Love Me Do
7 Sete. I
Notas iniciais
POV Dougie.
Estávamos na suíte de Jane, no Citadines London Holborn conversando sobre tudo e nada, esperando a pizza chegar.
- Do que você gosta? – perguntou
“De ficar com você”
- Ah... gosto de umas par de coisas – respondi.
- Que tipo de “par de coisas”? — perguntou me imitando.
- Gosto de música, dos meus amigos, de pizza, tatuagens, piercing, lagartos, de Blink 182 e de falar com você.
- De falar comigo? Porque?
- Ah, você é engraçada e também é bem parecida comigo, fala as coisas mais idiotas possíveis.
Jane arregalou os olhos e abriu a boca em uma feição de que estava inconformada com o que eu havia acabado de falar.
- Bobo, não falo coisas idiotas – falou me dando um tapinha na cabeça.
- Calma Lô, não precisa arrancar minha cabeça.
- Ai, nem doeu.
- Não, não, você quase mandou minha cabeça pra Azkaban – respondi fazendo bico.
- Desculpa Do, não era pra ser forte – falou se aproximando – onde dói?
- Aqui – apontei um lugar qualquer da cabeça fazendo o maior drama do mundo inteiro.
- Aqui? – perguntou passando a mão onde eu havia apontado.
- Uhum.
- Pronto, melhorou? – perguntou depois de dar um beijinho no local.
- Aqui também dói – falei apontando um local na testa e ganhando mais um beijinho de Jane – Aqui também ó – apontei a bochecha, e como previsto ponto pra mim que ganhei mais um beijinho – aqui é onde mais dói – falei apontando a boca, sou loiro, mas não sou burro.
- Nossa – falou se levantando, e cortando o clima – a pizza ta demorando – completou.
- Daqui a pouco chega.
Dito e feito, a campainha tocou e Jane correu atender.
- Jane Lovato? – perguntou o entregador a olhando de cima a baixo.
- Sim.
Da pra acreditar que o viado abriu um sorriso de orelha a orelha ao saber que ela era realmente ela? Provavelmente ele não tinha me visto de bituca no sofá, mas esse sorriso vai durar pouco, porque nada dura muito quando se tem Dougie estraga prazeres Poynter por perto.
Me levantei e fui até onde ela estava, a abraçando pela cintura e lhe dando um beijo no pescoço.
- Sua pizza – falou o cara, sem nenhum vestígio de sorriso no rosto. Bom trabalho Poynter.
- Obrigada – respondeu pegando-a.
Assim que o entregador deu as costas, a soltei e me sentei no sofá, pois pelas poucas horas que passamos juntos, já tava ligado que ia vim bomba.
- Porque fez aquilo? – perguntou colocando a pizza na mesa de centro.
- Você viu o jeito que o sacana te olhou?
- Que jeito ele me olhou Dougie?
- Assim – me levantei e o imitei.
Jane riu, mas eu não achei a mínima graça.
- Ai meu Deus ! – falou.
- O que foi?
- Dô, você... você ta com ciúmes do entregador!
- Puff, claro que não Jane, de onde tirou essa idéia? – falei corando e me sentando novamente no sofá.
- Ta sim – repetiu se aproximando – Ta com ciúmes!
- Já falei que não!
Caramba ela tava me deixando sem graça. Mas e daí que eu tava com ciúmes, isso é super normal. Ou não?
- Ta sim, e você também ta vermelho igual uma pimenta – falou se sentando ao meu lado. Eu a ignorei olhando para o lado oposto.
- Dô, olha aqui – pediu.
Me virei para encara-la e ela estava séria agora.
- Ta com ciuminho – falou fazendo cosquinha na minha barriga.
- Para Lô, não to não – respondi rindo.
- Ta sim.
- Lô, se você não parar, eu vou fazer cosquinha em você, até você fazer xixi nas calças – ameacei.
- Duvido! E outra, não tenho medo de você.
- Lô... porque foi falar isso?
Jane me encarou com uma das sobrancelhas arqueadas duvidando do que eu havia dito, então eu segurei suas mãos na altura de sua cabeça com apenas uma de minhas mãos, e com a outra comecei a cutucar sua barriga. Ela ria como uma criança de 5 anos, o que me fazia rir também.
- Ok... ok, eu desisto! – falava sem fôlego
- Então fala: Dougie isso é um encontro.
- Dougie isso é um jogo de cartas – brincou.
- Resposta errada – falei levantando a mão para lhe fazer cócegas.
- Não... não, ok! Dougie isso é um encontro.
Paralisei. Ela tava alando aqui para eu à soltasse, ou porque era um encontro mesmo?
- Mesmo? – perguntei a olhando nos olhos.
- Mesmo – respondeu.
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