Love Me Do

23 Vinte e um.


Notas iniciais
Me desculpem a demora. Por favor. Eu quis dar um tempo nas fics, e depois começou faculdade e tal. Aí complicou né. Mas agora, to aqui de volta. Só ainda não sei com que frequencia irei postar. Bom, aproveitem o capitulo. /Rebeca

POV Rebeca

***

Seu corpo estava perigosamente perto do meu paralisado. Ficou me olhando e depois de alguns segundos, ele se abaixou, pegou a toalha, e passou pelo meu corpo roçando seus braços nos meus seios. Meu corpo se arrepiou, e eu arfei.

Danny postou suas mãos na minha cintura, me colando a ele, e se abaixou para sussurrar no meu ouvido.

Ainda não é a hora de eu te possuir.

Disse e mordeu o lóbulo de minha orelha, e me arrepiando inteirinha. Danny colocou uma mão em minha nuca puxando meus cabelos e fazendo com que erguesse meu rosto, e me beijou. Um beijo calmo, e delicado.

***

Danny terminou o beijo com selinhos, e olhou dentro dos meus olhos. Seu olhar era tão intenso, que meu corpo se arrepiava.

- Vá colocar uma roupa antes que eu perca o controle, que estou lutando pra manter.

Saí rapidamente de seu abraço correndo para o quarto e pegando meu pijama, colocando-o. Danny só veio para o quarto quando eu disse que já estava de roupa. Mas acho que não adiantou muito.

- Becky? Você não ajudou muito com esse pijama sabia? – disse com um sorriso sacana.

- Desculpa? – sorri mostrando que não estava pedindo desculpas coisa nenhuma. Ele sorriu em resposta, e acrescentei. – Agora tira essa camisa e vem aqui.

Ele riu, mas fez o que eu disse. Tirou sua camisa e jogou na poltrona perto da janela. Deitou-se ao meu lado na cama, e passou seu braço esquerdo por minha cintura.

- Adoro ficar assim com você sabia? – sussurrou com a boca na pele do meu pescoço. Arrepiei-me.

- Eu também adoro ficar assim você. – sorri em resposta a ele.

Danny se aproximou lentamente do meu rosto, e roçou seus lábios nos meus. Abri minha boca, em um pedido mudo para que me beijasse, mas ele se afastou com um sorriso torto.

- Não, não, não. Não pode. Até me dizer o que você quer.

- Danny, — olhei-o indignada. – para de graça.

- Ah, amor, é só dizer e você vai ter o que quer.

- Você sabe o que eu quero.

- Sei, sei sim. Mas quero ouvir da sua boca. – roubou um selinho.

- Ok. – ele sorriu. – Boa noite. – virei-me para o outro lado. Sorri quando o ouvi resmungando.

“Porra, não era pra ser assim. Merda”.

- Becky, meu amor, não faz isso.

- Fazer o quê, Danny?

- Isso. Era pra você ter dito que queria um beijo, só isso. E não dizer boa noite.

A minha vontade de rir estava crescendo cada vez mais.

- Mas você falou que era pra eu dizer o que eu queria, e eu disse. “Boa noite”.

- Mas não era isso que estava nos meus planos. – me deu língua e eu não aguentei mais.

Comecei a rir, segurando a barriga. Danny ficou me olhando sem saber o que tava acontecendo comigo. E eu ria ainda mais. Danny tinha o cenho franzido em confusão.

- O que foi Becky? – perguntou.

- Na... na... da. Só que... – tentei controlar minha respiração, enquanto Danny não tirava os olhos de mim. Quando consegui, continuei. – Não é nada lindinho. – dei um selinho nele, mas ele não quis só isso, e aprofundou o beijo, rolando-nos na cama, me fazendo ficar embaixo dele.

Ficamos nos beijando por um tempo, mas o sono apareceu, e não aguentamos mais.

(...)

Acordei no outro dia com os raios de sol batendo no meu rosto. Danny dormia profundamente. Retirei seu braço cuidadosamente da minha cintura, para não acordá-lo, e fui ao banheiro para tomar um banho e fazer minha higiene.

Quando voltei ao quarto, só com uma toalha em volta do corpo, Danny já estava acordado, com as mãos atrás da cabeça, me olhando de cima a baixo.

- Ops. – exclamei.

Danny riu, e eu fui para o closet pegar uma roupa confortável. Um short curto e camiseta. Não peguei nada para colocar nos pés. Prefiro ficar descalça. Saí do closet já vestida e Danny estava tomando banho. Com a porta entreaberta.

Pensei, pensei e pensei.

- Ah, ninguém vai saber. – sussurrei.

Cheguei perto da porta e espiei dentro do banheiro. Minha boca se abriu com o deus grego que estava ali. Danny estava de costas pra porta, e portanto, eu tinha a visão maravilhosa que era ele de costas. Fiquei tentada em apertar aquela bunda, mas logo afastei esses pensamentos.

- O que é isso Rebeca? Que deu em você? – reclamei comigo mesma aos sussurros.

Quando olhei novamente para dentro do banheiro, percebi que Danny já não estava mais de costas para mim. Ele tinha me visto ali. Com o susto, me afastei da porta e saí do quarto, indo pra cozinha preparar algo para o café da manhã.

Jane já estava lá, e a mesa estava quase pronta. Faltava somente as panquecas, que estavam quase prontas. Sentei-me em um dos banquinhos da bancada que havia ali, e Jane virou-se assustada.

- Sua louca. Nunca mais chegue de fininho assim. – exclamou.

- Desculpa Jay.

- O que foi? Viu um fantasma? – e riu.

- Não foi um fantasma. – respondi.

- Então foi o que? – indagou curiosa.

- Foi um deus grego. – sorri.

Jane ficou confusa. Tinha esquecido que ela não sabia que o Danny dormiu aqui.

Quando fui dizer, o próprio apareceu atrás de mim.

- Bom dia garotas. – sorriu. – Bom dia meu amor. Nem dei um bom dia merecido. – me deu um beijo na bochecha.

Jane me olhou com uma cara de “o que é isso? Como eu não sei disso?”

E eu respondi com um olhar de “depois eu te explico. E não tem nada demais.”

Parecia que nós liamos a mente uma da outra. Eu hein!

Jane se deu por vencida, e foi terminar de fazer as panquecas. Danny sentou-se do meu lado, sem camisa. Somente com a calça jeans e com os pés descalços. Estava uma tentação. Corei com esse pensamento.

Desviei os olhos, e comecei a prestar atenção na conversa que estava rolando.

(...)

- PÁRA DE ROUBAR DANIEL JONES. – exclamei irritada.

- Mas amor, eu não to roubando. Não tenho culpa se essa é a quinta partida que eu ganho.

- Não tá? NÃO TÁ DANIEL? É A QUINTA VEZ QUE VOCÊ SAI COM +4.

Depois que terminamos de tomar café, e que limpamos tudo, Jane deu a ideia de jogarmos UNO.

Ideia boa. Só não foi uma boa ideia, aceitar jogar, e com Danny ainda. Ele é um ladrão.

- Becky, calma. É só um jogo. – Jane traidora ria.

- Acho melhor você parar de rir, antes que sobre pra você também Jane Lovato. – ameacei.

- Desculpa. – sussurrou e ergueu as mãos em rendição.

Virei-me para Danny e o idiota tava com um sorriso gigante no rosto. Não sei por que também.

- Posso saber por que tá sorrindo desse jeito?

- Porque você fica linda quando tá brava.

Ah, ele só pode tá de brincadeira. O bagulho tá sério, e ele dizendo que fico linda brava? Se ele tá falando isso pra eu “esquecer” que ele tá roubando... Conseguiu.

- Tudo bem. Vamos voltar a jogar.

Danny sorriu vitorioso. Mas não por muito tempo.

- Não cante vitória tão cedo, bonitinho. – dei uma piscadela.

Danny desmanchou o sorriso e voltamos a jogar. Danny tinha ganhado as cinco primeiras partidas, mas depois dessa briguinha nossa, ele começou a perder. Então, ele estava roubando. Não sei como, mas estava. Jogamos mais cinco partidas. Eu ganhei três, e Jay, duas.

Iriamos jogar mais um pouco, mas bateram na porta. Eu fui atender.

- E AÍ GENTE BONITA. – Dougie gritou passando por mim, e se sentando ao lado de Jane, abraçando-a de lado.

- Oi Dougie. – resmunguei fechando a porta, logo depois que Tom e Harry também entraram no apartamento.

- Oi Jane. – Harry e Tom disseram juntos.

- Oi gente.

- O que estão fazendo? – Harry perguntou.

- Ah, a gente tava jogando UNO. – Danny respondeu.

- É, mas vocês interromperam. – acrescentei.

- Não seja por isso Becca. – Tom disse se sentando ao lado de Danny e Dougie. – É só começar de novo. – sorriu.

- Comecem vocês então, porque alguém tem que fazer o almoço. – apontei para o relógio na parede.

- Nossa, já são 13:25hrs? – Jay disse. – Vou te ajudar. – completou levantando-se.

Sabia que Jane não estava vindo me ajudar pra me ajudar. Ela queria que eu explicasse o que não precisava de explicação nenhuma. Peguei o que eu iria precisar para fazer o estrogonofe de salmão.

- Pode começar. – inquiriu.

- Começar o que, amiga?

- Não se faça de desentendida. O que o Danny fazia aqui? Porque não me falou? Como eu não sabia disso garota? – cruzou os braços.

- Dramática. – cantarolei baixinho.

- O que você disse?

- Nada Jane, nada. – ri.

- Então já pode começar a falar. Vamos por partes. O que o Danny fazia aqui?

- Eu chamei ele pra dormir aqui. – olhei de canto pra ela, só para vê-la com uma cara surpresa.

- Vocês... Você sabe... Transaram? – sussurrou a ultima parte. Ri disso.

- Não Jay. A gente não transou. – sussurrei também.

- Ok. Segunda. Por que não me falou?

- Porque eu decidi de ultima hora. Você não sabia disso porque já estava tarde lindinha. Calma.

- Era só ter me acordado.

Já disse que ela é dramática? Então, ela é dramática.

- Jane, querida, minha melhor amiga. Me desculpa, sério. Me desculpa mesmo. Mas não acha que é drama demais por uma besteira? – perguntei receosa olhando-a nos olhos.

- É, acho que tem razão. – e riu. – Mas me promete uma coisa.

Sabia que não ia ser tão fácil. Ela ia querer alguma coisa.

- Fala Jay. – revirei os olhos.

- Promete que vai me contar tudo? Que não vai esconder nada de mim? Promete?

- Prometo. Prometo.

- Mesmo? – estava com os olhinhos brilhando.

- Mesmo Jane. – ri. Ela parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um doce.

Ela decidiu me ajudar de verdade, e se mexeu. Enquanto eu terminava o estrogonofe, Jane fazia uma salada de frutas. Preparamos a mesa, e eu fui chamar os meninos.

Comecei a ouvir uma gritaria. Não, eles estavam discutindo. E fiquei só observando. Danny estava culpando Dougie por roubar no jogo, e Dougie estava se fazendo de inocente. Tom e Harry só observavam, e riam.

Resolvi interver antes que aquilo virasse uma briga de verdade, e a comida esfriasse.

- Hey garotos. – chamei, mas eles continuavam brigando.

- Meninos. – chamei novamente.

- EI CARAMBA. PÁRA VOCÊS DOIS COM ESSA MERDA QUE TÁ ACONTECENDO AQUI. – gritei. E fez efeito.

Danny e Dougie pararam com a briguinha inútil deles e me olharam assustados. Na verdade, tinha quatro pares de olhos mirando-me. Sorri inocente.

- O almoço já está na mesa. Algum de vocês vai querer continuar essa briguinha?

Eles levantaram-se rápidos, e quando cheguei na cozinha, já estavam todos em seus devidos lugares. Quietinhos.

Jane estranhou.

- O que deu neles?

- Que eu saiba nada Jay. – me fiz de inocente e me sentei em uma cadeira. Jane fez o mesmo, e nos servimos.

Continua...

Link receita: http://cybercook.terra.com.br/receita-de-estrogonofe-de-salmao.html?codigo=12729

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.