Love Is Always Good

4 You're pulling the trigger, all wrong


Notas iniciais
Olá. Essa é a música(até parece que vocês não sabem) http://www.youtube.com/watch?v=HslvfK36c30. A partir de hoje só um capítulo por semana vai ser postado, vocês podem escolher o dia. Obrigada.

Have some composure


Tenha alguma compostura


Where is your posture? Oh, no, no


Onde está sua postura? Não, não, não!


You're pulling the trigger


Você está puxando o gatilho


Pulling the trigger, all wrong


Puxando o gatilho, tudo errado


Panic! at the Disco – Time To Dance


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Chegamos na escola e Ian e Dallon vieram em nossa direção.


– Hey.

– Oi.

– Onde você se meteu ontem, Ross? Nós ficamos te esperando por horas.

– Eu acabei dormindo a tarde toda, me desculpem.

– Hm, está tudo bem.


Avistei Spencer se aproximando de nós.


– Ei, Ryan! Onde você se meteu? Ficou maluco?

– Eu dormi fora.

– É, isso deu pra perceber. Podia pelo menos ter avisado.

– Ia fazer alguma diferença? Ninguém está nem aí para mim. As pessoas estão pouco se lixando para o que eu faço.

– Ninguém está nem aí? – Spencer riu ironicamente. – Minha mãe te ofereceu abrigo quando você não tinha nenhuma merda de lugar para ficar. Isso é não estar nem aí? Você podia pelo menos respeitá-la, mas nem disso você é capaz. Eu já estou cansado desse seu jeito estúpido de tratar as pessoas.

– Ei, calma aí, amigo – Dallon ficou na minha frente e colocou sua mão no peito de Spencer, para afastá-lo de mim.

– Calma aí nada. Seus pais morreram – dirigiu-se a mim. – Supere isso e pare de tratar os outros feito animais, porque ninguém é obrigado a ouvir seus desaforos.


Spencer se afastou e Dallon colocou suas mãos sobre meus ombros.


– Você está bem?

– Estou.

– Não ligue para ele, ok? Ele não sabe como é perder os pais para estar falando essas coisas.

– Ok.

– Temos que marcar outro dia para tomar um suco

– É, qualquer dia desses está bom para mim. Ei, eu já volto.

– Ok.


Caminhei na direção de Brendon.


– Oi

– Oi

– Está tudo bem? Eu soube que você fugiu essa noite. O Spencer quase morreu de preocupação.

– Por favor, pare de usar as palavras “preocupado” e “preocupação”. Eu já estou cansado de ouvir essas bobagens.

– Tudo bem.

– E o Spencer já veio falar comigo. Acho melhor eu sair daquela casa, estou causando muitos problemas.

– Como se você se importasse se está ou não causando problemas.

– Eu não me importo, mas depois do que o Spencer me disse, eu não quero mais entrar naquela casa. É capaz do Spencer me esperar com quatro pedras na mão.

– Mas onde você vai ficar?

– Eu não sei, eu dou um jeito. Não se preocupe quanto a isso. Aliás, eu sei que você não se preocupa – eu disse e caminhei de volta.

– Ryan! – Brendon chamou – E se você ficar na minha casa?

– Não acho que seja uma boa ideia.

– Claro que é! Meus pais te adoram, Ryan.

– Eu não quero ser um incômodo, Brendon.

– Você não se importa em ser um incômodo.

– Mas eu não quero. Obrigado por oferecer, Brendon, mas eu vou arrumar um emprego para pagar um hotel, ou sei lá.

– Ah é? E aonde você vai ficar enquanto não tiver o dinheiro?

– Eu sou George Ryan Ross III, Brendon, eu dou um jeito. Afinal, algum dia eu vou ter que trabalhar, não é mesmo?


Antes que Brendon pudesse responder, saí de perto dele e voltei de onde eu havia vindo.


– Voltei.

– Legal.

– Pena que já temos que ir para a sala.

– Pena? Tem matemática.

– Pior ainda.

– Pior? Matemática. Com a Breezy.

– Ah, Dallon – Ian riu.



A escola já estava vazia. Na calçada, em frente à mesma, estávamos somente eu, Ian, Dan e Dallon.


– Parece que fomos esquecidos.

– Parece que sim.

– Vocês foram esquecidos. Eu poderia ir para a casa do Spencer se quisesse, mas eu não vou.

– Para onde você vai então?

– Boa pergunta.

– Acho que você devia voltar para a casa desse seu amigo.

– Não. Hoje eu vou lá buscar minhas coisas.

– Ryan, você percebe que está se afastando dos seus outros amigos?

– A culpa é toda deles. Bem, gente, eu vou indo porque tenho que arrumar um emprego hoje. Tchau.



Após muito tempo caminhando pela cidade, consegui um emprego em uma cafeteria. Fui até a casa de Spencer para pegar minhas coisas.


– Onde você foi, garoto?

– Olá, senhora Smith, eu vim buscar minhas coisas.

– Buscar suas coisas? Como assim?

– Eu vou embora daqui.

– Como? Por quê?

– Porque eu não sou problema seu. Você não é obrigada a ficar agüentando minhas chatices. Eu sou, chato, reconheço, mas não vou mudar. É por isso que eu vou embora.

– Ryan, eu gosto de ter você aqui. Você é como um filho para mim. Eu vi você crescendo . Além disso, aonde você vai ficar?

– Eu dou um jeito.

– Não. Você ainda está na escola, Ryan.

– Eu arrumei um emprego.

– Não importa. Você já perdeu os pais, Ryan, não quero que perca o lugar onde morar – ela disse e meu coração apertou. – Eu estou pedindo: fique aqui

– Está bem.

– Ótimo. O Spencer está no quarto dele, se você quiser.

– Não, eu estou bem.



Era segunda-feira. Eu começaria a trabalhar. Havia passado o fim de semana sem trocar nenhuma palavra com Spencer.


Eu estava pronto para começar a trabalhar. Saí de casa e demorei um certo tempo para chegar até a cafeteria.


Após um tempo sem fazer nada, avistei dois garotos altos e um baixinho entrando.


– E aí, George.

– Não me chame por esse nome.


George era o nome do meu pai, e se havia uma coisa que me deixava triste e furioso, era ser chamado por ele.


– Isso é jeito de falar com os clientes?

– Vocês estão mais para penetras que me fazem passar vergonha no primeiro dia de trabalho.


Na verdade, eu não estava nem aí. As pessoas podiam pensar o que quisessem. Meu lema era “que a opinião das pessoas vá para o inferno junto com elas”.


– Ei, garçonete – Dan brincou -, não vai anotar nossos pedidos?

– É, eu já estou cansado de esperar – Dallon completou, estufando sua barriga e a acariciando.


Caminhei na direção deles com um papel e uma caneta.


– Uau, você fica linda nesse uniforme. O que acha de darmos uma volta algum dia desses? – Ian brincou e eles riram.

– Vão se ferrar – eu ri.

– Também te amamos.

– E quem disse que eu amo vocês?

– Einstein.

– Einstein?

– É, Ross. O Einstein é o cara, ele sabe de tudo.

– Sobre ciência, e não sobre um garoto amar ou não seus amigos.

– Tanto faz, cara. A questão é que você nos ama. Não precisa ter vergonha disso.

– É, Ryan, vem cá me dar um beijinho – Ian brincou, fazendo bico.

– Ei, que palhaçada é essa? O Ryan é meu – Dallon entrou na brincadeira.

– Ei, ei, calma aí, amigo. O Ryan é propriedade minha e de mais ninguém.

– Nos seus sonhos apenas, Dan.

– O Ryan é meu. Fim de papo.

– Fim de papo o caramba, eu vi ele primeiro.

– Eu acho que não.

– Eu acho que sim.

– Não.

– Sim.

– Ele é meu

– Não, é meu.

– Calem a boca vocês dois, o Ryan pertence a mim.


Ian, Dan e Dallon começaram a se bater.


– Bastardos – eu disse, baixo, e voltei para o balcão.


Preparei os cafés dos três e os levei para eles.


– Pronto. Bom café.

– Nós não pedimos nada.

– Que se dane, agora vocês vão tomar.

– Tá bom.

– Hey, espera – Dan disse -, senta aqui com a gente.

– Eu não posso.

– Mas não tem quase ninguém aqui.

– É, Ryan, senta aí.

– Ok – concordei e sentei ao lado de Dan.

– Ah, é, quase havia esquecido de falar: amanhã eu levo sua mochila na escola

– Ok, sem pressa.

– Mochila? – Dallon questionou.

– Ryan passou uma noite na minha casa

– Ah é? Está me traindo, Ryan?

– Você já tem a Breezy.

– Nada me impede de ter dois. Mas e aí, o que vocês fizeram naquela noite? – Dallon sorriu maliciosamente e Ian riu.

– Vá se ferrar, Dallon, eu só dormi na casa do Dan.

– É mentira. Não precisa negar nosso amor, Ryan – Dan brincou, mas ainda mantendo sua expressão séria, e apertou minha bochecha, fazendo com que Dallon e Ian rissem.

– Vão para o inferno todos vocês – eu ri baixo e voltei para o balcão.


Os três adoravam me zoar. Quando eu achava que eles iam parar, eles começavam novamente. Mas era engraçado, admito. Eles eram três das raras pessoas que conseguiam fazer-me rir e esquecer de tudo. Mas, sempre havia algo que me fazia lembrar.


– O Ryan ficou nervosinho, ui.

– Não precisa ficar assim, amor. Cedo ou tarde eles teria que saber – Dan brincou, e, novamente, Dallon e Ian riram.

– Vocês são três perfeitos bastardos, sabiam disso?

– Já ouvi algo semelhante.

– Apenas estou orando pelos pais de vocês que têm que aguentá-los.

– E eu estou orando por você que não sabe o que está perdendo não fazendo parte do clube dos legais.

– Você quis dizer “clube dos dementes”?

– Ei, por falar nisso, você não quer entrar pro nosso clube “apaixonados por Ryan Ross”? Têm vários pôsteres, fotos e discussões lá, e tudo sobre você.

– Mais uma vez: vão para o inferno.

– Você fica lindo dizendo isso, sabia? Vem cá.


Ian levantou-se da cadeira e foi até mim, me encostando na parede e fingindo me beijar.


– Saia daqui, baixinho.

– Uuuh, levou um fora.


Ian voltou para a mesa, fingindo estar chorando.


– Você partiu meu coração.

– Que crueldade, Ryan Ross.

– Agora você tem que dar um beijinho nele para curá-lo

– Só nos seus sonhos.

– Viu o que você fez? Agora magoou ele ainda mais. Não ligue para ele, Ian. O Ryan é mau, muito mau.


Apenas ri, e antes que pudesse responder, a porta se abriu. E lá, estavam Brendon, Jon e Spencer.

Notas finais
Obrigada.