Love In Rio
3 Camaradas
Notas iniciais
Demorei um pouquinho pra postar, tomara que vocês não tenham me abandonado!
Ainda to meia insegura com a fic, então me digam o que estão achando ok?
Espero que gostem!
Bjonas!
Já estava começando a ficar insuportável o alvoroço do lado de fora do hotel, pensava Gerard Way junto com a esposa e a filha no quarto. Eles haviam chegado a pouco tempo, mas não esperavam tanta bagunça.
- Veja querido! – disse Lyn-z ao marido enquanto olhava pela janela.
- O que é? – aproximou-se junto da esposa.
- Essa gritaria não é a toa, tem alguém na janela do andar de baixo – falou apontando para uma pessoa apoiada na janela abaixo deles.
Gerard não conseguiu ver o rosto da pessoa, ficou curioso para saber quem era, e não só por causa dos gritos, mas porque ela estava praticamente se jogando da janela acenando e jogando beijos. Só mais uma celebridade querendo atenção, pensou ele.
- Não é aquela tal de Avril Lavigne? – questionou Lyn-z com desgosto.
Foi então que eles puderam ouvir o publico gritar claramente:
“Taylor! Taylor! Taylor”
- É aquela menina que canta country – disse Lyn debochadamente.
- Eu preciso me encontrar com a banda, tudo bem se ficar sozinha com a Bandit uns instantes? – perguntou se afastando da janela.
- Problema nenhum querido, mas volte rápido – respondeu ela sorrindo.
- Até mais – ele deu um selinho na esposa e saiu do quarto.
Seguiu para o bar do hotel, havia marcado de encontrar com os outros membros da banda ali para acertarem os últimos detalhes do show. Ao chegar lá percebeu que os amigos ainda não haviam chegado, ele suspirou e procurou um lugar para sentar. Não havia muitas opções, ou ele sentava perto de uma banda que não conhecia ou perto de uma garota loira que estava com o rosto coberto pelos cabelos. Ele deu de ombros e seguiu na direção da loira.
Assim que sentou-se percebeu que a menina pareceu se encolher ainda mais no banco, seus braços estavam apoiados na bancada e ela fungava, sinal de que estava ou ainda estaria chorando.
Ele preferiu ficar quieto, não dava para ver quem era e também nem sabia o que estava acontecendo. Pediu uma bebida e tomou alguns goles, percebendo que a garota loira não havia nem tocado no seu copo e o barman a olhava com curiosidade.
Ele se amaldiçoou mentalmente por ser tão curioso nessas horas.
- Está tudo bem? – perguntou ele receoso olhando para a menina.
Ela fungou um pouco alto demais e limpou o rosto com a manga da blusa. Depois colocou o cabelo atrás da orelha e virou o rosto cautelosa para ele, fazendo-o soltar um murmúrio de surpresa.
- Você quer a verdade ou só está perguntando por ser eu? – indagou com os olhos lacrimejados.
Gerard ficou sem ação por uns segundos e logo percebeu que devia falar alguma coisa rápido.
- Eu não sabia que era você... – ele fez uma pausa – e quero a verdade.
Ela desviou o olhar e mirou as próprias mãos, estava decidindo se contava ou não, afinal ela não estava recusando ombros amigos no momento, mesmo que eles sejam os mais inesperados, como ele. Então ela suspirou e decidiu se abrir com o homem ao seu lado.
- Eu estou assim por causa de um cara, e sim eu sei, é humilhante – disse desolada.
- Bom, não sei direito o que te dizer hã... Avril – ele riu após pronunciar o nome dela fazendo-a lhe lançar um olhar zangado.
- Qual é a graça mister My Chemical Romance? – indagou com os olhos semicerrados.
- Desculpe – pediu parando de rir – é que nunca imaginei essa situação, e acho que nunca imaginei que um dia iriamos conversar – confessou.
- Há! E eu imaginava, é claro, que um dia iria desabafar com Gerard Way – ironizou – achava que me odiava.
- Porque achava isso? – perguntou ele sem entender.
- Fala sério! Você... é... Ah! – ela se atrapalhou.
- Já me julgava antes de me conhecer – disse ele com um olhar reprovador.
- Tá, eu julgava você mal mesmo – confessou dando de ombros.
- Eu também te julguei mal às vezes – ela o encarou e ele riu – Bom, mas me conte sobre esse cara que te deixou assim.
A expressão de Avril mudou e ela estava novamente com o olhar desolado.
- Eu o amo, mas ele não sabe – ela abaixou o olhar – na verdade ele não faz a menor ideia.
- Isso é mal, porque não conta pra ele? – indagou olhando para ela.
- Eu não tenho coragem, típico não é? – ironizou ainda com o olhar baixo.
- Totalmente típico – concordou ele – Mas não é um motivo aceitável.
- Eu sei, mas ele é meu amigo, ou é isso que ele pensa – ela falava fazendo gestos com as mãos – e eu namorei o amigo dele, mas isso faz tempo, e acabei de terminar com meu namorado. Ele vai pensar que sou uma desesperada! – apoiou a cabeça nas mãos derrotada.
Gerard esboçou um sorriso e tomou mais uns goles de sua bebida.
- Ele vai gostar de saber sobre seus sentimentos – começou – e acho que devia contar.
- É fácil falar – murmurou ela na mesma posição.
- Avril – ela olhou para ele – Você é famosa, rica, talentosa, independente e se me permite dizer, muito atraente – ela abriu um largo sorriso ao ouvir isso – Não vejo porque tem medo de se declarar para um cara.
- Acha que sou atraente? – perguntou sorrindo marota.
- Hã, acho sim – respondeu ele meio encabulado pela situação.
Avril começou a rir e deu um tapinha brincalhão no ombro dele, fazendo-o rir junto. Naquele momento eles sentiram que existia uma camaradagem entre eles, uma amizade descontraída e sincera, e então tudo que já pensaram sobre o outro mudou.
- Nunca pensei que você fosse legal – comentou ela.
- Ah mesmo? – ele fingiu indignação – E eu não achei que fosse uma companhia agradável, muito menos divertida – fingiu-se de sério.
- Essa cortou meu coração Gerard! – disse fingindo estar magoada.
- Ah Avril! – exclamou – Veja só, já estamos nos tratando pelo nome! – disse surpreso.
- Isso é inacreditável! – exclamou rindo, mas logo cessou – Obrigada – disse quase num sussurro.
- Pelo que? — indagou franzindo a testa.
- Por me ajudar, eu precisava rir um pouco – esboçou um sorriso quase imperceptível.
- Bom, somos oficialmente amigos então? – perguntou estendendo a mão para ela.
- Oficialmente amigos – ela apertou a mão dele e ambos sorriram satisfeitos.
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