Love, Love, Love Or Not.
1 Capítulo 1
Afinal, o que eu estava sentindo por ela? Era algo novo, me deixou confusa. Eu olhava nossas brincadeiras com um pouco mais de malícia. Oh my God... O que fazer numa situação como essa? Eu não sei. Nesse momento, o mais urgente possível, eu queria saber o que fazer... Ela, nesse momento, está em cima de mim. Havia me aplicado um golpe de judô e me derrubado na grama. Será que havia prazer em me provocar? Mordi meus lábios e sorri tristemente pra ela. Tudo podia ser diferente... queria ser um garoto e assim poder amá-la sem receio. Ah se eu pudesse. Mas se o destino desejou assim, não poderia mudar, poderia? “Se pá” se eu fosse um garoto ela seria lésbica, e não corresponderia meu sentimento. Aí aí, que vida d’emo a minha... Tá que ela nunca falou que era hetero... Mas eu não podia vê-la beijando uma garota. Mas é claro que não! Eu queria vê-la me beijando e não outra qualquer.
- Hey, hey Apple! Que houve? – Perguntou, os lábios a pouco centímetros do meu. Será que ela não percebia que me provocava tanto? Será que meus olhos não dizia isso? Talvez ela fosse muito pura pra ver isso, talvez ignorava esse fato e talvez o fizesse por maldade.
- Ahn... “Tava” pensando em como você conseguiu me derrubar. – Mordi meus lábios.
- Ah, eu aproveitei que você estava distraída. Mas “ae” por que você estava distraída? – Pensando em você. Não é óbvio?
- Não sei, vai ver que eu fiquei propositalmente assim pra você me derrubar.
- Contradição... Enfim, enfim, enfim... Cara, eles crescerão!
- Oi? Desculpa senhorita geminiana, não entendi o que você quis dizer. – Não diz o que eu to pensando, não diz o que eu to pensando.
- Eles... – e apontou para os meus seios. Dorga, eu ainda iria afogá-la na privada. Queria ter uma capsula de “simancol” para ela tomar. MEU DEUS.
- Tá, e daí? – Respondi mordendo meus lábios e contendo meus desejos interno.
- E daí, que não vale. – Ela apertou os próprios seios que cabiam na palma de suas mãos. – Os meus tão pequeninos e os seus tão grandinhos... – Hey, nem vem! Não faça isso! Tarde demais... Ela apertou meus seios.
- Sabia que isso fica meio lésbico? Estamos no meio de um parque garota!
- Não ligo, não “tô” fazendo nada demais, “to” ?
- Magina, sabe, tem várias pessoas nos olhando.
- Já disse que não ligo?
- Claro que não, você nem tem celular de todos que nos olham.
- Boba... Vou dormir. – Deitou a cabeça no meu peito e fechou os olhos.
- AH Meu Deus, “tá tirando”. Saí de cima de mim! – Não saí, fica aí. Mordi meus lábios enquanto a chacoalhava, pelo menos eu podia aproveitar da situação, mas aí isso não aumentaria a minha atração por ela? Fiquei observando-a e fazendo carinho em seus cabelos lisos, que estavam numa cor roxa. Como ela dizia, o cabelo dela era uma prostituta, amanhã ela me dissera que ia pintar de verde, vai entender.
- Quer parar de me olhar por favor?
- Oi?
- “Tá” me deixando sem graça.
- Novidade, você faz isso comigo sempre. E eu não estou em uma posição favorável sabia?
- Eu sei que você está gostando. – Ela tinha dito isso maliciosamente, ou fora só meus pensamentos? Ela ia acabar me enlouquecendo. – E os ficantes?
- Sabe que eu sou santa... – Disse ironicamente.
- “Ah vá” se você é santa, meu cabelo é virgem. – Gargalhou.
- Pegou pesado agora. – Fingi mágoa.
- Hey, hey Apple. Sabia que eu te amo? – Sorriu.
- Hey, hey Pineapple, eu também te amo.
- Eu disse de outro jeito. – Ela mordeu os lábios e ficou me observando.
- É? Que jeito? — Oi? Do jeito de “Oe, to pegando fogo” ou o jeito “Oe, sou sua amiga” ?
- Do jeito diferente de como você me vê.
- Ah, que tenso. Pode ser que o jeito que você me vê que eu te vejo seja diferente de como eu te vejo.
- Você está me “cafundindo”.
- Não, você está me “cafundindo”. Dá pra dizer logo como você me ama?
- Ah, ainda não sei ao certo.
- Vou te bater...
- Credo... Não posso ficar em dúvida?
- Pode, mas não me assustar desse jeito!
- Quer dizer que eu te amar do outro jeito te assusta?
- Eu disse que não sei de que jeito você tá falando! Isso que me assusta!
- Sei... Olha que pássaro bonito!
- Como você muda de assunto rápido! – Revirei meus olhos.
- Não, é sério, olha ali. – E apontou para algum ponto no meio das árvores.
- Hmpf – Bufei e segui o olhar pra onde ela apontava.
- Assim... – Ela encostou os lábios nos meus, eu hesitei com o movimento rápido. Os olhos dela estavam fixos nos meus e eu a afastei bruscamente.
- Idiota...
- Eu disse que era diferente do que você sentia por mim. – Sentou no meu colo e ficou olhando para o nada.
- E eu disse que dependia do jeito que você me olhava... – Ela me olhou confusa, mas rapidamente desviou o olhar e se levantou.
- Ahn, adeus então né.
- Ah! “Qualé” ? Você me derruba, me beija e não me ajuda a levantar?
- Não, está com raiva de mim?
- Se você não me levantar eu juro que estarei. – Ela esticou a mão, ainda hesitante e me puxou. Eu sorri pra ela e ela corou.
- Não entendo você.
- Você sempre me provocou propositalmente?
- Ahn... do que você tá falando?
- Você mente muito mal. – Acusei-a.
- É, te provoquei. Pera, eu queria, eu te provoquei mesmo?
- Eu disse que dependia de como você via que eu te via... – Puxei-a para outro beijo, os olhos ainda fixos nos meus. Apenas deslizei a palma da mão no olhos dela, fechando-os e levando meus lábios a sua orelha. – Isso que me fez te afastar, beije com os olhos fechados, ok?
- Quer dizer que... vo-você me...
- Sim, pelo menos eu acho que é isso. –Sorri e dei outro longo beijo nela.
- Você também é idiota... Não faça isso de novo.
- Como quiser, Mah. – Mordi meus lábios e ela sorriu para mim.
Eu sabia que nosso “amor” não iria durar muito tempo. Eu era o oposto dela e vivíamos brigando. Mas, o amor da amizade não acabaria, disso eu tenho certeza. Ou acabaria né.
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