Love In Every Way
4 Capítulo 4 - Naquela Noite
Notas iniciais
O que você faria se tivesse que esconder um segredo que não fosse seu? Por quanto tempo guardaria uma mentira? Essas eram as perguntas que estavam na capa do livro que Rebekah lera noite passada, na cabeça dela tudo era apenas ficção mas nunca iria imaginar que um dia poderia ter todas as respostas se alguém a perguntasse...
Ela tinha acordado tarde naquela manhã nebulosa então se levantou preguiçosamente e vestiu uma "roupa de frio" não penteou os cabelos e desceu as escadas silenciosamente pois não queria que percebessem sua presença saindo do quarto às 10:30 da manhã numa terça-feira qualquer.
—Por que você não foi pra escola? — Seu irmão perguntou enquanto ela descia as escadas.
—Eu... estou doente! — Ela disse mas sua voz a traiu.
Ele a olhou desconfiado.
—Rebekah você não vai à escola a 3 dias... Estou ficando preocupado!
Ela não disse uma palavra apenas o olhou.
—O que ta acontecendo? — Ele disse.
—Escuta, ta tudo bem! Não tem que se preocupar com nada eu estou bem, verdade!
—É claro que tenho que me preocupar, sou seu único e irmão mais velho. É uma obrigação minha!
—Eu sei disso Klaus...
—Você anda meio deprimida esses dias,não sai do seu quarto pra nada, devia sair mais, viver mais...
—Aaah já sei... Você quer que eu vá pra baladas, beba tequila,fume baseado, transe muito até pegar herpes e chegue em casa às 03:00 da manhã? Ou seja: viver como um "adolescente normal". Sinto muito maninho, mas não faz o meu estilo ...
—Bom... se isso for ajudar você a ser menos careta então, por que não? — Ele disse.
Eles riram, Klaus brincava assim com ela e não se importava que ela chamasse palavrão.
—Ok, vou te provar que não sou "careta", vou sair hoje!
—Ótimo!
Quando a noite chegou Rebekah saiu de casa e não tinha idéia de onde iria andou pelas ruas daquela cidade escura e nevoada, Mystic Falls não era conhecida por ser a cidade mais iluminada ou algo do tipo mas Rebekah estava mesmo preocupada era com a falta de movimento que tomavam conta daquele lugar ela andou por aí como se estivesse procurando por algo até que passou na frente do Mystic Grill, estava lotado de gente e o barulho estava tão alto que dava pra escutar até em New Orleans sua antiga cidade que não parava de pensar desde que se mudou para a nova "cidade escura" ela pensava em tudo,em como sua vida era perfeita lá e nas amizades que deixou pra trás.O motivo de ter saído de lá? Ela ainda não compreendia muito, mas sua mãe estava tão deprimida que não quis discordar, o desaparecimento do irmão gêmeo de Rebekah que tinha apenas 4 anos mexeu muito com a família inteira então quando Klaus casou-se resolveu que levaria sua irmã mais nova para morar com ele e Hayley em Mystic Falls.Rebekah não tinha muitas memórias de seu irmão, então por isso foi a que menos sentiu a "perda".
Ela andou tanto aquela noite que ficou muito mais distante da sua casa do que queria e só percebeu quando se deparou numa rua deserta com postes acesos e apenas um banco, resolveu sentar-se até dar o tempo certo de voltar pra casa e dizer ao seu irmão que foi a uma festa e se divertiu muito.Sua missão havia falhado!
Depois de algum tempo ela se cansou e já estava se sentindo sonolenta, resolveu voltar pra casa. Mas quando viu alguém se aproximando sentiu que era melhor deixar a pessoa passar e depois ir embora e quanto mais esse alguém se aproximava, mais Rebekah ficava com medo. Ela resolveu cobrir seus olhos e se encolheu na ponta do banco, já podia ouvir os passos do tal alguém que a fazia tremer de medo e quando parou na frente dela e ela escutando sua respiração ainda de olhos fechados ele encostou em seu rosto e depois disso Rebekah só conseguiu sentir náuseas e um leve arrepio pois o ''estranho'' tocava seu rosto e beijava seus lábios com a suavidade de um anjo e ela sentia um medo que nunca sentira antes mas era um medo bom "ainda vão inventar uma palavra para o que estou sentindo" ela pensou. Quando aquele beijo acabou ela sentiu como se tivessem tirado algo dela mas ainda mantinha seus olhos fechados para ver se durava ainda mais, e quando finalmente abriu os olhos viu pela primeira vez a pessoa que levou sentido a sua vida de uma vez por todas. E esse alguém era irrefutavelmente lindo, tinha olhos claros, cabelos bagunçados e se vestia como se tivesse saído de um filme dos anos 50. Rebekah estava sem reação.
—Oi... — Ele disse apenas isso.
Rebekah mudou de expressão de repente.
—Por que fez isso? — Ela parecia irritada.
—O que? Beijar você? — Ele estava completamente irresistivelmente bêbado.
—Isso! — Ela estava confusa.
—Do meu ponto de vista, você estava aí sozinha e com os olhos fechados.Parecia que queria um beijo!
Rebekah estava perplexa.
—Isso não faz sentido algum, você ta bêbado.
—Você não recuou! Vou falar a verdade, foi um dos melhores beijos da minha vida! — Ele disse com um sorriso que poderia significar mil coisas.
—Eu vou embora! — Ela disse querendo ficar.
—NÃO! Não vai embora, por favor eu te imploro ! — Ele estava de joelhos.
—O que você ta fazendo? Eu não te conheço!
—Por favor senta aqui e conversa comigo, você tem alguma coisa pra fazer agora?
Ela hesitou por um tempo, mas depois sentou-se e o encarou.
—Então posso saber seu nome? —Ele disse.
Ela estava louca pra lhe contar seu nome.
—Digamos que eu sou um mistério!
Ele a olhou encantadoramente.
—Bom, meu nome é Kol.
—Apenas Kol? Você não tem um sobrenome?
—Não, acho que não preciso de um pra lembrarem de mim! — ele disse convencidamente mas Rebekah não ligava, ela apenas assentiu e o fitou.
—De onde você é? — Ela perguntou curiosa querendo saber cada detalhe sobre o garoto que a fez sentir coisas que nunca achou que dava pra existir.
—Não lembro... — Ele disse olhando para o chão por um segundo. —E você? É daqui de Mystic Falls?
—Sou sim!
—Nunca te vi por aí...
—Não sou de sair muito, você nunca vai me encontrar "por aí".
—Sinto muito, mas eu quero te encontrar por aí ...
Eles se olharam por um tempo e se beijaram novamente como se uma energia estivesse ligando ambos.
—Você é incrível minha garota mistério. — Ele disse baixinho durante o beijo.
Ela sorriu e ficaram assim a noite toda, poucas palavras e muitos beijos.
—Preciso ir. — Ela disse determinando aquele o último beijo da noite.
—Não.
—Sim. — Ela disse levantando-se.
—Eu nunca fiz isso na minha vida, é fora do comum ... mas gostei!
Ele sorriu.
—Adeus... Kol Sem Sobrenome.
—Até logo loirinha.
Ela saiu andando pela calçada e o ouviu gritar:
—EU TE AMO GAROTA MISTÉRIO!
—VOCÊ ESTÁ BÊBADO!
Foram as suas últimas palavras dela para ele ... Naquela noite!
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