Love Me Do
9 Oito. I
POV Rebeca
Caramba, eu ainda nem acredito. Tudo o que eu queria está acontecendo. Eu estou em Londres, tenho uma banda, conseguimos um lugar pra tocar por duas semanas, eu saí com o Danny do McFly, meu sonho de consumo, e eu tenho uma amiga que compartilho o quarto no hotel em que estamos hospedadas.
Tá, essa ultima parte foi por acaso, mas isso não vem ao caso, na verdade, acho que tudo foi por acaso. Nós nos conhecemos de uma maneira não muito boa, porque eu acabei empurrando ela, ela pediu, mas empurrei forte demais, e com certeza ela ficou morrendo de raiva de mim. E a desculpa que eu dei com certeza a aborreceu mais ainda. Eu estava com medo do que poderia acontecer quando chegasse ao meu destino, não era culpa de ninguém, tanto é que eu pedi desculpa depois.
Acabou que o meu lugar era bem ao lado dela no avião, e vimos que tínhamos muito em comum, ela queria ser cantora e eu guitarrista, e ambas formar uma banda. Realizamos esse desejo, e agora estamos aqui, tocando no Star Rock Club, e conseguimos para tocar por duas semanas, e £150 a noite, o que é muito bom, pois precisamos.
Na primeira noite, começamos com Ac/Dc, e enquanto cantávamos, vi em uma mesa, quatro garotos que me eram familiares. Eu os conhecia de algum lugar, só não estava lembrada, aliás, nem dava pra ver direito por causa das luzes no meu rosto. Só vi que dois deles ficaram parados, de boca aberta quando a Lô começou a cantar.
Rá, eles pensaram que ela não ia conseguir. Se enganaram. Mas eu percebi que o loiro baixinho com uma tatuagem no braço direito, que ia do ombro até o cotovelo, estava babando na minha amiga, e o outro de cabelo enroladinho, estava olhando pra mim e os dois pareciam hipnotizados.
Depois de algumas músicas,Jane agradeceu e disse:
- Pessoal... Tenho uma coisa para confessar pra vocês – pronto, já vai soltar alguma.
As pessoas gritavam um “Conta... Conta” totalmente desafinado e fora de ritmo, e ela continuou:
- Vocês são uns quindins. – disse, e as pessoas olhavam sem entender nada, inclusive eu os caras da banda. Então ela explicou. — Amamos vocês como amamos bombom! – gritou.
Todo mundo começou a rir, e eu não me agüentei e explodi, me sentei em alguma coisa que não sei o que era porque tinha perdido as forças. Como ela me solta uma dessas? Ela é maluca e ainda não me acostumei com ela, e acho que nunca vou me acostumar.
- Bem... Vamos de Blink 182 agora! – continuou tentando conter o riso.
O baixinho que antes estava babando na Jane, se levantou e veio para mais perto do palco ainda olhando-a fixamente. De repente a doida começou a descer as escadas do palco e foi na direção do baixinho, chegando por trás dele. Eu sabia que ela também tinha percebido que ele estava olhando, e que ela tinha gostado dele. Só precisava ter certeza.
Eu estava observando os dois, e pareciam alheios, até que ele a beijou, mas tão logo se afastou, disse alguma coisa a ela, virou-se e foi embora. O QUE?! Como ele faz isso com a minha amiga? Se encontro ele de novo, eu mato.
- Gente, por favor, alguém tem um balde? – perguntou quando estava perto do lindinho que tava babando em mim (sem ficar me achando tá?! Ele só tava). Eu sabia o que tava acontecendo, via e ouvia, mas não conseguia tirar os olhos dele. Era como se eu estivesse e ao mesmo tempo não estivesse lá, entende?! Eu precisava fazer alguma coisa. Ou não.
No final do show, aquele lindinho veio conversar comigo, morto de vergonha. Achei tão fofo. Os olhos dele me hipnotizavam.
- Oi. – sorri, ele tinha os olhos tão lindos.
- Oi. – respondi, rindo internamente de vê-lo acanhado.
- Ahn... Tudo bem?! – sério mesmo? Porque ele não vai direto ao assunto? Me chama pra sair logo, que eu aceito caramba.
- É... Sim, e com você? –
Ele parecia estar travando uma luta interna. Fiquei observando-o.
- Bem... É que... Bom... – ai meu Deus, ele fica tão lindo assim. – Você que sair comigo? – soltou em um só fôlego.
Fiquei surpresa. Ele falou mesmo? Parecia que ia desistir, mas acho melhor EU aceitar logo, antes que ele pense que não quero.
- Mas é claro que sim. – sorri, e ele sorriu junto. Morri, fui pro céu e não sabia.
- Tá com fome? – me perguntou.
- Ahn... Acho que sim. Depois desse show, mereço comer alguma coisa. – respondi guardando minha guitarra.
- Então vamos logo, porque esse show também me deu fome. – disse colocando o braço em volta do meu ombro e me levando para a saída.
- Sério?! Mas eu pensei que você só estava olhando, e não tocando ou cantando. –
- Ah, tá bom. Eu vivo com fome... Eu não acredito. Só eu mesmo pra fazer uma coisa dessas. Nem perguntei o seu nome e também não disse o meu. – ele ficou todo vermelho agora.
- Não tem importância. Eu também me esqueço das coisas assim. E também vivo com fome. Meu nome é Rebeca, mas pode me chamar de Becca, Becky ou de... esquece. E você? – perguntei
- Não, não, não. Agora pode falar, ou de...? – agora já estávamos dentro do carro, e estávamos indo pra não sei aonde. – Pode falar, senão eu não falo o meu nome. – isso foi golpe baixo.
- Não acredito que vai fazer isso, eu te disse o meu nome. – Ele deu de ombros. – Okay, okay. É que só a Lô me chama assim.
- A cantora? –
- É, ela mesma. – Contei toda a historia de como a gente se conheceu até agora – e ela gosta de me chamar assim. Mas é a única.
- E como ela te chama? –
- De Berréca, e segundo ela, é legal, lindo e carinhoso. Não vejo outra pessoa me chamando assim, seria estranho.
- Gosto mais de Becky. – sorriu virando-se pra mim.
Estava morrendo de curiosidade para onde estávamos indo, e resolvi perguntar.
- Pra onde a gente tá indo? -
- Ah... É surpresa. – sorriu marotamente.
Merda. Não vai falar. Vou ter que esperar pra ver. Atravessamos a cidade toda, até que chegamos ao McDonald’s. Danny pegou a fila curtíssima, afinal só tinha um carro, do drive-trhu.
- O que vai querer? – Danny perguntou quando o carro da frente foi embora.
- McLanche Feliz. – respondi sorrindo e quase pulando no banco. – Adoro aqueles brinquedinhos. Ah, e um copo de coca. – complementei.
Danny riu da minha empolgação, e pediu dois McLanches Feliz e dois copos de coca. Pegou os pedidos e colocou nas minhas pernas.
- Nem pense em comer ainda. – avisou.
Notas finais
eu pedi pra ela fazer uma participação especial. HIASDHSAI
comentário?criticas? sugestões? hehe
beijones.
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