REVIEWS!!! Beijooooos!! ;)
Fale com o autor