Notas iniciais
não pude evitar escrever essa fic, mas é só para distrair já que to meio sem criatividade para OPM por enquanto, mas logo o cap dessa fic sai tambem. Esse é um romantismo mais sinistro, mas acho que vão gostar.

Aproveitem ^^

Liberdade.

Andava por um lugar que não conseguia identificar. Ele era sombrio, com uma densa neblina no chão de um cinza forte que chegava até suas canelas e se estendia até onde a vista não podia alcançar mais. O céu era completamente coberto de nuvens cinza tornando o lugar ainda mais sombrio. Não havia mais nada ali, só de vez em quando se encontrava com algum ou outro prédio destruído ou até mesmo uma casa que mais parecia uma casa mal assombrada.

Tentou gritar, para ver se alguém a respondia e dava sinal de vida, mas tudo o que ouviu foi seu eco ecoando por todos os lados daquele vasto lugar. Tentou correr, para ver se chegava ao fim daquele lugar, mas parecia apenas que dava voltas e mais voltas no mesmo lugar. Tentou esperar, sentou no chão e esperou para ver se alguma coisa acontecia, mas depois de um vasto tempo daquele jeito não suportou mais tanta monotonia e voltou a andar. Estava sozinha, estava perdida, estava presa naquele lugar.

Afinal onde estava? Como chegou ali? Tudo o que se lembrava era de estar em um restaurante com seus pais, tudo corria bem até eles mencionarem que queria juntá-la com um garoto que não conhecia... Não se lembrava do nome dele... Era... Mephiles! Isso! Mas ela não aceitara, não queria ficar com uma pessoa que mal conhecia e não amava. Depois tudo foi muito rápido, seu pai começou a gritar com ela, ela gritou com ele, ele reclamava que ela nunca obedecia, ela falava que eles nunca a deixavam livre, que era sempre do jeito deles nunca do dela. Logo que seu pai segurou seu pulso com força ao ponto de quebrá-lo se levantou e se soltou correndo na direção da porta com os olhos marejados e o grito de seus pais logo atrás. Estava tão concentrada em fugir e limpar as lagrimas nos olhos que nem percebeu quando começara a atravessar a rua e que um carro vinha direto em sua direção. Depois... Nada.

Tinha morrido? Se fosse o caso, que lugar era esse que estava? O céu? O inferno? Um intermediário entre os dois? Bom... Seja onde for que estivesse não gostara nem um pouco. Era frio principalmente usando apenas um delicado vestido azul, meio rodado na saia que ia até metade de suas cochas, tinha um decote no formato de U com mangas curtas e um laço passando por sua cintura com delicadeza a delineando ainda mais. Seus sapatos de salto alto brancos a incomodavam ligeiramente, mas já estava acostumada a lidar com essa dor. E por fim luvas brancas que iam apenas até seu pulso e tampavam ligeiramente uma pulseira que ganhara de sua amiga.

Andou por mais alguns instantes chagando até uma cidade abandonada, os prédios eram todos destruídos, um pouco tortos e até mesmo faltando pedaço. Não se podia ver os asfalto por causa da neblina, e parto dos prédios e das casas também estavam cobertos. Era como se fosse sua cidade, só que em ruínas, completamente desolada. Logo sentiu como alguém lhe chamava, como se impulsionara se corpo em uma direção que não conseguia identificar qual era e continuou seguindo essa voz, sem mostrar nenhuma resistência, afinal não havia motivos para ter, e quando finalmente chegou ao destino que a voz lhe mandava ficou confusa. Era apenas um muro, um simples muro de pedra que devia ter seus dez ou doze metros de altura.

De repente uma risada, maníaca e sinistra que fez a garota ter calafrios por todo corpo e mirar todos os lados. Um pouco mais distante de onde estava pode ver um vulto perto do muro que se estendia reto até desaparecer no horizonte. Andou lentamente até o local e quando ficou frente a frente com aquele vulto se impressionou ao ver um garoto de uns dezenove anos sentado comodamente no chão, com correntes prendendo seus pulsos que ficavam erguidos por causa do tamanho da corrente e de onde estava presa, também estavam prendendo seu pescoço, e pelo o que pode ver pela nevoa seus tornozelos também estavam presos.

Ele tinha o cabelo negro liso e bagunçado caindo ligeiramente em seu rosto, com algumas mechas vermelhas escorrendo sobre ele e se destacando por sua cor mais potente. Sua pele era morena e bela dando mais tom a seu rosto com rasgos delicados, mas ao mesmo tempo rudes. O corpo parecia ter um bom porte físico, sem ser exagerado ou muito magrelo, e que era tampado por um casaco preto longo que tinha as barras das mangas um pouco largas, uma calça preta de moletom e botas também negras. Um sorriso malévolo e irônico apareceu no rosto dele enquanto a sombra de sua franja tampava seus olhos. Ele levantou a cabeça e a garota tomou um susto ao ver dois olhos vermelhos como sangue reluzindo naquele lugar sem cor a mirando maliciosamente, se fixando especialmente em suas pernas que tinham sua maior parte a mostra e nos seios que eram bem marcados naquele vestido.

— O que tanto mira, pervertido?! – exclamou tampando os seios e cruzando as pernas como se aqueles olhos pudesse atravessar sua roupa e a mirar completamente desnuda. Seu rosto corou fortemente enquanto via o garoto soltar mais uma gargalhada e logo depois a mirar diretamente nos olhos ainda com um pequeno sorriso sarcástico irônico.

— É incrível que tenha percebido! Do jeito que é inocente... – comentou ele, sua voz era de certo modo harmoniosa apesar de ser um pouco grossa e potente. Se notava de longe a confiança que tinha junto com sua autoridade, como o que um verdadeiro líder deveria ter.

— E como pode saber disso? – interrogou ela em um tom irritado ao ver a ignorância do garoto a sua pessoa. Não que fosse uma menina mimada, odiava quando falavam isso dela, só gostava de ser respeitada como qualquer outra pessoa gostaria. – Nunca nós vimos antes! Que diga nos conhecermos!

— Você pode não ter me visto, mas eu te vi e já faz um bom tempo que te observo. – falou o garoto desmanchando um pouco seu sorriso e ficando mais serio. Ele se levantou e se aproximou dela o máximo que conseguia, devia ser duas cabeças mais alto que ela o que a fazia sentir um pouco desprotegida, ou até mesmo segura. – Maria Robotnik. Vinda de uma família rica de inventores bem sucedidos e que sempre exigem o melhor de seus descendentes. Uma garota rebelde e humilde que não se preocupa com o dinheiro que tem, esforçada nos estudos, mas que nunca consegue chamar a atenção dos pais que sempre exigem mais e mais de se. Não gosta de ficar sozinha e não aceita as coisa que não acha certo com muita facilidade. Teve praticamente toda a liberdade consumida pelos pais que sempre tento te controlar.

— C-como sabe disso tudo? – perguntou a garota surpresa ao perceber que aquele garoto realmente a conhecia. Ele a citara por completo, sem muitos detalhes, mas perfeitamente.

— Quando se fica preso aqui por muito tempo tem que arrumar alguma coisa para fazer. – falou ele virando o rosto para ver outro lado e logo depois a mirando de canto tendo de volta aquele sorriso irônico no rosto. – E digamos que você é uma garota muito interessante.

— E por que esta preso aqui? E onde exatamente é “aqui”? – perguntou a garota olhando envolta e logo depois se concentrando nas correntes que seguravam o garoto. Será que ele era perigoso? Devia ter feito algo muito errado para parar daquela maneira.

— Desculpe se eu não me apresentei. – falou fazendo uma pequena reverencia, mas sem tirar do rosto o sorriso irônico e divertido. – Meu nome é Shadow, um Shinigame ou se preferir deus da morte.

- D-deus da morte. – murmurou a menina um pouco nervosa levando as mãos ao peito e as apertando fortemente no mesmo.

— Exatamente. Sou aquele que vai a terra pegar as almas que tem que morrer. – falou ele com um sorriso sinistro no rosto, mas logo esse sorriso desapareceu. – Mas todos os ceifeiros de almas são comandados por um demônio maior, mas podemos ficar mais fortes que ele com o numero de almas que coletarmos. Esse maldito demônio viu que eu era uma ameaça quando comecei a ficar mais e mais forte então me prendeu aqui para que assim não pudesse vencê-lo. Idiota!

O garoto dera um forte murro no muro as suas costas, fazendo a mesma se estremecer por causa da forte força do garoto, mas a menina já não tinha mais medo dele, sentia era pena do garoto por estar passando o que passava. Sabia o que era não ter liberdade para fazer as coisas que queria e não desejava esse sofrimento a ninguém.

— A única maneira de me livrar dessa prisão é conseguindo uma alma que se entregue voluntariamente a mim. – ele logo dirigiu sua atenção a ela que já começava a entender onde isso ia chegar. – Foi por isso que fiquei te observando. Você tem o que preciso, pede todas as vezes liberdade e eu posso dar essa liberdade a você tudo que preciso é que me ajude a sair daqui.

Não era uma proposta tão ruim, tudo que tinha que fazer era tirar o garoto de lá e simplesmente poderia ser livre para fazer tudo o que queria. Bom... Talvez fosse mais arriscado do que parecia e aquele garoto podia ser mais perigoso do que imaginara. Ele cumpriria a promessa? Essa era a questão. E enquanto via ele se sentando novamente no chão ponderava para ver se seria um bom acordo.

— Claro que isso também tem seu preço. – mirou o garoto com mais atenção esperando que ele continuasse. – Você foi atropelada antes de vir para cá, sua alma já esta fadada a ser de algum ceifeiro de almas, que provavelmente vai devorá-la para ter mais poder. Mas se você me soltar eu poderei levar sua alma comigo onde você conseguira o que quer e vivera ao meu lado para sempre.

As coisas complicaram. Bom... se já estava fadada a morte o que tinha a perder? Se tivesse uma chance, mesmo que pequena, de ser livre a aceitaria. Entregaria sua alma para aquele garoto e viveria o resto de sua eternidade com ele e por alguma razão não via problemas nisso. Aqueles olhos vermelhos eram mais encantadores do que qualquer outro que já vira e não reclamaria se os visse todos os dias.

Se aproximou do garoto e se ajoelhou na sua frente levando as duas mãos até o rosto do mesmo. Seu corpo se movia sozinho a aproximando daquele garoto tão peculiar. Sentiu como ele levava uma mão até sua cintura enquanto a outra parava em seus cabelos loiros que chegavam até seu quadril. Em poucos instantes seus lábios se juntaram e alguma coisa explodiu em seu interior enquanto sentia como ele movia os dele sobre os seus. Talvez tivesse encontrado o que procurara sempre... O amor que seus pais não lhe deixaram ter.

— Minha alma é sua. – falou logo que se separaram. No mesmo instante as correntes que o prendiam brilharam e desapareceram deixando o garoto livre de sua prisão. Os dois sorriram um para o outro, mas a felicidade não durou muito. Logo um grande ruído foi ouvido ecoando por todo o lugar, como se alguém não tivesse gostado do que acontecera.

— Droga. – sussurrou o garoto se levantando rapidamente e levando a pequena consigo que estava mais que assustada com o que estava acontecendo. – Ele já descobriu, logo vai chegar aqui.

— Ele vai te prender mais uma vez? – perguntou a garota olhando para cima para encarar o rosto do garoto que era bem mais alto que ela. Ele negou, com a expressão seria e preocupada.

— Você já me ofereceu sua alma voluntariamente então não tem como ele me prender de novo. – respondeu enquanto a aproximava mais de se como se assim pudesse escondê-la da presença que se aproximava. – Ele logo vai chegar aqui. Tem que ir embora.

— Mas e você? – como poderia estar se preocupando com um deus da morte? Qualquer um em sã consciência teria aceitado a proposta de cara e ido embora, mas ela não queria ir sem ele. Com ele se sentia livre, se sentia finalmente fora da gaiola que fora mantida por seus pais esses anos todos. Com só um olhar ele já havia roubado seu coração. – Não posso te deixar aqui! Não...

Ele logo selou os lábios dela com os seus fazendo a frase que a garota diria se perder no ar. Ela passou as mãos pelo pescoço do garoto, ficando na ponta dos pés para conseguir ficar em uma altura razoável para alcançá-lo. Logo que se separaram, ele começou a dar leves beijos, passando por sua mandíbula e indo lentamente até o pescoço, dando um ultimo beijo bem onde estava a jugular.

— Sua alma é minha. – sussurrou para logo depois fazer seus pontiagudos dentes penetrarem a pele da garota a fazendo soltar um pequeno gemido, que era uma mistura de dor e prazer. Ele tragava seu sangue lentamente por alguns minutos e logo se separou com a respiração agitada se chocando com o pescoço da garota enquanto a dela no seu. – E logo irei buscá-la, mas por enquanto você tem que ir.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa tudo ficou negro e quando voltou a abrir os olhos se encontrou com um teto branco e monótono. Sua visão estava meio borrada, mas mesmo assim podia ver como imagens começavam a aparecer na sua frente enquanto algumas pessoas falavam a sua volta. Com esforço voltou a tomar o foco vendo que estava em um quarto de hospital, sendo que a sua volta se encontravam seus pais e suas duas melhores amigas Amy e Blaze.

-Tudo bem Maria? – perguntou sua mãe com um tom doce e carinhoso. Confusa, a garota se sentou na cama vendo que em seu braço estavam presos fios que se conectavam a soros do seu lado, junto com maquinas que mediam os batimentos de seu coração.

— Onde estou? – perguntou apesar de saber um pouco a resposta. Não entendia. Como fora apara ali? Onde estava aquele garoto? O que havia acontecido com ele?

— Em um hospital querida. – disse seu pai fazendo a garota voltar sua atenção para ele e o mirar com um pouco de curiosidade. – Quando saiu do restaurante um carro te atropelou e você ficou em coma por dois dias. Todos pensaram que não iria acordar mais.

Dois dias? Mas aquilo só tinha parecido horas. Olhou para a janela se perguntando o que acontecera exatamente. Tudo o que vira daquele lugar era um sonho? Nada foi real? Só foi um fruto de sua imaginação? Nunca seria livre? E principalmente, aquele garoto não era real? Logo que pensara ter encontrado a pessoa que tanto procurara.

De repente se concentrou em seu reflexo na janela e viu que em seu pescoço, destampado por causa do ridículo vestido do hospital, estava uma marca de uma espiral com espinhos em sua extensão. Levou a mão até o lugar e o tocou levemente sentindo como ainda estava quente e ainda podia sentir o contato dos dentes afiados do garoto naquela área.

Sorriu, não aquilo não tinha sido um sonho. Foi mais que real e sabia que ele cumpriria sua promessa.

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Semas haviam se passado desde o acontecido e desde então ouvia nos noticiários que varias mortes estavam abalando todo o mundo. Eles começaram na China e pouco a pouco se dirigiam para o local onde estava. Seus pais estavam preocupados que isso pudesse afetá-la, mas ela nem ligava. Sabia o que estava acontecendo e sabia que logo chegaria a sua hora de ir.

Ele a estava procurando, tinha certeza disso, e logo a encontraria para cumprir sua parte do trato e levar sua alma. Ainda se encontrava no hospital com a saúde instável, mas mesmo assim esperava com ansiedade que ele chegasse. Seus pais continuavam insistindo que ela ficasse com aquele tal Mephiles, mas ela só tinha um garoto na cabeça e ele estava prestes a encontrá-la.

Desligou a TV logo que o anuncio sobre mais uma morte misteriosa ocorreu, só que dessa vez em sua cidade. Sorriu. Ele estava mais próximo do que imaginava e seu coração batia com mais força em seu peito só de ter essa idéia na cabeça. De repente um vento gelado se chocou com seu rosto fazendo seus cabelos se esvoaçassem levemente. Uma leve sensação que conhecia levemente preencheu seu peito e a fez virar o rosto para o lado da janela.

— Esta na hora de cumpri minha promessa. – sussurrou o garoto escorado na mesma erguendo uma mão em sua direção enquanto um sorriso irônico, mas doce, aparecia em seu rosto. Ela retribuiu o sorriso e levou a mão até a dele, mas quando a encostou a mão de seu corpo atravessou a dele caindo inerte na cama, enquanto a mão de sua alma ficava repousada levemente na dele, com ele a apertando delicadamente.

Enquanto isso no corredor Amy puxava sua amiga Blaze pelos corredores do hospital a levando direto para o quarto de sua amiga. Tivera um mal pressentimento quando uma rajada de vento passou por seu rosto, fazendo com que praticamente toda sua energia se esvaísse. Estava preocupada com sua amiga que passara a ter uma saúde muito fraca desde que acordara, mas mesmo assim sobrevivia.

Quando chegaram ao quarto da mesma e abriram a porta arregalou os olhos ao ver o corpo de sua amiga deitada levemente na cama como se estivesse dormindo e perto da janela estava novamente sua amiga, só que seu corpo estava meio transparente e reluzia como nunca, enquanto ela segurava a mão de um garoto belo só que com um ar sinistro. Viu como os olhos azuis de sua amiga voltavam a vê-la e logo um enorme sorriso aparecia em seu rosto, um sorriso que Amy nunca vira a garota dar. O sorriso da felicidade.

Em instantes depois os dois desapareceram deixando apenas ela e Blaze sozinhas, sendo que a ultima chamava a um medico com desespero no corredor, já que os aparelhos que media os batimentos de sua amiga mostravam que o coração dela havia parado. Amy, ainda atordoada mirou o rosto de sua amiga e viu um ligeiro sorriso no mesmo, compreendendo logo em seguida o que tinha o corrido.

Ela estava livre agora, e com quem queria.

Notas finais
Gostaram? me ocorreu essa ideia quando tava vendo um video no youtube e espero que tenha valido a pena escrever. Tenho outra ideia na cabeça, mas essa vai ter que esperar.

Bjsss