Love Me Again
3 Capítulo 2 - Quia non perdo
Notas iniciais
‘’Aquilo que mais temes está acontecer, desde o início, meu amor, tu estás a quebrar o teu coração. Mas descansa, eu prometo que vou estar sempre aqui e nunca desistirei de nós.‘’

~ Damon ~
Havia chegado a Portugal à já uma semana e com os meus contactos, que são muitos, comprei uma casa no mesmo apartamento da morena mais linda que alguma vez aparecera na minha vida… Soube, pela minha querida melhor amiga, Bonnie, que a Elena não me queria ver, muito menos falar comigo, não a censuro, eu a magoei muito e mesmo não parecendo, eu estou muito mal sem ela, mas eu tive que me conformar, eu nem para Portugal era pra ter vindo, só vim, porque a chata da Bon, não parava de pedir que a viesse ver e que voltasse, me chantageando que a Elena estava mais bonita, sexy e feliz… Claro que eu quero que a Elena seja feliz, mas eu queria que ela fosse feliz comigo…
Já se passou uma semana e ainda só havia visto a minha morena uma vez e essa uma vez que a vi, ela estava acompanhada por duas crianças, de mãos dadas a ela e diziam algo, pois fez a Elena se desmanchar em gargalhadas enquanto saiam do condomínio. Eles não são muito pequenos, mas também não são muito grandes, devem ter uns 3, 4 anos, e vivem com ela, ou seja, são filhos dela, e pelos meus cálculos, foi exatamente à 4 anos, que eu me fui embora, podem muito bem ser meus filhos, quer dizer, existem uma probabilidade de pelo menos uns 99% de serem meus filhos, como estava longe, não consegui ver muito bem a cara deles, mas eles são lindos de longe! Acho que já conheci todas as pessoas que vivem neste condomínio, porque nas minhas tentativas falhas de encontra-la, acabo sempre por encontrar alguém novo que more aqui!
A Bonnie avisou-me que hoje a Elena estava de folga, seria a minha chance de tentar encontra-la, visto que o dia hoje não está assim muito bom para andar com passeios grandes. Estou neste momento na minha varanda tentado ver se ela passa pelo jardim, ou algo assim. Até que a vejo entrar no portão grande do condomínio. Pego nas chaves rapidamente e chamo o elevador com certa urgência. Quando finalmente chego no piso térreo, avisto uma Elena animada a falar ao telemóvel, caminhei em passos largos até ela e quando ela me viu, bloqueou completamente
Hum… Sim, meu amor, está tudo bem. Vou ter que desligar. Dá beijinhos à tua irmã. – Ela desligou meio paralisada enquanto me encarava, sorri fraco e ela me olhou feio – Damon. – Disse suspirando enquanto guardava o telemóvel no bolso das calças, sem tirar os olhos de mim
Elena – Sorri fraco. Talvez não acreditando que ela estava à minha frente e realmente, muito linda e sexy, não que os óculos que usava antes, lhe ficassem mal, porque não ficavam, ela ficava linda neles, mas sem eles, ela fica com outro ar – Precisamos de falar – Disse receoso
Agora queres falar? À 4 anos atrás, nem uma palavra me dirigiste – Disse tão suave como um coice de cavalo. Tudo bem, ela estava chateada, talvez com raiva ou até mesmo ódio, mas eu precisava que ela pelo menos fosse minha amiga, uma vez que estava de volta… Eu apenas preciso dela na minha vida…
Eu não tive escolha, Lena – Disse suspirando
Não. Me. Chames. De. Lena. – Ela disse entre dentes – Perdeste esse direito à muito tempo atrás – Okay, ela odeia-me. O meu coração diminui um pouco mais depois disto
Len… Elena, eu sei que não mereço quaisquer desculpas, mas eu preciso do teu perdão… — Disse quase implorando e ela mantinha aquela postura fria, tentei olhar nos seus olhos, mas ela sempre desviava
Tivesses pensado nisso antes, Damon. Agora se me dás licença, acho que vai chover e tenho coisas a fazer em casa – Ela disse virando-se e peguei gentilmente no seu braço – Solta-me. – Ordenou, me olhando nos olhos pela primeira vez. Soltei-a e levantei as mãos em rendição – Damon, quando vais perceber, que fizeste a tua escolha à 4 anos atrás, magoou? Sim. Fiquei destroçada? Claro. Fui trouxa? Obviamente. Mas ficar a chorar pelos cantos? Isso nem pensar, meu querido. – Disse com desdém e aquilo meio que perfurou o meu coração. Ela não ficou triste por nada? Eu não iria mostrar mais parte fraca a ela.
Eu tenho o direito de conhecer os meus filhos e isso não podes proibir – Ela me olhou espantada e depois mudou para confusão e soltou uma gargalhada, mas não havia humor nela.
Que filhos? – Perguntou e engoli em seco. Eu não estava enganado.
Os nossos filhos! As crianças que moram contigo que têm entre os 3 a 4 anos de idade! – Disse e ela sorria sarcasticamente
Nós – Apontou para mim e depois para ela – Não temos filhos, Damon. Sim, tenho crianças a viver comigo, mas são os meus afilhados! – Ela disse como se fosse óbvio
Eu não acredito. Elas têm 4 anos. E foi exatamente à 4 anos que me fui embora, tu podias muito bem estar grávida. – Disse o que me veio à cabeça e ela me olhou incrédula
Eu tomava a pílula e nunca a deixei de tomar ou esquecido. Nunca tive grávida, Damon. Nunca tivemos filhos. Eles têm 4 anos, sim, mas são filhos do Jeremy, que é pai solteiro e eles ficam comigo enquanto o meu irmão viaja. Pára de criar filmes, onde não existem. TU foste embora. TU decidiste acabar tudo sem ao menos falar comigo. EU soube que TU tinhas ido embora, pela Bonnie e pelo Kai, não venhas com lições de moral para cima de mim agora. Eu até suspeito de como soubeste onde moro e aceito o facto de teres comprado uma casa no mesmo condomínio que o meu. Mas não aceito o facto de teres voltado e pensares que volta tudo ao normal. Porque não volta! – Ela já estava com lágrimas nos olhos e o meu coração despedaçada a cada palavra dela – Tu magoaste-me muito, Damon e eu nunca mas nunca mais te quero ver ou falar! Porque eu não mereço isso. – Ela disse cuspindo as palavras na minha cara e saiu pisando forte até chegar ao prédio A. Fiquei ali parado a olhar para ela. Ela tinha razão, mas ela também me magoou. Agora mesmo, com aquelas palavras, ela havia me magoado e quando disse que nunca tivemos filhos, partiu-me o coração, eu andei uma semana inteira com a ideia de ser pai, na cabeça, com planos já formados para entrar na vida deles, para que eles me perdoassem e me amassem. Pelos vistos, foram só planos…
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Eu amo-a, Bon! – Disse chorando sentado no sofá enquanto ela me ouvia atentamente, triste – E ela pôde dizer todas aquelas coisas na minha cara
Damon, tens que perceber que ela está 20x pior que tu, tenho a certeza que neste momento ela deve estar a partir a casa toda, por ódio de tu teres a confrontado dessa maneira… Damon, o que tu foste fazer, combinamos que seria uma coisa de cada vez – Ela disse olhando para mim com reprovação
EU NÃO CONSEGUI ESPERAR! – Disse tentando controlar a raiva, caminhando pela sala – Eu não consigo ficar aqui parado quando sei que ela está a distância de passos e não está comigo! – Ele passou as mãos pelo cabelo, nervoso
Damon, não quero que percebas mal, mas foste tu que a deixaste e foste tu que deixaste bem claro que nunca mais voltarias – Disse calma
Mas eu tive que ir embora, Bon – Disse sentindo as minha bochechas molharem pelas constantes lágrimas que escorriam – Eu não podia ficar e o facto de ter voltado, só servirá para por a Elena em perigo e isso é tudo o que eu não quero que aconteça. Ela é tudo para mim! Claro que me custou deixá-la e pedir a vocês para lhe dizerem que eu havia voltado para Nova York – Funguei tentando limpar as lágrimas que caiam
Damon, pelo amor a Deus, diz-me o que aconteceu! – Pediu assustada
Eu… Eu não posso – Disse suspirando – Eu não posso envolver mas ninguém nisto… — Ela suspirou e sentei-me no sofá esfregando o cabelo nervosamente
Tudo bem, mas tu vai ter que contar para ela, ela vai querer saber tudo, Damon e se não lhe contares, ela vai acabar por descobrir, e ai é que podes mesmo acreditar que ela vai fazer sentir o que disser – Ela disse calma e assenti – Mas é assim tão grave? – Olhei para ela assentindo culpadamente – Damon, eu fico muito feliz por teres voltado, por me teres finalmente dado ouvidos, mas tu precisas de resolver as coisas, a Elena ajuda-te, ela é a melhor que alguma vez conheci. Eu não estou a escolher lados, estou a tentar reconstruir um – Disse sorrindo meiga enquanto acariciava os meus cabelos – Eu preciso de ir, sim? A Elena pediu-me que fosse buscar a Beatriz e o Duarte – Disse levantando-se e pegando na sua mala
Eles são mesmo filhos do Jeremy? – Perguntei enquanto a levava à porta e ela assentiu um pouco nervosa – E onde está a mãe deles? – Perguntei quando chegamos à porta
A mãe deles, não gostava do Jeremy, muito menos das crianças, ela queria matá-las, mas o Jeremy opôs-se a essa situação e a Elena ofereceu-se para tomar conta deles, como se fossem dela, uma vez que os pais deles estão cansados e não aguentariam aquelas pestes 24 sobre 24 com eles e quando o Jeremy volta das viagens, a Elena leva-os ao pai, para passarem o dia com ele – Disse sorrindo carinhosa – Eu vi como a Elena lutou para que tudo desse certo, para que conseguisse que as crianças fossem felizes com ela, ela dedicou-se aquelas crianças como se fossem dela, e cada minuto que ela passava com eles, ela ia ficando cada vez mais feliz, ia esquecendo os dramas do passado e lembrando das birras do presente – Disse sorrindo e sorri com a imagem da desastrada da minha morena a tomar conta de dois bebes reguilas, como Bonnie havia mencionado – Tu fazes-me sempre falar demais, Damon Salvatore – Disse rindo e abraçou-me – Eu também não a posso perder, Damon – Disse durante o abraço e seguiu rumo à pequena ‘’ponte‘’ que ligava o prédio A do B, que era no último andar de cada prédio, ou seja, eu estava separado da Elena por uma ‘’ponte‘’
(4 anos atrás)
Damon, onde estás com a cabeça? – A mulata perguntou-me com os olhos marejados – Tu tens que falar com a Lena – Ela já chorava
Eu… Eu não posso, Bon! – Disse abraçando-a – Eu preciso de ir embora, eu não posso magoá-la. Eu amo-a! – Disse chorando olhando para os meus melhores amigos que por acaso que também são os melhores amigos da minha morena
Damon, tu devias dizer-lhe que vais embora. Ela vai odiar-te… — O Kai disse se forçando para não chorar – Ela precisa de falar contigo urgentemente e tu com ela – Aconselhou
Eu não posso! – Disse nervoso e ouvi chamarem o meu voo – Eu preciso que vocês lhe digam que eu me fui embora, não por escolha, sim por obrigação, porque eu se eu tivesse o poder de escolha, eu estaria com ela agora e não a caminho de Nova York, eu a pediria em casamento daqui a dois anos ou talvez menos, eu teria filhos com ela, e ficaríamos juntos até sermos velhinhos e tomarmos conta dos nossos bisnetos. Eu preciso que lhe digam que eu a amo demais e que nunca foi minha intenção a magoar, mas que eu nunca mais voltarei – Disse pegando nas minhas malas e a Bonnie negava chorando
O que aconteceu, Damon? – Perguntou chorando e eu neguei sendo abraçado por ela uma última vez – Eu também não te posso perder, Damon – Disse chorando agarrada a mim e fizeram uma última chamada – És o meu melhor amigo, devíamos ficar todos juntos – Ela separou-se mim e o Kai agarrou-a, acalmando-a
Diz qualquer coisa quando chegares – Suspirou se despedindo enquanto acalmava a Bonnie
Desculpem! Obrigada por tudo! – Disse, me despedindo deles, deixando-os para trás, deixando a Elena para trás, a única menina mulher que amei, e que provavelmente irei amar, mas eu não a consigo magoar mais, eu não posso nem pensar na ideia de a magoar…
(Atualmente)
Eu vou tê-la de volta! — Disse convicto enquanto olhava para uma foto nossa
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