(...)

-Bem vindo de volta! – gritamos.

Kenny sorriu e pulou para dentro de casa, abraçando os convidados um por um. Kenny passara duas semanas no hospital graças a Zac e agora estava retornando. Eu e Gabriella decidimos preparar uma festa para ele, já que tudo aquilo era nossa culpa.

-É bom te ver novamente. – Gabriella disse a Kenny – Sabe como é, sem você por perto Justin é beeeem vulnerável.

Sorri e a abracei por trás.

-Que nada. Sou muito forte, sei me cuidar sozinho.

-Claro. Muito forte. – Kenny disse, com uma boa dose de deboche.

Gabriella riu e me beijou. Era ótimo tê-la comigo, poder chamá-la de minha, ligar a qualquer hora e saber que ela atenderia o telefone com um sorriso no rosto, voltar de uma exaustiva coletiva de imprensa e saber que ela estaria me esperando de braços abertos. Nos separamos e eu passei um bom tempo olhando em seus olhos.

-Que foi? – ela perguntou, já desconfortável.

Ri. Olhando-a daquele jeito, impaciente e tentando se desviar do meu olhar, eu tinha vontade de passar a eternidade com ela. Sim, eu poderia passar todos os dias, horas, segundos e minutos olhando para ela e não cansaria nunca.

-Hoje nós completamos duas semanas de namoro – eu disse, finalmente.

Ela riu.

-Nem sei como te suporto, garoto! Duas semanas é muito tempo! – exclamou Gabriella, rindo.

Dei de ombros.

-Você me ama e é louca por mim – eu disse, dando um selinho nela.

-Não precisa exagerar, Bieber.

Tirei o presente do bolso. Não estava embrulhado, pois minha namorada era a garota mais estranha do universo e simplesmente odiava papel de presente.

-Lembra quando você me disse que estava tendo pesadelos toda noite? – perguntei, ainda escondendo o presente atrás de mim. Ela assentiu – Eu comprei isso para você.

Coloquei o apanhador de sonhos em suas mãos. Ela sorriu para mim e depois para o apanhador, me abraçando em seguida.

-Serve como um filtro de sonhos, para você nunca mais ter pesadelos – expliquei.

-Eu não posso aceitar – ela disse, me devolvendo o presente.

-Claro que pode! – coloquei o apanhador em suas mãos de novo.

-Eu não comprei nada e...

-Me beija – a interrompi.

-O quê?

-Vamos, me beija!

Ela sorriu para mim e me beijou.

-Pronto. Você já me deu seu presente e eu aceitei. Agora aceite o meu.

Gabriella pensou um pouco e depois suspirou, vencida.

-Eu amei o presente, Jus. – ela agradeceu.

-Ainda tem mais.

-O que é agora?

Desde que tínhamos voltado a namorar, não aparecemos juntos em público nenhuma vez. Foi uma decisão minha. Eu tinha dito para todo mundo que não namorávamos e se aparecêssemos aos beijos uma semana depois todos me chamariam de mentiroso. Mas eu não aguentava mais ter que encontrar Gabriella às escondidas, apenas na minha casa ou na dela. Eu queria sair com ela, mostrar para todo mundo o quanto eu a amava e o quanto estava feliz ao lado dela.

-Hoje à noite nós teremos um encontro.

Ela sorriu, colocando a mão na minha cintura e andando comigo, acompanhando meus passos, assim como eu sempre fazia com ela.

-Na minha casa ou na sua? – ela perguntou, ainda olhando para os nossos pés, tentando acompanhar o meu ritmo.

-Em nenhuma das duas – dei de ombros.

-Ué, onde então? – perguntou, olhando para mim com os olhos arregalados.

-Eu ainda não sei. Em algum lugar bem movimentado, cheio de pessoas com câmeras, tirando fotos dos nossos beijos apaixonados, suspirando de inveja e...

-Espera, tigrão! – ela me interrompeu, rindo – Pirou de vez?

-Claro que não.

A puxei para mim pela cintura, pressionando-a contra o meu corpo.

-Eu quero mostrar para todos que você é minha – selinho – completamente minha – selinho – irrevogavelmente minha – selinho – eternamente minha...

-Agora que aprendeu a falar palavras grandes não me deixa mais em paz, não é? – ela disse, rindo.

-Isso mesmo. Quero parecer inteligente para a minha namorada, algum problema?

-Nossa, que garota sortuda essa sua namorada! Quem é? – ela entrou na brincadeira.

-Uma loira aí – dei de ombros. Gabriella deu um soco no meu ombro – Uma loira que é a razão da minha vida e que eu amo mais que tudo e todos. Quem é seu namorado?

-Um cara aí – ela deu de ombros – Um cara que é muito mentiroso e que eu não consigo viver sem.

-Ele tem muita sorte de ter você com ele.

Ela limpou o ombro, como se estivesse sujo, toda convencida.

-Eu sei.

Eu ri e a beijei, fazendo carinho na sua cintura. Ela passou a mão na minha nuca e, automaticamente, a encostei na parede, beijando-a ardentemente. A essa altura, já tinha esquecido que ainda estávamos em público e em uma festa. Parei por um momento e ficamos rindo do nada, antes de nos beijarmos de novo.

Notas finais
Eu estava sem tempo, então foi tudo o que consegui fazer. Beijos, desculpem a demora!