Love It
23 Capítulo 23 - Ela é MINHA
Notas iniciais
Depois das devidas apresentações Sterling não pode deixar de notar Demi mal olhava na cara do ex enquanto ele a encarava dos pés a cabeça e aquilo realmente estava o incomodando, deu um abraço na Sra. Dianna e disse o quão feliz estava por ter alguém como Demi ao seu lado impressionando a “sogra”. Sentou-se no gigantesco sofá junto a “namorada” e logo puxou assunto com Derek que estava na poltrona à frente
—Não sei por que isso aconteceu, ele não fumava e praticava esportes, tinha uma vida completamente saudável, mas o câncer só foi se alastrando e quando ele se deu conta, não tinha mais cura. — Sterling falou depois que descobriu que Derek estudava medicina
—O câncer de pulmão é o tipo mais letal de câncer, ou seja, é quase impossível escapar com vida. Mesmo ele sendo descoberto no inicio, o tratamento é muito lento em vista do avanço da enfermidade. Seu pai podia não fumar, mas convivia com pessoas que fumavam. Disso eu tenho certeza —Derek falou
—Talvez. Ele convivia com muitas pessoas
—É o que chamamos de fumantes passivos. Não fumam, mas inalam aquela fumaça, e é na fumaça que está o maior perigo. Mais de 90% das pessoas que desenvolvem esse tipo de câncer tem ou tiveram contato com o tabaco por muito tempo— Derek já parecia um médico formado
Todos estavam felizes e sorridentes menos Wilmer que mal podia acreditar que Demi estava com outro cara. Ele havia ido disposto a reconquistá-la, mas seu plano foi por água a baixo quando ela abriu a porta para Sterling.
“Ela pode até estar com outro, mas eu sei que ela nunca vai me esquecer e ela vai ser minha de novo, disso eu tenho certeza. Ainda esse final de semana eu acabo com esse namoro idiota.” — Wilmer pensava enquanto olhava Sterling e Demi sentados no sofá conversando com Derek
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Todos se sentaram a mesa. Sra. Dianna na ponta, Demi de um lado e Dallas do outro e ao lado das duas seus namorados e Wilmer se sentou ao lado de Derek o jantar estava lindo e Demi estranhou o quão quieto Wilmer estava e cochichou para Sterling
—Wilmer está tramando alguma coisa, tá na cara. Sem contar que ele está visivelmente bêbado de tanto conhaque que tomou
Ele encarou Wilmer e não percebeu nada de estranho, mas resolveu não comentar nada e continuou comendo
—Pelo visto todos estão seguindo suas vidas, né Demi? —Wilmer falou chamando atenção de todos
—Já estava tarde — Demi resmungou largando os talheres
—Eu só disse isso porque estou feliz por você. Encontrou alguém legal e que vá te aturar — Todos permaneciam em silêncio e Demi mal podia acreditar no que ele falava — Você ainda está com ela porque está no começo do namoro — agora ele falava com o Sterling — dou só mais um mês pra você começar a se estressar com o ciúme e a desconfiança dela, aí você vai procurar outra porque assim você vai dar um motivo real pra ela desconfiar. Pelo menos foi assim comigo. — ele se levantou e jogou seu guardanapo na mesa e se retirou da sala de jantar
Ótimo. Agora ele era a vítima de toda a história. Estava explicito que tudo o que ele havia falado era mentira, mas será que era mesmo? Será que não era assim que ele se sentia? Sendo alvo de insinuações e desconfiança sem dar nenhum motivo? Será que não foi por esse motivo que ele cansou e resolveu traí-la?
Demi estava perplexa e todas aquelas perguntas lhe passaram na cabeça, mas ela não desconfiava dele, ela só passou a desconfiar quando soube que realmente havia uma terceira pessoa na história, mas será que havia mesmo? É lógico que havia, ela mesma viu, mas se foi como ele disse, a culpa havia sido dela também. DROGA o jantar acabou.
—Ele só bebeu demais — Derek tentou defende-lo
—Ele está louco — Demi falou fingindo não se importar com o que Wilmer disse, mas sabendo que pediria explicações depois.
Todos terminaram de comer e o clima ainda estava pesado demais, o silêncio pairava e Sterling estava se sentindo um intrometido naquela história. Dallas foi mostrar a cidade para o namorado e Sterling prometeu levar Demi num lugar divertido.
—Demi, acho melhor você trocar de roupa porque é algo bem descontraído. Põe uma calça, uma blusa e pega um casaco. — ele disse ao pé da escada
—Estou com medo de te deixar sozinho aqui com ele. —Demi apontou Wilmer sentado no sofá com um copo de conhaque na mão
—Eu sei me defender. —ele sorriu e ela subiu as escadas rumo ao seu quarto
Sterling ficou encostado ali mesmo onde ela o havia deixado, tentando adivinha no que aquela cara estava pensando.
—Teve sorte playboy! — Wilmer bradou se levantando e cambaleando de tão bêbado — Porque ela é muito gostosa.
Sterling respirou fundo tentando manter a calma, só que estava na cara que o panaca não iria parar de provocar
—Não estou afim de discutir com um bêbado, então você respeita minha namorada se não... — Sterling cerrou o punho
—Se não o que? — Wilmer se aproximou e o encarou — Eu só estou falando a verdade. Ela é gostosa mesmo. Peguei e se você der bobeira eu pego ela de novo com muito gosto, ela querendo ou não.
Sterling não pensou duas vezes antes de virar um soco na cara do imbecil fazendo com que ele caísse e quebrasse um vaso que estava em cima de um pequeno suporte. Só que a raiva era tão grande que Wilmer se levantou prontamente dando um soco em Sterling, mas por sorte ele consegui desviar e assim acertou em cheio o estomago de Wilmer
—Eu falei pra você respeitar ela, não falei? —Sterling deu mais um soco na cara dele e assim ele ficou caído no chão gemendo de dor — Você nunca mais abre a boca pra falar essas coisas imundas dela. Ela é MINHA. Entendeu? — ele gritava — E se você por a mão nela, eu juro que te mato.
Quando Sterling deu por si Dianna estava o segurando pedindo para que ele se acalmasse e Demi desceu as escadas correndo ainda vestindo um casaco
—O que é isso? — ela ficou assustada depois que viu Wilmer caído no chão com o nariz sangrando
—Segura o seu namorado, enquanto eu tiro Wilmer daqui. — Dianna disse largando Sterling e agachando para tentar levantar o cara
—O que aconteceu? — Demi perguntou abraçando Sterling que tremia de raiva
—Eu mato você! Eu acabo com a sua raça seu canalha. Não encosta a mão nela — Sterling gritava tentado partir pra cima de Wilmer que levantava rindo
—Calma Ster, vamos sair daqui. Ok? —Demi disse puxando ele pro lado de fora da casa
Eles ficaram sentados na calçada durante um bom tempo. Ela não sabia o que Wilmer havia falado pra deixar Sterling naquele estado. Ele ainda tremia, mas Demi esperou até que ele conseguisse falar.
—Desculpa. — ele falou com um nó na garganta e tudo voltou a ficar em silêncio
—Ajudaria se você falasse o que aconteceu. — Demi pegou uma pedrinha e tacou do outro lado da rua
—Ele falou que já te pegou e te pegaria de novo você querendo ou não. — Sterling cuspiu as palavras e Demi arregalou os olhos com medo
—Eu não posso voltar lá pra dentro — ela se levantou — Esse cara é um louco psicopata.
—Demi, presta atenção no que eu vou te dizer — Sterling se levantou e segurou os braços dela — Fique e o mais longe possível dele. Ele é obcecado por você e pelo visto é capaz de fazer qualquer coisa, inclusive te machucar.
—Só que você esqueceu um detalhe Ster... ele vai passar o final de semana inteiro aqui em casa e eu estou morrendo de medo.
Ele a abraçou e deu-lhe um beijo na testa.
—Aposto que não está com mais medo do que eu. — ele a apertou junto a si — Eu nunca vou deixar que ninguém te machuque e se alguém ameaçar fazer isso, eu acabo com a raça do infeliz e mais uma coisa, você não vai ficar aqui.
—Como assim? — Demi disse se distanciando
—Não sei, vai pra minha casa. — ele pediu
Demi riu vendo que aquilo era impossível, mamãe nunca iria deixar. Ela namorou Wilmer por seis meses e mamãe nunca permitiu que ela voltasse pra casa tarde e muito menos dormisse na casa dele, imagina dormir na casa de alguém que ela começou a “namorar” há pouco tempo?
—Impossível. — Demi disse certamente — Minha mãe nunca vai deixar, você é um menino e eu sou menina e a gente “namora” e você sabe o que ela vai pensar.
—Ok. — Sterling disse já pegando seu telefone e discando um numero
—Pra quem você vai ligar? — Demi perguntou não obtendo resposta
—Preciso de um imenso favor. — ele falou com alguém do outro lado da linha — Tipo, é um favor urgente. — silêncio — A Demi pode dormir na sua casa? Depois eu te explico o porquê. — mais um intervalo — Ok. Você está na reunião? — Demi fazia uma cara de incrédula — Estamos chegando aí. Tchau. — ele desligou e falou para Demi — Vai pegar suas coisas.
—Não vai nem explicar pra onde eu vou? —Demi abriu os braços achando tudo aquilo muito estranho
—Sim. Eu explico. Você vai pra reunião que a gente faz todo sábado na casa do Joe e depois você vai dormir na casa da Selena — Demi ia resmungar quando ele a interrompeu — e vai fazer tudo isso sem reclamar. Não te deixo dormir no mesmo teto que esse cara nem a pau.
Demi abaixou os ombros se sentindo vencida
—Mas ela me odeia. Eu não vou ser bem vinda.
—Ela não te odeia. Ela só teve uma má impressão, assim como eu. — Sterling agora sorriu e assim ele ficava mais lindo
—Então quer dizer que você não teve uma boa impressão? —Demi colocou as mãos na cintura esperando uma resposta
—Lógico que não. Primeiro você tromba em mim no laboratório, depois ri de mim enquanto tentava flertar com sua irmã, depois me faz pagar o maior mico da minha vida na sorveteria. — Ele ria enquanto se lembrava
—Nem vem. Você não era nem um pouquinho amigável. Nem me olhava direito, e sua amiguinha Selena me colocou na capa do jornal da escola e eu prometi vingança e quando eu prometo uma coisa, é quase impossível de esquecer, e agora você quer que eu me torne a BFF dela, mas uma coisa eu te digo. IMPOSSÍVEL.
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