Love In Every Way
2 Capítulo 2 - Era Você
Notas iniciais
Quando a aula de Literatura finalmente acabou, Bonnie foi a primeira a sair da sala, não que ela não gostasse de livros, poemas e outras coisas que a Literatura tinha a oferecer mas ela tinha planos para aquela noite e não queria se atrasar.Saindo de MFHS tentou encontrar Elena mas não a achava em lugar nenhum então ela foi pra casa sozinha ainda achando que Elena iria até a casa dela pra saírem juntas. Elas tinham combinado de ir pro Mystic Grill naquela terça à noite pra ver uma banda que Elena gostava, Bonnie não gostava de ficar em lugares com muitas pessoas gritando ao seu redor mas ela queria sair com sua amiga,coisa que não fazia a muito tempo.
Quando chegou em casa se admirou, pois viu seu pai no sofá lendo jornal. Ele não parava muito em casa porque era o Prefeito da cidade em que vivia, mas pro azar de Bonnie ele estava presente justo no dia em que ela queria sair.
—Por que chegou tão tarde ? — disse ele fingindo que sabia os horários da filha.
—Pai, são 07:00 da noite — Bonnie respondeu com um pouco de sarcasmo. —Mas não se preocupe, eu já vou sair de novo .
—O que ? — ele disse irritado — Você vai sair agora? Nada disso !
—Eu vou dormir na casa da Elena !
Ele sabia que Elena fazia bem pra Bonnie e também era uma boa influência pra sua filha, principalmente depois do que tinha acontecido no verão passado.
—Tudo bem, eu levo você até a casa dela.
—Não precisa pai.
—Claro que precisa! E se aquele delinquente vê você na rua sozinha ele pode tentar alguma coisa e...
—Ele não vai fazer nada, porque eu sei me defender. — Ela disse confiante.
—Tudo bem, mas se acontecer qualquer coisa me liga .
—Ok.
Bonnie foi pro seu quarto se arrumar pra ir buscar Elena pra elas saírem, ela saiu de casa às 22:00 e seu pai já estava dormindo se ele a visse com certeza não iria deixar ela sair pois ela estava saindo tarde e com uma roupa que pais como ele acham "inadequado". Ela entrou no carro e recebeu uma ligação mas ignorou, quando chegou na casa de Elena saiu do carro e foi entrando, a rua estava deserta ela bateu na porta e a abriram.
—Oi tia Jenna ! A Elena está ?
—Oi Bonnie, você está muito bonita.Não a Elena não está, pensei que ela estava com você. — Jenna diz um pouco confusa.
—Ahh ela já deve ter ido, muito obrigada tia Jenna. — Bonnie se despede.
—Tchau Bonnie, tenha cuidado.
Bonnie entra no carro e se pergunta porque Elena não esperou ela, ela recebe outra ligação mas ignora novamente e segue para o MG. Quando chega lá, vê muitas pessoas entrando e pensa "essa banda deve ser boa mesmo" ela entra e não encontra Elena, pensa até em ir embora mas ela já estava lá mesmo, então por que não curtir a noite ?
Ela vai até o bar e pede tequila, depois de 5 doses ela já não estava mais lúcida e apenas sente alguém pegando sua mão e a puxando, quando chega a um canto onde não tinha muita gente ela escuta um sussurro em seu ouvido:
—Você está linda. — ele diz encantadoramente e suave.
—Obrigada.
—Agora, por que você não atendeu minhas ligações?
—Eu não sabia que você estaria aqui. — ela diz tentando se desculpar.
—Entenda que eu sempre vou estar onde você estiver!
Ele a trás pra mais perto dele e põe suas mãos na cintura dela, ele admira aqueles lindos olhos verdes dela por um certo tempo e sem aguentar mais ele a rouba um beijo e que beijo, eles já tinham se beijado antes mas toda vez que se beijavam assim parecia que era a primeira vez.
Quando suas bocas se desencostam, eles abrem os olhos lentamente.
—Eu adoro quando você faz isso, é diferente! — Ela sussurrou no ouvido dele.
—É romântico. — Ele disse baixinho.
Eles se olharam por mais uns instantes, aquilo era uma coisa deles, era como eles mostravam seu amor !
—Mudando de assunto, como você conseguiu sair de casa? Seu pai não estava lá? — Ele perguntou.
—Sim, ele estava. Eu disse que ia dormir na casa da Elena. Meu pai gosta dela.
—Ele ainda me chama de "delinquente" ? — Ele riu, achava que era um apelido engraçado.
—Sim, ele ainda não esqueceu aquilo! Pra ele você é ''Damon, o delinquente''.
Eles riram e se divertiram aquela noite, mas o que é bom dura pouco. Damon recebeu uma ligação enquanto dançava e beijava Bonnie, ele não queria, mas atendeu !
— Agora? — Disse ele falando ao telefone. — Tudo bem já tô indo ! —Desligou, e foi se despedir de sua namorada.
— Eu tenho que ir ! Te vejo amanhã ta bom ? — Deu um beijo em sua testa.
—Você vai pra onde ?
— Na casa do Kol.
—Eu não acredito que você vai fazer isso de novo! Você disse que não ia fazer de novo!— Bonnie já estava gritando, mas a música estava muito alta então ninguém a ouviu.
— Nós já conversamos sobre isso! Eu tenho que ir. — Ele já tinha ido embora.
Bonnie já não estava mais com vontade de dançar, ela não conseguia parar de pensar no que ele iria voltar a fazer, ela não estava preocupada em ele estar traindo ela, Damon era tudo de ruim mas isso ele não fazia. Ela queria voltar pra casa então saiu do MG e entrou no carro já era 03:00 da madrugada e ela foi dirigindo até sua casa mas no meio do caminho houve algo que ela não esperava. A escuridão tomou conta das ruas de Mystic Falls, todas as luzes se apagaram, era um blecaute na hora errada. O carro parou e Bonnie começou a ficar preocupada, não dava pra acreditar que o carro tinha ficado sem bateria, ela tentou ligar para seu pai mas assim como o carro seu celular estava desligado.Ela começou a xingar Damon mentalmente, ele devia estar com ela mas não estava! Além de estar no escuro estava sozinha.
Tudo parecia muito calmo, ela estava esperando ser assassinada por um serial killer ou algo assim mas ao invés disso só ouviu uma voz.
—Tem alguém aí ?
Ela ficou quieta e tentou não fazer nenhum barulho mas estava tão nervosa que deixou o celular cair.
—Oi você está bem? — Era o que aquela voz dizia. — Eu não quero te machucar.
Bonnie já tinha ouvido muito essa frase em filmes, em todas as vezes a pessoa que dizia isso sempre machucava a pessoa que estava com medo como Bonnie. Sem ela perceber o dono da voz parecia ter tocado o braço dela e isso a fez chorar de medo.
—Hey, ta tudo bem ! Não vou machucar você.
Ela tentou ficar calma e foi parando de chorar aos poucos.
—Eu parei meu carro a umas quadras daqui, você quer que eu te leve em casa?
—N-Não, meu carro está aqui .
—Tudo bem, eu posso te levar no meu carro e venho buscar o seu amanhã. — Ele disse tentando ser gentil.
Bonnie estava sem opções, então ela aceitou ir com o desconhecido .
—Tudo bem, vamos !
Ele a conduziu até seu carro e abriu a porta ele também a ajudou a se sentar.
Não falaram nada durante o caminho até sua casa mas Bonnie já se sentia mais segura.Quando eles chegaram até a casa dela ela o agradeceu mesmo sem conseguir ver seu rosto, mas não importava, só o fato de ele a ter salvado já era algo admirável para Bonnie.
—Cuidado ao entrar. — Ele disse.
—Obrigada.
Ela entrou e foi direto para seu quarto, se jogou na cama e deu graças à deus por ainda estar viva e por ter um "anjo" para a ajudar naquele momento medonho.
No dia seguinte ela acordou e já tinha se esquecido que tinha aula, tudo já tinha voltado ao normal então ela também teria que voltar ao normal também.
Ela se arrumou e foi pra escola sem seu carro que tinha ficado pra trás na noite anterior mas agiu como se nada tivesse acontecido, mas ainda assim ia dar um sermão na Elena por não ter saído com ela ontem, pelo menos iam enfrentar o blecaute juntas.
Quando chegou em MFHS já estava atrasada e literalmente correu pra sala de aula. Chegou e sentou em sua carteira e ficou olhando para seu lápis tentando parar de pensar na pessoa que tinha lhe levado pra casa em segurança na noite passada. Quando um garoto entra na sala e se apresenta para a professora, Bonnie ouviu porque sempre senta na frente perto da mesa da professora. Ela estava distraída mas o dono daquela voz a fez prestar atenção nele, ele estava de costas mas ela o encarava. Quando ele foi se sentar escolheu um lugar atrás de Bonnie, ela não estava o reconhecendo então resolveu deixar pra lá. Quando algo toca seu braço com suavidade ela se vira e:
—Oi meu nome é Kai, você tem uma caneta pra me emprestar ? — Ele sussurra.
Bonnie fica perplexa, ela o conhecia, ele era seu "anjo" da noite passada.
—Ai meu Deus! Era você ...
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