Love Me Again
18 Aquela Loira Psicopata
Notas iniciais

• Katherine •
Desde que aceitei ajudar a Caroline na vingança dela, tenho dado voltas e voltas com pensamentos, mas tudo o que eu conseguia pensar, era nos meus pais, e na minha família, que mesmo com as atitudes distorcidas, ele me amam do meu jeito e me aceitam assim.
KitKat, está tudo bem? – O meu irmão mais velho perguntou, me assustando
Sim, Aaron, está tudo bem. – Sorri e ele deu meia volta e antes de sair, eu chamei-o – Mano? – Ele me olhou – Imagina que… Descobrias que um amigo teu, teria… Teria morto os nossos pais.. – Mordi o lábio e ele me olhou confuso – Eu tive um sonho estranho e tem estado a mexer comigo – Justifiquei com uma mentira. Óbvio.
Não sei, ele era meu amigo, né? – Assenti
E… E imagina que eu namorava com esse teu amigo – Torci o lábio e ele me olhou atentamente
Isso ficava mais complicado, porque apesar de ele ser meu amigo, tu és a minha família. – Suspirei – Eu fazia com que ele se afastasse de ti.
Mas, se eu namorava com ele, eu quereria saber o porquê de estares a fazer isso… O que farias? – Perguntei – Contavas a verdade? – Perguntei
De momento, não. Tinha que te proteger, principalmente de uma notícia dessas, que mexeu demasiado connosco. Falaria com esse meu amigo e pediria para fazer a coisa certa, por ti. – Respondeu – Mas porquê? – Perguntou
Foi do sonho que tive, foi muito estranho, só que, era eu que sabia e eras tu que namoravas uma amiga minha – Sorri forçado e ele negou sorrindo – Obrigada Ron – Sorri sincera e ele piscou o olho e saiu. Fazer a coisa certa…
•••
KittyKat! A que devo a honra da tua visita? – Sorriu – De novo!
Precisamos de falar. – Disse mordendo o lábio, séria, e o seu sorriso foi se desfazendo, sendo substituído com uma cara confusa. Entrei e ele fechou a porta atrás de mim, ficando à espera que eu falasse – Damon, eu preciso que me contes a razão de teres ido embora – Falei meio triste
Porquê isso agora? – Perguntou confuso
Eu apenas preciso saber – Mordi o lábio na tentativa de não chorar – Foste tu não foste? – Perguntei, sentindo uma lágrima grossa atravessar a minha bochecha e ele me olhou culpado. Levei a mão à testa e fechei os olhos, sentindo mais duas lágrimas – Quando a Caroline me disse, eu tinha esperança que ela tivesse a inventar, que ela só queria que eu vos separasse, que era para a Elena sofrer.. – Ele interrompeu-me
Espera. Tu tens falado com a Caroline? – Perguntou – Com aquela loira psicopata? – Perguntou respirando pesado
Ela ameaçou o Duarte e a Bea – Falei tentando ao máximo não chorar
ELA O QUÊ? – Perguntou visivelmente enervado – EU AVISEI-A PARA SE AFASTAR DOS MEUS FILHOS
Tu avisaste-a? Tu tens falado com ela? – Perguntei
Ela prometeu matar, toda a tua família e que contaria à Elena sobre a morte dos teus pais e eu não posso fazer nada para travar isso, eu saí do país, na intenção de protege-la, eu fui com a Caroline para Nova York, na intenção de ela deixar a Elena em paz, a loira tem uma obsessão por mim e acredita quando te digo, que ela matará qualquer um que se intrometer no caminho dela – Ele contou
Eu tenho um plano, já tenho a segurança da Elena e das crianças garantida, eu só preciso de travar a Caroline de vez, ela não pode usar as pessoas, para os crimes dela!
Eu não queria ter morto os teus pais, eu nem os conhecia, eles nunca me haviam feito qualquer mal, mas a Caroline entrou na minha cabeça de uma maneira, que foi impossível de pensar sozinho, eu só era suposto colocar um fresco na cozinha e sair, mas algo correu mal e apareceu o Klaus e obrigou-me a matá-los, foi horrível, eu… — Ele chorava – Eu… Eu lamento muito Kath
Damon… — O olhei triste – Tu sabes que vais ter que lhe contar – Mordi o lábio, suspirando.
Eu sei, mas ela está tão feliz neste momento, ela parece que está a superar, e eu não quero estragar mais nada – Suspirou
Não, tu apenas nunca devias ter ido embora – Falei e ele me olhou negando
Eu tenho que ir embora, estou sem o meu carro, e vim de autocarro – Suspirei, esfregando as têmporas com as duas mãos
Anda, eu levo-te – Sorri fraco e agradeci
•••
Eu percebo que não queiras estragar a felicidade dela, mas ela tem o direito de saber, por ti. Se ela calha a saber por outra pessoa, ela vai desmoronar – Suspirei e ele suspirou assentindo – Espera, aquele é o carro da Caroline? – Perguntei e ele assentiu sério
Vamos, eu vou contigo lá dentro – Disse, assim que saímos do carro. Caminhamos até à porta de minha casa, e entrei chamando pelo Aaron
Nop. Tenta de novo! – Ouvi a voz da Caroline e congelei – Damon, amor, também vieste! – Sorriu e o Damon fez cara de nojo, o que fez a loira revirar os olhos
O que fizeste ao Aaron? – Perguntei a medo e ela apenas sorriu, encolhendo os ombros – Aaron! – Chamei alto por ele
Sabes Katherine, eu soube que vocês – Apontou para nós dois – Planeiam contar à Elena a verdade, e bem, o acordo não era esse – Encolheu os ombros – E bem, por muito que eu queira ver a relação perfeita – Revirou os olhos – Ir por água abaixo, ainda não é o momento certo para isso, digamos que eu prevejo uma vida de muita dor, para a doce e amável Elena que nunca faria mal a ninguém – Sorriu perversa. Ouvi passos e suspirei ao ver que era o Aaron e que ele estava bem. Reparei que a Caroline tinha um sorriso muito satisfeito e automaticamente fiquei em alerta. Até que ouvi o som que muito bem conhecia, pela minha carreira como polícia.
Não! – Congelei. Fiquei sem fôlego. – Não! – Gritei, caíndo em mim – Não, não, não, não, não, não, não, não, não – Corri até ao meu irmão, que agora se encontrava caído no chão – Aaron! Aaron, por favor abre os olhos, por favor, mano, abre os olhos! – Estava abraçada ao corpo dele, mexendo no seu cabelo – Por favor, mano! – Chorei negando, agarrada ao seu corpo – Aaron!! – Gritei, chamando por si, mas nada…
Isto foi só um aviso – Olhei com ódio para ela, que permanecia séria e eu só conseguia chorar – Para vocês se lembrarem de cumprir o nosso acordo, e, se voltarem a agir nas minhas costas, matarei as crianças – Disse fria e saiu. Olhei para o Damon a chorar, ainda agarrada ao meu irmão e neguei chorando mais. O Damon ligou para a minha prima e tudo o que eu conseguia pensar, era que, eu estava sozinha, agora eu estava sozinha…
Fale com o autor