Love Me Do
14 Doze.
Notas iniciais
POV Dougie.
Sei que já falei isso, mas eu adorava o toque dos lábios de Jane. Sempre tão macios, tão quentes, tão futuramente meus.
***
Jane se escondia atrás da bacia de pipoca, da almofada, do cobertor e até atrás de suas próprias mãos; tudo para não assistir ao filme, tirando que ela sempre tinha que fazer algo; era pegar mais coca-cola, ir fazer xixi e até mesmo por mais sal na pipoca, que já tinha mais sal do que pipoca. Eu sabia que ela tinha medo do filme, mas não tanto. Ou será que é só charminho?
- Preciso fazer xixi – falou ela já se levantando.
- Outra vez? Quantos litros de coca você bebeu? -
- Não tenho culpa que meu xixi quer ser libertado – falou encarando o chão – e também, eu acho que o xixi tem um som super tranqüilizador. -
Ok né? Quem sou eu para contrariar. Vi Jane se afastando, e eu ficando sozinho igual um chinelo no meio da rua. Fiquei pensando no que Danny deve estar fazendo com Rebeca, e todo esse esforço me deixou com sede. Me levantei e fui na cozinha pegar mais coca, de lá pude ouvir o barulho da porta do banheiro se abrindo, e Jane perguntando por mim:
- Dô? Dô, cadê você? -
Dei uma olhada rápida na sala, e ela me procurava em todos cantos, mas sem olhar para a televisão. Ótimo, vou assusta-la. Sou mal, beijos.
- Dô-ô...?
Derrubei propositalmente um copo de plástico no chão, e sai correndo da cozinha, indo em direção a copa e me escondendo atrás da cortina. Jane foi na fé que iria me encontrar lá.
- Ai Dô, para de graça – falou parando na porta – Dô? -
Segurei o riso, coitada ela estava assus... coitada nada, ninguém mandou me deixar sozinho feito um chinelo e ir libertar o xixi. Peguei uma toalha que, por sorte, estava jogada no chão, perto do meu pé. Fiz uma bolinha e a joguei, acertando a perna de Jane.
- Ai meu Deus! Satanás é você? – perguntou ela enquanto corria se encolher no canto do sofá.
- Não Lô...
- Ai Senhor você sabe meu nome? Você lê pensamentos também? -
- Lô, sou eu o Dougie – falei saindo de trás da cortina.
Jane que estava encolhida no canto do sofá, levantou igual a um foguete, e veio em minha direção batendo o pé. Fodeu.
- Caralho Dougie, quer me matar do coração? -
- Eu só queria brincar Lô, desculpa. -
- Muito sem graça essa brincadeira. — falou fazendo bico.
Droga, até fazendo birra ela consegue ser linda. É muita perfeição pro coração agüentar. Aproveitei que Jane encarava o chão, e me aproximei, levantei seu rosto com uma das mãos, e encarei aqueles olhos castanhos que tanto me hipnotizavam. Era difícil de acreditar que por dentro daquela garota cheia de atitude, existia uma garota totalmente meiga, pela qual eu estava apaixonado. Eu queria tanto lhe dizer às três palavras, mas tinha medo, só não sabia do que. Mas quer saber? Que se foda o medo, vou viver o agora, e o meu agora está me falando que eu a amo.
- Jane? -
- Hm? -
- Eu te amo. -
Ela sorriu timidamente, e me beijou. Meu coração foi a mil por hora, aquele beijo significava que ela também me amava. Não significava?
Jane partiu o beijo quando já estávamos ofegantes. Reparei que seus lábios estavam um pouco inchados, isso deve significar que os meus também estavam, ou não, pois Jane me beija tão delicadamente como se eu fosse feito de papel.
- Dougie? – chamou ela me fazendo olhar de seus lábios para seus olhos.
- Hm? -
- Eu também te amo. -
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