Notas iniciais
Desculpa, Desculpa, Desculpa. *Desvia das pedras*
Eu sei que fazem doois meses desde que postei da últiam vez. G_G. To master ocupado. To fazendo mudança, e até na justiça eu tive que ir pra conseguir tirar meus moveis do apartamento antigo e tal S:.
Seeei que esse capitulo tá pequeno, pra variar, mas já é alguma coisa né?
Juro que vou tentar postar com mais frequencia.
AAH, antes que eu me esqueça: LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOOR. Tenho enquete pra vocês.
xoxo.

Louis POV

Era quarta-feira e eu estava em um hospital psiquiátrico. Eu sempre brinquei dizendo que minha cabeça não era das mais sãs, mas nunca pensei que minha mãe chegaria ao extremo de me internar. Tudo começou há uns 20 anos, também em um hospital, quando eu nasci. Alguns anos depois meu pai saiu de casa e então eramos só eu e minha mãe. Mais um par de anos a frente, veio a notícia da morte de meu pai e, quando finalmente minha mãe se recuperava desse trágico evento, eu comecei a causar problemas. Um deles, ao menos os médicos insistiam, era a anorexia. Não que fosse um problema de verdade, porque fazer dieta quando se é gordo não faz mal a ninguém, mas todos insistiam que eu já estava magro o suficiente. Vez ou outra desmaiava na escola, minha mãe fazia uma cena enorme, e então a vida voltava ao normal. Outro problema, e neste terei de concordar, eram os remédios. Não me lembro ao certo quando comecei, mas sei que hoje é quase impossivel imaginar minha vida sem alguns comprimidos. Alguns para dormir, alguns para ficar acordado, para não engordar, para asma — muito embora eu não sofra disso, é sempre bom prevenir, não é?Enfim, alguns anos se passaram e minha mãe tentava contornar a situação, mas agora ela chegara em um extremo, e alí eu estava. Em uma quarta-feira. Em um hospital psiquiátrico. Cercado de gente louca.

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Logo após minha entrada, mostraram-me meu quarto, falaram de algumas regras e então eu estava pronto para minha sessão de terapia em grupo. Como estava atrasado, um funcionário me acompanhou até a sala, interrompeu o grupo e me colocou lá dentro. Tudo era monótono. Todos eram monótonos. Era quase uma piada essa coisa de falar seu nome e então contar seus problemas para aqueles dez ou doze estranhos que sentavam alí, pacientemente, para ouvir seus problemas e então contar os seus. O mais irônico disso tudo é que ninguém alí se importa com os problemas alheios. Ninguém se conhece, então não é como se a melhora dos outros fosse importante pra mim. Meus pensamentos foram interrompidos quando o médico que conduzia a sessão me perguntou se queria falar algo. Apenas balancei a cabeça negativamente, e então ele pediu que o proximo falasse. Enquanto aquele garoto falava, eu me perdia em meus pensamentos de novo. Analisava cada um cuidadosamente, até que alguém chamou-me a atenção. Não que ele tivesse nada de extraordinário, mas estava me encarando de uma maneira tão indiscreta que chegava a ser constrangedor. Tinha cabelos cacheados, castanhos. Tinha a pele alva e um sorriso que eu diria encantador, se não estivesse preocupado com o que se passava na sua cabeça naquele momento. Já faziam uns cinco minutos que eu o observava e o garoto ainda não desgrudara os olhos de mim. O médico levantou anunciando o fim daquela sessão e retirou-me de meu transe. Fui até meu quarto para desfazer minhas malas, e era isso que fazia até que fui interrompido. Mais uma vez aquele garoto de cabelos cacheados e pele clara me observava. Passava vagarosamente a frente do meu quarto, quase parado. Na minha cabeça eu me perguntava se fazia isso de proposito ou se ele achava que eu ainda não havia percebido.

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Uma enfermeira entrou no quarto e convidou-me, se obrigou-me não fosse mais adequado, para o almoço. Disse que iria em alguns minutos, entrei no banheiro e esperei que o horario de almoço acabasse. Eventualmente perceberiam que eu não frequentava os horarios de refeição sempre, e então eu precisaria de uma nova técnica para me livrar da comida, mas até lá, ficar no quarto me parecia uma estratégia boa o bastante.

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Algumas semanas se passaram. Vez ou outra trombava com o menino de cabelos cacheados, e sempre o via nas sessões coletivas da manhã. Ele era estranho, para não dizer bizarro. Me observava como se eu não pudesse notar. As semanas passaram, e embora a curiosidade me fosse grande, nunca tive a coragem para falar com ele. Não até aquela segunda feira. Ele se senteva em uma das mesas do refeitório com uma menina morena, da pele clara. Aparenteva estar bem cansado. Respirei fundo e sentei-me ao seu lado.

- Bom Dia. — tentei ser amigável, mas acho que falhei miseravelmente, já que ele me encarou por uns 5 segundos, com um olhar dominado por um sentimento que eu classificaria entre surpresa e medo.

Notas finais
Mais uma vez, desculpa a demora amores, mas vamos a enquete ;3
Vocês preferem que a fic seja contada em 3a pessoa, ou com POVs em primeira pessoa (majoritariamente Louis/Harry)?? Ou contar em 3a pessoa e, de vez em quando, jogar um POV em 1a pessoa?
xoxo.
Juro que vou tentar postar o proximo mais rapido