Love In War
20 O Ataque Élfico e o Plano R entra em prática!
Notas iniciais
– Lupus Narra-
Acordo e me levanto devagar da minha cama, uma leve dor nas costas pode ser sentida, e quando eu tentei fazer uma leve massagem nelas acabo batendo minha cabeça no teto.
As vezes eu esqueço que durmo numa beliche de madeira e num belo conjunto de travesseiro e colchão de pedra. É, a vida não tá fácil pra ninguém...
Desço e finalmente olho no relógio, são 5:30 da manhã. Penso que todos devem estar dormindo agora. Isso é ótimo.
Caminho pelo corredor e observo as portas fechadas dos quartos de meus colegas. Porta de madeira arroxeada, em sua plaquinha de prata muito bem colocada está escrito: "Cazeaje e Elena". Aí você pensa "Existe madeira ROXA?!" Sim, existe sim. Especificamente no continente de Elyos.
Continuo caminhando sem pressa pelo corredor; Numa porta de madeira também arroxeada tem uma plaquinha meio suja escrito: "Dio e Gadosen" Ainda me pergunto como eles, dois idiotas, conseguem se aturar...Ah! é verdade! Eles são amigos!
Ando devagar e passo pela porta de madeira mais arroxeada e escura de todas. E, escrito na plaquinha de ouro,em diamantes está escrito: "Rey"
O corredor acaba, e chego na divisa entre sala e cozinha. Caminho até a geladeira e paro na sua frente.
Olho pros lados e a abro, pegando um sanduíche qualquer. no momento que vou dar uma mordida ouço ela dizer:
– Se queria café da manhã, devia me chamar.- Dizia Morgana de braços cruzados nem um pouco satisfeita. Dou uma mordida no sanduíche, a mesma faz cara de desgosto.- isso é um insulto ao meu trabalho, e você sabe disso.
Dou de ombros, e continuo comendo o sanduíche. Não me importava com nada ligado a ela. Quando termino me levanto e me retiro de lá, afinal, ainda estava de pijama. Troco por minha roupa de sempre e volto pra sala, lá aguardo a possível chegada de Duel.
Vejo meus companheiros saírem de seus quartos tão cansados que me surpreende que eles tenham dormido. — Não que eu não esteja igual, mas eu também estou com dor nas costas, então me poupe. -
– Bom Dia...- Dizia Morgana já pondo o café da manhã deles na mesa.
Era algo realmente lamentável, a aparência da refeição e o aroma indicavam que estava podre há tempos.
Mas Rey não havia jantado ontem, e por isso por um segundo pensei que ela ia comer "aquilo" mas então, ela pegou um pedaço de bolo de chocolate. — Eu havia esquecido dele. — o resto optou por comer frutas. Morgana estava zangada hoje e estava descontando na gente.
Duel chega com um rosto preocupado e um pouco pensativo. Antes que alguém pudesse perguntar algo, ele se pronuncia.
– Hoje a tarefa de vocês vai ser...- Ele respira fundo — Um pouco diferente.
– O quê quer dizer?- pergunto.
– Vocês vão até As Ilhas Eryuell,Terra Nativa dos Elfos.- Ele diz, ainda com a mesma expressão preocupada.
– O que nós faremos lá afinal? Brincar de tocar harpa com os elfos?- reclama Rey raivosa.- Lá é só mato! Não há NADA de valor lá!
– É aí que você se engana, querida Rey...- no momento em que Duel ia explicar eu o corto:
– Uma lenda diz que o maior tesouros dos elfos está lá, especificamente no reino de Flauriell, no castelo dourado.
– Exato Lupus.- afirma ele, logo continuando- Eu quero que vocês peguem esse tesouro a todo custo.
– Espere um pouco, se é "O MAIOR TESOURO DOS ELFOS" ele tem que ter a maior segurança de todas e uma chave, certo?- disse Elena.
– Sim, ele tem e essa chave está bem...-dizia Duel pausando e abrindo uma maleta que estava com ele. — Aqui.- Dentro da maleta estava a flor.
– Então foi por isso que você queria a flor encantada certo? ela é a chave!- Gadosen dizia o óbvio.
– Certo. A carona de vocês aguarda lá fora.-Ele disse. — Boa Sorte e não ponham tudo a perder.
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– Ronan Narra -
Fazem dias que as sombras não agem, isso me preocupa. Lothos anda muito pensativa e focada nisso. Elesis desconfia que tenha algo a ver com a flor.
Estava tudo tranquilo, alguns de nós treinavam , outros dormiam e outros apenas conversavam. Até que Holy quebrou toda essa paz gritando...
– REUNIÃOOO!!- Todos deixaram tudo que estavam fazendo e foram até a sala de reunião. Quando todos estavam lá, Lothos perguntou a verdinha:
– Holy, poderia me explicar o motivo de tanta pressa pra uma reunião?
– E-e-eu não sei! — ela dizia assustada com o olhar da Comandante sobre ela.
– como não sabe?- a loira de olhos avermelhados perguntava impaciente.
– Porque eu apenas chamei, quem queria falar ela a Lire e o Ryan...-Ela dizia se sentando. Ryan e Lire ficaram de pé prontos pra falar.
– Como todos sabem eu sou uma Elfa de Eryuell. Ryan é da Floresta Élfica aqui mesmo em Vérmecia.-Ela faz uma leve pausa para beber um pouco de água, dando espaço para Ryan falar.
– Uma coisa interessante nos elfos, principalmente as mulheres tem um Instinto especial. Esse "Instinto" faz ele saber, previamente, que ele está em perigo. É mais ou menos assim: Quando ELE está em perigo ele tem um mal pressentimento, quando alguém do lado dele está em perigo, ele sente apenas uma vez um formigamento na mão e quando um parente está em perigo uma lágrima é derramada.
– Ryan meu amigo, com todo o respeito, o que isso tem a ver?- pergunto confuso.
– Acontece que a dois minutos atrás, eu derramei uma lágrima, sem motivo algum.- Lire se pronunciava novamente. — E eu tenho certeza que isso foi um sinal.- terminou firme.
– Resumindo, precisamos ir até Eryuell. — Completa Ryan. — Achamos que tem a ver com as sombras.
– Sim...Quase não a criminalidade nas ilhas Eryuell, normalmente as pessoas morrem apenas de Doença e velhice... Faz sentido.- Falava Elesis enquanto a Comandante ligava os pontos. — Mas o quê eles querem lá? — no momento em que Elesis disse isso, Lothos se levantou num baque estrondoso batendo com força na mesa, a mesma tinha em sua face uma expressão surpresa.
– Que susto Lothos! o que houveee?- perguntava Amy assustada com a ação da loira.
– Eles querem o Tesouro Élfico da Família Real! Só pode ser isso! E a flor é a chave!- todos se assustam com a conclusão da comandante. Lire tinha uma expressão assustada no seu rosto, algumas lágrimas rolavam pelo seu rosto a mesma se sentava para não cair.
– LIRE! Você está bem? O que houve?- Ryan perguntava preocupado.
– Lothos está certa, só pode ser isso!- dizia triste e ainda chorando.
– Por que tem tanta certeza? — perguntava Lass.
– Porque meu pai é Guarda Real. A função dele é proteger o tesouro a todo custo...E do jeito que ele é teimoso, ele pode ficar lá apanhando deles até ser tarde demais!- falava desesperada. Ryan a abraçou com o objetivo de reconfortar a loira enquanto encarava Lothos esperando que ela desse a ordem de irmos.
– Se apressem e vão logo. — e a ordem foi dada.- Vou chamar a carona de vocês...- no momento que ela ia chamar Arme a interrompe.
– Uma carona não será suficiente para chegarmos a tempo! maaaaas...- Ela levantou seu cetro — Uma magia de teletransporte sim!- Sem perder tempo, a maga fez sua magia de teletransporte, e num piscar de olhos estávamos no centro de Transporte das ilhas Eryuell.
– Nos leve até o castelo. — disse Elesis curta e grossa para a balconista de lá batendo no balcão com força. Ai ai... Ela não muda nunca.
– Por favor?- completou Lin
A Balconista estava assustada, então resolvi explicar a ela o tamanho da urgência para que ela pudesse, nos levar até lá em vez de nos prender. "As vezes a Educação é a chave que falta." sussurro para a ruiva com um sorriso brincalhão, e sabe o quê ela fez? Ela me deu um soco.
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– Rey Narra -
Nos infiltramos no Castelo Dourado. Francamente se eu fosse dar nota pra esse lugar seria por volta de um sete e meio...A estrutura é bonita e tal mas a mobília parece que foi comprada na feira ou retirada de um lixão e tem planta para todos os lados que se olha.
– Aonde vocês acham que está o tesouro?- pergunta Gadosen duvidoso.
– Talvez debaixo do trono do rei?- Sugere Cazeaje
– No quarto do rei ?- Sugere Elena
A dúvida reina e todos começam a pensar aonde o bendito tesouro pode estar, estamos escondidos num salão vazio, não tinha guarda nenhum ali, mas mesmo assim estamos atrás de uns caixotes. Aparentemente, esse salão estaria sendo redecorado. Foi então que Lupus disse:
– O Tesouro Élfico é grande demais para ficar debaixo do trono ou no quarto, então...Ele só pode estar no Subsolo!
– Você é profissional em recompensas e tesouros, não é?- Dio o elogiou ou foi impressão minha?
– Certo, vamos logo.- diz Lupus correndo furtivamente, corremos atrás. Quando víamos um guarda nos escondíamos e ficávamos em silêncio absoluto.
Depois de um certo tempo, encontramos uma escada que ia pra baixo. Descemos por um tempão até que chegamos ao nosso objetivo o subsolo!
Montanhas e montanhas de moedas e pedras preciosas misturadas com Artes valiosas e instrumentos élficos de ouro. Admito que depois dessa me senti um pouquinho menos rica.
– Quanto dinheiro! — Afirma Elena com olhos brilhando.
Lupus estava paralisado com tudo aquilo, e ficou assim durante alguns minutos até perceber que estávamos perdendo tempo.
– PROCUREM UM BAÚ COM FECHADURA DE FLOR!- Ele diz "mergulhando" no dinheiro.
Eu cuidadosamente um pedaço consideravelmente grande flutuar e se separar, não tinha nenhum baú.
Dio e Gadosen faziam uma espécie de trabalho em equipe, um procurava e o outro abria caminho.
Cazeaje e Elena cavavam uma montanha verificando cada coisinha.
Mas então uma voz foi ouvida:
– VOCÊS NÃO DEVIAM ESTAR AQUI!
Todos olhamos na direção da voz...Ali estava um homem alto e forte com uma armadura de ouro e um arco de ouro em mãos. O mesmo preparou seis flechas. As mesmas brilharam amarelo e no momento que dispararam, percebemos que eram explosivas. Elena criou um campo de força em volta de cada um de nós, e eu pude ver uma explosão perfeita ao meu redor... As moedas, jóias e outras coisas foram espalhadas e remexidas por conta da explosão.
– QUEM É VOCÊ?-Grita Gadosen Odioso. Provavelmente ele pensava que estava perto do baú.
– Eu sou Turiel, o Guardião da Câmara do tesouro élfico.- Ele estava mais visível agora, via aquele sorrisinho sarcástico em seu rosto...Ele estava se achando o Rei da Cocada Preta agora.- e vocês são...?
– As pessoas que vão levar o maior tesouro élfico para as sombras.- Diz Cazeaje com um sorriso brincalhão. — Muito bem, quem vai quebrar a cara do velhote do Zodíaco?
– Eu vou.- diz Gadosen ajeitando sua armadura como sempre sem capacete.
– HAHA, um moleque feito você? Me derrotar? Só pode estar brincando!- o velhote continuava se vangloriando. Isso estava começando a cansar.
– Eu vou te mostrar quem é o moleque! HAYYAAAAA!- Gadosen desembainhou sua espada e corria em direção ao topo da única montanha não afetada, o lugar onde o arqueiro estava.
O resto voltou a procurar o baú loucamente. Mas ainda era possível ouvir o som das flechas se chocando com a lâmina de Gadosen. Era possível ouvir deslizes de moedas e vários xingamentos por parte do moreno...
– COMO VOCÊ SUBIU AÍ ENCIMA TÃO RÁPIDO, AFINAL?! — praguejou pro velhote.
– Na verdade, eu tava tentando subir aqui no momento que ouvi passos vindas da escadaria...- Ele respondia com um sorriso amarelo e dando tiros de flecha nas pessoas que procuravam o baú. O fato do velhote estar ignorando Gadosen o irritava, e complicava nosso trabalho de procurar foi então que ele teve a brilhante idéia de tentar "nadar" no dinheiro até lá encima. Claro que não funcionou — o velhote até riu da tentativa — mas quando ele estava saindo da montanha de dinheiro, ele acabou tirando a base da montanha. -o que fez ela desmoronar com o velhinho em cima —
Na queda, o arqueiro sem querer soltou o arco, que caiu longe de si.
– TUA VIDA ACABA HOJE VELHO ORELHUDO!- E no momento em que Gadosen ia matar o velho, um machado se chocou com força na espada, a mesma voou longe.
– Você está bem, senhor Eryuell?- o Carinha do mato ajudava o velhote a se levantar, o mesmo estranhava o garoto.
– Quem é você? — No momento que o garoto ia responder, a Loira orelhuda trazia o arco dourado de volta ao velhote do Zodíaco.
– Graças ás Deusas Criadoras, você está bem papai!- ela o abraçou com carinho.
– Quem é esse garoto?- apontava para a cria-do-mato.
– Esse é o Ryan, Ryan esse é meu pai.- sorriu — Aquela é a Elesis, aquela é a Arme, Aquela é a Holy, a Rosa é a Amy, a morena albina é a Lin e...
– Lire, eu sei que você está feliz em ver seu pai mas...Temos trabalho a fazer.- Diz a Ruiva-Macho alertando a elfa sobre nossa presença.
– Oh! Desculpe Pai, depois nos falamos ok? CHUVA DE FLECHAS!- Desvio das flechas que quase me acertavam. A Garota rosa veio pra cima de mim com tudo que tinha, vi Dio novamente num embate com o moreno...Ele parecia desesperado porque não parava de usar habilidades especiais. Lupus desviava dos ataques do garoto invisível e continuava a procurar. A bicha e a Mulher macho iam na direção de Cazeaje e Elena que já estavam contra a garota limão crente. A farofeira surgiu na minha frente usando a técnica "Ventos da Divindade" Não consegui desviar dessa, mas quando estava dentro do tornado, usei passagem secreta. Ela e a Garota Chiclete começaram a correr das esferas gravitacionais, agora eram seis delas. outra perseguia o garoto invisível, outra o moreno, outra perseguia a cria-do-mato e a outra o velhote arqueiro.
Ninguém encontrava o baú.
o Ruivo e a Bicha foram pra cima de Dio, usando uma combinação de chutes e cortes de espada.
Lupus voltou a ser atacado, este dava vários tiros para ajudar Dio a sair da enrascada que ele se meteu, outros pra me ajudar e voltava a dar tiros no garoto invisível.
Agora que eu parei pra pensar...Cadê aquela garota roxinha?
– CHUVA DE METEOROS!
Bolas de fogo surgiram do teto e nos acertaram. As moedas se remexeram tanto que quando percebi estávamos num círculo e eles em outro a nosso redor.
– RENDAM-SE.- Falou a Ruiva orgulhosa de nos ter cercado.
– Algum de vocês está vendo o baú?- Cazeaje sussurra.
– Não, não estou...Talvez o tesouro esteja FORA, do baú?- murmura Elena
– Como se a chave está conosco...?- Gadosen murmura de volta.
– Agora eu acho que entendi, quando eu disser já vocês seguram nossos inimigos habituais e eu pego o velhote.- sussurra Lupus, todos assentiram.
– O QUE VOCÊS TÃO FALANDO AÍ?- pergunta a Ruiva irritada, fazendo com que os arqueiros e outros combatentes a distância se armassem.
ficamos em silêncio. A ruiva fez um gesto para que os combatentes a curta distância atacassem.
– JÁ! — Lupus gritou.
– Esfera Flamejante! — limpei o caminho para ele, o mesmo pegou o arco dourado das mãos do velhote e o empurrou no chão com brutalidade. Ele tirou a flor do bolso, e a mesma brilhou se tornando uma flor de diamante colorida. No arco élfico ficaram destacadas marquinhas de "encaixe" da flor. Lupus encaixou a flor lá. Foi então que um brilho tomou conta do arco, Ele parecia mais leve agora e quando Lupus puxou...Aquela linha do Arco, sabe? Surgiu uma flecha dourada ele mirou no meio do círculo, que era onde nossos inimigos ficaram.
Quando a flecha atingiu o escudo que a garota roxinha havia feito de última hora, a flecha explodiu e a poeira subiu do chão, e fez uma cratera. — coisa que as flechas do velho do Zodíaco não fizeram — e sem perder tempo, teleportei nosso grupo para o lado de fora do castelo. Onde nos teleportei de novo até o meio da floresta das fadas, onde nossa carona nos esperava.
– Lin Narra -
– Vocês estão bem?– pergunto para as pessoas que estavam na cratera.
– Estamos bem! — Responde Jin ajudando Amy a se levantar — mesmo estando meio tonto —
– Ai que Alívio! por um minuto pensei que não tinha conseguido conjurar o escudo a tempo!!- Dizia alegremente e sorrindo.
Lass tentava sair da cratera, e quando conseguiu Arme praticamente pulou no coitado abraçando ele com força.
– Vocês foram muito bem hoje, sabiam? — agora ela apertava uma das bochechas dele...Estou até com um pouquinho de pena. Mas de certa forma é bonitinho, né?
–Me larga!- Ele dizia. Foi então que ela inflou as bochechas e disse "não". Então ele ficou tentando derrubar ela das costas. e em vez de derrubar ela, parecia que estavam brincando de cavalinho. Fiquei tanto tempo observando eles que quando fui perceber, todos estavam fora da cratera rindo da situação.
– Como vou explicar isso para a Lothos? — diz Elesis pensativa.
Quando voltamos ao QG, Elesis explicou o que aconteceu, e quando Lothos perguntou como era o Arco que fez a Cratera, Lire explicou. Lothos teve um treco, e quando acordou, disse que o Arco, na verdade era "O Arco de Lyv, a Primeira Rainha de Eryuell". Ficamos nos sentindo culpados, é claro, mas o Rei atual de Eryuell disse que estava tudo bem.
Tudo que nos restou fazer foi jantar, tomar banho, escovar os dentes e dormir...Eu fico pensando, pra que eles querem um arco se nenhum deles é arqueiro. — se bem que a mira do Lupus foi perfeita -
Mas por hora vou esquecer isso e vou dormir, amanhã eu penso mais.
"Boa Noite Lin"
Olho pros lados.
– Quem disse isso? -pergunto pro nada. Ninguém responde.
Jurava ter ouvido uma voz doce e feminina dizendo "boa noite" pra mim... deve ser o cansaço.
– Lupus Narra —
Tínhamos chegado a alguns minutos, Duel estava de pé nos analisando.
Cansados, Ensanguentados, completamente destruídos. Era isso que ele devia estar pensando.
– Conseguiram? — pergunta ele me encarando. Ele suava frio e tremia de leve.
– Sim. Aqui está o Arco de Lyv.- Digo entregando o Arco pra ele.
–Houve dificuldades?- pergunta novamente, tremia cada vez mais. Por que estava tão nervoso?
– Algumas.- Diz Gadosen tentando aliviar.
– Eles só não nos venceram porque fugimos.- diz Rey.
–Era tudo que queria ouvir.- Uma voz feminina pôde ser ouvida.
Olhamos para trás e vimos uma mulher, extremamente pálida, olhos amarelos, cabelos negros, maquiagem berrante — nas tonalidades de amarelo a vermelha -, vestia um vestido cuja parte de cima é feita de faixas e a parte de baixo do vestido — um pouco abaixo do peito — é vermelho, ela tem uns braceletes cor ciano, né? E tem uma tatuagem negra no braço que mais parece uma flor de lótus.
– Quem é você? — pergunta Elena.
– Eu sou uma superior do Duel, meu nome é Lótus.
– O que faz aqui "Lótus"?- Diz Cazeaje dando um ênfase no nome dela.
– Eu vim aplicar o "Plano B" ou "Plano R", como preferir chamar.-diz ela sorrindo.
– Lótus, por favor, não se precipite...-Duel insistia ao pés daquela mulher...Imagino que esse tal plano não seja tão bom assim...
– Não, Duel, nós combinamos isso antes, e não tem como voltar atrás.- Diz firme. Muito bem...Precisamos escolher alguém para aplicar o plano...Deixe-me ver... Duel, amostras por favor.- Diz ela sentando de pernas cruzadas.
Duel pega 6 potes e em cada um coloca um pouco de sangue de cada um de nós, e entrega para a mulher.
– Aqui está, Senhorita Lótus.
Ela cheira o conteúdo de cada um dos potinhos e diz:
– Parece que não deu pra perceber apenas pelo aroma...Vou ter que ver isso a fundo.- então ela bebeu um pouco do conteúdo de cada um dos potes.
– Assustador...- murmura Elena
Lótus a encara por um segundo, ela havia ouvido o murmuro, mas não comentou nada. — apesar de que só o olhar dela fez Elena tremer na base -
A Mulher lambia os beiços satisfeita, Duel a olhava esperançoso.
– Eu já decidi. E nem foi tão difícil. — sorri — Digam seus nomes, idades e título.
– Eu sou Elena, a arquimaga caída.- sorri de volta, tentando disfarçar o nervoso que sentia.
– Eu sou Cazeaje, a rainha das sombras.-diz confiante.
–Eu sou Gadosen, o Rei Demoníaco.- diz sério.
– Não vejo nada de Demoníaco em você.- Diz ela.
– Claro que não vê. Já há um tempo desde que perdi o capacete da minha armadura demoníaca...Eu não posso assumir minha aparência real por causa disso.
– Oh, que pena. espero que encontre...Continue por favor.
– Dio Burning Canyon, o Profano.- Diz ele orgulhoso e cheio de si.
– Um Burning Canyon? foi o que pensei... Você tem a cara do seu pai.
–Rey von Crimson, mas disso você já devia saber.- Também orgulhosa e cheia de si só que com um toque de gente esnobe.
– O que um Von Crimson faz aqui? Normalmente vocês só ficam na mordomia...
–...Você não pode falar assim de mim.- Foi tudo o que Rey disse. O estranho é que parecia mais desanimada agora.
– e você? Qual seu nome bonitão? — Ela disse sorrindo de um jeito brincalhão.
– Eu sou Lupus, o Caçador de Recompensas.- digo firmemente.
– Só pelos nomes e o jeitinho que vocês tem...Já dá pra saber qual o sangue de quem...Ou então...-ela sorri um pouco mais — sou melhor do que pensava.
– Lótus, você é incrível de todo jeito.- diz Duel.
– Muito obrigada, Duelzinho.- Diz ela de brincadeira.- Lupus. — me chama a atenção de maneira séria.- eu quero que você faça isso. — diz ela saindo do monte. — Duel te dirá os detalhes, não é Duel?- pergunta.
– Sim eu direi.- confirma ele.
–---5 minutos depois...----
– Lupus, o "plano B" ou "plano R" consiste em nos salvar dessas derrotas. Você sabe porque estamos perdendo Lupus? Hein?- Diz ele me encarando.
Fico em silêncio.
– Eles são onze! ONZE! E vocês são seis! Eles tem vantagem de número. VANTAGEM ATÉ DEMAIS, LUPUS.
– Sim, mas número não define poder.
– Nesse caso define sim. O plano B, também pode ser chamado de Plano R porque...-respira fundo- o "R" é de Recrutar.
– NÃO, DUEL, POR FAVOR NÃO! EU JÁ TENHO QUE ATURAR ELES, POR FAVOR MAIS NENHUM!! EU NÃO VOU AGUENTAR!- digo o sacudindo.
– EU TAMBÉM NÃO , MAS ORDENS SÃO ORDENS.
–Tá bom, quem você quer que eu recrute?
– Setesh, outro superior meu disse que temos contato com três famílias ricas que nos devem um campeão há anos e ainda estão enrolando. Uma dessas famílias está na Terra de Prata, e as outras duas em Arquimídia. você não poderá voltar se não tiver ao menos três campeões, entendeu? — diz ele.
– Ok, como vou chegar nesses lugares ANDANDO.
– Vamos te dar uma quantidade boa de dinheiro para você se alimentar e pagar metrô mágico, Tudo bem?
– e se eu não conseguir?
– Só volta quando conseguir.
– Olha Duel, eu...
–Se Lótus te escolheu, é porque você pode entendeu? Veja, já preparei a mochila pra você. Tem tudo que você vai precisar nessa viagem inclusive os endereços, o nome das famílias e dos mestres delas em um papel. Ah! E também um mapa!
– Quando devo partir?
– Tome banho, Coma alguma coisa, escova os dentes e vá.
Fiz tudo que ele disse em 20 minutos e depois — quando ele não estava vendo eu botei alguns dos meu sanduíches favoritos em um pote e depois coloquei na mochila.
E Depois disso parti.
Sabe um lado positivo? Eles não vieram comigo.
Continua...
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