Aoi POV :

Caminhava no final da tarde no Parque Yoyogi um dos parques famosos em Tóquio, pensando na noite passada e no homem fantástico que me deparei nunca tinha feito algo assim antes , ainda mais com um completo estranho...Tranquilo, eu observava assim a vegetação bela que havia no parque. Andando tranquilamente observava cada parte daquele parque até que alguém desesperado passou por mim correndo e me deu um esbarrão que parecia que queria retirar meu braço. Chinguei-o mentalmente, mas ao olhar mais claramente, eu percebi que tinha achado o homem que havia ontem ficado comigo em um bar. Deixei-o se afastar mais e corri atrás dele. Perseguindo-o então, observei que ele entrava em um Hospital, curioso, fiquei observando. Uma enfermeira, assim, veio falar com o loiro, os dois foram mais à dentro do hospital e perdi a visão dele, com muita coragem entrei. Ao entrar no Hospital o vi sentado em uma cadeira meio cabisbaixo, sentei-me duas cadeiras depois dele, abaixei minha cabeça para fingir que não tinha o visto e virei os olhos para ele. Quando parei de olhar ele murmurou :

Oque faz aqui ? -Ele me encarou surpreso e voltou a fitar o chao-

Err .. E-Eu -gaguejei- Vim, tirar sangue. -menti descaradamente- E você oque faz aqui ?


Esperando uma pessoa. -Passou as mãos pelos seus cabelos com um ar de preocupação em seu rosto-

Esperando quem ? E porque ? -Curioso tive que perguntar-

Um amigo meu, ele veio para cá uns dias, na verdade já se faz 2 semanas eu acho.

Ele teve algum problema muito grave ?

É, aconteceu uma coisa por ai. Mas hoje como ele recebeu alta de seus ferimentos, eu com permissão do médico vim buscá-lo.

Que ótimo, amizade dedicada isso é bom !

Retornamos ao silêncio, e depois de dez minutos a enfermeira trouxe um homem pequeno, meio caído, pálido e fraco, a enfermeira então disse em claro e bom som "Sr. Takashima?" , o loiro se levantou e foi até o pequeno homem, o abraçou fortemente. Era engraçado ver já que o loiro era mais alto que aquele homem enfraquecido em seus braços, parecia que ... Era o Pai e sua cria abraçados no hospital.

O loiro envolveu o braço do menor em seu pesocoço, segurou-o na cintura e foi o levando até as cadeiras onde eu permanecia sentado. Me levantei e ajudei o maior a por ele sentado, ao pormos ele sentado o loiro voltou seus olhos para o menor e deu um enorme sorriso. O loiro então segurou a minha mão e me levou até um canto mais longe do menor e me perguntou :

Desculpe, mas, eu preciso que você me ajude, eu não tenho como levá-lo para casa eu estou sem dinheiro para pegar um táxi e não vim dirigindo, acha que pode... Pagar um táxi, só para que eu possa levá-lo até minha casa casa ou me dar uma carona ? -Olhou para o chão encabulado-

Claro ! Eu posso, estou sem carro, vim andando, mas tenho dinheiro suficiente, posso levá-los para casa sim. -Ponho as mãos nos bolsos a procura de dinheiro- Deixe-me ver se tenho -Acho uma nota de ¥50 e a tiro do bolso- Tenho o suficiente para levá-los e ir para casa.

Muito obrigado ! -abraçou-me fortemente- Mas, não vai tirar sangue primeiro antes de irmos ? Aprósito, Uruha, prazer. -estendeu-me a mão-

De nada -corei- Tirar sangue ? Não descobri que tenho que marcar para fazer isso -contei mais mentiras- Uruha ? Prazer, Aoi -apertei a mão dele comprimentando-o- Vamos ? Eu o ajudo com o pequeno homem.

Pequeno homem ? -riu alto- HAHAHAHAHAHAHA não diga isso perto dele, ele odeia que falem do tamanho dele ! Mas, obrigado Aoi, muito obrigado mesmo.

Uruha voltou até o menor e ajudou-o a levantar, enquanto Uruha ajudava-o eu chamei um táxi. Por muito estranho, o primeiro táxi que chamei parou. Abri a porta para o pequeno homem e ajudei o loiro a por ele dentro do carro, logo após o loiro sentou ao lado do pequeno homem e eu fechei a porta. Sentei na frente ao lado do motorista, e Uruha disse a localização de sua casa e então fomos para a casa de Uruha. Uns 45 minutos depois chegamos, olhei no táximetro e a corrida deu ¥25 , paguei ao motorista enquanto Uruha ia saindo do carro com o menor, quando fui me despedir Uruha apoiou os cotovelos na janela e me perguntou :

Gostaria de vir Aoi ? -sorriu docilmente-

Não quero incomodar, não precisa. -Eu queria, mas não iria tão facilmente assim-

Vamos Aoi, depois eu levo você em casa, deixe-me preparar um chá para ti, só como agradecimento. -desencostou seus cotovelos da janela e se afastou do carro-

Tudo bem Uruha, eu vou -sai do carro- Obrigado por me convidar.

Que nada, te devo uma não ? Então nada como um chá Aoi.

Eu, Uruha e o pequeno homem fomos entrando no apartamento do loiro. Entramos no elevador, e lá fomos nós para o 10º andar (cobertura). Abri a porta do elevador para ajudar Uruha com o menor. Ao sairmos do elevador, Uruha abriu a porta de casa e me disse :

Não repare na bagunça Aoi, mas fique avontade, vou por ele no meu quarto para descançar e já retorno tudo bem ? -Sorriu e me mostrou o sofá- Pode se sentar ali que eu já venho

Tudo bem Uruha, não se preocupe comigo ! E obrigado, bela casa -me sentei no sofá-

Uruha, foi então levando o homem para o seu quarto, eu curiosamente fui ver oque ele estava fazendo lá, fui andando bem de vagar e levemente, coloquei minha cabeça na porta espiando Uruha e vi o loiro pondo o pequeno homem na cama, ele o cobriu, deixou-o bem confortável, fechou as janelas cobriu-as com a cortina que havia nelas deixando o quarto escuro, beijou o rosto dele e saindo do quarto ligou o ventilador eu me coloquei a correr para sala antes que ele me visse, pulei no sofá e dei um jeito de parecer normal. Ele chegou até a minha frente e me perguntou :

De qual chá você gosta Aoi-san ?

Chá ? Eu não sei Uruha, mas, pode ser de morango. Se tiver claro, mas Uruha eu não quero incomodar, sério. Não precisa disso.

Aoi, eu quero fazer, por favor, na minha família sempre agradecemos pontualmente as pessoas pelos favores que elas nos fazem, então assim será prepararei seu chá de morango, ok ?

Sim, Uruha... Obrigado.

Uruha se dirigiu para a cozinha, e começou a preparar o chá para nós dois, dava para perceber, já que o aroma doce do morango penetrava a casa inteira, aquele cheiro me abriu o apetite. Um tempo depois ele levou o chá até mim sorrindo, eu peguei o chá das mãos dele e bebi o chá. Estava completamente delicioso e quentinho (adorei), estava da forma que eu gostava o aroma então, maravilhoso. Ele sentou ao meu lado e eu curioso perguntei :

Uruha, quem é aquele pequeno homem ?

-Bebendo o chá- Ele ? Ah, é o Chibi. Ruki-san.

Ele é seu namorado ? Percebi uma química ai nisso tudo.

Namorado ? Não mesmo ! Já fomos mas terminamos já se passaram 1 mês. Agora somos só amigos !

E ai você cuida dele não é ?

Cuido. Ele sempre se mete nas encrencas então eu vivo ajudando ele com os problemas dele !

Mas, sente algo por ele, não ?

Não, acho que não, não sei, mas não sinto, no fundo no fundo não sinto nada. Mas, quem sabe né ? No coração agente não manda.

Concordo com você, é dificil mandar no coração.

O silêncio tomou a sala, ficou frio, senti um vazio. Queria descobrir se o Uruha sentia algo por mim, ele era importante pra mim, mas ele se sentia bem ao cuidar do menor, então, talvez ele o amasse, não ? Só sei que sem me controlar eu disse :

Uruha, e noite passada ?

Noite passada ? Foi divertida Aoi, mas não quero falar disso, me desculpe.

Uruha ... Eu ... -Coloquei a xícara na mesinha, segurando sua mão segurei o rosto dele e Bejei-o- Eu ... Eu ... -agarrei-o no sofá e ficando por cima dele o prendi e o beijei intensamente-

-Empurrou-me- Aoi ! Não ! Não, faça isso. Por favor, não mesmo.

Porque ?

Não vamos repitir oque fizemos ontem tudo bem ? Eu só... Eu só quero ficar calmo hoje, então não quero a mesma coisa da noite passada. Ok ?

Tudo bem Uruha ! -Sai de cima dele e me sentei no sofá-

Aoi, desculpe, eu só não quero agora. -Sentou ao meu lado e apoiou sua cabeça no meu ombro esquerdo- Quer passar a noite aqui ?

Eu não sei Uruha, eu não sei, pode ser, eu durmo aqui mesmo tudo bem por você ?

Sim, está tudo bem. Afinal eu te chamei, não é mesmo ? Mas só tenho o sofá para dormir, então tem problema se dormimos juntos?

Não não tem Uruha, mas acho melhor eu ir pra casa então não ?

Não. Eu quero sua companhia, fica aqui comigo tá ?

Tudo bem Uruha eu fico porque você me pediu, tá ?

Obrigado Aoi -beijou minha bochecha-

Ele se levantou e foi no quarto dele, ele pegou uns travesseiros e um edredom grande, ele colou no chão perto ao sofá e me pediu ajuda para abrir o sofá. Eu então, querendo bancar o fortão abri o sofá sozinho e levei um tombo e cai. Ele riu demais de mim, e arrumou o sofá para dormimos, com um enorme sorriso ele me agradeceu. Ele deitou no sofá e se cobriu, e dormiu logo após ter deitado. Me deitei ao lado dele, e como ele não perceberia mesmo fiquei fazendo carinho no seu rosto, alguns minutos depois adormeci pensando "Eu amo esse homem."

Continua...