Love Is Evil
42 Season 2 - Fairy Tale Land
Notas iniciais
Alguns comentários sugeriram uma nova fic, mas sinceramente por enquanto eu não tenho nenhuma ideia de outra historia, acabaria me repetindo se usasse o mesmo contexto.
Então vamos fazer assim, a partir daqui seria a segunda temporada da nossa fic (isso tambem foi sugestão dos comentários) e vamos acompanhar os personagens divididos entre Storybrooke e FTL.
Enfim, espero que gostem tanto quanto da primeira parte.
Alguns meses depois...
Regina estava em sua cama, olhos fechados, mais para descansar a mente do que em uma tentativa de dormir, seu braço protetoramente colocado em volta de Helena, que dormia ao seu lado, um sono tranqüilo que só as crianças conseguem ter. Emma entrou silenciosamente no quarto e deitou ao lado de Regina, seus lábios se arrastaram preguiçosamente em beijos delicados pelo ombro da morena, que permaneceu imóvel. A xerife encaixou seu corpo contra as costas da rainha, seu rosto se perdendo nos cabelos escuros dela. – Me desculpe por hoje de manhã. – Ela disse baixinho, sua voz um pouco tremula.
Quando Regina não disse nada Emma levantou o seu rosto para olhar Helena, ela parecia tão frágil e indefesa, aquilo apertava o coração da xerife. – Eu só não agüentaria... se algo acontecesse com vocês... – Emma estava chorando, ela tinha passado o dia inteiro segurando isso, mas agora não conseguia mais.
Regina se levantou, desprendendo-se da xerife e levou Helena ate o berço. – Você acha que eu também não me preocupo?
– Eu não disse isso... – Emma começou, mas Regina a interrompeu.
– Eu preciso fazer isso Emma, por ela, por você e Henry, por todo mundo... e por mim mesma. – Regina andou ate a cama sentou ao lado da xerife, segurando suas mãos. – Eu quero poder segurar Helena no colo e saber que eu mereço isso.
Emma encarou Regina, ela sabia que aquela era uma batalha perdida. — Eu só não quero perder você. – Ela se lançou nos braços de Regina em um abraço um tanto desesperado, seus olhos perdidos em lagrimas.
– Você não vai. – Regina corria levemente sua mão pelo cabelo de Emma, em uma tentativa de acalmá-la. – E se... – ela parou considerando as próximas palavras. – eu for sozinha? Você fica aqui com Helena e Henry e depois que tudo se resolver eu volto pra vocês.
– Você vai poder transitar entre os dois mundos? – Emma se afastou par encará-la.
– Suponho que sim. Temos uma plantação inteira de feijões mágicos.
– Isso só resolve o problema da segurança dos nosso filhos. E quanto a você? Como eu vou saber que você esta bem?
– Acredite em mim, eu posso me cuidar.
– Eu não sei... eu não gosto da idéia de nos separarmos.
***
O dia marcado para voltar a terra dos contos de fadas pareceu demorar mais para clarear, parecia que o sol se recusava a aparecer para torná-lo real. Depois de muito discutirem, foi decidido que só um grupo retornaria primeiro, o grupo que lutaria para ter o controle do reino de volta.
A floresta parecia triste em meio a tantas despedidas e lágrimas. Era quase cruel que aquilo fosse necessário, mas era, para o bem de todo era melhor que fosse assim.
– Você disse que me levaria com você. – A voz de Henry estava entre raiva e tristeza enquanto ele se agarrava a cintura de Regina.
– Quando tudo estiver bem, eu prometo que você pode ir comigo ate lá. – Ela o afastou para que pudesse encontrar seu olhar. – Agora eu preciso que fique aqui e cuide de Emma e Helena por mim, certo? – Ela disse com um nó na garganta usando todas as suas forças para não chorar. O garoto apenas balançou a cabeça em afirmação e voltou a se agarra a ela.
Perto deles várias outras despedidas aconteciam: Vovó e Ruby, Jefferson e Grace, David e Snow. A princesa decidiu ficar com Emma, ha muito ela tinha prometido a si mesma que nunca mais se separaria da filha.
Regina andou ate um espaço mais aberto entre as arvores, jogando um feijão no chão. A rainha andou uns seis passos e jogou outro feijão e então voltou para o lugar que seria o centro entre eles, dando um passo para trás. Ela ergueu as mãos com as palmas viradas para cima e medida que fazia isso, dois pés de feijão começaram a crescer, eles atingiram, mais ou menos, cinco metros rapidamente e então começaram a se curvar um de encontro ao outro. Quando se encontraram no centro se entrelaçaram, fechando o que parecia o arco de uma porta bem grande.
Regina fechou os olhos quando a relação entre o mundo real e o mundo mágico se estabeleceu, quando ela os abriu viu no portal, que estava a poucos centímetros dela, a imagem do reino encantado, ela podia ver a floresta e o campo que se estendia depois dela ate chegar as ruínas do castelo que um dia foi seu. Por um momento ela se sentiu tonta e deu passo pra trás, aquilo havia requerido mais energia do que ela previu. Emma estava rapidamente atrás dela para segurá-la.
– Você esta bem?
– Sim. – O olhos de Regina não encontraram os de Emma, ela não conseguia desvia a visão do seu antigo reino bem ali na sua frente.
David se aproximou das duas. – É seguro atravessar? – Regina confirmou com um aceno de cabeça. O príncipe deu um ultimo beijo apaixonado em Snow e atravessou o portal, os outros o seguiram depois.
– Eu vou ter que fechar o portal assim que atravessar. – Regina disse agora encarando Emma. – Eu não posso arriscar que algo atravesse de lá para cá.
– Eu sei.
Regina andou ate Snow, que tinha Helena em seus braços. Ela deu um leve beijo em sua filha, que lhe deu um agradável sorriso em resposta. – Cuide da nossa família. – A rainha sussurrou para a princesa e voltou em direção a Emma.
– Eu te amo... – Emma a puxou para si e a beijou. – Não faça nada idiota... – ela quase conseguiu sorrir. – E volte pra mim.
– Seria preciso mais do que um exercito de criaturas do mal pra me impedir de voltar pra você. – Regina tomou o rosto de Emma entre as mãos e a observou em silencio, como se quisesse absorver cada detalhe de seu rosto. – Eu te amo. – Ela se desprendeu da xerife e andou ate o portal sem olhar pra trás, pois temeu que se o fizesse correria o risco de desistir de tudo.
Quando a rainha atravessou o portal uma fumaça roxa tomou o lugar da visão do reino, que as pessoas que ficaram em Storybrooke tinham, logo depois o arco formado pelos pés de feijão era apenas um arco.
***
Quando você não pode ter a pessoa que ama perto é como se o mundo todo estivesse em falta com você, tudo parece sem graça, sem cor, sem vida, por sorte Emma tinha Helena e Henry, eram eles que colocavam alguma felicidade nos dias da xerife, que pareciam cada vez mais longos.
A cidade parecia um pouco desolada sem quase metade de sua população, as ruas tomavam um ar triste com o cair da noite, como se tudo estivesse em espera. Snow nunca achou que as noticias do outro lado demorariam tanto, mas já passava mais de um mês, ela quase se arrependia de ter se separado de David.
– Você queria estar lá não é? – Vovó disse enquanto lhe servia um chocolate quente.
– Mais do que qualquer coisa... eu sinto tanta falta dele. O pior é que nem sabemos o que esta acontecendo. Você acha que...
– Eles estão bem. – Vovó a interrompeu.
Nessa hora alguém que Snow nunca tinha visto na cidade entrou no restaurante. – Boa noite. – Ele disse. – Vocês poderiam me dizer onde encontro Emma Swan? – Quando ninguém respondeu, ele se apresentou. — Meu nome é Neal, eu sou o pai do Henry.
***
Os dias eram tão longos, tão cansativos e intermináveis que Regina chegou a achar que não dariam em nada, em alguns momentos. Toda a luta não parecia ter sentido, pois quanto mais eles derrotavam criaturas das trevas, mais elas se multiplicavam.
– Isso nunca vai ter um fim? – Ela bateu seus punhos contra a mesa que estava no meio da enorme tenda.
– Tenha paciência, nós estamos avançando. – Ruby tentou acalmá-la.
– Eu tenho noticias dos nosso informantes. – David entrou apressadamente na tenda. – Eu sei quem controla essas criaturas malignas.
– Quem? – Regina e Ruby disseram praticamente juntas.
– Ursula. – O nome ecoou na mente de Regina e varias memórias lhe vieram a cabeça.
Notas finais
PS: Quem vai continuar lendo deixa um UP
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