Notas iniciais
Nesse capitulo Emma prova que pode ser malvada também.

A noite havia sido perturbadora para Emma de todos os modos possíveis, desde o aparecimento de Archie ate seu pedido de desculpas, muito peculiar, a rainha. Tudo que ela queria fazer agora era dormir e passar algumas horas com toda aquela informação fora da sua cabeça, mas nem isso ela conseguiu fazer, pois toda vez que fechava os olhos via flashs do que ocorreu entre ela e a rainha. O corpo perfeito de regina, o calor que fluia entre seus corpos, o jeito como ela a olhava, com desejo, mas também com carinho.

– Carinho? — Emma riu do seu proprio pensamento. Regina não tinha nenhum carinho por ela, tudo aquilo foi só um impulso e impulsos que nos permitimos geralmente não terminam bem. Essa noite tinha sido uma prova disso.

Regina por sua vez estava agitada demais, não conseguiu nem mesmo deitar na cama e tentar dormir. Talvez ela nunca mais tivesse uma noite de paz, pelo menos não naquela cama onde a pouco tempo a xerife havia a tomado. O pensamento a deixava conflituosa, por um lado o sexo tinha sido espetacular, para dizer o minimo, mas por outro nada daquilo fazia sentido na cabeça dela, então decidiu se ocupar de assuntos mais imediatos. Cora.

Na manhã seguinte Emma se arrastou pra fora de sua cama e se aprontou para o trabalho, se despedindo rapidamente de Snow, Charming e Henry que ainda tomavam café, usando a desculpa de que tinha muito trabalho atrasado. Ao abrir a porta para sair quase o seu coração saiu pela boca.

– Reg... Regina? O que você faz aqui?

– Eu gostaria de ver o meu filho srt Swan, ja que minhas acusações foram devidamente retiradas.

Henry atravessou a porta como um raio se jogando nos braços de sua mãe. Emma era expectadora de tudo.

– Mãe... eu não devia ter acreditado... eu devia... — Regina silenciou Henry com a mão.

– Esta tudo bem Henry, todos aqui ja foram enganado pela minha mãe de um jeito ou de outro.

– Mãe? — Henry se afastou um pouco para encara-la. — Eu te amo.

As palavras acariciaram a alma de Regina, ela sentiu-se bem como não se sentia desde que era jovem, antes de tudo acontecer. Uma lagrima silenciosa correu o rosto da rainha que abraçou seu filho dizendo que tambem o amava.

Emma não podia tirar a visão do olhar que Regina dirigia a Henry, tão cheio de cuidado, de carinho, de amor. Sim, Regina era capaz de amar.

Nesse momento Snow se aproximou de onde todos estavam. Regina prontamente secou sua lagrima e se recompôs.

– Sinto muito por vir a sua casa tão cedo.

– Está tudo bem. Finalmente parece estar tudo bem. — Snow lhe deu um leve sorriso e um aceno de cabeça.

Era isso mesmo? uma trégua? Emma se peguntou. E se houvesse mesmo uma trégua o que isso significava para ela e Regina?

– Regina, Henry tem que ir pra escola agora e eu gostaria de falar com você. Então nós poderíamos acompanha-lo ate o ônibus e depois você me acompanharia ate a delegacia para conversarmos.

– Por mim tudo bem srt Swan. — Regina respondeu mal se dirigindo a Emma e tomando a mão de Henry para que saíssem. Henry por sua vez segurou a mão de Emma com sua mão livre e assim os três caminharam de mãos dadas ate o ônibus.

– Tchau mãe... mães... — Henry dirigiu o sorriso a cada uma delas e então entrou.


A rainha e a xerife caminharam silenciosamente ate a delegacia, sem se olharem, sem se tocarem.

– Realmente precisamos conversar srt. Swan — Regina disse enquanto se sentava na mesa de Emma.

Aquilo era um habito? sentar na sua mesa. Se peguntou Emma.

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– Regina eu sei que...

– Quando eu disse que realmente precisamos conversar ou quis dizer que eu preciso falar e você precisa me ouvir. — Regina a cortou.

– Ok, se é isso que a rainha quer é isso que ela vai ter. — As palavras quase desconcertaram Regina, eram as mesmas que Emma havia usado na noite passada.

– Srt. Swan, o que aconteceu ontem foi impulsivo e inapropriado e não deve mais se repetir. Para o bem do Henry vamos ter que manter um relacionamento cordial. Talvez possamos ser colegas, não sei como isso vai funcionar, mas nada como ontem. Isso ficou claro?

Emma deixou Regina falar seu discurso pre preparado para só então dar o seu.

– Re gi na — Emma falou a palavra vagarosamente enquanto andava em direção a rainha. — Você tem ideia do que esta propondo? Esta propondo que fiquemos juntas "cordialmente" e esqueçamos tudo que se passou ontem?

– S-sim... — Regina soltou a palavra com dificuldade, pois Emma havia se colocado a sua frente com as mão plantadas na mesa uma de cada lado do corpo da rainha, deixando uma proximidade perigosa entre elas.

Emma sorriu com a resposta da outra. Provocar, era isso que ela faria.

– Então quer dizer que não poderemos mais fazer isso? — Emma plantou um beijo na base do pescoço de Regina.

– Não... — quase não se ouvia a voz da ex prefeita.

– Nem isso? — Emma acariciou o seio da outra mulher com uma das mãos. — Nem isso? — Com a outra mão ela acariciou todo o comprimento da parte interna da coxa de Regina.

– Emma, por favor, não...

"Emma" a pronuncia do seu nome pela rainha fez Emma rir internamente, ela havia ganhado aquela partida.

– Aposto que você esta pronta pra mim agora não é Regina? — Regina não respondeu. — Mas nós não podemos mais fazer isso certo? temos que ser apenas "cordiais" certo?

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Emma se afastou da mesa deixando a rainha confusa e frustada com toda a situação.

– Você pode ir Regina, ja entendi o seu lado e assim será feito, teremos uma convivência pacifica e só isso.

Demorou um segundo pra Regina se recompor e conseguir sair da delegacia. E assim que o fez só tinha uma coisa em mente: Entender seus sentimentos por Emma.

Emma sorria vitoriosa na delegacia, ela não tinha conseguido Regina em seus braços hoje, mas não tê-la em seus braços ia fazer um efeito maior, ela tinha conseguido provar que Regina não resistia a ela e com certeza aquilo deixaria a rainha, que é tão controladora, maluca.


Notas finais
E eu provei que posso ser malvada também, porque não dei o que vocês estavam esperando haha
Comentem o que querem para o próximo capitulo e deixem sua opinião sobre esse.