Notas iniciais
Mais um capítulo pra vcs >.< Boa leitura :)

Logo após a saída do Rei, vamos todos almoçar. Nada de novo acontece. Celeste e Kriss ficam me encarando o tempo todo, mas eu ignoro. Fico o tempo todo olhando para a Rainha Amberly, sentada ao lado de Maxon, mantendo sua postura firme quando na verdade sei que ela está despedaçada por dentro. Clarkson pode não ser um cara perfeito, mas sei que ela o ama. Quantas vezes ele deve sair simplesmente a deixando sozinha sem mais nem menos? Para mim, o cargo me parece ainda mais solitário. Não consigo deixar de fazer uma comparação comigo e com Maxon. E se eu me tornar princesa e, consequentemente Rainha, e ele ficar viajando e eu, sozinha. Além das enormes responsabilidades que viriam com o casamento com Maxon, a possibilidade de ter que dividi-lo com o resto do mundo me deixa um pouco temerosa. Ao mesmo tempo, a possibilidade de eu voltar para casa hoje eu não te-lo em meus braços, e pior, vê-lo nos braços de outra, me deixa totalmente sem ar.

Olho pra Maxon que esta conversando com a mãe. Ela tenta manter um sorriso no rosto, mas consigo ver o quanto já esta cansada com tudo isso. O cargo sobrecarrega até mesmo os que foram feitos para ele.

Após o almoço, vou andando até meu quarto, mas no meio do caminho decido ir andando até o outro andar. Sei que é o andar da família real, mas também sei que logo ao lado do quarto do Rei e da Rainha tem uma sala de música, e eu gostaria muito de conhecê-la. Olho atentamente para ver se tem algum guarda, mas acho que é troca de turno e não tem ninguém no corredor. Fazendo jus ao nome, corro o mais rapido que posso e entro no sala. Fecho a porta o mais cuidadosamente que consigo e me viro, colocando as costas na porta.

A sala é estonteante. Notas musicais gigantes enfeitam as paredes, e todo o tipo de instrumento se encontram espalhados. No canto, próximo a uma porta de vidro, tem um piano. Vou até a porta e a abro, deixando o ar quente me abraçar. Ando até a sacada, mas depois volto de imediato, com medo de que alguém possa me ver. Volto para o lindo piano preto próximo a porta de vidro. Me sento nele e passo as mão nas teclas, sentindo cada uma delas e ouvindo o som que algumas fazem quando sem querer as aperto. Respiro fundo e fecho os olhos. Começo a tocar uma das músicas que sei de cor. Algo em tocar faz com que eu me lembre das noites em casa, do trabalho contínuo para tentar trazer alguma comida pra casa. De May me olhando enquanto eu praticava. De meu pai esculpindo alguma coisa enquanto eu tocava. Sinto saudades de casa, e isso faz com que eu toque com todo meu coração.

Ouço a porta abrir lentamente e abro meus olhos repentinamente. Paro de tocar e sem querer bato as mãos nas teclas e elas fazem um barulho alto e nada bonito. A pessoa fecha a porta e me olha sorrindo.

– Rainha Amberly — me levanto apressadamente e faço uma reverência mal feita.

– Tudo bem America, não precisa de formalidades — ela diz — Não aqui.

– Eu não deveria estar aqui, sinto muito — digo indo em direção a porta.

– America — ela me chama e eu volto para o lugar onde estava — Poderia tocar mais um pouco?

– Claro — digo, ainda um pouco na dúvida — Claro — agora com um pouco mais de certeza.

Me sento na frente do piano e volto à mesma música que estava tocando. Tento remover os sentimentos de saudade de casa que tocar me traz, mas eles são inevitáveis. A Rainha Amberly me olha ternamente e depois se senta em uma poltrona de frente com o piano. Ela se encosta e fecha os olhos. Me pergunto que tipo de coisas ela esta pensando. Quando a música acaba, ela abre os olhos e vem até mim. Coloca as mãos nos meus ombros.

– Obrigada — ela diz.

Então ela se senta ao meu lado no piano.

– Você toca maravilhosamente bem America. E vejo que você se sente bem tocando. Você pensa em quê quando toca? — ela pergunta olhando nos meus olhos.

– Lembro de casa — digo — De como as coisas eram mais simples e em como estão agora — desvio o olhar para meus dedos em cima do meu vestido.

–Entendo...

– E você, em que pensa? — pergunto, mas logo me arrependo — Desculpa, eu não deveria ficar te perguntando as coisas.

– Tudo bem — ela ri — Na verdade, eu não estava pensando em nada. Estava em paz, tranquila... Eu precisava disso.

Ela sorri para o nada, mas acho que logo se lembra que está sozinha, sem Clarkson, e seu sorriso murcha.

– É difícil, não é? — digo, casualmente, desejando para que ela não ache ruim.

– É... Ele sempre sai pra resolver conflitos e acordos — ela diz fitando o vazio.

– Isso me assusta um pouco.

– Como assim? — agora ela olha pra mim.

– Não sei, o cargo. Envolve muitas responsabilidades e muito tempo longe de quem a gente ama. — digo, agora me lembrando também de minha família.

– Olha America — ela diz, fazendo com que eu olhe para ela — Não é sempre fácil. Mas eu sei de alguma forma, que você saberá o que fazer quando chegar a hora. Maxon não será como o pai. Fico feliz de ele ter puxado a mim. Com certeza ele não irá deixá-la sozinha assim. — ela sorri pra mim e eu sorrio de volta. Ela chega mais perto de mim e coloca a mão nas minhas costas. — Não deixe o medo afasta-la dele.

Então a porta se abre. Maxon nos olha um tanto surpreso, mas então sorri.

– Então é você que a roubou de mim mãe? — ele diz brincalhão.

– Só queria a ouvir tocando — a Rainha Amberly se levanta. Então olha para mim — Não se esqueça do que eu disse.

Depois ela sai da sala, deixando-nos a sós.

– Estavam conversando sobre o que? — Maxon diz, se sentando ao meu lado.

– Coisas de mulher — eu digo, cutucando-o.

– Então não quero saber — ele sorri e se enclina para me dar um beijo delicado.

Notas finais
É isso pessoal... No próximo terá mais cenas Amexon Comenteeem please, preciso saber o que estão achando... Até o próximo :)