Love Is Always Good
6 Unhappy girl.
Notas iniciais
A música de hoje: http://www.youtube.com/watch?v=-GAf8n7NKD0
Também quero dizer que semana que vem, provavelmente o capítulo vai sair na quinta.
P.S: acho que vou começar a postar 2 capítulos por semana, porque no papel, a fic já está pronta.
E, mais uma vez, desculpem-me pelo troço horrível.
Unhappy girl
Menina triste
Left all alone
Deixada totalmente só
Playing solitaire
Jogando paciência
Playing warden to your soul
Enclausurando sua própria alma
You are locked in a prison of your own devise
Você está trancada numa prisão que você mesma criou
And you can't believe
E você não consegue acreditar
What it does to me
No que me acontece
To see you crying
Ao te ver chorando
The Doors — Unhappy Girl
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Dallon's POV:
Estávamos na rua, procurando por Ryan. Já havíamos procurado nas lojas de instrumentos, e agora era a vez dos parques. Já havíamos ido em dois, portanto, eram poucos os que haviam sobrado.
– Ok. Eu, Jon e Ian vamos para o sul e vocês três para o leste. Nos encontramos aqui depois. Boa sorte.
Após várias horas, ainda não o havíamos encontrado. Era a vez das praias. Optamos pela que ficava mais perto.
Fomos todos juntos, pois a praia era grande. Spencer, Jon e Ian foram para um lado e eu, Dan e Brendon fomos para outro.
Brendon e eu subimos nas dunas formadas pela areia. De lá, pudemos ver os cachos de Ian voando com o vento. Dan ficou embaixo, procurando.
Dan's POV:
Avistei uma espécie de barraca perto do mar. Me aproximei cada vez mais. Coloquei a cabeça para dentro dela, e lá, vi Ryan.
– Ryan! — Gritei e o abracei.
– Ah, oi, Dan — respondeu ele sem animação.
– Você ficou louco?
– Não, eu só quis ficar longe das pessoas.
– Que droga, Ross, ficamos a tarde inteira te procurando. Vem, vamos.
– Não.
– Eu não vou te deixar aqui.
– Você não precisa. Fica aqui comigo.
– Nem pensar. Olhe seu estado, Ryan, está na cara que você não dorme bem desde que está aqui. Dallon, Brendon! — Gritei, e os dois vieram correndo, seguidos de Ian, Jon e Spencer.
– Ryan! — Dallon abraçou-o com força.
– O que houve? — Jon perguntou.
– Coisas que eu não estou com vontade de explicar.
– Vem, suba em mim.
Ryan subiu na minha garupa e eu o carreguei.
– Então, Ross, foi bom passear esses dias dormindo na areia, com os mosquitos chupando seu sangue, comendo suas tripas...?
– Fica quietinho, ok, Dallon?
– Hunf.
– Ainda bem que encontramos você.
– Nunca mais faça isso, ouviu? Você podia ter se machucado e até morrido.
– Só falta eu para a família Ross inteira sumir — Ryan riu e todos nos entreolhamos sérios.
– Isso foi engraçado?
– Você prefere que eu chore?
Ian se calou.
– Como imaginei — Ryan completou.
– Você vai ter sorte se não for demitido.
– Eu não estou nem aí. Se fosse por mim eu morava na praia.
– Tenho certeza de que em uma semana lá você mudaria de ideia.
– Você que pensa. Ei, Daniel, eu estou pesado?
– Você pesa menos que uma pena.
– Você esperava o quê? Ele não come nada o dia inteiro.
– Me surpreende ele não ter ficado doente ainda.
– Dá pra parar de discutir sobre a minha barriga?
– Dá.
– Ótimo. Ah!
– Desculpe. Que droga, eu sou muito desastrado.
– Está pingando sangue no chão — Brendon alertou.
– Ryan? Ryan! Ele desmaiou!
– Larga ele no chão.
– Acho melhor o levarmos para o hospital.
– Sem dúvidas ele não comeu nada, e ainda perdeu sangue. Acho melhor o tirarmos daqui.
– Tudo bem, vamos então.
O único problema era que o hospital mais próximo ficava bastante longe. Tão longe que, no meio do caminho, ele abriu seus olhos castanho-esverdeados, confuso. Eu havia o colocado na grama do chão, pois eu não aguentava mais o carregar.
– Oi?
– Oi.
– E aí, Ryana — Dallon brincou.
– Ryana?
– Isso mesmo.
– Você é ridículo, Dallon.
– Levanta logo, ou você gosta de grama?
– Vem, eu te ajudo.
– Me desculpa, Ryan.
– Tudo bem, Dan. Eu estou bem. Minha perna só está doendo.
– Se apoie em mim e no Brendon — Dallon disse.
– Ok.
Ryan se apoiou nos dis e todos os acompanhamos até a casa dele e de Spencer.
– Bem, então, tchau. — Ian disse.
– Até amanhã — Ryan respondeu, deitado na cama.
– Tchau amorzinho — Ian se despediu novamente e atirou um beijo.
– Tchau, cachinhos.
– Te pego amanhã para nós sairmos, está bem, docinho?
– Vai logo, Ian.
– Nossa. Tchau pra vocês, boa noite.
– Bem, eu também já vou indo — Jon disse. — Fique bem, Ryro.
– Vou ficar.
– Tchau.
– É, eu vou indo também. Você vem, Dan?
– Não, eu vou ficar aqui um pouco, já que fui eu que causou isso tudo.
– E você, Brendão?
– Vou ficar aqui também.
– Então tá, juízo. E você — Dallon apontou para Brendon -, nem ouse encostar um dedo no meu Ryan. Nem você, Keyes.
– Tchau, Dallon.
– Tchau.
– O Dallon é uma figura mesmo.
– Ele é um completo ridículo, isso sim — Spencer disse irritado.
– Mas ele é engraçado. É ele quem anima o grupo, com participação do Ian e do Dan, é claro.
– Ele te chamou de Ryana — Brendon lembrou.
Dan e eu nos entreolhamos e começamos a rir.
– O Dallon é mesmo uma graça.
– Dallon, Dallon, Dallon... Dá pra parar de falar nesse babaca?
– Acho que tem alguém com ciúmes do seu namorado, Ryan — eu disse.
– Namorado?
– Você ainda acredita? Eles só falam isso pra tirar sarro de mim.
– Tanto faz. Vamos mudar de assunto.
– Está bem. Sobre o que vocês querem falar? Diga você, Ryana.
Spencer bufou. — Eu vou buscar um copo d'água.
– Eu também.
Ryan e eu começamos a rir.
– Eles se irritaram.
– Eles não suportam o senso de humor do Dallon.
– Pois é. Aqueles dois não sabem o que estão perdendo.
– É.
– Escuta, Ryan, me desculpe. Eu devia ter olhado melhor à minha volta.
– Dan, você se ofereceu para me levar nas suas costas. Além disso, esse corte não é nada se comparado às agressões que eu já sofri. Relaxa, está tudo perfeitamente bem.
– Tem certeza?
– É claro.
– Ok. Quando você vai lá em casa de novo? Minha mãe te adorou.
– Eu também adorei ela. Não é à toa que você é tão gentil. É igual a ela. Eu acho que não tenho nada parecido com meus pais. De caráter, sabe?
– Ryan, eu... não quero conversar sobre isso. Não vai fazer bem a você e certamente nem a mim, se você estiver triste. Vamos falar sobre outra coisa.
– Que coisa?
– Sei lá, a gente acha algum assunto.
– Voltamos — era a voz de Spencer. Ele e Brendon surgiram.
– Se afogaram com a água ou o quê?
– Não, demoramos o tempo que acredito ter sido suficiente para vocês dois pararem de tagarelar sobre o Dallon.
– Eu não sei o que vocês veem de errado nele. O Dallon é maravilhoso.
– Vão parar de falar dele ou não?
– Vamos.
– Ótimo.
– Eu preciso ir.
– Já?
– É. Não esqueça do nosso combinado de passear essa semana, ok?
– Pode deixar. Tchau, Bden.
– Até amanhã.
– Até.
– Bem, só sobramos nós três.
– Só sobrou você, porque eu e o Ryan moramos aqui. E espero que você vá embora logo.
– Credo, Spencer, não precisa falar assim com ele.
– Ele me magoou, Ryan — fiz bico e encostei minha cabeça no peito de Ryan, fingindo chorar. Ele acariciou meus cabelos.
– Não chore, amor — Ryan entrou na brincadeira. Olhou para Spencer e fez bico também.
– Vão se ferrar — Spencer disse irritado, e eu e Ryan começamos a rir.
– Você está muito mal-humorado para o meu gosto, Spencer — Ryan disse.
– Oh, é mesmo? Então enfia o seu gosto no seu cu e para de me incomodar. Escuta, Dan, quando você vai embora?
– Agora.
– Já? — Ryan interrompeu. — Fica mais um pouco.
– Não, por favor — Spencer disse e eu sorri e ri pelo nariz.
– Não posso, já está tarde e amanhã tem aula. Te vejo na escola, tchau.
– Tchau.
Dan's POV Off.
– Finalmente, pensei que ele nunca ia ir embora.
– Você também vai ter que ir, porque eu quero dormir.
– Ah, Ryan.
– É. Tchau, boa noite.
– Tchau...
Spencer saiu do quarto, me deixando sozinho. Adormeci logo depois.
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