Love Me

5 Conhecendo meus melhores amigos - Parte I


Notas iniciais
Depois de postar 5 capítulos, estou fazendo um vídeo! Uhuuuuul! Sim, eu tenho probleminha. Criei vergonha na cara e resolvi fazer um "trailer", tá ficando uma bosta porque é a minha primeira edição de vídeo, mas aguardem! TAN-TAN-TAN.

-Mãe! — abri os braços.

Como na noite anterior, minha mãe estava sentada no sofá, zangada com algo. Corrigindo: zangada comigo.

-Você sabe que horas são? — ela perguntou.

-Hora de dizer o quanto eu te amo?

-Hora de levar uma bronca, mocinho.

Sentei no sofá e lancei o olhar "vai lá" para ela.

-Eu deixo você jantar com a sua namoradinha e você volta 3 da manhã. Vê se isso está certo.

-Ela não é minha namoradinha.

Por mais que doesse dizer aquilo, era a verdade. Gabriella não mostrava o mínimo interesse em me namorar, agradar ou qualquer coisa assim. Ela era um desafio em minha vida e talvez fosse isso o que a tornava tão interessante.

-Que seja. Não a conheço e não quero que fique com ela até tarde.

-Não fizemos nada demais.

-E o que ficaram fazendo até 3 da manhã?

-Eu fui à casa dela e assistimos um filme.

-Foi à casa dela? Com que permissão?

Levantei, de saco cheio. Não aguentava mais ver minha mãe me tratando como uma criança que não sabe o que é certo ou errado. Eu tinha 18 anos, idade suficiente para tomar minhas próprias decisões.

-Mãe, eu te amo, mas você tem que parar de me tratar como um bebê. Eu sei o que que quero para mim. Sei o que devo fazer, onde ir, com quem ir... Você me ensinou tudo o que eu sei sobre a vida. Agora é a minha vez de lhe mostrar o que aprendi. Ok?

-Só quero te ajudar a escolher o caminho certo, filho.

-Então me ajude. Dê conselhos e diga o que pensa, mas deixe que eu dê a ultima palavra. Deixe que eu decida.

Ela ficou um longo tempo calada, apenas me olhando. Isso chegou a me incomodar.

-Meu bebê cresceu — ela disse, toda melosa.

Ri.

-O que eu disse sobre parar de me tratar como um bebê?

Ela riu.

-Não posso evitar. Daqui a pouco você vai sair por aquela porta e me deixar sozinha.

Sentei de novo, mais calmo agora.

-Claro que não! Se eu sair de casa vai ser pela outra porta, eu juro.

Ela riu e deu um tapa na minha cabeça.

-Quero conhecer a loirinha, Justin.

Levantei e caminhei até a escada.

-Boa noite, mãe.

-Boa noite, filho.

-Justin, acorda agora! — mamãe gritou.

-Que foi?

-Como conseguimos esquecer, hein?

Sentei na cama.

-Esquecer o quê?

-Um dia com Justin, ora essa. Eles já estão te esperando lá embaixo.

-Um dia o quê?

-O especial de TV que vai grudar em você o dia todo.

Levantei, em pânico. Como pude esquecer? Tina Banks e sua trupe passariam o dia todo comigo. Logo no dia em que eu não tinha nada para fazer.

-Depois de hoje, o especial vai se chamar Um dia de tédio com Justin.

-Tenho muita coisa para fazer, para fazer, você vai ter que se virar sozinho.

Procurei uma ideia em minha mente podre. Nada. Eu não tinha nenhum compromisso além de passar o dia todo jogando videogame.

Uma ideia passou pela minha cabeça. Tinha que ser ela. Peguei meu celular e liguei para Gabriella.

-Fala! — ela disse.

Finalmente, o número certo.

-Preciso da sua ajuda.

-Que é?

-Você está fazendo o quê?

-Me arrumando para a escola, por quê?

Contei meu plano à ela.

-Enlouqueceu de vez, Bieber?

-Seja rápida.

Desliguei na cara dela, rezando para que ela não ficasse zangada e desci a escada correndo.

-Oi! — disse para Tina e seu cameraman.

Eles chegaram mais perto de mim, me sufocando com a câmera e o microfone. Para piorar, o outro cameraman surgiu do nada e enfiou a câmera dele na minha cara.

-Quais seus planos para hoje, Justin? — Tina peguntou.

Morrer, pensei.

-Bom, eu vou mostrar um pouco da minha cas apara vocês e depois vocês conhecerão meus amigos.

-Wow! Mal posso esperar para conhecê-los!

Eu também, pensei. Mostrei a casa toda a ales. Todo cômodo, todo empregado.

-Com licença, preciso fazer uma ligação.

Tranquei-me no banheiro e liguei para Gabriella.

-E aí?

-Consegui. Estamos te esperando no Georgia Plaza Park.

-Você salvou minha vida — agradeci.

-Não pense que vai sair de graça.

Foi a vez dela desligar na minha cara. Saí do banheiro com um sorriso nervoso.

-Tá na hora de conhecer meus amigos — disse.

Fomos de carro até o Plaza Park. Com a câmera desligada, eles me bombardearam com perguntas pessoais. Eu mal podia esperar a hora em que me veria livre deles.

Quando saímos do carro, dei de cara com quase 10 pessoas que nos esperavam pacientemente. No meio deles achei Gabriella, conversando e rindo, e Daniella, falando com alguém no celular.

Gabriella disse algo e todos viraram para mim, tentando agir naturalmente.

Chegamos mais perto e cumprimentei um a um, falando coisas como "e aí, cara?", "quanto tempo" e "você está ótima", até que chegou a vez de Gabriella.

-Como conseguiu? — perguntei, a abrançando.

-Foi fácil. Quando mencionei seu nome todos toparam. Você tem amigos maravilhosos.

Ri.

-Por quê não nos apresenta um a um, Justin? — Tina sugeriu.

Maldita seja Tina. Olhei para Gabriella, em pânico.

-Nós mesmo nos apresentaremos — disse Daniella, surgindo de repente atrás de nós.

Ela levou Tina e sua equipe para o mais longe possível. Deus abençoe Daniella.

-Aonde estão seus amigos, garoto? — Gabriella perguntou.

-Alguns estão em Los Angeles, outros em NY e o resto está espalhado pelo mundo. Como arranjou tanta gente?

Ela deu de ombro.

-São meus amigos. Alguns estão aqui, outros na escola e o resto está espalhado por Atlanta.

-O que você quis dizer com "não vai sair de graça"?

-Bom, digamos que sejam interesseiros. Está vendo aquele ali? — ela apontou para o garoto que conversava com Tina — O nome dele é Dean Wattson e neste exato momento ele está falando para Tina Banks que é seu melhor amigo. Ah, ele é gay.

-Um melhor amigo gay? Tô morto. Já pensou o que as pessoas vão falar?

-Calma. Ele vai bancar o macho.

Ótimo. Eu me sentia bem mais confiante sabendo que meu melhor amigo gay que eu não conhecia ia tentar bancar o macho. Perfeito.