Love Hurts
17 Capítulo 16 - Trabalho em grupo - Parte 2
Notas iniciais
Peguei a primeira coisa que tinha na minha frente, no caso uma blusinha preta e um short jeans. Continuei com as pantufas de sapinho porque elas eram muito legais.
- Está vestida ? — Percy gritou, do outro lado.
- Sim. — Gritei de volta.
- Posso entrar ? — Ele perguntou.
- NÃO ! — Eu resmunguei e ele abriu a porta. Ele se sentou na minha cama, na maior intimidade, e eu chutei ele pra fora.
- Ai ! — Ele gemeu de dor, dando com a bunda direto no chão.
- A.Cama.É.Minha. — Eu disse, ele arregalou os olhos, e depois sorriu.
- Mas aquela noite você queria que eu viesse e deitasse nela, né? — Ele disse, e eu corei, levantando novamente a faca.
- Parei, parei. — Ele disse.
- Melhor assim. — Eu disse. — Porque você chegou tão antes ? Eu não estava a fim de ver a tua cara tão cedo. — Eu disse.
- Porque eu estava sem nada pra fazer, e resolvi irritar uma velha amiga. — Ele disse.
- Eu não sou sua amiga. — Eu disse, e ele pareceu meio chateado.
- Ah, então eu só queria irritar alguém mesmo. — Ele disse, meio abalado pelo que eu disse antes.
- Vai encher o saco da tua mãe, Jackson. — Eu disse, e ele pareceu um tanto triste.
- Não dá, ela mora com outro cara no Colorado. Repreendi a mim mesma por ser tão estúpida. Mas tanto faz, eu não estava a fim de papo com ele mesmo. Coloquei os fones de ouvido, e pûs no volume máximo. Liguei o Notebook, e disse:
- Fique o tempo que quiser, eu não vou te dar a mínima gota miserável de atenção. Eu disse, e ele fez a maior cara de merda.
- É Assim que recebe suas visitas ? — Ele perguntou, tirando meus fones e ficando um tanto perto demais.
- Você não é uma visita. Você é um intruso, eu não te chamei pra vir até aqui. — Eu disse, e ele sorriu fraco.
- E quando você apareceu no meu quarto do nada, reclamando do barulho ? Eu não me lembro de ter te convidado . — Ele disse, e eu ri. MERDA! EU RI ! Detesto quando estou brava com alguém e essa pessoa me faz rir.
- VOCÊ RIU! Você RIU ! Consegui fazer você rir! — Elr disse, e eu fechei a cara.
- Mas é óbvio que não, seu idiota convencido ! Eu estava rindo... Daquilo ali, olha ! — Apontei para um ursinho que tinha em cima da minha cama.
- Você é uma péssima mentirosa... Tsc Tsc. — Ele chegou perto, e eu me afastei mais uma vez.
- E você é um péssimo... Ah esqueci, você não é bom em nada. — Eu disse, e ele se jogou no chão.
- Oh, essa doeu bem lá no fundo do meu pâncreas. — Ele disse, e eu assenti.
- Você me deixa de mau — humor. — Eu disse.
- É, e também te deixo arrepiada. — Ele disse, passando a mão no meu braço, e me deixando realmente arrepiada.
- Para. Com. Isso. — Eu murmurei.
- É Divertido ver a sua reação. — Ele disse.
- Eu te odeio mais que tudo. — Eu disse, cerrando os dentes.
- Odeia nada. Você me ama, isso sim. — Ele disse, se sentando ao meu lado.
- Amo nada. Imbecil. Idiota convencido. — Eu disse, e ele sentou mais perto.
- Ah, não ama ? — Ele perguntou, e eu me estremeci todinha.
- É! Não amo. — Eu disse, e ele chegou um pouquinho mais perto.
- E se eu te tocar aqui... O que você sente ? — Ele perguntou, tocando o meu joelho.
- Nada. — Menti.
- E aqui ? — Ele tocou no meu braço, e eu senti um choque elétrico percorrer todo o meu corpo.
- Nada. Nadinha. — Eu disse, com a voz trêmula.
- E se eu te tocar... Aqui ? — Ele disse, e foi chegando mais perto do meu rosto e eu...
CONTINUA!
Fale com o autor