Love Love

7 Paraíso proibido


Notas iniciais
Tá, quem já ouviu essa musica deve ter uma pequena ideia do que vai ter nesse one-short. Isso surgiu quando estava ouvindo essa musica *A vá!* ¬¬, continuando, então eu comecei a pensar como o Shadow e a Maria cai tão bem em algo proibido então como tava sem criatividade para outras fics *novidade* ¬¬, eu escrevi esse pequeno one para agradar a vocês e para quebrar um pouco essa minha trava que to aqui no nyah *também fazendo continuação de Yin e Yang.* isso é segredo para o pessoal que não tem o FF.net ¬¬ *era* ¬¬.
aproveitem!

Paraíso proibido.

Uma garota de longos cabelos loiros, olhos azuis e pele pálida, passeava tranquilamente pelo parque de sua cidade. Ela usava um delicado vestido branco com detalhes rosados bem claros, em sua cabeça se encontrava um charmoso chapéu também branco com grandes abas que se esvoaçavam com o vento junto com seus cabelos loiros e lisos que chegavam até seu quadril. Em suas mãos se encontravam os sapatos que a pouco tempo usava, uma pequena sapatilha branca simples e delicada.

A garota devia ter seus dezessete anos, seu rosto era jovial e belo quase o de uma princesa e tinha toques tão inocentes que muitos gostavam de comparar com o de um anjo. Seus pés pequenos e descalços tocavam a grama como se fosse a melhor coisa do mundo, enquanto seus pulmões eram preenchidos pelo doce aroma natural da grama. O doce vento que se chocava com seu corpo remexia seu vestido ondulando-o e praticamente o encurtando ainda mais, seus cabelos também eram movidos por aquele vento, sendo levantados e bagunçados.

— Não acha que esta na hora de irmos Maria? – perguntou uma garota de cabelos rosados e olhos esmeralda que estava a poucos metros de onde se encontrava a garota. Ela abraçava a se mesma e olhava discretamente para o relógio tentando esconder um leve sorriso do rosto. Em sua mente o plano que tinha feito estava em ação, tudo para a felicidade de sua amiga.

— Só mais um pouco Amy. – pediu a garota com um sorriso genuíno no rosto. Ela realmente parecia um anjo, um delicado e doce anjo que tudo o que queria era a felicidade, mas tinha suas asas presas por duas pessoas que se consideravam seus guardiões , mas que na verdade era seus vigias da prisão.

A garota de cabelos rosados riu divertida, assentindo levemente e logo depois olhando para o relógio mais uma vez. Faltava apenas mais alguns minutos e logo a garota teria sua maior surpresa. Maria respirou fundo novamente sentindo aquele doce cheiro lhe embriagar os pulmões mais uma vez, não podia pedir mais nada... Ah! Sim, para isso ficar completo ele devia estar ali, devia estar ali com ela, mas não podia. Era proibido.

Pela ultima vez mirou aquela bela paisagem natural que tinha no parque. Se sentia triste em deixá-lo, mas era preciso se não seus pais viriam buscá-la e acabariam com essa doce sensação que sentia. Andou apressada até Amy, mas quando tocou o passei vários motoqueiros de roupas completamente negras a rodearam, girando a sua volta em um circulo perfeito. Mas ao invés de ficar assustada a garota começou a rir alegre segurando o chapéu com uma mão para ele não sair voando com a ventania que as motos provocavam. Ela conhecia essas motos e era por isso que não estava nem um pouco assustada.

De repente uma moto saiu da roda indo em sua direção e parando bem na sua frente. O motoqueiro que a montava era visivelmente um homem, bem mais alto que ela, usando a roupa toda preta com um capacete também preto tampando completamente sua cabeça. Ele colocou um pé no chão para sustentar a moto e tirou o capacete revelando um rosto de pele morena, completamente lindo de feições orientais, os cabelos negros de mexas vermelhas , enquanto seus olhos eram vermelhos sangue que reluziam como nunca naquela luz.

A garota sorriu delicadamente para o garoto que retribuiu o sorriso e levou uma mão até o rosto da garota acariciando com delicadeza e aproximando o seu do dela. Ela sorria ansiosa apenas esperando que pudesse conseguir o que tanto esperava, mas quando estava a apenas alguns centímetros de acabar com a distancia se ouviu um forte grito.

— Se afaste dela seu vagabundo! – gritou uma mulher loira de olhos turquesa, devia ter seus quarenta anos e se aproximava com seus salto altos retumbando fortemente no chão. Do lado dela estava um homem loiro de olhos azuis reluzentes se aproximando furioso. – Nós te avisamos que se si aproximasse dela mais vez chamaríamos a policia!

O garoto soltou um forte grunhido e se afastou da garota com uma cara triste a mirando quase suplicando para não ir embora. A garota abriu e fechou a boca varias vezes sentindo como seus olhos começavam a lacrimejar. Segurou a mão do garoto tentando impedir que ele fosse embora, mas sua mão escorregou e ele saiu com seus amigos desaparecendo nas ruas a frente. O homem chegou perto da menina de cabelos rosas e pareceram começar a discutir enquanto a mulher loira lhe segurava pelo braço e a puxava para onde os dois outros estavam.

— Te pedimos para tomar conta dela e você praticamente a entrega para aqueles delinqüentes?! – gritou o homem furioso fazendo gestos com suas mãos por causa da raiva. – No que estava pensando?! Realmente se considera uma boa amiga?!

— Estou sendo melhor amiga do que vocês estão sendo pais!! – rebateu Amy furiosa encarando com raiva o homem loiro. – Maria tem todo o direito de amar alguém, seja ele quem for! Não podem prendê-la do jeito que estão fazendo, vai acabar prejudicando ela!!

— Fique quieta! Você não sabe como isso pode ser prejudicial para ela!! – gritou a mulher de cabelos loiros segurando o braço de Maria com força, chagando até machucar a pequena que tinha seus olhos ainda marejados olhando para o caminho que o garoto tinha ido. – Já imaginou se ela acaba se envolvendo com elas e acaba drogada ou grávida?! O que você faria?

— A ajudaria! Se ela o ama de verdade e ele a ela tem que deixar que as coisas andem sozinhas!! – gritou Amy de volta tentando convencer os pais da garota que o que estava fazendo era errado e apenas faziam a garota se sentir triste. – Tem que deixar ela andar sozinha, que tome seus próprios tombos! Não podem ficar sempre tentando prever um erro!!

— E do que você sabe garota?! – perguntou o pai de Maria com um olhar intimidador. – Não chegue mais perto de nossa filha, entendeu? Ou se não chamaremos a policia igual faremos com aqueles vândalos.

Os pais da garota começaram a tirá-la de lá enquanto a mesma apenas podia olhar tristonha para sua amiga que tinha a mesma cara. Como sempre acontecia desde que o havia conhecido. Na época tinha apenas quinze anos e tudo o que tinha entre os dois era uma relação de amizade e inimizade. Os dois não se suportavam, mas mesmo assim passavam a maior parte do tempo um com o outro muitas vezes se ajudando. Logo depois tudo tinha virado uma bela amizade, mas nessa época seus pais já a repreendiam por andar com ele já que ela era de classe alta e ele era de classe media, líder de gangue e completamente desordeiro. Inteligente, mas que não gostava de ir a escola nem mesmo estudar. Mas ela nunca se importou com o que ele era, sempre vira um bom amigo e companheiro que a ajudava nos momentos mais difíceis. Nem percebeu quando a amizade virou um sentimento maior, tanto para ela quanto para ele.

Um dia, naquele mesmo parque os dois passeavam como costumavam fazer nos finais de semana, mas ele parecia querer dar um passo arriscado e, enquanto ela estava distraída, ele juntou seus lábios em um doce beijo. O primeiro da garota. Fora um beijo doce e delicado que a menina pudesse acompanhar e não se assustasse. Foi um momento mágico para os dois, mas os pais da pequena chegaram no mesmo instante que iam dar outro e os separaram no mesmo instante. O garoto ainda tentou ir até ela, mas o pai da garota o afastou com um murro, obrigando o pobre garoto a ficar longe da pequena que se afastava sendo obrigada por seus pais.

Foi assim que se tornou proibido o convívio dos dois. Mas uma coisa que os adultos não sabem e que os jovens aproveitam é o fato de que o proibido é sempre mais tentador e delicioso que o certo...

— Já dissemos para você ficar longe dele! – exclamou sua mãe logo depois de chegarem em casa. A garota foi praticamente tacada para frente quase caindo no chão. – Será que você não entende que ele é má influencia? Vai acabar destroçando sua vida!

— Minha vida ou minha carreira mãe? – perguntou a garota desafiante. Estava cansada, cansada de ter que ouvir a mesma coisa e saber que o problema não era sua vida, mas sim sua carreira como musica. Porque sim, participava de uma das mais renomadas escolas de musicas e se saía muito bem. Seus pais queriam que ela montasse carreira apesar de tudo o que a garota queria era apenas tocar o que gostava, de continuar com a musica por gosto não por obrigação. – Não entendo por que não posso ficar com ele. Eu o amo, quero estar com ele, isso não significa nada para vocês?

— O que fazemos é para o seu bem minha pequena. – falou seu pai colocando uma mão em seu rosto e a mirando com seriedade. Sabia que não era isso, sabia que tinha algum interesse financeiro por trás. Afinal não tinha motivos para não se encontrar com ele, não havia motivos para não se verem. Só porque ele não era um daqueles garotos certinhos que estudavam sem parar? Só porque ele praticamente crescera nas ruas e não tem uma herança muito grande como ela? Realmente isso não fazia sentido, não para ela. – Agora trate de esquecê-lo e vá para seu quarto. Amanhã você tem aula.

Emburrada a garota fez o que seu pai mandou se trancando em seu quarto tocando sem parar seu violão, fazendo o tempo passar quase voando. Logo, a tão esperada noite chegou e a garota se acomodou na cama, apenas esperando que seus pais adormecessem com o tempo. Quanto tocou as onze horas saiu de debaixo das cobertas já usando a roupa que queria. Uma saia negra curta, uma blusa também negra com um casaco de couro da mesma cor por cima e finalmente uma bota de couro que ia até os joelhos.

Todas as noites era a mesma coisa, ia para a varanda de seu quarto se segurava bem firme em um cano que tinha do lado da mesma de descia lentamente pelo mesmo até chegar ao chão, onde podia pegar a moto que ganharam de seu tio e que tivera de esconder de seus pais, para assim ir até o único lugar que se sentia realmente livre. A mesma coisa todas as vezes desde que seus pais a proibiram de se encontrar com ele.

Certinha e ingênua? Isso foi antes de conhecê-lo. Ainda era inocente, mas agora estava bem mais esperta com relação as coisas do mundo do lado de fora das salas de aula e dos muros de sua casa. Graças a ele pode ver e experimentar o mundo que nunca havia conhecido antes, um que estava bem do seu lado, mas que nunca pudera ver. Afinal, era proibido.

Parou na frente de um prédio e parou sua moto no lugar que sempre a deixava a desligando e pulando da mesma. Caminhou apressada por um beco que tinha do lado do prédio que parara sua moto e logo entrou em uma porta que tinha bem lá no fundo e que era escondida pelas sombras da noite. Seu andar era seguro, não tinha nenhuma hesitação. Afinal, para que hesitar? Por que recuar? Aquele virara seu lar secreto. O lugar que ia para poder viver uma vida que antes era proibida. Seu pequeno paraíso proibido.

Passou cumprimentando as pessoas que encontrava pelos corredores. Todas elas membros da gangue que ali morava, todos eles já a conhecendo mais do que bem já que ela não era nada mais nada menos que a namorada secreta de seu líder. No inicio todos a achavam uma patricinha que não duraria nem um minuto no mundo em que viviam, mas com o tempo, com o convívio, as idéias foram mudando e ela já era considerada alguém da família.

Diferente da realidade das outras gangues, onde tudo era confusão e corrupção, ali todos eram uma família, um cuidando do outro como se fosse sangue do seu sangue. Eram organizados, apesar de não parecer. Não eram ilegais, tudo o que faziam era algumas travessuras para se divertir, mais nada. Não mexiam com coisas como bebidas e drogas, apesar de alguns ali gostarem de beber algumas de vez em quando.

Andou por mais alguns minutos até chegar em uma área que mais parecia uma enorme salão, cheio de cadeiras e mesas tendo direito até para um pequeno bar cheio de bebidas diferentes. Mais para o canto tinha uma rodinha de pessoas que pareciam estar animando uma luta, coisa que não era muito estranho já que muitas vezes havia concursos e campeonatos entre eles para ver quem era o mais forte. Aproximou-se passando pela multidão e viu que os dois que lutavam no meio da roda era o mesmo garoto de cabelos negros que vira de manhã, seu garoto, e o outro era um de cabelos azulados e olhos verdes reluzentes, sempre com um sorriso no rosto, não importava a situação.

Parecia estar uma luta empatada, mas podia se perceber se prestasse bastante atenção que o moreno estava na vantagem, bem menos cansado e quase sem nenhum machucado. De relance ele conseguiu vê-la o fazendo sorrir ligeiramente e terminar logo com a luta. Apenas mais um soco no estomago e uma rasteira para que assim tudo terminasse e ele fosse o vencedor. O garoto de cabelos azuis riu alto e se levantou com a ajuda do moreno, limpando logo em seguida um ligeiro machucado que tinha na boca.

— Dessa vez você pegou pesado Shadow. – disse o garoto dando um ligeiro empurrão no moreno que apenas sorriu ligeiramente em resposta.

— Você ainda não viu o que é pegar pesado Sonic. – rebateu o moreno passando um braço pela cintura da garota loira que havia se aproximado. Rapidamente roubou um ligeiro beijo dela fazendo com que sorrisse radiantemente e o abraçou com força. – Maria, estou todo suado.

— Não me importo. – falou ela lhe sorrindo, aquele doce sorriso que o moreno havia tomado só para ele. Egoísta? Era muito, principalmente com relação a seu pequeno anjo que se encontrava em seus braços.

Se despediu de seu parceiro e logo puxou a garota para fora daquele circulo a levando para um das varias portas que tinha rodeando o lugar. Esse era o único momento que podia ficar juntos sem problemas, com todos da gangue sendo seus cúmplices fieis, que desejavam com força que os dois conseguissem ficar juntos sem problemas. Os dois entraram em um quarto simples, com apenas uma cama de solteiro, um pequeno guarda-roupa e uma escrivaninha onde tudo o que tinha encima era alguns papeis e um celular.

Antes que o garoto pudesse fazer qualquer coisa, a pequena fechou a porta atrás de si e puxou a gola da camiseta negra que ele usava, fazendo ambos se unirem em um beijo apaixonado e doce que sempre aconteciam quando tinham esses momentos. Desde a primeira vez, desde quando os pais da garota haviam proibido esse relacionamento os dois se encontravam naquele lugar, todas as noites, e passavam as únicas poucas horas que podiam estar juntos.

— Maria... – disse ele logo que separou de um beijo, mas antes que pudesse continuar ela voltou a beijá-lo fazendo a oração morrer bem em seu inicio. – Maria, deixa eu pelo menos tomar um banho.

— Não. – respondeu ela simplesmente sorrindo levemente e voltando a beijá-lo, passando os braços em volta do pescoço do garoto e apertando seu busto de tamanho médio no peito quase nu dele, fazendo com que o beijo se intensificasse por parte do garoto.

— Sabe que se continuar assim não vou poder me controlar. – falou ele logo que se separaram por ar. A garota riu e fez os dois girarem uma meia volta e logo o empurrando para a parede enquanto beijava maliciosamente seu pescoço, tendo que ficar na ponta dos pés para fazer isso.

— Não quero que se controle. – sussurrou ela perto de sua orelha mordendo seu lombo logo depois fazendo o garoto soltar um grunhido de prazer e segurar com força bem o inícinho de suas pernas, fazendo a saia da garota encurtar ainda mais. Ele abriu uma brecha do olho a mirando atentamente e sorriu, com a respiração agitada e descompassada.

— Você que pediu. – murmurou ele para logo depois puxar um pouco o cabelo dela e beijar seus lábios semi-abertos já introduzindo sua língua dentro da boca da garota, tornando o beijo tão intenso quanto podia. Com passos rápidos ele levou a garota até a escrivaninha a sentando na mesma enquanto o beijo continuava.

A garota apertou mais seus braços no pescoço do garoto aproveitando o máximo que podia do beijo. Quando se separaram para respirar o garoto foi direto para o pescoço da garota, lambendo-o, mordendo-o e chupando-o em toda sua extensão enquanto ela soltava leves gemidos e segurava com força os cabelos negros dele. As mãos do garoto viajavam pelo corpo dela, deslizando pela cintura, passando pelo quadril, indo até a perna onde ficavam um pouco acariciando com malicia e logo depois voltando a subir indo até os redondos seios da garota, massageando-os com carinho e desejo. A garota também não ficava para trás e passava suas mãos pelo bem formado peito do garoto, passando algumas vezes por baixo da camiseta tocando a pele morena dele com luxuria.

Em um rápido movimento ela tirou a camiseta negra que ele usava o deixando apenas com a calças jeans negra que já era bem larga e ficava naquele cai não cai. O garoto retirou a jaqueta de couro que ela usava junto com a bota também do mesmo material, passou a mão pode debaixo da blusa da garota e foi passando seus dedos por todo o ventre da pequena, apertando um pouco a cintura e sentindo com muito gosto a pele macia que ela tinha. Rapidamente tirou a blusa que ela usava deixando a mostra o sutiã negro que era a única peça de roupa que o impedia de ver os seios dela.

Ela o afastou um pouco e começou a beijar o peito do garoto com carinho, deixando pequenas marcas vermelhas por toda sua extensão, como ele tinha feito com ela antes. Ele passou os braços pela cintura dela e a apertou mais contra si fazendo a garota passar as pernas por seu quadril o que fez o garoto soltar um gemido de prazer.

Ele rapidamente a carregou e deitou na cama que estava ali do lado se colocando encimada da garota se preparando para o inevitável.

— Te amo. – sussurrou o garoto antes de continuar com o que estava fazendo.

— Também te amo. – sussurrou ela de volta sorrindo ligeiramente. Esse com certeza era o seu paraíso proibido.

A noite passou e o dia começou a amanhecer. Maria foi a primeira a acordar se sentando na cama tampando seu corpo nu com a coberta que havia dormia. Olhou para o lado se deparando com o rosto adormecido de Shadow que ainda a segurava pela cintura com força. Sorriu ligeiramente e deu um pequeno beijo nos lábios do garoto e logo saiu, para voltar para casa como se nada tivesse passado.

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Um mês se passou e a garota começara a se sentir estranha. No momento se encontrava no banheiro mirando um pequeno aparelho que tinha uma luzinha verde brilhando. Seu rosto estava mais pálido que o normal enquanto se apoiava na pia do banheiro segurando a borda da mesma com força. Saiu do mesmo um pouco tonta e pegou seu celular, indo até as mensagens e enviando uma para um numero em especial.

— Algum problema filha? – perguntou sua mãe entrando no quarto. A garota se sobressaltou um pouco e se virou rapidamente.

— Estou bem mãe. – falou um pouco nervosa e sorrindo de maneira forçada. – Pode me deixar um pouco sozinha? Estou tentando esquecer o Shadow, como você e o papai pediram.

— Claro minha pequena. – falou sua mãe saindo do quarto. Rapidamente a garota foi até a varanda e desceu pelo cano e correu para fora dos limites da enorme casa que morava. Tudo o que queria no momento era chegar até o parque e encontrar com ele, tudo o que queria era dizer o que estava acontecendo, mas ao mesmo tempo tinha medo de qual seria a reação dele, temia que ele não aceitasse aquilo direito.

Quando chegou ele já a estava esperando, parecia um pouco preocupado, devia ser por causa da mensagem que enviara que não devia ser muito explicativa. Rapidamente o abraçou com força se sentindo segura entre aqueles fortes braços que retribuíam o abraço com força.

— O que aconteceu Maria? – perguntou preocupado se separando um pouco da garota e levando as duas mãos para seu rosto, acariciando-o com delicadeza. A garota o mirou diretamente com os olhos temerosos.

— Estou grávida. – disse, não, praticamente jogou as palavras para fora de sua boca e fechando os olhos fortemente não querendo ver qual seria a reação.

— Maria isso... – começou ele fazendo a garota apertar mais os olhos esperando o resto da frase. – É incrível!!

Ele a carregou levemente e deu uma pequena girada enquanto deixava aparecer seu maior sorriso. A garota o mirou confusa, não era essa reação que estava esperando, com certeza não era essa.

— Não ficou com raiva? – perguntou sem entender. O garoto a mirou um pouco confuso e logo voltou a sorrir.

— Por que ficaria com raiva? Essa é a melhor noticia que já recebi na minha vida! – exclamou ele a abraçando com ainda mais força, dando ligeiros beijos.

— Mas e meus pais? – perguntou a garota ainda assustada. Tinha também esse problema. – Se eles descobrirem que estou grávida vão mandar prender você e não vão me deixar ficar com o bebê.

— Fugimos. – disse ele ainda feliz. – Tem uma cidadezinha aqui perto que eu vivia antes de me mudar para cá. Eu posso trabalhar na pequena empresa que tem lá e você pode continuar tocando, tem vários restaurantes pequenos e humildes por lá que adorariam ter um show ao vivo, principalmente com você tocando. Podemos morar na antiga casa de meus pais, ela ainda é nossa e acho que eles não se importariam se eu vivesse lá.

— E como vou arrumar tudo para ir sem que meus pais percebam? – perguntou um pouco mais tranqüila. Uma vida sem limites, uma vida onde ninguém podia dizer o que deveria fazer e onde poderia tocar por prazer e gosto. Podia pedir mais? Ah! E ainda teria uma família com o garoto que amava.

— Fique pronta para irmos, hoje a noite vou te buscar. – disse dando um ligeiro beijo nos lábios da garota.

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O dia havia passado, os dois estavam muito felizes ao saber que sua pequena filhinha finalmente decidira esquecer aquele garoto vagabundo. Mas onde ela estava? Não havia aparecido para o café da manhã, esse não era seu costume. Caminharam até o quarto dela e abriram a porta só para ver os guarda-roupas abertos faltando algumas roupas e faltava um das malas. Na cama tinha um bilhete que de longe se via a bela ortografia da garota.

“Mãe, pai

Mesmo vocês tendo me negado tudo aquilo que mais queria ainda acho que me encontro no direito de saber o que a pouco tempo aconteceu. Primeiro, eu não esqueci o Shadow, não posso fazer isso, o amo muito para fazer uma coisa dessas. Segundo, estou grávida, sei que vocês não gostarão muito dessa noticia, mas para mim ela é a melhor de todas. E por ultimo não vou mais morar com vocês, estou indo ter uma vida normal e simples com quem amo e peço que se vocês me amarem de verdade não vão me procurar, porque agora vou estar realmente feliz.

Amo vocês.

Maria”

Agora sim o paraíso tinha se revelado e da melhor maneira possível.

Notas finais
Esqueci de avisar que era tinha um pouco de Lemon n///n. gostaram? Deixem reviews hen? Gente será que é tão dificil alguém gostar de Shadow e Maria? *muitas pessoas gostam mais de Yaois em Sonic* como diz a Anne Sad, but true. Mas não desanimarei! Vou fazer vocês gostarem desse casal! E o mundo será apenas Shadaria MUAHAHAHAHAHA *ridiculo* isso é um feitiço de Hery potter ;P. *eu mereço ¬¬*

Bye galera.