Love Me Like You Do

6 A Beleza Dele Me Atrapalha


Notas iniciais
Oiii!! Primeiro, vocês já devem estar cansados de saber que são incríveis! Mas vou dizer mesmo assim: Shiryu de dragão , obrigada MESMO por ter recomendado a fanfic!! Fiquei MUITO feliz! Achei sua recomendação muito linda! E é isso aí, obrigada por terem me dado já 2 recomendações! AMO VOCÊS!! CAP DEDICADO À VOCÊ JOÃO!! Boa leitura!!

Eu estava procurando na internet alguns vídeos de aquecimento vocal e os fazendo no meu quarto. Cantar era importante para mim. Apesar de eu ainda ter o sonho de ter uma carreira profissional mais promissora e segura do que ser uma cantora. E talvez o máximo que eu consiga chegar seja um bar da esquina e um apartamento apertado de aluguel. Tudo bem que meus pais são ricos, mas eu não pretendo depender do dinheiro deles. Quero fazer algo por conta própria e conseguir meu dinheiro com o meu suor.

Pausei o vídeo quando comecei a ouvir algumas batidas vindas da minha porta e fui olhar quem era. Fechei a cara assim que dei de cara com dois pares de olhos azuis irritados. Por um segundo, não posso negar, que fiquei com inveja dos seus cabelos loiros e enrolados que mesmo amanhecidos, permaneciam perfeitos. Os meus estavam bagunçados e completamente sem jeito de concerto. Além de que ela estava usando uma camisola de seda rosa claro , com um roupão de cetim preto por cima. Descalço ? Ela só estava usando um chinelo da Chanel. Só. Enquanto eu estava usando uma calça moletom branca com bolinhas azuis, uma blusa colada cinza com alças e descalço.

_ São nove da manhã de um Sábado e você está cantando ?! — Carmem disse com tom de desespero na voz -

_ Basicamente. — eu disse dando de ombros —

Carmem grunhiu e pisou com força o pé direito no chão, se virando de costas para mim. Revirei os olhos e fechei a porta com um pouco de força. Resolvi desligar o computador para evitar outro conflito com a Carmem e fui tomar um banho. Dez horas eu tinha aula de meditação e yoga em uma academia que Susana tinha arrumado para mim. Segundo ela, eu precisava criar um pouco de " massa muscular ". Pra ser sincera, não sou tão sem graça assim. Sou magra, mas tenho curvas. Pelo menos eu iria fazer algo que eu gostava e no final de tudo, era só jogar uma água no rosto e fingir que fiz um treino pesado. Tudo resolvido.

Terminei de tomar banho e coloquei um short de malha preto, uma regata colada vermelha e um tênis branco. Por fim, amarrei o cabelo em um rabo de cavalo. Peguei as chaves do meu carro e liguei a rádio que tocava a música Uptown do Bruno Mars. Uma música que particularmente, amo. Então comecei a cantar o refrão e talvez por me empolgar muito fácil, comecei a balançar a cabeça e a dançar um pouco. As vezes eu me culpo por esse problema de me empolgar rápido com músicas que amo.

E como a situação tinha como personagem principal da cena, eu, é claro que não saíria tão barato assim. Apenas ouvi uma risada divertida e sarcástica vindo do carro ao lado. Congelei e queria muito não ter olhado. Mas acho que a curiosidade é bem maior do que eu ( bem provável ).

_ Tô vendo que você está um pouco... exaltada hoje.

Fiquei olhando com a boca meio aberta sem saber o que dizer e indignada por aquilo estar acontecendo.

_ O que você tá fazendo aqui Cebola ? — eu disse com um pouco de raiva —

_ Bom, para começar, queria dizer que não ter me avisado sobre o lápis foi muita sacanagem. Doeu. — Cebola disse colocando a mão direita no peito, mas sem escapar a voz irônica — Mas agora que eu já superei o trauma de ter passado a noite inteira escovando os dentes... Estou aqui para continuarmos o trabalho agora.

_ " Agora " ? — soltei uma risada forçada — Olha, a única coisa que eu vou fazer agora é ir para a minha aula de meditação e yoga. Que olha ?! Já estou atrasada!

_ Tudo bem. Não tem problema. Eu te espero.

_ Como assim você me espera ? — perguntei confusa —

_ Espero você terminar a aula né. — ele disse revirando os olhos de forma impaciente — Meu Deus, como você consegue ser nerd ?

Fiz a minha pior cara ameaçadora e subi o vidro do meu carro. Dirigi até a academia e Cebola me seguiu estacionando o carro logo atrás de mim. Tudo bem, se ele está querendo me deixar louca, com certeza ele já conseguiu.

Entrei na academia e logo a mulher me pediu o cartão que comprovava que eu fazia aulas no local. A mulher barrou o Cebola e ele me olhou com uma cara confusa, enquanto a moça o olhava séria.

_ É seu acompanhante ? — ela me perguntou —

Olhei para o Cebola, depois para a mulher e por último para ele de novo. Por que eu não consegui esconder o sorriso ?

_ Na verdade, não. Ah, a entrada de estranhos não é permitida, certo ?

O lancei um sorrisinho e ele um olhar de raiva e indignação. Me virei e caminhei até o elevador tendo como última imagem na minha mente, uma cebola irritada.

As portas se abriram e eu estava já no sexto andar da academia. Tá, lá era realmente muito grande. Mas era porque cada andar servia para uma modalidade e como eram muitas, possuía muitos andares.

Coloquei meu celular e meu fone em uma mesa do canto onde todo mundo deixava também. Arranjei um espaço no canto e no fundo, que sinceramente eram os melhores lugares. Além de serem mais escondidos, são onde consigo me concentrar mais. A professora que tinha um corpo de dar inveja, logo chegou e foi falando:

_ Olá meninas! Podem ir se preparando! Começamos em dois minutos!

Fechei os olhos e inspirei bem fundo o ar , o sentindo preencher os meus pulmões. Imagens dos últimos dias surgiram na minha mente. "Como tudo podia estar tão diferente agora ? Por que quando crescemos, tudo muda ? Por que eu não consigo sorrir e sentir aquela sensação de fogos de artifício estourando dentro de mim ? ". Pude sentir os pelos do meu braço arrepiarem levemente e um frio na barriga me invadir com esses pensamentos. Talvez o complicado faça parte da vida. Ou talvez, ele só gosta de me perseguir.

_ Não pode ficar aqui.

_ Por favor. Prometo participar da aula.

Abri os olhos com o som da voz irritada da professora e de um certo ser que devia ter ficado do lado de fora.

_ É uma aula só para mulheres. — a professora disse cruzando os braços —

" Isso aí professora! Mostra que quem manda aqui é a senhora! Sou sua fã! ". Foi a primeira coisa simples que eu pensei na hora. Porém, pena que minha felicidade acabou rápido.

_ Ah... Podemos resolver isso, não podemos ?

Cebola tirou a camisa e ficou apenas de calça jeans. Sim. A sala inteira estava babando nele, até mesmo a professora que foi a minha decepção do dia. Ele não só era bonito de rosto, como também era de corpo. Seus músculos definidos e bem encaixados em seu corpo eram a pior distração. Contudo, eu era a única naquela sala que sabia que Cebola Menezes só servia como uma luz serve para um mosquito. Você se atrai, mas se queima se chegar muito perto.

Tentei desviar o olhar de todas as maneiras possíveis. Só que como um garoto consegue ser tão pertubadoramente bonito ?! Eu olhava em volta e nenhuma das garotas tiraram o olhar dele, nem mesmo a professora. Eu não as culpo, apenas sinto pena pela ingenuidade...

_ Pode... Pode ficar. — a professora disse de forma desconcertada —

_ Obrigado.

Cebola rodou os olhos pela sala um pouco sério e eu abaixei a cabeça tentando ser discreta. Mas eu sabia que de qualquer forma ele saberia que era eu. Por dois motivos: 1- Se eu estivesse olhando, é claro que ele iria me ver ; 2- Eu seria a única que não estaria olhando. O que é bem a minha cara. O cretino sabe ser inteligente.

Cebola me avistou e abriu um largo sorriso. Ele caminhou até mim e ficou ao meu lado. O resto da sala, como sempre, queria me assassinar.

_ Como conseguiu entrar aqui ?! — perguntei cruzando os braços -

_ Foi fácil. Eu só comecei a elogiar a mulher e ela me deixou passar.

Sim, eu estava irritada por ele ser bonito. Porque a beleza dele estava acabando com a minha vida.

_ Vamos lá gente! Inspirem e expirem...

Todos nós levantamos e fizemos alguns alongamentos que a professora estava fazendo. Aquela aula não era apenas yoga, como também servia para meditarmos e ter um momento só nosso, o que eu estava, com certeza, precisando.

_ Isso vai levar quanto tempo ? — Cebola sussurrou —

_ Uma hora e meia. — eu disse inspirando —

_ Uma hora e meia ?!

Minhas bochechas estavam com toda certeza coradas. Todos olharam em nossa direção e eu fechei a cara para ele o repreendendo. Porém ele não entendeu e só me devolveu uma expressão de quem estava esperando uma explicação do filho que tirou nota baixa no boletim.

_ Sim. Agora fala baixo.

Ficamos uma hora e meia cochichando um para o outro. Mas nossos cochichos não passavam de: " Quanto tempo falta ? "; " Cinquenta minutos. " ; " Ai meu Deus! Isso não acaba nunca ?! "; " Fala baixo Cebola. " A aula finalmente acabou e eu ainda tive que esperar metade da sala passar os números dos celulares delas para ele. Na boa, não tem lógica uma coisa dessas.

_ Já acabou com sessão de autógrafos ? — eu disse irônica —

_ Awn... Ficou com ciúmes ? — ele perguntou com seu sorriso brincalhão —

Soltei uma risada sarcástica e me afastei dele andando até a saída.

_ Nunca querido.

_ Pelo menos vamos fazer o trabalho agora.

Entrei dentro do meu carro e dirigi até a minha casa, onde Cebola me seguiu e estacionou o seu carro na garagem da frente. Entramos pela porta da frente e subimos pelas escadas até o meu quarto. Não me importei com a bagunça e simplesmente fui tomar um banho. Apesar de eu ter ficado com medo de ser sexualmente abusada, eu corri o risco. Levei minha roupa para o banheiro e coloquei lá dentro mesmo. Uma simples blusa branca estilo baby look e um short jeans.

_ Ok... A maioria das garotas estariam arrumando o quarto agora e colocando uma roupa super sensual para me impressionar. — Cebola disparou -

O olhei sem saber muito o que dizer, então resolvi usar o velho método da irônia ou brincadeira para escapar de uma situação constrangedora.

_ Eu sei, mas... Não sou como as outras garotas. — eu disse em tom de brincadeira e irônico ao mesmo tempo —

_ Sei lá... — ele disse coçando a cabeça — Você... é diferente.

Senti minhas bochechas corarem e evitei olhar em sua direção para ele ver. Comecei a fingir que estava lendo alguma parte do livro e não tinha ouvido sua frase estranha.

_ É... Vamos começar ?! — ele disse sem graça —

Ficamos algum tempo fazendo o trabalho e o problema de concentração do Cebola estava quase curado. Se ele não ficasse olhando para a sombra da minha luminária, tudo teria sido perfeito.

Apenas ouço uma voz fina e " delicada " vim na direção da porta.

_ Mônica, você viu... — ela disse logo olhando para Cebola — Ah... Oi Cebola. — ela disse mudando seu tom para sedutor-

Sinceramente, alguém tem algum balde para eu vomitar com essa voz ?

Notas finais
Gostaaaaaaaram ?? Gente, to caindo de sono, não to nem escrevendo direito aqui... Deixa eu falar, eu AMEI as reviews passadas e queria pedir para que continuassem mandando! Me incentivam MUITO! ENTÃO MANDEM REVIEWS!!!!!! ps: Responderei os comentários passados em breve! Beijoooos!! ;)